segunda-feira, 25 de março de 2013

A farsa do observatório!

Em uma postagem do blog Campos em Debate, perguntei ao advogado Cléber Tinoco qual seria o critério da pauta do tal observatório, e se ele começaria auditando contratos em casa, ou seja, na UENF, como forma de dar o exemplo.

Eis a resposta do advogado aí embaixo, ou seja, uma partido de oposição, sem o nome de partido, sem mandatos, e sem a fiscalização do TRE sobre as contas, pois ONGs estão sob um regime fiscalizatório bem mais "frouxo".

Ah, eu perguntei também sobre todos os contratos de publicidade oficial junto a mídia corporativa, e o advogado "esqueceu" de me responder.

Assistam senhores, com se joga a credibilidade pelo ralo...tomara que valha à pena...

"Caro Douglas,

O foco do Observatório é a Administração Pública municipal. É impossível sindicar todos os atos e contratos da Administração, por conseguinte ela é seletiva.

Outras ações que visem ampliar a fiscalização do Poder Público, seja do nível municipal, estadual ou federal serão sempre bem vindas.


Abraços,


Cleber Tinoco
25/3/13 15:54"

6 comentários:

Anônimo disse...

Também acho o observatório um embuste. Para a sociedade, não dará em nada. Para os "observadores", eu não sei...
Entendo o desejo de fiscalizar os atos da prefeitura, mas há instâncias legítimas para isto. Não atuam, mas existem.
Não acredito na boa intenção dos fiscalizadores do observatório assim como não acredito na remissão dos pecados de quem deveria tê-lo feito.

As instâncias legítimas estão enfraquecidas e não é à toa. Somos, todos, culpados por isto.
A câmara municipal dispensa comentários. O TCE finge que fiscaliza e a gente finge que acredita. Seu presidente não está lá à toa.
O MP por sua vez empossou recentemente novo procurador geral e a julgar pela presença quase inesperada de um certo casal na posse do grandão, todo mundo entendeu a mensagem: "o anterior era seu, mas este é meu..."

O observatório é uma tentativa de marcar uma posição política, mas sem a legitimidade partidária.
Contudo, a omissão dos partidos de oposição de Campos, que abdicaram de fazer política, abriu espaço para isto.
Neste sentido, Douglas, faço uma crítica tambem ao seu partido e à sua posição, pois você detém um conhecimento que muitos lá não tem. Você não deveria se omitir da AÇÃO, embora eu não conheça a sua vida privada nem sua ação partidária.
Quanto mais a gente sabe, mas temos compromisso...

douglas da mata disse...

Caro comentarista, aceito sua crítica e lhe digo:

A melhor forma que encontrei de manter uma interlocução com a sociedade, o que me possibilita debater os temas que julgo relevantes, foi por aqui.

Não é nem de longe um instrumento que possa ser comparado a um partido.

Porém, não foi escolha minha, foi imposição, pois o PT, de Campos dos Goytacazes não detém instâncias que se dignem a tratar da discussão política, alma de um partido.

Não há quem se lembre da última reunião ampliada do partido.

Pelo que sei, os mandatos, o anterior e este, NUNCA realizaram uma plenária sequer, a não ser para tratar das suas campanhas.

Foram 20 e tantos anos de militância, e confesso: a gente cansa!

Mas como eu disse, recebo sua crítica...

Anônimo disse...

Obrigado por aceitar. Ela é, antes, o desejo de ver a política de Campos com uma mais participação qualificada.

Abs

Ex-office boy disse...

Bem, não sei bem se esse observatório é um passo seguinte do projeto de controle social nascido na UENF.

Se sim, integrei o tal projeto.

Pedi pra sair. Não, não fui um visionário. À época, não conseguia conciliar com a faculdade e também exigia umas intervenções em público. Não sou um bom orador, corro disso.

Enquanto ainda integrava, observei que o texto de apresentação do projeto, que era enviado aos sindicatos (do empresário ao cortador de cana), entidades de classe era de um academicismo tamanho que recorri ao dicionário para compreender algumas coisas.

Externei, também, meu inconformismo com a necessidade de se apontar, sublinhar e reforçar que o movimento era "apartidário". Apontei que, ao meu sentir, o chamamento político para um maior protagonismo social cidadão não poderia prescindir dos partidos e que a partidarização não só era natural, mas necessária para a intervenção democrática que refletisse as mudanças que se desejava naquele processo, sob pena de se repousar no campo do discurso.

Minha postura "assustou" alguns membros (sim, essa foi a expressão utilizada).

Já estava em curso, ali, um discurso seletivo, hermético, hierarquizado, somado ao "apartidarismo" que, a julgar pelo "susto", que nem me preocupei em saber porquê, demonizava política e partidos.

Bem, por isso, talvez, eu não me assustei quando o Cesar Maia virou voto útil pro Senado...

Sobre a postagem original do Campos em Debate, os 7 mil pagos a qual dos intermediários do Dom Américo demonstra que o Observatório permanece apartidário, mas suas escolhas observáveis obedecem uma lógica, que demonstra um viés, quer queira ou não. São tangidas por interesses e escolhas (não necessariamente inconfessáveis, mas não! não são escolhas à esmo, imparciais, assépticas ou apolíticas!).

Valeu pela lição sempre prestigiosa do Marçal, mas, e daí?

Os problemas da bilionária Campos perpassam a bagatela dos 7 mil reais do Dom Américo, pagos ora a um intermediário, ora a outro?

A teleologia da coisa, inexigibilidade por especificidade do objeto que impossibilita a competição, não está configurada?

Os valores praticados não foram os mesmos?

Qual o prejuízo para a administração pública efetivamente observado?

Ah, se o Dom Américo é agenciado por mais de um agente podíamos fazer um pregão com os intermediários e cotar aí um desconto de 5%... ou não...

Filigranas...

A coisa é tão esdrúxula que se o contratado fosse o próprio artista, tudo bem.

Se fosse contratado 4 vezes, num mesmo mês, tudo bem, pois seria conveniente e oportuno... quem disse que não?

Se custasse o dobro, tudo bem, o preço de mercado é o que está no mercado. Que dirá um cachê artístico...

Mas, faço carga e coro, Douglas, vale mais observar a melhor técnica jurídica desse pessoal da licitação da PMCG ou perquirir contratos e valores de publicidade pagos pela viúva?

São módicos, nos limites da moralidade administrativa?

Exprimem a necessária publicidade e informação dos atos da administração ou descambam para a propaganda política, o personalismo e para cevar dono de jornal?

Se a atecnia do caso Dom Américo, que raia a irrisão, mereceu observação, aguardemos, pois o olhar do observador não deve ser míope, mas implacável e arguto...

Não vai se curvar a manter a cordialidade agrilhoada com esse pessoal que vende o verbo pela verba...

Não acredita em almoço grátis, citação em blog (?), entrevista e necessidade de interlocução com esses "formadores de opinião"...

Anônimo disse...

Enquanto isso um lamacento acha que as coisas erradas estão na Uenf. O mesmo defende as politicas do PT, o mensalão..e outras mazelas por aí

douglas da mata disse...

Bom, para vocês moralóides, não vale este argumento, pois afinal, um erro não deveria justificar o outro.

Partidos estão aí para isto mesmo, feitos por homens e mulheres, que podem errar e acertar...podem até serem alvos de críticas de imbecis como você, que aliás, tem todo o direito de entupir nossos ouvidos com estas merdas que nos fala...

O problema são as "divindades" das Universidades e observatórios que acham que nos podem empurrar goela adentro esta coisa de estar acima dos erros e imune a cobranças.

Mas como dizem: se reclama é porque atingi em cheio o objetivo!

Farsantes!