domingo, 31 de março de 2013

A escória internacional: O esgoto escorre de norte a sul no Novo Mundo!

Embora alguns cretinos da classe mé(r)dia brasileira, 99,9% dos editorialistas da mídia porcalista e outros setores da elite, gostem de nos imaginar um país desprovido de ódios raciais e de outras naturezas, como de gênero ou religiosos, sabemos que nossa violência letal tem alvo, ou seja, faixa etária, cor, classe e gênero, bem definidos.

De uma forma diferente, e sublimada, nossas vítimas estão nas periferias, nos bairros pobres, entre 17 e 25 anos, e quase todos pretos os mortos por homicídio doloso no Brasil.

Resta outro tanto de mortes para mulheres (estas, na maioria mortas por maridos, namorados, etc), e os gays. 

Por outro lado, crescem os registros de intolerância religiosa no país, onde as denominações afro-brasileiras rememoram os tempos de caça aos terreiros no início de século passado.

Há violência de amplo espectro neste país, mas gostamos de vomitar esta lenga-lenga que mistura um patriotismo calhorda com uma hipocrisia pacifista que não resiste a dois segundos de olhar mais acurado.

Mas nem por isto os outros países, que estes mesmos cretinos consideram exemplo de paz e organização social, vivem momentos mais animadores.

Tão bom seria que esta mitificação do processo civilizatório estadunidense pudesse mesmo nos servir de referência...mas não pode!

Mike McLelland, 63, promotor público do Condado de Kaufman, Texas, e sua esposa, Cynthia, 65, foram encontrados mortos no último sábado, baleados dentro da residência do casal.

Seria mais um caso de duplo homicídio, talvez agravado pelo cargo ocupado por uma das vítimas.

Mas não é só isto.

O District Attorney (como são chamados os promotores por lá) havia prometido rigor para prender os assassinos de Mark Hasse, promotor-assistente, morto em 31 de janeiro deste ano.

A onda de violência contra autoridades e propriedades públicas é uma ameaça constante no Texas, desde que vários integrantes do movimento supremacista (neonazistas) têm sido indiciados e condenados a pena de morte por seus atos de violência racista.

O assustador nisto tudo é que, ao lermos certos sítios eletrônicos e outros blogs, inclusive alguns aqui da região, temos a impressão de que alguns calhordas ("scums", como chamou o promotor morto) pretendem importar estes postulados em nome de algo que chamam de "liberdade de expressão".

Que piada mórbida, uma vez que são estes crápulas que ameaçam tal liberdade e a própria raça humana.

Temos lido, com perigosa frequência, gente defendendo ditadura, e outras soluções de força (disfarçadas), pregando o não-reconhecimento de que há grupos que sofrem a violência de jeito mais agudo que outros.
Estes supostos "pacifistas" dizem que não há porque considerar questões de classe, cor ou gênero, porque a violência se expressaria de jeito igual para todos.

São os assassinos do igualitarismo formal. Aqueles que repetem o mantra de que todos são "iguais" perante a lei, mas vivem no mundo dos benefícios e privilégios dos que são mais iguais que outros.

Fingem desconhecer que definir esta distinção é dotar de proporcionalidade as providências necessárias, porque tão ou mais injusto que não agir, é agir de forma igual com os desiguais!

Como vemos, embora cada História revele um desfecho, a escória tem sempre cacoetes universais.




Leia a matéria completa no Guardian.co.uk.





sábado, 30 de março de 2013

Por que choram os senhores e iaiás das Casas Grandes...

O dado é do IBGE.

O que diminuiu o número de empregados domésticos no país foi o grande leque de oportunidades e melhores condições do mercado de trabalho no país, inclusive com aumento das vagas no ensino superior, em grande parte através do Pro-Uni.

Mas os cretinos da mídia, em rádios, jornais e TVs, gostam de dizer que foi ingratidão, e/ou preguiça pelas facilidades dos benefícios do governo...Como se houvesse virtude em ser humilhado todos os dias, sem direitos, e só com deveres, ganhando uma merreca.

Paradoxalmente, ao contrário do que dizem os escravocratas modernos, os patrões e patroas, os analistas do IBGE apontam que a regulamentação do trabalho doméstico, com a inserção destas relações trabalhistas em normas que já vigoram há 70 anos para outras profossões, é que pode reverter o êxodo dos trabalhadores domésticos para outras profissões.

Por mês, 25 mil trabalhadores (as) domésticos abandonaram este regime de semi-escravidão para outras profissões.

Pelo jeito, este pessoal que "era quase da família", cansou de ser cidadão de segunda classe!


Senhor X: Ou Senhor Destruição!

Chamavam-no de Midas, em alusão ao toque da riqueza!

Nada mais adequado, pois sua maldição é esta: Mata tudo que toca.

Mas agora, com o desabamento do porto no norte do país e seis mortos, um castelo de cartas vendido para os otários da Anglo American, com o exílio violento dos proprietários do V Distrito de SJB, a terra salgada, e os trabalhadores escravizados e humilhados nos canteiros das terceirizadas, não resta dúvida:

O senhor X e suas empresas são o flagelo que anunciam destruição por onde passam!

Afinal de contas, até quando vão deixar este personagem cumprir este desastroso papel? Já passou da hora de seus "diretores e roteiristas" tirá-lo de "cena". Caso contrário, não restará pedra sobre pedra, e os prejuízos tendem a ser maiores.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Porto de Açu e as quadrilhas corporativas.

Que a mídia corporativa use dois pesos duas medidas já sabemos. Que a Justiça esteja à serviço dos poderosos, idem.

Mas eu não sei onde o pessoal da associação que defende os proprietários do Açu (5º Distrito) estão com a cabeça. 

Talvez tanta violência a que estejam expostos sirva também a isto: turbar o pensamento, a reflexão, o raciocínio. 

Mas este sentimento não pode se espalhar aos defensores e advogados do grupo gaulês que resiste contra o Império.

Ora, se foram cometidos abusos (CRIMES) durante a truculenta ação de remoção (ou tentativa) de moradores, se havia homens armados, e se há uma ação estável ou não, ma hierarquizada, com tarefas definidas e por último, com atos que ultrapassem territórios (começam lá na capital, ou no exterior, e chegam em SJB), estamos diante da modalidade delitiva de quadrilha ou bando, com processamento previsto pela lei que trata de grupos organizados ( ver Lei 12.694, em seu artigo 2º).

Teríamos, a priori, pelo que li no material do blog do Pedlowski: 

Coação no curso do processo (artigo 344 do Código Penal), esbulho possessório (artigo 161, § 1º, "II" e § 2º) e abuso de autoridade (lei 4898, artigos 3º, "a" e 4º , "h").

Houve abusos? Existiu uma "cadeia de comando" que determinou a prática de tais condutas censuradas em lei?

É isto que deve apurar a polícia. Mas os fatos DEVEM se comunicados!

Ué, vão esperar a empresa e seus comparsas na mídia criminalizarem as vítimas? Ou acreditaremos que os que estavam ali, estavam por inciativa e interesses próprios?

A globo, o cristianismo e o nosso tea-party: sinais de fumaça na oca global tupinambá!

Não há nada de original na guinada da rede globo em direção aos evangélicos. 

Se é verdade que, à primeira vista, pareça pontuada por uma questão óbvia de mercado, esta ação é mais que um apelo desesperado para enfrentar outros canais de orientação religiosa que lhe comem a audiência como um mingau quente, pelas beiradas.

É um movimento que já teve seu auge de histeria nos EEUU, durante a idade recente das trevas, o governo bush jr, mas que ainda lançam pesadas sombras sobre o american way of life, e por tabela, em todos os países ocidentais que macaqueiam seus trejeitos culturais e políticos.

Este movimento pode ser resumido assim, dentro de minha lógica pobre e conceitualmente limitada:

- Industrialização e encarecimento dos processos democráticos, e no Brasil isto se deu com a hiperbolização dos "tribunais eleitorais" e suas regras que trancaram a Democracia em gabinetes e estúdios de TV, nos EEUU, o fenômeno foi via mercado, com a super exposição da ação política a mídia, tornando-a dependente desta, que resulta em uma relação de causa-e-efeito, onde não é mais possível saber que é motivo e quem é resultado(mídia e ação política), embora a primeira queira submeter a segunda, pautando-lhe as agendas de governança pública;
- Subordinação da política ao financiamento privado, em virtude do alto custo dos processos eleitorais, que sequestrou a política em torno da captação (lícita ou não) de recursos, que de quebra, encurrala a política ao julgamento hipócrita e moralista da mídia sobre seus desvios para buscar tais fonte de recursos, culminando na demonização da política e das escolhas populares, objetivando, ora derreter o capital político dos líderes populares, ora legitimando apenas as escolhas dos líderes que aceitem o seu figurino pré-determinado;
- Imposição de uma agenda judicial-criminal, moral, religiosa ou ambiental, como forma de diluir os conflitos de classe que se evidenciam com os governos progressistas, imobilizando e interditando o debate em torno destes temas que seriam supra ou apartidários, justamente para enquadrar a luta política nos estamentos onde ainda detêm alguma chance de sucesso, geralmente marginais aos processos eleitorais (considerados viciados ou impuros) exacerbando as contradições "morais" que são trans-classistas, mas que apenas são mostradas quando e sobre quem interessa. É daí que nasce, por exemplo, fraudes como observatórios, movimentos "cansei", anônymus, etc.
- E por fim, aquilo que chamamos de foxstinização da mídia(não por acaso, a FOX News é do capo-mídia Murdoch), o que por aqui, experimentamos como a  partidarização dos veículos de mídia.  

A chamada do globo repórter de hoje é um aviso, uma assinatura em um novo tratado político, consolidado como aparente e displicente acaso ecumênico, mas que nada tem de casual.

Impensável até bem pouco tempo atrás, em plena sexta-feira santa, data ápice do calendário dos que acreditam na fábula do carpinteiro bastardo, os cristãos, mas que tem mais apelo entre a facção romana, os católicos, a globo chama atenção para um programa dedicado a mostrar a união dos cristãos (católicos e evangélicos) em nome dos novos tempos.

De um lado, será mostrado, de acordo com a inserção durante o noticiário matinal, os exemplos "franciscanos", os movimentos da renovação carismáticas, os padres-celebridades, e de outro, o trabalho assistencial dos evangélicos nas periferias.

Pois bem, o que temos aqui é o que já se estruturou por lá nos EEUU: uma aliança conservadora, que vai da moderação ao radicalismo, dependendo do contexto e da audiência, mas que se destina a propagar, via religião e postulados "morais", uma agenda política de reação e (re)construção dos valores capitalistas liberais, tudo isto, como dissemos, mesclado a supressão e/ou ataque aos avanços conseguidos pela ampliação na noção do Estado-laico, da proteção às minorias, e outros direitos e garantias que não podem ser suprimidas em nome da falsa ideia de que a liberdade religiosa pode transformar dogmas de religião em leis que se apliquem contra todos os demais!

É a junção dos piores setores das denominações religiosas, em uma nova Cruzada para re-estabelecer a hegemonia cristã, onde ela está ameaçada(quase no mundo todo) e mantê-la e ampliá-l-a onde ainda persiste(nas paragens latino-americanas e africanas).

E como prova a História, quase sempre este ataque cristão vem à bordo da demolição à Democracia, embora digam querer lutar por ela. 

Quase sempre vem na esteira de guerras, violência e muita, mas muita intolerância!

Neste sentido, toda gritaria em torno do deputado racista e homofóbico (in)feliciano faz pouco sentido,  bem como faz pouco sentido debater se o papa era X9 da ditadura argentina ou não.

Eles são apenas as pontas-de-lanças de uma estrutura que está onde sempre esteve: religiões servem a dominação e submissão da Humanidade, condenam-nos à barbárie e às trevas sob o argumento da salvação.

É bom os ideólogos e intelectuais dos partidos e movimentos sociais entenderem o que se passa, para que possam desarmar esta bomba relógio...se é que é possível.


quinta-feira, 28 de março de 2013

Globo: é mesmo feia a crise!




A rede globo experimenta um processo perene e inédito de desidratação de sua audiência, só o jn, por exemplo, a rede globo despencou de 80% a 27% nos últimos anos.

Não é um episódio sazonal, ou isolado em sua grade de programação, resumido a um ou outro conteúdo.

É uma tendência que mostra-se crescente e irreversível!

Ela é a matrix do PIG, a fonte de produção de boa parte das ignomínias da recente História brasileira, desde a tentativa de ignorar as Diretas Já, passando pela criminosa edição do debate em 1989 (promovida pelo cretino armando nogueira, que o diabo o tenha!), atuando como correia de transmissão da octaéride fernandista, e depois, atuando como ilegítimo partido de oposição aos governos Lula e Dilma, com direito a farsa da bolinha de papel, e uma série de "denúncias" nunca comprovadas, derreteu seu capital social, e hoje, no máximo, consegue assassinar reputações, mas nem de longe elege presidentes, como contava-nos o folclore político recente.

Há muito tempo é perceptível o excesso de auto-elogio nas inserções institucionais da empresa de mídia.

Mas hoje á noite, pela primeira vez, a globo dedica uma enorme parcela de um de seus horários mais nobres, logo após a novela das 21 horas, para fazer a apologia a si mesma.

É sintoma grave...vem aí...a ladeira abaixo!

quarta-feira, 27 de março de 2013

Campos dos Goytacazes: A lei do mais forte?

É público e notório que este blog não vê com bons olhos os chamados vereadores de "oposição". A bem da verdade, não há entre eles nenhum significado ou gesto que se oponha, in factu, ao modelo garotista.

Um deles, herdeiro de uma das oligarquias políticas decadentes da cidade, donatário de hábitos e costumes do falso moralismo classe média e pequeno burguesa que impregna nossa cena política atual. carrega em seu DNA os trejeitos de uma democracia sem povo, a democracia de 20 milhões de brasileiros. É só ler o que seu pai e inspirador deixou escrito.
Este rapaz é, como assim dizer, uma velha-novidade.

O outro, cria do mesmo coronelismo político, junto com a irmã, dissidente deste, mas que migrou para uma cidade vizinha. Praticam por lá o que criticam aqui!

O outro, que poderia se colocar como alternativa, é também herdeiro do prestígio político de um extinto vereador que se fez à sombra da administração Mocaiber, misturando política, religião e o surrado esquema de troca de apoio por facilidades em cursos de salvatagem e contratação junto à empreiteiras da Petrobras.

Existe um quarto nome? Não sei, me foge a memória...

Bom, mas este improvável quarteto, tão heterogêneo, mas unido pela completa falta de criatividade e capacidade de articular fatos políticos para contrapor a dinastia da lapa, não pode carregar toda culpa sozinho.

É fato que a configuração de forças é extremamente desfavorável.

Mas eu tenho uma dúvida: Todos os parlamentos, pelo menos os que eu conheço, mantém em seus regimentos dispositivos que garantem a minoria a possibilidade de impedir a formação de maiorias que esmaguem estes setores minoritários.

É uma garantia constitucional que as minorias possam ter seus pleitos avaliados, principalmente quando se trata do exercício das funções fiscalizatórias do parlamento em relação ao poder executivo.

Assistimos no Congresso Nacional, não poucas vezes, a minoria intervir através de obstruções, que trancam a pauta, obrigando a negociação, em determinadas matérias.

Outras vezes, mesmo sem maioria, parlamentares de oposição conseguem convocar ministros e outras autoridades da administração federal, a fim de que se expliquem e expliquem as dúvidas sobre seus atos.

Sabemos que tudo isto, às vezes, parece um jogo de cena, e é...mas é um jogo necessário, onde a oposição, ainda que carente de votos, transmite suas convicções, táticas e estratégias, mesmo que no processo legislativo seu peso não lhe permita influenciar no resultado.

Ora, nem isto na Câmara Municipal tem sido feito.

Então, eu pergunto: 

Há dispositivo naquela casa que permite a minoria encaminhar seus pedidos de informação ao poder público municipal?

Se não há, eu pergunto novamente: Não seria desejável, à luz da CRFB/88 que a minoria pudesse obter informação?

E por fim: Não é o caso de submeter, através das presidências dos partidos de "oposição" este regimento a uma ação direta de inconstitucionalidade, ou através do método difuso, via Juízo local, o questionamento sobre as distorções do exercício ditatorial da vontade da maioria?

Ou consagraremos, como naquela velha piada de judeus e alemães, a noção de que 21 vereadores resolvem matar os 4 da oposição, apenas porque os últimos estão em desvantagem numérica?

Vontade da maioria? Por certo.

Democracia? Creio que não. 

Leiam e vejam bem os idiotas(só os idiotas): Não se trata de chamar o Judiciário a intervir no processo político, na ação legislativa, mas apenas de socorrer a minoria que encontra-se soterrada pelo peso das regras dacronianas de funcionamento da casa, que atacam as noções de proporção e isonomia, consagradas na CRFB/88. 

terça-feira, 26 de março de 2013

Na planície, os filhotes de Sandra Cavalcanti chocam os ovos da serpente.

No rádios, jornais e em blogs de coleira, a sanha higienista contra populações de rua levanta o tom. 

A pobreza e o abandono chocam, mas só quando estão à vista.

Poucas vezes li, nestas plataformas recheadas de cretinos, tanto protesto indignado contra as condições degradantes dos moradores da CODIN, da Baleeira, ou de outro endereço desfavorecido.

Por anos, centenas de pessoas fuçavam um lixão como urubus sem asas, e nunca ouvi um lamento qualquer, e ainda hoje, estas pessoas jazem, sequer o ganha-pão do lixo têm, e o silêncio mantém-se estonteante.

Em alguns casos faz muito pouca diferença se os pobres habitam um barraco ou uma marquise. A merda é a mesma.

Bom, mas faz diferença para nossa pseudo elite cafona, estes macaqueadores de mervais e pedros boçais, leitores da páunocoelho: 

Que continuem os pobres nas periferias, onde jamais são vistos!

Tristes e melancólicas são as soluções que reivindicam, onde vomitam racismo, eugenia, brutalidade, tudo disfarçado de preocupação de assistência social.

Mendigos nos fundos do Trianon? Que absurdo!!!

Pedintes nos sinais? Onde estão as autoridades?

Que abuso...tanta privada de bacana para limpar, tanto quintal de dotô para limpar, tanta calcinha de madame para lavar e este pessoal de papo para o ar, gozando benefícios do governo...

Seria mais honesto se este pessoal fizesse igual àquela que lhes inspiram, a ex-prefeita da cidade do Rio de Janeiro, Sandra Cavalcanti, que mandava recolher os mendigos e sem-teto, quebrar-lhes as pernas, e jogar no Rio da Guarda.

Argh, mas eles detestam fazer o trabalho sujo, afinal, por que pagam impostos, não é mesmo?

Seria o caso de criarmos campos de concentração, como sugeriu hoje um boçal radiofônico matinal, em tom de falsa brincadeira (daquelas que dizemos quando queremos testar uma tese, ver o quanto choca a verdade), que disse que seria o caso de "rebocar" os sem-teto para uma espécie de pátio, igual ao dos carros?

Definitivamente, esta cidade e seus cidadãos não são viáveis.

Tirem-nos logo os royalties, antes que o nossos modelos de Hitler consigam "engrenar". Há vários, desde governo até a oposição!




Google ou o Grande Irmão?

O império contra-ataca.

A maior plataforma de buscas na rede, o Google, que se desdobrou um múltiplas possibilidades e negócios, a partir desta enorme compilação de dados, inclusive esta plataforma onde estamos hospedados, mostra seus tentáculos sobre o acervo cultural a e dinâmica das sociedades onde atua.

A "pedido" da empresa californiana, o Conselho Sueco de Linguagem (Language Council of Sweden), órgão regulador que tem por objetivo "cultivar" o idioma sueco, e suas atualizações, como convém a qualquer língua viva, retirou o termo "oglooglebar", que havia incluído, recentemente em uma lista anual, que define modernizações,  e inclusão de neologismos na língua escandinava.

O termo significa, traduzido ao inglês, algo como disse o jornal inglês:

"(...)[Something] that you can't find on the web with the use of a search engine."

Após uma longa troca de e-mail, os responsáveis pelo órgão decidiram pela retirada do termo.

Os executivos da empresa desejavam que a definição do termo, que em português poderíamos chamar de "ingogleável", mencionasse que tal expressão só poderia ser usada como referência aos produtos da empresa.

Uma absurda tentativa de reduzir a língua e cultura de um país a uma marca e sua empresa.

Por mais maluca que pareça a ideia, uma vez que a retirada da palavra não trará óbice a qualquer sueco que deseje utilizá-la, esta atitude é outro sinal claro das intenções desta poderosa plataforma de absorção de informação e conteúdo.

Um tema que já passou da hora de ser debatido por usuários da rede, mas que não pode se restringir a estes, uma vez que as sociedade estão cada vez mais vinculadas e subordinadas as estratégias corporativas da empresa que parece uma entidade sobrenatural, mas que tem donos, sede, e altíssimos lucros.

(Clique em  The Independent. e leia a matéria na íntegra.)

Planície lamacenta e alagada.

Ninguém, de bom senso, vai deixar de considerar as dificuldades de drenagem pluvial em uma cidade com nossas características topográficas.

Mas a verdade é: O que é a engenharia senão a ciência que nos permite encontrar soluções?

Pois bem, esta premissa não alcançou nossa cidade, por onde quer que se olhe. 

A ocupação desordenada, a falta de uma plano viário decente que ordene o uso e o peso sobre as vias, intervenções públicas mal feitas, como o piscinão que se formou na descida da ponte Leonel Brizola, dentre tantas outras formas de ação e omissão, revelam o total desamor a cidade, embora a propaganda grite o contrário.

Será que tanta propaganda pelo amor à cidade é uma tentativa dos nossos governantes de se convencerem disto, justamente porque não acreditam, eles mesmos, em tal sentimento?

Não sei...não é hora para psicologias de botequim.

O fato é que a cidade, ontem à noite, transformou-se em um mar de lixo, um pântano.

Sacos de lixos se espalharam, boiando nas ruas alagadas, e depois, por óbvio, foram esmagados pelos carros, que espalharam o seu conteúdo ao longo das vias.

Tudo isto, por óbvio, dificultou ainda mais o escoamento.

Nós estamos na cidade que tem uma das coletas de lixo mais caras do Brasil, tanto em números absolutos, cerca de 600 milhões em dez anos, o que dá 60 milhões por ano, e em termos proporcionais, pelo preço por tonelada coletada, descontadas outras variáveis que possam incidir, como quilometragem por tonelada coletada, ou outros serviços de limpeza, como poda de árvores, manutenção de vias.

Enquanto tudo isto não é cuidado sob aspectos estruturais, não caberia a quem controla(?)o trânsito na cidade, desviá-lo para caminhos não interditados pelo acúmulo pluvial, e poupar motoristas de manobras arriscadas, que tornam mais caótico o próprio caos?

Para que servem as câmeras de monitoramento? Para gerar contratos "generosos", e imagens gratuitas a empresas de mídia?

Ah, não, o pessoal da cidade gosta de brincar de "gestor de segurança pública", e esquece de fazer o feijão com arroz...resultado? Nem uma coisa, nem outra.

Enfim, fica a pergunta: a engenharia civil, a de tráfego, a ambiental e a meteorologia, etc, nos permitem planejar, antecipar, fazer planos de contingência/emergência, diminuir os impactos dos eventos imprevistos?

Sim ou não? caso a resposta seja positiva, cabe outra: por que não foi feito? faltou dinheiro?

Quem andasse pela cidade ontem teria a exata imagem do que ela é: uma cidade à deriva, soterrada em seus próprios dejetos!

segunda-feira, 25 de março de 2013

A farsa do observatório!

Em uma postagem do blog Campos em Debate, perguntei ao advogado Cléber Tinoco qual seria o critério da pauta do tal observatório, e se ele começaria auditando contratos em casa, ou seja, na UENF, como forma de dar o exemplo.

Eis a resposta do advogado aí embaixo, ou seja, uma partido de oposição, sem o nome de partido, sem mandatos, e sem a fiscalização do TRE sobre as contas, pois ONGs estão sob um regime fiscalizatório bem mais "frouxo".

Ah, eu perguntei também sobre todos os contratos de publicidade oficial junto a mídia corporativa, e o advogado "esqueceu" de me responder.

Assistam senhores, com se joga a credibilidade pelo ralo...tomara que valha à pena...

"Caro Douglas,

O foco do Observatório é a Administração Pública municipal. É impossível sindicar todos os atos e contratos da Administração, por conseguinte ela é seletiva.

Outras ações que visem ampliar a fiscalização do Poder Público, seja do nível municipal, estadual ou federal serão sempre bem vindas.


Abraços,


Cleber Tinoco
25/3/13 15:54"

Impressões globais!

É verdade, a cruza de gavião bueno e pedro boçal pariu um tiago leifer!

Dilma, Eduardo Campos e as moscas.

Um dos métodos mais eficazes para atrair e exterminar moscas é um daqueles aparelhos com uma luz meio azulada, que frita, literalmente, os insetos incautos que sejam atraídos pela luminosidade.

Dizem que governos com tamanha aprovação,  como o de Dilma, às vezes funcionam como tais exterminadores de moscas porque tamanha é sua luz e atração.

Mais ou menos como acontece aqui em Campos dos Goytacazes, onde a oposição não consegue fazer nada mais que orbitar e refletir os atos do governo, sem nenhuma originalidade política. 

Nestes cenários, os governantes nadam de braçada, como se dizia antigamente. 

É engraçado ver o movimento desesperado em torno de Eduardo Campos.

Os sôfregos "analistas" só se esquecem do óbvio: de combinar com o povo, e mais, de pedir à benção ao governo.

Sim, não lhes passa pela cabeça o óbvio, como já foi dito pelo jornalista Miguel Rosário, no seu blog  de análises políticas, O Cafezinho (o melhor, na minha opinião).

A "candidatura" de Campos é um ensaio de um governo enfastiado, que não enxerga oposição à vista, que, no entanto, não quer dar nenhuma chance que esta apareça, e mais, ainda põe em ordem a casa da base aliada.

Campos imobiliza, de uma vez, o cadáver insepulto, zé serra, o cadáver fresco, écinho das alterosas, e a joana d'arc da flotresta, marina.

Tanto que o capacho do PPS, roberto fim de feira quis levar serra ao palanque-miragem do socialista moreno do Recife.

Um governo com 70% de aprovação, presidenta com 60% de intenção, e antecessor com outros 60%, pode fazer e desfazer da cena política, e se dar ao luxo de lançar até um fake para iludir e atrais as mosas da oposição.

E de quebra, como já dissemos, coloca um freio no apetite de outros aliados, neste caso principal, o PMDB, invertendo ou reequilibrando a lógica da demanda e oferta na hora de decidir o que interessa.

Porém Eduardo Campos pode sair do controle, ou querer ter vida própria? Claro que pode, mais aí ganharia de novo a presidenta, que saberia até onde vai sua lealdade, podendo empurrar-lhe fora do barco sem remorsos.

E no atual contexto, Campos ou qualquer outro, morre bem antes de chegar a praia.

Porto do Açu, Pactual e o senhor X: O acordo ou Robert Johnson at the Crossroad?

Não se apavorem os fãs do Donald Trump nacional, ele não vai à banca rota, e quem sabe possa estrelar algum programa de entrevistas ou do tipo reality show?

Vai continuar a ter muita grana para mimar sua inútil descendência, que se orgulha de nunca ter lido um livro inteiro. 

Eu sei que este é um dilema de vários pais, mas o problema é a imagem: Como guiar o futuro corporativo do país baseado apenas em instintos?

Não dá...e de certa forma, como a maçã podre não cai longe da árvore, a simbologia do culto a estupidez bem sucedida do filho do Odin, neste caso filho do senhor X, é o ocaso de seu próprio pai, que falhou como exemplo, e afunda como personagem.

Lula e Dilma apostaram na figura de um grande ícone nacional, um "campeão" dos empresários, alguém que pudesse simbolizar nosso renascentismo caboclo capitalista.

Uma mistura de Barão de Mauá, Rockfeller, Henry Ford, Donald Trump. 

Pobre senhor X, misturou o pior de todos!

Primeiro foi o Abílio Diniz, mas não deu. Morto pelo próprio ego. Incapaz de superar os traumas de um trato familiar complicado, e de se afastar de sua maior compulsão: sua imagem no espelho, Abílio tentou pegar o chapéu onde a mão não alcançava na sua parceria Pão de Açúcar e o grupo francês Casino.
Teve que sair "à francesa" (desculpem, não resisti a piada infame).

Depois, o senhor X. Morto, também, pelo mesmo agente nada secreto. Mas a egolatria do senhor X tem origens e expressões distintas, mas que se resume a acreditar na sua, até então, infalível capacidade de agregar informações privilegiadas e convencer os outros de que valia à pena apostar nelas. Esta dinâmica tem um defeito: como nunca se imagina parte, mas sim acima, do que faz, o senhor X não imagina que o fracasso possa vir da onde menos se espera, dele mesmo!

Ora, que está acima dos mortais não se contamina com a mortalidade. Ledo engano.

O problema destes personagens é se imaginarem além dos limites do papel que lhes cabe.

Centralizar e canalizar as expectativas do mundo privado nacional, esclarecer as boas relações e interlocução com o setor público-governamental, funcionar como ponta de lança dos planos estratégicos de nação, e no meio de tudo isto, sobreviver a selvageria dos concorrentes, a autofagia dos grupos de interesse, agindo como um "estadista corporativo", e mantendo as coisas sob controle dentro "da casa", não é mole!

Não há dúvidas de que o Porto do Açu sairá do papel, por imposição e exigência do setor de petróleo, que já começou a extrair o pré-sal, sendo que Macaé não cabe mais nada como apoio logístico.

Mas o papel destinado ao senhor X parece ter chegado ao fim, de forma melancólica. O inspirador respira por aparelhos!

De uma perspectiva histórica, talvez ele nos pareça uma espécie de isca ou distração para o que ali estava a se imaginar, tanto pelo capitalismo mundial, quanto, depois, pelo governo. Todos deixaram a pobre figura dançar seu bolero até o fim. 

É verdade que ele foi super bem remunerado para atuar deste jeito, bem como as figuras que lhe apoiaram parecem dispostas a lhe dar um fim digno! Nada mais justo!

O problema, como dissemos, é perder a noção de seu significado, ou seja, o porquê de estar ali. E isto, assim como em alguns canais políticos de disputa, a gente chama de mordida da mosca azul.

É hora de pagar ao diabo a parte devida ao contrato, e não adianta espernear!

PEC das domésticas:Das senzalas ao quartinho de empregada ou como nos tornamos cordialmente violentos!

Não há como falar de forma macia e suave. 

São cretinos todos que se opõem a regulamentação dos direitos dos trabalhadores domésticos.

Sendo este trabalho estruturado como é, por maioria absoluta de mulheres, e negras, soa como piada de péssimo gosto os argumentos de que a regulamentação da profissão a extinguirá!

Mesmo assim, se for o caso, ÓTIMO, afinal, vai ser engraçado ver a sinhá lavando as próprias calcinhas ou nhonhô lavando os pratos, ou a iáiázinha preparando seu achocolatado, e arrumando suas bonecas.

Mas o fato não é este.

O fato é que nosso trabalho doméstico é um enclave racista e herança escravocrata, que se firma como chaga até entre as mais progressistas das mulheres, que paradoxalmente, reclamam a valorização da chamada "dona-de-casa", mas negam dignidade às semi-escravas que lhes auxiliam na árdua tarefa de cuidar da família e do "lar".

"Quem estas nigrinhas pensam que são, querendo direitos, e horário de trabalho, folga semanal, etc?"
Estas frases não saíram de filme de época, da boca de senhoras de engenho, mas podem ser ouvidas em cada salão de beleza, ou  nas praças de alimentação dos shopping centers nos finais de semana.

A modernização das relações ameaça certas categorias? Azar.

Ora, então devemos girar a roda da História ao contrário, e acabarmos com a indústria automobilística, porque os cavalos não mais dão empregos aos ferreiros, cocheiros, seleiros, etc?

Se a modernização for o preço para que apenas uma pequena parcela de empregadas domésticas façam tal trabalho, e sob condições humanas, com salários compatíveis e todas as obrigações trabalhistas inerentes, que seja.

O que não pode é continuarmos sob a canalhice da falsa proteção de postos de trabalho, como nas lavouras desta região, onde a modernização das relações é sempre confrontada com a permanência dos postos de trabalho, em uma chantagem criminosa que resulta em mais e mais escravidão, fato comprovado pelos números do MTrab.

Em suma: empregado doméstico é para quem pode pagar!

E como nossa economia parece não dar sinais que voltaremos atrás, cada vez menos gente vai se sujeitar a tão humilhante tarefa.

Com certeza, há empregos para todas, e as taxas do IBGE revelam isto. O mundo não acabou para elas...mas para as patroas,..."ahhh...que disparate eu a tratava como alguém da família..."

Mas que tipo de familiar come na cozinha, dorme em um cubículo, só vai as festas com uma bandeja nas mãos, e lava toda a louça no final?

Recente matéria, na revista Carta Capital, mostrou que boa parte das empregadas preferem ganhar menos a se sujeitar as manias e trejeitos das atuais Casas Grandes.

Então, quem quer uma mucama, vai ter que pagar, e muito caro...


Seedorf: Somos todos, magnífica e miseravelmente, humanos!

Este é um relato de um admirador do football, que portanto, só pode ser admirador do que é praticado pelo midfielder ou centerhalf (prefiro esta expressão), Seedorf!

Um vencedor, por onde quer que se olhe, mas que nunca foi estrela de primeira grandeza nos teams onde esteve, ainda que no ápice de sua carreira.

Talvez tenha sofrido o mesmo destino de outros tantos cracks que compartilharam o tempo com outros maiores, ou assim considerados, ainda que injustamente.

Mas é fato que Seedorf é um jogador acima da média, ainda que a média ande tão ruim, ainda mais em terras tupinambás.

Não é à toa que Ronaldo Gaúcho, Seedorf, Lúcio, etc, ainda sobrem dentro do quadrilátero gramado

O episódio de ontem revela o quanto somos humanos, e Seedorf, embora aclamado pela boca dos papagaios globais, e de outros planetas televisivos, como líder infalível e "dono" do esquadrão atual Botafogo Football e Regatas, e no imaginário dos midiotas globais
um semi-deus, herdeiro da mistura da malemolência suriname e da perfeição primeiro-mundista do país da dinastia Orange, herói da química miscigenante, como se tais misturas não se dessem sempre à força e pela dominação violenta,
 Seedorf nos mostrou o quanto é humano, maravilhosamente imperfeito, ridiculamente magnfíco.

É claro que o referee exacerbou e foi além da "força necessária" para punir um fair player que preza a disciplina, como nos ensina a leitura de sua ficha disciplinar pregressa.

Perguntamos: se fosse qualquer outro jogador senão o Seedorf

Haveria tanta celeuma, tanto quiprocuó? 

É provável que não, e Vossa Senhoria, o "juiz" sabe disto, e portanto, resolveu fazer o grand finale de sua autoridade com o mito que a desafiou...

Mas e Seedorf, por que aceitou a contradança, sendo ele a (semi)perfeição que cantam seus puxa-sacos globais?

Pois é...Como esperar equilíbrio de um árbitro de vinte e poucos anos confrontado por um dos maiores personagens da história do esporte bretão?

Mas de Seedorf, o que se esperava? Admoestado com o cartão amarelo, e com a sinalização de que o pedido para se retirar pelo caminho mais curto se transformara em um comando, o que fez Seedorf?

O que todo humano ciente de sua estatura  e importância no contexto faria, ou pelo menos, a maioria deles: Assumiu o risco de sua rebeldia, desafiou a autoridade e tentou tornar a punição mais grave que a ofensa, invertendo, de forma covarde o papel dos atores deste roteiro, até então impensável, desde que chegou no Brasil.

À moda holandesa, Seedorf disse-nos: Sabe com quem está falando?

Pode-se questionar os critérios técnicos do referee, e talvez até sua suposta imprudência, afinal, como já dissemos, o match estava no final.

Mas o ambiente civilizado para se questionar as decisões do árbitro, quando for possível, são as instâncias extra-campo, através de advogados e cartolas.

Não cabe ao jogador questionar decisões ou comandos da arbitragem...caso contrário, para quê árbitro se os jogadores não se submeterão ao seu juízo?

E não podemos, sob a ótica de qualquer análise, invertemos a relação teleológica, ou seja, causa e efeito, e isto parece bem claro: Seedorf atingiu um breakpoint, ou na linguagem vulgar das arquibancadasfez  uma senhora cagada!

Ah, mas dirão os midiotas de sempre, vomitando mais estereótipos, agora de sinal invertido, que talvez tenha sido a sua parcela do Suriname que tenha falado mais alto, ou quem sabe o clima, ou a geografia e as péssimas companhias de outros players acostumados a tais rompantes?

Aguardemos.


Europa, Chipre e a ideologia do mercado!

No episódio da quebra recente do Chipre, a lógica e a ideologia do mercado financeiro ficaram bem claras!

Nesta lógica, não há possibilidade de que as nações e suas sociedades queiram enfrentar ou encontrar caminhos próprios para debelarem suas crises estruturais, justamente aquelas criadas pela adesão cega as regras deste mesmo mercado.

Enquanto a Grécia sangra a olhos vistos, o Chipre foi prontamente "ajudado", e o preço não foi baixo:

Para receber uma ajuda-emergência de 10 bilhões de euros, o sistema bancário foi fatiado, o segundo maior banco será fechado, e apenas os depósitos, ações, obrigações ou quaisquer outros títulos abaixo de 100 mil euros serão garantidos.

Ou seja, salve-se quem pode, e dane-se o resto.

As matérias estão no El Pais, The Independent e The Guardian.

Em suma, Chipre se lançou ao voo cego: Não saberá o total da "ajuda", nem todas as variáveis envolvidas, muito menos os limites dos cortes e as condições. 

Tudo isto, para um "bem maior", dizem, como sempre, as autoridades monetárias da zona do Euro.

É o total aniquilamento de qualquer mobilização política e social sobre o próprio destino: Esta é a utopia do mercado e de seus asseclas.

Enfim, eu imagino que se olharmos o capitalismo sob uma perspectiva histórica, não há de se falar em crises cíclicas.

Estas "crises" são o próprio capitalismo em funcionamento...só  não enxerga quem não quer, ou, por oportunismo, não quer enxergar...

domingo, 24 de março de 2013

Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais, ABECS: Convite.

Universidade Federal de Sergipe
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Núcleo de Estudos em Itinerários Intelectuais, Imagem e Sociedade



I CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENSINO DE CIÊNCIAS SOCIAIS - ABECS
UFS - Aracaju – Sergipe
26, 27 e 28 de abril de 2013
(sexta, sábado, domingo)

LOCAL: Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Sergipe (UFS), situado na Cidade Universitária Prof. José Aloísio de Campos. Av. Marechal Rondon, s/n, Bairro Jardim Rosa Elze, em São Cristóvão.


PROGRAMAÇÃO
Universidade Federal de Sergipe
Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa
Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Núcleo de Estudos em Itinerários Intelectuais, Imagem e Sociedade

Dia 26/04 (sexta-feira)

Tarde - Chegada e Inscrição/Credenciamento

19:00 h – Abertura Oficial
19:30 h. - Conferência de Abertura: Ensino de Ciências Sociais: espaço de intervenção - ciência, educação e política. Profº Dr. Amaury Cesar. Moraes - FE/USP.
Lançamento de livro:

Pibid. Memórias de iniciação à docência, organizado por José Rodorval Ramalho e Rozenval de Almeida e Sousa (Org.), Editora da Universidade Federal de Campina Grande – EDUFCG.

Dia 27/04 (sábado)

8:30 - 11:30 - Mesas Redondas
Mesa 1 - Experiências e propostas dos PIBIDs: Universidade e Escola
Componentes:
Prof. Gilmar Santana –UFRN
Profa. Nise Maria Tavares Jinkings – UFSC
Profa. Evelina Antunes – UFAL
Profa. Aracele Barbosa Gomes - Rede Estadual de Ensino da Paraíba e UFCG.
Coordenador: Prof. José Rodorval Ramalho – UFS.
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Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Núcleo de Estudos em Itinerários Intelectuais, Imagem e Sociedade

Mesa 2 - Experiências e desafios dos professores do Ensino Médio: perspectivas regionais
Componentes:
Prof. Walmir de Cristo Miranda – Rede Estadual do Estado do Pará; Presidente do Sindicato dos Sociólogos do Pará
Prof. Msc. Ewerthon de Jesus Vieira – IFEBA - Campus Ilhéus/BA
Profa Eduarda Bonora Kern - Rede Estadual do Rio Grande do Sul
Profa. Liliam Sousa Holanda - IF Sertão-PE campus Floresta
Profa. Fátima Ivone de Oliveira Ferreira - Colégio Pedro II/RJ
Prof. Marcelo Silva – Rede Estadual de Santa Catarina
Coordenador: Prof. Cristiano Ramalho – UFS.

11:30 – 12:30 - Debatendo as Unidades Regionais da Abecs
Informes, discussão de proposta de regimento geral para as URs, estratégias de viabilização das URs, divisão de recursos entre URs e ABECS Nacional, modelo de relacionamento entre URs e Nacional.
Prof. Luiz Fernandes Oliveira – UFRRJ
Prof. Thiago Ingrássia Pereira – UFFS
Coordenador: Prof. Flávio Sarandy – UFF – pólo Campos de Goytacazes/RJ

14:00 - 17:30 - Grupos de Discussão – GD

GD 1 - Formação Docente e Produção de Conhecimento: Licenciatura, Bacharelado e Pós-Graduações
Universidade Federal de Sergipe
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Programa de Pós-Graduação em Sociologia
Núcleo de Estudos em Itinerários Intelectuais, Imagem e Sociedade
Coordenação: Prof. Luiz Fernandes de Oliveira (UFRRJ) - E-mail: axeluiz@gmail.com; Profa. Adélia Miglievich Ribeiro (Ufes) - E-mail: miglievich@gmail.com; Profa. Luiza Helena Pereira (UFRGS) - E-mail: luiza.helena@ufrgs.br
A reflexão no grupo de discussão versará sobre a formação docente em ciências sociais para o ensino de sociologia na educação básica. Discutiremos os modelos das licenciaturas nas universidades e o currículo da formação docente em sua contribuição para a prática de ensino, as articulações entre bacharelado e licenciatura bem como entre escola básica e universidade, na ênfase às experiências do PIBID e dos estágios supervisionados. Debateremos ainda as articulações entre pós-graduação, produção em pesquisas e ensino de ciências sociais na construção de um campo de conhecimento sobre a formação docente em ciências sociais. Também, serão abordados os cursos de especialização existentes e seus potenciais desdobramentos. Por fim, buscará responder sobre o papel da Abecs neste contexto de discussão acerca da formação docente em Ciências Sociais/Sociologia e na mediação de articulações possíveis entre universidade e escola.

GD 2 – Propostas curriculares, Exames Nacionais e Livro didático: quem define o currículo de Sociologia para o Ensino Médio?
Coordenação: Prof. Amurabi Pereira de Oliveira (Ufal) - E-mail: amurabi_cs@hotmail.com; Prof. Fabson Calixto da Silva (Ufal) - E-mail: fabson123@yahoo.com.br; Profa. Fernanda Oliveira de Araújo (SEED/SE) - E-mail: fernandaraujo_77@yahoo.com.br
A reflexão do grupo versará sobre a recepção das OCNs por parte dos docentes no EM bem como sobre o uso de documentos como os PCNs e as OCNs nas práticas de ensino e mesmo na formação docente. Debateremos os currículos estaduais e a avaliação que os docentes fazem de tais documentos, atentando para suas formas de elaboração. Ainda será alvo de análise os livros didáticos aprovados no PNLD e seus usos em sala de aula. Importará perceber também a relação entre a interdisciplinaridade dos documentos oficiais e as propostas curriculares. O grupo também discutirá o ENEM como indutor dos currículos e práticas docente e refletirá sobre a possibilidade de um currículo nacional de sociologia para o Ensino Médio. Por fim, buscará responder como a ABECS poderia intervir nesta discussão nos planos nacional e estadual.
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Núcleo de Estudos em Itinerários Intelectuais, Imagem e Sociedade

GD 3 – Recursos e materiais didáticos
Coordenação: Prof. Nelson Tomazi (ABECS) - E-mail: ntomazi@gmail.com; Profa. Ana Laudelina (UFRN) - E-mail: analaudelina@uol.com.br; Prof. Carlos Eugenio Lemos (UFF- polo Campos dos Goytacazes/RJ) - E-mail: eugeniodelemos@hotmail.com
O grupo propõe-se à análise dos recursos mobilizados pelos docentes em suas práticas educacionais, na atenção às possibilidade e condições da escola pública para a aplicação de recursos didáticos diversificados e alternativos. Pretende intercambiar experiências de como se pode desenvolver recursos apropriados e adaptados ao ensino da sociologia no ensino médio a partir dos materiais efetivamente disponíveis. Combinará ainda relato de experiências acerca de recursos didáticos na escola média pelos docentes em sala de aula. Discutirá as oportunidades de uso dos recursos computacionais/ informacionais na escola, destacando ainda, mediante análise crítica, blogs de professores ou blogs específicos na área de ensino de sociologia como formas de apoio à prática de ensino. Perguntará, por fim, como a ABECS pode contribuir também na elaboração, sistematização e disseminação de recursos didáticos.

GD 4 – Trabalho docente no Ensino Médio
Coordenação: Profa. Eleanor Gomes da Silva Palhano (UFPA) – E.mail: epalhano@ig.com.br; Profa. Josevânia Rabelo (Colégio de Aplicação da UFS) - josevaniarabelo@ig.com.br; Profa. Ana Maria Modesto (Rede Estadual de Ensino de São Paulo) – E.mail: anamariamodesto@gmail.com
O grupo enfrenta o debate acerca do perfil docente habilitado para ministrar aulas de sociologia no Ensino Médio e as consequências de tais definições ou indefinições nas distintas realidades regionais. Pretende discutir a legislação vigente bem como as propostas em andamento. Propõe a análise das condições objetivas de trabalho do professor de sociologia na educação básica (sistemas público e privado de ensino), englobando as questões concernentes ao vínculo e ao salário dos professores nos diferentes estados e escolas. Discute os concursos públicos e sua regularidade, também, as provas e suas exigências. Ainda, as contratações e formas de distribuição de carga horária. Examina a relação entre os professores graduados e os professores

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Núcleo de Estudos em Itinerários Intelectuais, Imagem e Sociedade
não graduados em ciências sociais que ministram aulas de sociologia no EM. Pergunta como a ABECS pode atuar no debate da legislação sobre a docência de sociologia no EM.
17:30 - 19:00 - Plenária sobre os temas dos GDs
(No início da plenária haverá a apresentação da estrutura do site da ABECS bem como a proposta editorial do “Cadernos da Abecs” e da confecção de seu primeiro número)

Dia 28 (domingo)

8:30 - 12:00 - Assembleia da ABECS - Eleição da nova direção.

IMPORTANTE: Estão abertas as inscrições para apresentação de trabalhos/relatos nos GDs. Os resumos devem ser enviados para o e-mail dos coordenadores dos GDs até o dia 30 de março, que receberão as propostas de trabalho e decidirão sobre a aceitação das mesmas, enviando confirmação de aceite em tempo hábil. Os resumos deverão ter entre 250 e 300 palavras, incluindo o título. Fonte times new roman, 12, espaço simples.

Comissão Organizadora Local:
Dra. Tânia Elias Magno da Silva – Presidente
Msc. Diego Souto Rodrigues Calazans (UFS)
Msc. Mário Cesar Pereira Oliveira (UFS)
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Msc. Maria Luisa Scardini (UNIT)
Msc. Josevânia Rabelo (Colégio de Aplicação/UFS)
Luige Costa Carvalho de Oliveira (UFS)
Igor Macedo Reis (UFS)
Dr. José Rodorval Ramalho (UFS)
Dra. Tâmara Maria de Oliveira (UFS)
Ana Sara Araújo Oliveira (UFS)
Msc. Ewerthon Clauber de Jesus Vieira (UFS)
Cristiane Montalvão Guedes (UFS)
Comissão Organizadora Nacional:
Dra. Adelia Miglievich Ribeiro (Ufes)
Dr. Amaury Cesar de Moraes (USP)
Dr. Amurabi Pereira de Oliveira (Ufal)
Prof. Fabson Calixto da Silva (Ufal)
Prof. Flavio Sarandy (UFF)
Dr. Luiz Fernandes Oliveira (UFRRJ)
Dr. Nelson Dacio Tomazi (ABECS)
Profa. Sonia Jobim (Rede de Ensino do Estado do Rio de Janeiro)
Prof. Thiago Ingrassia (UFFS)
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Conselho Científico:
Dr. Amarino Queiroz (UFRN)
Dra. Clarissa Baeta Neves (UFRGS)
Dra. Cleyde Amorim (Ufes)
Dr. Leonardo Nolasco-Silva (Uerj)
Dr. Lier Pires (Iuper-Ucam; CP-2)
Ms. Mário Bispo (Rede de Ensino do DF)
Dra. Nalayne Pinto (UFRRJ)
Dra. Eliane Veras (UFPE)
Dr. Emil Sobottka (Pucrs)
Dra. Wania Mesquita (Uenf)
Dr. Luiz Carlos Rondini (PUC/SP)

Dá até pena!

E a caminho de mais uma fragorosa derrota, nossa "homenagem", no traço do Bessinha.






sábado, 23 de março de 2013

Não perturbe!



Diz um adágio: "Não perturbe nossos inimigos enquanto eles se atrapalham".

É esta leitura simplificada que podemos fazer da atual conjuntura nacional, e do prestígio da presidenta Dilma.

Mais impressionante que sua enorme aceitação não significou a depredação do patrimônio político do antecessor, Lula, mas o contrário, quanto mais tentam criar conflitos entre ambos, mas os dois crescem, como uma relação de causa-e-efeito.

Eu já brinquei com a hipótese em outras vezes, mas não custa repetir: Uma chapa Dilma/Lula, ou vice-versa, daria para juntar votos para eleger o presidente(a) do Brasil, de todos os países da América Latina, e quem sabe o sucessor de Obama, e o secretário-geral da ONU?

Enquanto nossa caravana passa, ladram a mídia, seus porcalistas de coleira, os demotucanalhas, os nazi-judicialistas e outros seres menores, como marineiros e écistas...

Assim tá fácil demais...

Israel e a flotilha turca: antes NUNCA que tão tarde!

Israel, desde seu surgimento, em 1948, demonstrou ao mundo seu ânimo de atacar qualquer um que os israelenses julguem uma ameaça ao Estado da Estrela de Davi.

Isto não é um grande problema, ou melhor, não seria um grande problema, caso o nível de julgamento de ameaça por parte de Israel e seus falcões não estivesse sempre super-dimensionado, e sempre disposto a dar respostas muito mais dramáticas que as ameaças que diz enfrentar, algo como responder com um míssil Scud a um ataque de um menino palestino com um canivete.

Também não quer dizer que ameaças reais não existam, dada sua posição geopolítica.

Mas, como sempre, há mais por trás de Israel, que nossos olhos descuidados podemos enxergar.

Civilizações e culturas estão sempre em choque, e coube a cada civilização sua parcela de algoz e vítima na divisão histórica das eras da Humanidade, que significaram, de um jeito ou de outro, o lapso de tempo de domínio ou ameaça aos modos de cada cultura/civilização em conflito.

Antes os cristão ameaçaram , incorporaram e destroçaram Roma, depois os muçulmanos ameaçaram os cristãos pelo norte da África, e depois, coube aso judeus, não por acaso uma das três culturas monoteístas, o papel de vítima (do nazismo), de depois algoz de um modelo civilizatório (na Palestina).

Se na Alemanha de 39, os judeus foram o bode expiatório do choque de duas noções de mundo, embora ambas capitalistas, agora, no Oriente Médio, são os judeus-israelenses que estão no papel de cão de guarda do mundo ocidental.

Em 2010, uma das embarcações de uma flotilha turca, Mavi Marmara, assim como as demais, trazia a bordo militantes pró-palestinos e ajuda humanitária.

Foi interceptada por soldados israelenses no mar próximo a Faixa de Gaza, que está sob bloqueio israelense, porque é dominada pelo grupo Hamas.

Na época, o governo israelense levou a cabo, e ao pé-da-letra, a metáfora que citamos lá em cima: reagiu com comandos ultra-treinados para abordar e trucidar militantes embarcados, adolescentes, homens e mulheres, que portavam "ameaçadores" canivetes e chaves-de-fenda...saldo: 09 mortos...todos militantes, nenhum soldado israelense, como de costume.

Agora, na visita de Barak Obama, o governo de Tel Aviv pediu desculpas oficiais a Ankara pelo incidente, pois a embarcação era de bandeira turca e contava com apoio daquele governo.

03 anos depois.

A matéria completa você pode acessar no The Independent.

Ora, o que é pior do que um pedido de desculpas em uma situação esdrúxula destas? 

Um pedido atrasado (e forçado) de desculpas, que só revela que Israel não anda por si, e não existe por si.

O Estado judeu só existe para garantir ao mundo ocidental seu suprimento de hidrocarbonetos, enquanto durarem as reservas do Oriente Médio.

Não é pouca coisa, se considerarmos que a economia mundial vive de petróleo.

Ficou claro que foi o governo estadunidense que empurrou goela adentro de Benjamim Netanyahu o pedido de retratação.

Mas por que tão tarde?

Como dissemos, não interessa a ninguém um estado palestino, trazendo mais uma dor de cabeça a Washington, onde a estabilidade institucional israelense se estrutura no conflito, no esgarçamento até o limite com seus vizinhos.

Um Estado Palestino é outra fonte de tensão permanente. 

É verdade que tal tensão já existe, mas não pode ser comparada a um Estado, representado, institucionalizado, reconhecido, com soberania e os direitos (e deveres) a ela inerentes.

Com a queda repentina, porém já prevista, de outros regimes ditatoriais pró-ocidente (leia-se EEUU), como Egito, Iêmen, Tunísia, e até a Líbia(que vinha se enquadrando), o nível de volatilidade na região aumentou, e transportou até a África subsaariana as milícias anti-EEUU, como aconteceu no Mali, e na refinaria argelina.

Voltando a pergunta, e por que desculpas tão atrasadas?

Assim como Israel depende e vive pelos EEUU, os judeus mantêm seus esforços para influenciar a política interna dos EEUU, e tais gestos não são pequenos.

Logo, períodos de eleição e pré-eleição nos EEUU interditam o debate, e o bom senso da política externa estadunidense, que se curvam ao pragmatismo dos falcões judeus, desde a Flórida até Jerusalém.

Por isto tamanha demora dos EEUU em mexer as cordas com que mantêm Israel sob controle.

O enorme problema é que tais relações, baseadas em situações de ultimatos e emergências permanentes, tendem a banalizá-las, até que não se possa mais ter controle sobre elas.

Mais ou menos como assistimos no noticiário.

O Irã só está à salvo enquanto dois interesses (Israel e EEUU) estiverem em campos opostos. Se a soma da invasão for conveniente aos EEUU, o mundo periga "ficar para lá de Teerã".

yoani, donde estás, yoani?

Pois é...a guerreira da liberdade, a musa de écinho e bolsonaro anda meio calada.

Assim como boa parte da mídia cretina (nacional e regional), seus porcalistas de coleira, e seus leitores fiéis (literalmente falando) que dizem defender os direitos humanos dos moradores de Cuba.

Bem, só de uma parte de Cuba, entenda-se.

Há seis semanas um grupo de prisioneiros de Guantánamo (aquela prisão-modelo dos EEUU em Cuba?) estão em greve de fome, pelos maus-tratos e vilipêndio do Corão nas dependências da masmorra estadunidense.

Incrível e ensurdecedor este silêncio, não?

A assunto está no El País conhecido diário conservador espanhol, ou seja, nem de longe uma fonte contaminada pela esquerda (rs).


sexta-feira, 22 de março de 2013

Royalties: teletubbies e o cheque-cidadão!



Para além das semelhanças físicas, a ação da ex-eterna-secretária de educação, e hoje pequena vereadora pequena do município, e o seriado infantil inglês guardam uma identidade profunda, que reside na capacidade de ambos, o seriado infantil da BBC e a nobre vereadora, de esconderem conceitos atrás das imagens ou atos.

Como série educativa, os Teletubbies se notabilizaram por "esconder" princípios como tolerância, combate a homofobia e um culto a diversidade de cores, gestos e atitudes.

A nossa pequena vereadora pequena também notabilizou-se por extrema "tolerância", infelizmente, confundida com subserviência cega, quando foi desancada ao vivo, em programa de rádio, pelo seu chefe político local. 

É que o pessoal gosta de reclamar e desancar nossos valorosos líderes.

Uma maldade.

Agora, a pequena vereadora pequena mostra outra face telettubie, quando diz o que não quer dizer, ou melhor, esconde no aparente discurso da inclusão suas intenções.

Ora, ao investir contra um dos carros-chefe da administração atual, o cheque-cidadão, sob o alegado pretexto de debater as "portas de saída" (santo deus, a porta de saída é a distribuição de renda que empacou por aqui), a pequena vereadora pequena está cumprindo a difícil e espinhosa missão de preparar o terreno para os cortes que virão, por causa da diminuição dos royalties.

O pomposo nome que encontrou para sua empreitada foi: Grupo de Trabalho Extraordinário. 

Não duvido, será um "trabalho extraordinário" tirar o pão da boca dos pobres.

Enganam-se os que imaginam que ela se arriscou a ter que ouvir, e dar eco, a cantilena sobre assistencialismo e fisiologismo dos mais pobres à toa, e com rebeldia.

Como no seriado infantil do telettubies, tudo que faz é para agradar os garotinhos(as).


Aqui a primeira diferença: se no mundo telettubies os mais fracos são protegidos, no mundo administração pública, os cortes são sempre seletivos,  e os mais fracos são sempre os que perdem primeiro.



sarkozy, o ladrão de velhinhas milionárias!



Um dos líderes da direita mundial cumpre seu rito...entre o trágico, o ridículo e o cômico.

Eis Nicolas Sarkozy: O ladrão de velhinhas! Um reles punguista!

Nicolas Sarkozy aux Sables d'Olonne, le 4 mai 2012.
Foto: Liberátion.


Para esta gente, não há limites, nem ao menos para a hipocrisia, por certo!


Um dos próceres do moralismo do tipo teaparty, baseado em teses de sucesso e do triunfo, ele mesmo um autoproclamado selfmade man, todas tão caras ao liberalismo, o ex-presidente francês mostra a face canibalesca do sistema. 

Não perdoam ninguém, como se nos dissessem: "não é a economia ou a política, é o dinheiro, estúpidos!"

Seguido nas suas intempéries por personagens tão grotescos como berlusconi, bush, blair, e outros menores, que sustentaram um período de impressionante imbecilização global, e que no Brasil repercute nos grotões de uma mídia partidarizada e aliada a subpartidos de oposição, sarkozy é acusado de se beneficiar do estado de hipossuficiência mental da milionária Liliane Bettencourt, dona do império l'Oreal, para arrancar-lhe dinheiro para suas campanhas.

Pelo menos é isto que estampam os jornais El Pais, The Independent e Liberátion.

De acordo com o diário inglês, sarko mentiu quando interrogado na primeira vez sobre a solicitação de apoio financeiro a milionária, que foi processado, ao que tudo indica, de forma ilegal.
Agora, confrontado com as alegações de vários auxiliares da milionária, o juiz da região de Bordeuax colocou o ladrão de velhinhas sob investigação formal, quando antes o ex-presidente estava no processo sob a condição de testemunha.

No foco central das apurações estão dois transportes, em fevereiro de 2007, de cerca de 1.2 milhão de reais, em dinheiro vivo, trazidos da Suíça a França pelo contador da milionária, que disse a polícia, à época, que parte se destinou ao financiamento clandestino de sarkozy.

Deve ser esta a tal da modernidade, embora com certo cheiro de mofo, tão antigo como ratos e  queijo francês.

Royalties: A mentira da ruptura institucional e orçamentária!

Diz brocado jurídico que ninguém poderá se beneficiar da própria torpeza. 

Em outras palavras, em se tratando do caso que nos interessa, a nova Lei dos Royalties, os estados e municípios, que se (auto)apelidam de "produtores", não poderiam continuar a gastar os recursos como se nada estivesse acontecendo, apenas para dizer que após fato consumado (dinheiro não poupado), nada poderia ser mudado.

Se os integrantes da mesa do Senado e da Câmara Federal tiverem a curiosidade de , por exemplo, checar os atos administrativos da prefeitura local, poderão comprovar que a liminar que foi concedida pela juíza Carmem Lúcia, é resultado de uma farsa.

Em 2011, quando começaram as tratativas legislativas sobre o tema, a prefeita baixou um ato normativo(penso que foi um decreto) que determinou severo contingenciamento na execução orçamentária.

Alguém lembra onde foi parar este ato?

Quanto foi contingenciado? Quanto foi poupado desde então? Há algum fundo de transição disponível? 

Afinal, foram dois anos, e mais de 3 bi de reais em royalties.

Eu farei a minha parte e enviarei a mesa do Senado e da Câmara esta informação para desmascarar mais esta farsa, a de que será a nova lei que trará o caos...MENTIRA, o caos foi trazido pela pelo desperdício!

Simples assim.


quinta-feira, 21 de março de 2013

UENF, grupo X, e o sal: O diabo são os outros!

Tenho profundo respeito pelo professor doutor Marcos Pedlowski, e não raro trocamos impressões sobre o que acontece em nossa região.

Acompanhei com interesse óbvio a queda de braço entre os pesquisadores, a empresa e o INEA sobre a questão da salinização da água no 5º Distrito de SJB.

Parece claro que a empresa dobrou os joelhos a realidade, e percebeu que ignorar os fatos traria mais prejuízos que ganhos.

Foram até a UENF tomar à benção, seguidos pelo INEA, que anunciou depois que os estudos da Universidade seriam a referência para as medidas de correção, se forma possíveis, é claro...

Agora a UENF foi até a empresa...Eu, concordo com o Marcos. 

Foi uma cagada institucional, porque ficou parecendo o que de fato aconteceu, o mais descarado oportunismo, pois, depois de uma luta de um laboratório e de alguns pesquisadores, sem o menor gesto institucional de apoio pela reitoria, esta mesma instância vai até a empresa aproveitar-se deste novo canal de interlocução, sabe-se lá com que interesses...

Mas o que eu discordo do professor está aqui, no do texto que ele publicou por lá. Grifamos a parte que repudiamos.


quinta-feira, 21 de março de 2013


A controversa visita da reitoria da Uenf ao Açu e seus efeitos previsiveis


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A visita realizada pela reitoria da Uenf às obras do Complexo do Açu já está repercutindo na pior forma possível, visto que existem pessoas (que tomando o resto do mundo por si mesmas) já estão vendo na constatação do processo de salinização causado no V Distrito de São João da Barra, uma das daquelas manobras de despachantes que criam dificuldades para vender facilidades.

Pois bem, aos que pensam assim é preciso lembrar que universidades (ao contrário de partidos políticos e corporações privadas) são marcadas pelo direito à diferença. Assim, não há como se confundir (a não ser por desinformação ou mau caratismo puro) os pesquisadores que fazem seu trabalho à revelia dos pragmatismos institucionais e a reitoria que opera, ainda que lamentavelmente) numa esfera mais propicia ao tipo de jogo que interesse ao Grupo EBX. (grifo nosso)

De quebra, as empresas da franquia "X" não são conhecidas pelo mecenato. Aliás, muito pelo contrário.  Além disso, como a visita da reitoria da Uenf já prestou o favor de conferir gratuitamente uns minutos de legitimação ao Grupo EBX em troca de muito pouco ou quase nada (aliás, me disseram que a  comida oferecida à comitiva foi de excelente qualidade).

Mas uma coisa é preciso ficar claro. As ações de pesquisadores que vêm atuando para desvelar os reais impactos sociais e ambientais do Complexo do Açu não vão parar. Ontem mesmo foi defendida uma dissertação sobre os impactos causados na pesca artesanal marinha no Farol de São Thomé. Em breve teremos uma outra que revelará aspectos até agora obscuros sobre o que acontece com as famílias de agricultores após o processo de desapropriação. E assim virão outras.

Deste modo, ainda que alguns fiquem céticos, os pesquisadores da Uenf que não rezam pela cartilha pragmática da reitoria seguirão trabalhando e causando desconforto aos que infligem danos sociais e ambientais em sua busca pelo lucro desenfreado. Simples assim.

Não, meu caro Marcos, a academia também se porta tal e qual outras esferas da sociedade, mas gosta de se imaginar neutra.

É claro que acusações pressupõem provas, e a biografia dos pesquisadores apontam no caminho contrário, ou seja, são pessoas honradas e comprometidas.

Mas tais predicados não são salvo-condutos eternos, e TODO MUNDO deve estar sob vigilância.

Partidos, sindicatos, etc, também cultuam a diferença, e processam-nas com o mesmo pragmatismo dos cientistas. Alguns cientistas são mais pragmáticos que qualquer Paulo Maluf.

Com uma diferença, é mais fácil discordar e remover um político pelo exercício democrático que contrapor um "dogma científico" que esteja à serviço de algum interesse escuso.

Por isto que devemos ser até mais rigorosos com os acadêmicos, pelo tipo de poder que detêm...