segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A idade da mídia: idade das trevas!

Estranho como as interrupções (chamados cretinamente de apagões) cessaram, milagrosamente, não? Ou será que perderam interesse para mídia? Ou as duas coisas?

Ontem, na final do SuperBowl, a final do campeonato de football de lá, o evento esteve por 30 minutos ÀS ESCURAS.

Pois é, e se fosse por aqui?

Tratou-se de um evento localizado no Super Dome, New Orleans, mas eu pergunto novamente, e se fosse por aqui?

Bem, se fosse por aqui, como foi o evento localizado no aeroporto Santos Dumont, a mídia já teria convocado os torcedores para marcharem sobre Brasília a tomarem o governo!


2 comentários:

Anônimo disse...

Gostaria que fizesse uma análise, lúcida como sempre faz, dessa composição do congresso nacional e do "four"de ases,Renan, Henrique, Eduardo Cunha e Garotinho, que nós, eleitores, fomos capazes de delegar o mandato.

douglas da mata disse...

Caro comentarista.

Seu comentário já desvenda boa parte do que é necessário: Os quatro são resultado do processo eleitoral brasileiro.

Há uma tentação óbvia de desqualificar o resultado das urnas, mormente, quando este não coincide com nossas expectativas pessoais.

Não dá para reduzir a análise aos parâmetros infantis e macartistas da mídia.

Até que se diga o contrário são os quatro cidadãos em pleno gozo de seus direitos civis(votar e SER VOTADO).

Isto é um absurdo? Bom, então revejamos toda a estrutura jurídica brasileira.

Mas não dá para criticar os caras quando eles se tornam aliados do governo Dilma, porque em outras épocas, nada se falava!

Mas do ponto de vista da governabilidade, em um sistema presidencial onde o parlamento detém boa parcela do poder de estabilizar (ou não) a representatividade executiva, o PMDB e outras forças menores, como o PR, têm, com ligeiras defecções aqui e ali, ou melhor, com um pouco mais de barulho em temas específicos e simbólicos, atuado como parceiros fiéis da pauta do governo, inclusive demonstrando mais fidelidade que quadros orgânicos do governo, como PT e os tradicionais PC do B, PSB.

Henrique Alves está há 11 mandatos no legislativo. Não é uma credencial pequena.

Renan esteve no centro do poder(foi ministro de FHC, da JUSTIÇA), presidente do Congresso durante a crise de 2005, e não roeu a corda.

Eduardo Cunha tem vários problemas nas suas "operações", desde os tempos da privatização da TELERJ, e sua atuação no governo do Estado do RJ, com garotinho, mas o fato é que são estes "serviços" que o colocam como um articulador importante dentro do jogo de poder no parlamento.

Garotinho dispensa apresentações. Sua fala contra o governo Lula e Dilma sempre foram para consumo local, onde há um enclave anti-Lula/Dilma que lhe deu votos, mas nas votações sempre esteve ligado ao governo federal, e recebendo sua parte.

Agora, com a proximidade das eleições de 2014, a fragilidade de Cabral, Lindbergh no páreo, ele acena com o diálogo, e sua liderança na Câmara vai oscilar, ou seja, morde e assopra, mostrando que o governo tem a ganhar lhe apoiando na disputa com Cabral/Lindbergh.

Em suma: eu imagino que pessoalmente, Dilma e boa parte dos petistas preferissem outras alianças para sustentar o governo, mas onde estão estas forças?

O que fazer? Fechar o Congresso?

Quem é o partido ideal para aliança? O PSOL? Ué, mas o PSOL não se aliou ao DEMOS para ganhar em Macapá, e se sentou antes com eles que com o PT?

E a chapa taques, o que era? Uma reunião de vestais, como Álvaro Dias (PSDB/PR) à frente?

O moralismo, como vemos, não é boa régua para análise política.