segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O CAPS, o sinalizador e a médica paranaense: Como a mídia é mais perigosa que os supostos responsáveis!

Há um surrado adágio que diz: "Errar é humano", emendado por outro: "Mas permanecer no erro é burrice".

Em certos casos, permanecer no erro não é burrice, é dolo, ou seja, uma ação dirigida a produzir um resultado que se espera.

É o caso da mídia corporativa, o que chamamos de PIG.

Desde o caso do casal Rosemberg, executados após julgamento que os condenou por espionagem no início da Guerra Fria, na década de 50, reconhecidamente o primeiro linchamento midiático da História, passando pelos nossos eventos recentes, como caso Escola-Base, caso Bodega, a disseminação do pânico sobre a febre amarela(que levou pessoas à morte por overdose de vacina), dentre tantos outros de menor repercussão, mas não menos graves, nossa mídia vai matando e destroçando as instituições da sociedade brasileira, alterando a realidade, manipulando fatos para atender seus interesses.

No caso boliviano, onde um assassino corintiano atingiu um torcedor boliviano com o disparo de um sinalizador, estão claros os laços econômicos que pautam a chamada "notícia".

A despeito do desenrolar das investigações, e a dificuldade óbvia de se individualizar a conduta em meio a uma pequena multidão, o direcionamento é claro:

Nenhum respingo atinge o time, e a maldição das torcidas organizadas, embora o próprio regulamento preveja como punição máxima a exclusão dos times cujas torcidas provoquem distúrbios, partindo da premissa da responsabilização objetiva, ou seja, quem lucra e promove o espetáculo é o responsável direto pela segurança dos presentes.

Claro, a "punição" encontrada satisfaz a todos que depositam milhões no negócio. Torcedor em estádio hoje é detalhe, sabem todos os envolvidos neste ramo.

A mídia sequer toca no assunto da relação promíscua dos diretores (e alguns jogadores) com estas facções criminosas que se autodenominam torcidas organizadas.

Uma olhada rápida nos estandartes e bandeiras, um ouvido mais atento, poderá constatar que símbolos e cânticos das organizadas conclamam a guerra, a violência explícita, um espetáculo fascista, que extrapola estádios e se espalha por ruas e adjacências dos estádios.

Mas nenhuma atenção da mídia para o cerne do problema. Só uma saída conveniente, um adolescente,  que na linguagem da cadeia, um robozinho(aquele que assina o "BO", assume a culpa), que não pode ser extraditado, colocado ali para encerrar o assunto. 
Resta combinar com os "russos"(neste caso bolivianos).

Junto com este evento trágico na Bolívia temos outros dois tristes espetáculos produzidos por nossa mídia.

Uma médica investigada por práticas supostamente ilegais, submetida a uma prisão midiática(faltam todos os requisitos para a prevenção da liberdade), onde dia após dia um festival de ressentimentos pessoais sem quaisquer vinculação com os fatos imputados são derramados para inflamar as chamas da fogueira da mídia.

É possível que a médica tenha cometido os crimes alegados? É. 
É possível que ela fosse uma profissional truculenta, uma colega ruim? Claro.

Mas algumas perguntas não calam. Como tanta gente sabia de tantas histórias, e mesmo assim, elas perduraram tanto tempo incógnitas?

Pergunto ainda: quantos crimes, se de fato ocorreram, seriam evitados se tantos não fosse omissos? São menos culpados que ela?


Como um marido recebe um bilhete de socorro da esposa, e nada faz, esperando inerte a mulher internada cumprir seu destino fatal que ele mesma havia previsto?

O que é fato e o que é folclore nesta história? Pela atuação da mídia, nunca saberemos. 
E se considerarmos que os órgãos de persecução criminal se orientam pelo clamor popular, e quase nunca pelas evidências, o destino da médica está previamente determinado: culpada!

Por fim, o caso do CAPS e rede g(r)obo.

Ninguém duvida da precariedade do atendimento psiquiátrico em Campos dos Goytacazes, e que se torna mais grave pela capacidade orçamentária do município.

Esta é uma realidade do sistema público de saúde local, não há como negar.

Quantos médicos, a exceção do secretário ("não sei de nada, vou mandar alguém lá..."), foram ouvidos?

Quantos funcionários foram ouvidos, salvo a fala da funcionária da cozinha, sem que soubesse estar sendo gravada?

Será que se entrarmos em uma redação de jornal, TV ou rádio, com uma câmera escondida não escutaremos falas tenebrosas sobre o processo de fabricar notícias, de manipular opiniões?

Não somos todos hommers simpsons, dito pelo william bonner?

As coisas andam meio deslocadas.

É papel da imprensa investigar e fiscalizar os poderes públicos, mas antes ele tem que fiscalizar a si mesma.

Eu não sei o que acontece no CAPS. 

Eu não sei se o Dr Flávio Mussa Tavares, profissional que se manifestou neste e em outros blogs está com a razão, embora eu não o reconheça como um mentiroso, capaz de colocar sua credibilidade em jogo para defender aquilo que não acredita.

Só tenho certeza de uma coisa: o que a Globo fez no caso do CAPS nunca poderá ser chamado de jornalismo.




domingo, 24 de fevereiro de 2013

O judiciário católico: sempre com um terço(30%)no bolso.

Eis o que escreveu Mauricio Dias sobre a decisão do CNJ sobre a tentativa de proibição de patrocínios de grupos empresariais (a maioria com ações tramitando nas cortes patrocinadas) a eventos às associações da magistratura e magistrados.

Mais ou menos como a aberração de pagar milhares de reais ao juiz Fux-se o fato pela prefeitura local, dias após ele liderar o voto favorável(como relator) ao prefeito-deputado no caso dos 318 mil.

Eis a moralidade, a ética, a super-honestidade dos nosso juízes. Ela tem tamanho: 70%.


Da CartaCapital

Joaquim amoleceu?


Mauricio Dias

O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou amolecido, cordato, compreensivo, após o generoso recesso do Judiciário. O tipo “malvadeza durão”, encarnado por ele ao longo do julgamento do chamado “mensalão” petista, esfumou-se. Talvez temporariamente ou, quem sabe, por força das circunstâncias.
Sob a presidência de Barbosa, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em reunião no dia 19, ao julgar o veto a patrocínios da iniciativa privada para festas de juízes, estabeleceu um nível porcentual de tolerância para a ética. É mais ou menos assim: eventos promovidos por conselhos de Justiça, tribunais e escolas da Magistratura podem ganhar incentivo privado de até 30%. Alguém poderá pensar: melhorou, só porque não havia limites.
Embora tomado pelo espírito da discutida cordialidade brasileira, o ministro Barbosa ainda fez uma ponderação restritiva ao que chancelou: “É uma primeira tentativa de segregar o Poder Judiciário dessas relações duvidosas, senão promíscuas, às vezes, com o empreendimento privado”. Fez a concessão emoldurada por um discurso duro: “A minha posição, e de outros conselheiros, é no sentido de proibição total. Acho que isso virá em futuro próximo”.
Houve, no entanto, quem não cedeu. Os conselheiros do CNJ Jefferson Kravchychyn e Jorge Hélio, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil, ficaram a favor da proibição de 100%. Não queriam deixar para depois.
Esses patrocínios são uma tradição equivocada no Judiciário brasileiro. Na falta de freio, tudo foi se agravando: houve congresso em resort de luxo patrocinado por instituições financeiras e a Associação Paulista de Magistrados recebeu brindes que foram distribuídos em uma festa na qual, por fim, foi sorteado um carro.
“É uma verdadeira vergonha esse evento”, condenou, na ocasião, o corregedor do CNJ, Francisco Falcão. Ele anotou a transgressão na sua lista de tarefas.
Quem ousa negar um “pedidinho” de ajuda para realizar um evento da Magistratura? O pedido por si só constrange, independentemente de outros problemas que possa criar.
Quando corregedora, a ministra Eliana Calmon, a favor do veto total ao patrocínio, tinha força na opinião pública, mas era fraca junto às forças ocultas. Não chegou a levar a questão a plenário. Isso foi feito pelo ministro Francisco Falcão, atual corregedor. Falcão apresentou a proposta de veto total, mas não manteve a posição. Aderiu ao porcentual aprovado.
No Conselho, a maioria votou seguindo a proposta apresentada pelos ministros Carlos Alberto de Paula e o próprio Falcão. O novo texto foi costurado no último fim de semana pelos dois.
A explicação oficial para o recuo foi político: não se formou consenso. A decisão final foi obtida por maioria de 10 votos a 5.
Há também explicação oficiosa. Fontes bem informadas garantem que o Instituto Innovare, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que conta com apoio do Sistema Globo, conseguiu demover vários integrantes do CNJ.
Não se sabe se houve proibição de brindes, prêmios e passagens aéreas, entre outras coisas condenáveis. Essa decisão, de manga curta, do CNJ prova, entre outras coisas, que a ética no Brasil, tão invocada, avança no ritmo da nossa história: lenta e gradualmente.
Seguimos com o estandarte da esperança, no qual se lê: Brasil, país do futuro.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

O caso do CAPs e a total incapacidade da mídia PIG em tratar fatos.

Não há como defender a política pública de saúde desta cidade, pelo simples fato de que ela não existe!
Ontem, o JN veiculou uma matéria onde "um produtor" fez imagens dentro de uma unidade da CAPS neste município.
Depois do estardalhaço, deu espaço para o secretário de saúde, que pareceu o que ele de verdade é: NADA!
Não sabia do que acontecia, assim como não sabemos até hoje como conseguimos ter epidemias de dengue ano a ano.
Como não sabemos como uma cidade de 2.5 bilhão de reais de orçamento trata seus pacientes como se tivéssemos 200 mil reais.
E falo de proporção, considerando que o orçamento nominal gigante é para uma população média de 500 mil habitantes.

Este blog não dá espaço a "defesas" da prefeitura, ela se quiser que o faça nos veículos onde gasta milhões por ano, para obter o chamado "consenso".

Mas este caso é diverso, pois trata-se de conceder espaço a um profissional exemplar, a quem muito respeito, e que teve seu trabalho exposto, bem como a dignidade de seus pacientes, tanto pela sanha cretina e espetaculosa dos abutres da mídia corporativa, quanto pela indigência intelectual do secretário, que antes de gravar a "resposta", com a cara de "cachorro que caiu da mudança", poderia ter ligado ou ido a unidade certificar do que acontece de fato.

Eis então a resposta do Dr Flávio Mussa Tavares:

"Sou médico do CAPS III. É para mim uma alegria lidar com a clientela sofrida que faz parte de nossa rotina. Os CAPS foram instituidos no Brasil em 2001, na chamada Reforma Psiquiátrica que extinguiu os manicômios.

Nossa clientela é a maioria oriunda desse sistema. São chamados clientes "institucionalizados", que pode ser traduzido como um paciente que não sabe viver sem a instituição.
O CAPS III Romeo Casarsa, que foi protagonista de uma matéria veiculada no Jornal Nacional de hoje foi inaugurado em 2009.
Temos mais de 300 pacientes, dos quais atendemos mais de 80 ao dia.
Nenhum de nossos pacientes é acamado. Aliás, uma regra da instituição psiquiátrica é que o paciente esteja com o nível de consciência alerta e podendo andar. Caso sua consciência esteja apagada ou não consiga andar, configura uma caso clínico e não psiquiátrico. Nosso paciente é vertical. O paciente clínico é horizontal.
Essa demanda é externa, isto é, não dorme na instituição.
Mas temos sempre cerca de 6 pacientes internados, que geralmente permanecem lá em períodos de crise que não ultrapassam 7 dias.
Essa clientela, que vivia em hospitais, vive hoje uma realidade que concordamos é pobre, mas não há indignidade. Nossa clientela recebe quatro refeições por dia (desjejum, almoço, lanche e janta),  tem atendimento médico, psicológico, terapia ocupacional, música, fazem bijuterias e tem até uma grife: "Loucas por Acessórios".
Essa clientela usa medicação sedativa. Eles passam o dia na instituição. Eles tem sono e deitam de dia.
Nós não temos leitos para 20 ou 30 pessoas que não estão propriamente "dormindo", mas sim descansando, tirando uma soneca de dia.
A forma como foram veiculadas as imagens sugerem que são pacientes internos que vivem amontoados ou que são acamados e estão sendo humilhados.
Reconheço que não temos o espaço físico adequado, entretanto, o que se viu foi uma hora de descanso em que muita gente deitou em colchonetes no mesmo horário. Detalhe: o horário é diurno!
Todos estes que estão ali repousando voltam para casa entre as 17 e 18 horas, após receber uma quentinha do jantar.
O clima ali só é agitado quando alguns pacientes apresentam crises de agitação ou agressividade. Nesses momentos, o corpo de enfermagem contém fisicamente até que seja feita a medicação tranquilizante.
Nunca vi ninguém ser humilhado, maltratado ou ignorado no Caps III.
Faria mesmo um desafio. Gostaria que os repórteres da Globo entrevistassem os nossos pacientes.
Seria uma forma sadia e madura de avaliar a instituição.
De qualquer forma, eu me sinto honrado em fazer parte do corpo técnico do CAPS III, que no meu entender é de primeira qualidade e supera as dificuldades materiais, supera as dificuldades de lidar com o paciente mais marginalizado de nossa sociedade e supera as dificuldades de lidar com a intriga, a calúnia e a ingratidão."

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

yoani e écinho: mineirices!

Porto do Açu: Onde estão os canalhas, os cretinos, os midiotas, os embusteiros?

Escondidos. 

Só podem estar escondidos! 

Aliás, como sempre. Ou se escondem nos biombos produzidos pela mídia PIG, ou ficam escondidos atrás de suas incongruências e pouca capacidade intelectual que disfarçam com arrogância.

Pois bem, durante meses e meses, todos os setores responsáveis e progressistas da blogosfera foram atacados pelos trolls das empresas X e outros midiotas que negaram todas as evidências sobre os estragos causados pelos empreendimentos no Porto do Açu.

A salinização foi negada com devoção religiosa.

A UENF e seus cientistas foram queimados na Inquisição empresarial, pelos devotos do deus-mercado e do Rei MidaX.

Bem, agora o blog do Pedlowski publica hoje a entrevista do Prof Dr Carlos Rezende, que anunciou uma reunião dele com o presidente da empresa X que toca o porto.

O que será que a UENF e seus professores-pesquisadores deveriam fazer? Chutar o rabo deste pessoal?

Ainda bem que o compromisso dos pesquisadores e da parte pensante da sociedade não é, como foi dito pelos detratores cretinos da mídia e de outros meios, emperrar processos de desenvolvimento local, mas tão somente dotar a sociedade de meios para impedir danos irreversíveis ao ambiente e ao legado das novas gerações em nome de lucros.

Que venham então os senhores X tomar à benção na nossa UENF, de rabinho entre as pernas...A ciência acolhe, enfim, os "religiosos do deus-mercado".

Caso Chevron e o perigoso precedente.

Para quem acompanha mais de perto a ação movida pelo MPF, através do procurador Eduardo Oliveira,  e agora tocada por outra procuradora, não foi surpresa o resultado, através da sentença pela Justiça Federal da capital, onde a empresa petrolífera e seus representantes foram considerados inocentes das imputações penais.

Esta instância no Rio de Janeiro já havia tentado "bicar" a ação a vara federal de Brasília, acolhendo o "argumento" da petroleira que por impossibilidade de determinar geograficamente o alcance dos danos, não haveria como fixar a competência judicante para a comarca local.

Claro que os caríssimos advogados da banca pretendiam, por vias transversas, e com este argumento, "desaforar" a ação da região, onde a vigilância da sociedade pudesse fiscalizar de perto o desenrolar dos fatos, e talvez buscasse também, instâncias judicantes, como Brasília, mais sensíveis aos "argumentos" da poderosa empresa.

Não deu certo, pela insistência e senso de dever do MPF local, que trouxe a ação de volta, mas já sabedores de que ao passar pela vara federal da capital, o desfecho seria este: Chevron e seus diretores, que imaginam ser o Brasil uma casa-da-mãe-joana, como era antes, todos livres e soltos para piratear petróleo do pré-sal pelos poços do adjacentes que adquiriram por uma pechincha, que seria, para quem entende do ramo, a principal causa do incidente e do vazamento.

Veremos se o MPF e seus servidores, que não são de aço, e nem estão à salvo do estilo truculento que caracteriza o ramo do petróleo, pela ação das 4 irmãs(antes 7), manterão a disposição de luta.

O que está em jogo, sabemos todos, não é só punir uma empresa por uma dano ambiental.

É a postura do judiciário e outras autoridades na proteção de nossas reservas energéticas estratégicas.

Em breve enfrentaremos a tese de que tais limites territoriais não são suficientes para determinar a propriedade sobre tais recursos.

O ensaio foi com a tese de impossibilidade de delimitar a competência judicante para processar um dano que não se limita a um espaço determinado.


A incompetência da nossa mídia local e nacional para tratar de tema tão relevante, e cujos interesses obscuros se movimentam de forma tão imune é de assustar...bem, pensando bem, não é tão assustador assim...já sabemos do que $e trata.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Os penetras...

Atentos a necessidade de bloquear os movimentos de um partido que encabeça um governo amplamente vitorioso, o PSDB ensaiou tentar estragar a festa dos 10 anos de PT no poder.

yoani no Congresso, antecipação do discurso do écinho das alterosas, e discurso de ffhhcc reclamando das "picuinhas" do PT em relação a ele.

Participei do debate no blog do Nassif com dois textos sobre PT, psdb, ffhhcc e comparações.

Já que eles querem fazer parte da festa, ainda que como penetras, vamos dar-lhes o lugar correto:

Voo PSDBrasil Real X Primeiro Mundo, com escala no Consenso de Washington
Lieutenant Malan: Sir, estamos a 1994 pés, o voo está estabilizado, mantenho curso, roger?
Brigadier FHC: Ok, Lt Malan, mantenha o curso.
Lt Malan: Ok, sir, mas nivelar com real a um dólar vai acabar com nossas condições de voo mais tarde...roger that?
Bg FHC: Temos pára-quedas?
Lt Malan: só para nós, do Estado-maior e a primeira classe.
Bg FHC: pau na máquina, roger that?
Lt Malan: yes sir, roger that...

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Lt Motta, Sérgio: Sir, estamos com peso demais e a 1998 pés. Nosso gasto de combustível está no limite, roger?
Bg FHC: Lt Motta, livre-se dos trens de pouso estatais, das indústrias-radares, dos assentos-servidores públicos, e dos tanques extras de combustível-reservas, roger?
Lt Motta: But, sir, não é melhor nos livramos da carga excessiva dos juros primeiro?
Lt Motta: Sir...sir...está me ouvindo... já estamos no limite da irreponsabilidade, o combustível-reservas pode nos fazer falta, roger?
Bg FHC: Motta, it's a direct order, forget all that stuff I wrote aboute...Jogue tudo no mar...roger? Mantenha os juros, mantenha os juros...goddamned...
Lt Motta: Ok, sir, roger that!

.............................................................

Capitain Franco, gustavo: Sir, estamos a 2001 pés, enfrentaremos turbulências, está difícil estabilizar o voo não há mais nada a jogar fora, o gasto de combustível é absurdo, não temos reserva, e estamos começando a cair, roger that?
Bg FHC: Capitain Franco, chama o Major Loyola...vamos voar raso, estamos só no visual, procure as constelações Wall Strett, ou outra qualquer...oh, shit...oh, shit, eu não consigo nivelar...
Capt. Franco: Sir, torre de Washington no rádio...
Bg FHC: Prossiga Uncle Sam..aqui é papa, sierra, delta bravo...
Washington controle: Tudo bem PapaSierraDeltaBravo?
BG FHC: Hei man, tudo bem...estamos com pequenos problemas, mas vamos superar, mas don't worry, os juros estão à salvo...
WC: Holy god...well done PSDB...bring them home, bring them home...Se tiver problemas jogue tudo fora, waste it all, but não jogue os juros no mar, roger that?
Bg FHC: roger that.
WC: mandaremos o avião-tanque FoxMikeIndia, roger that?
Bg FHC: FMI, ok, roger.
FHC: Chame o sargeant serra...sgt serra, olha meu filho só tem para-quedas para o estado-maior e os amigos da primeira classe, nós vamos saltar, você vai ter que pilotar sobre o mar das eleições...
Bg FHC: Ok, ok, roger that...chame o apoio aéreo do FMI, o avião-tanque, roger that?
Lt Malan: Roger that, sir...eles dizem que só vão liberar combustível se aliviarmos o peso...
Lt Loyola,  cap. franco e  sgt serra: What now, sir, não temos mais nada para jogar no mar...
Bg FHC: Malan, onde estamos, where the hell we are?
Lt Malan: sobre o mar do desemprego e da miséria, e caindo sir...
FHC: Malan...o que tem para jogar no mar, roger?
Lt Malan: Sir, apenas os pasageiros, os brasileiros, sir...
Bg FHC: Jogue-os no mar do desemprego, right NOW, roger that?
Lt Malan: Yes, sir...
Bg FHC: Ok, boys, let's go now...vamos pular, apanhem os para-quedas...agora é com você sargeant serra, we're counting on you...
Sgt serra: ô, shit...

Em 2002, boa parte da população que estava no vôo PSDBrasil Real estava a deriva perto dos destroços do aeroplano que foram jogados ao mar junto com eles. Parte deles foi devorado pelos tubarões capitalistas. Quem ficou no avião tomou o controle do sgt serra, e obrigou o avião a pousar no aeroporto Lula-lá. Os que estavam no mar foram resgatados pela Fragata PT, cujo comandante dirceu os levou ao porto seguro mais próximo, onde embarcaram, inclusive os sobreviventes que estavam no mar do desemprego e da miséria até 2010, onde embarcaram com a comandante Dilma, a maioria na classe executiva, já que uma enorme parcela deixou a classe econômica.
Durante a passagem pelo território hostil dos demotucanos encolhedores de cabeça, os tripulantes zé dirceu, genoíno entre outros foram abatidos pelas baterias anti-aéreas da mídia, STF, e PGR.

E outro:

FHC, as picuinhas, a História e a luta política.
FHC é um boboca, mas é um boboca sedutor, intelectual, e que já foi presidente. Isto não é pouco.
O problema principal de FHC é imaginar que ele possa determinar tudo com suas "qualidades", inclusive o nível de compreensão da realidade dos outros.
Este é um cacoete comum na Academia.
Eu só me assusto ao ler aqui, em alguns comentários de pessoas que aprendi a admirar, e melhor, a situar em campo político similar ao meu, que FHC está certo em reclamar das "picuinhas".
Não, para minha rasa e cretina opinião, ele não está.
O que ele chama de picuinha é luta política, legítima, transparente, e que desmascara toda a sorte de tentativa de mascarar os fatos, e de usar meios desproporcionais (mídia) que dispõe para favorecer sua posição, fingindo que estamos todos sob o mesmo patamar no debate, e que ele, FHC, se considera no mesmo nível dos que querem se comparar com ele.
O que ele chama de picuinha é História.
Não FHC não se imagina em nível semelhante a ninguém que não seja ele, e por isto que não há debate ou chance de comparação, e tudo que se dirige a ele é picuinha, mesquinharia, coisa menor de gente menor.
A mídia ecoa FHC. Até porque mídia e FHC são causa e efeito um do outro.
Mas vamos as picuinhas:
É MENTIRA, por onde quer que se olhe, que FHC deixou o país estável, mas respeitado!
Isto não é (só) "torcida", ou posição/opinião político-partidária, são fatos, dados, números, e boa parte desta desestabilização cobrou de Lula tempo e esforço para estabilizar o país para então, começar a governar.
O PSDB tem certeza disto, e por isto vacila tanto em defender este período, ainda que conte com amplos espaços na mídia para colocar esta posição. Sequer fizeram estas declarações no momento mais importante para o PSDB, as eleições de 2002/2006 e 2010.
Ao contrário, çerra se disse mais um "zé" do que çerra, tentando ser mais Lula que o prórpio Lula. Não colou, sabemos todos. Menos FHC.
Em 2002, estávamos à beira do abismo, como dólar em disparada, sem reservas, juros na estratosfera(mais de dois dígitos), crescimento zero, desemprego, concentração brutal de renda, inflação em alta(mais de dois dígitos), um papagaio de US$ 40 bi com FMI, relação dívida PIB acima de 55%, enfim, pagávamos o preço da chamada "estabilização", que nada mais foi que uma arrumada cambial e monetária(juros) para a festa da ciranda de Wall Street.
Para manter seu populismo cambial(e claro, a farra dos juros que nos estuprava cotidianamente), FHC e seu pessoal vendeu até a mãe, e acabou com toda a indústria nacional.
O choque neoliberal de Chicago, a expansão de fluxos para enxugar a liquidez doméstica dos EEUU, Europa, colocando os capitais para engordar nos países-pasto(como Brasil) e depois, na hora da "seca", retirava-se a boiada para seus países de origem.
É esta única bandeira que os bobocas do PSDB defendem, e que nem era deles. Muito menos controlada por eles.
Não se tem notícia de uma vaga em uma Universidade Pública. Nenhuma escola técnica aberta no período 95-2003.
Em política externa o Brasil não era consultado, nem ouvido para nada, e a lenda dos sapatos ainda assombra Lampreia.
Claro, vai ter gente aqui(do tipo AA) que dirá que o procedimento não era para entrar no EEUU, mas em algum vôo.
Mas é engraçado perceber que a versão possa ter superado o fato, principalmente junto a mídia que sustentava a subserviência dos nossso Lampreia-boys junto a Casa Branca.
De todo modo, isto é o que ficou registrado, tendo menos importância, para efeitos políticos, o fato do que a percepção de que o Brasil vivia de joelhos e lambendo as botas do Tio Sam.
Alguém imagina uma história destas com Amorim, Patriota, ou Garcia? Colaria?
Então, eu pergunto, de novo: onde está a possibilidade de considerar que este "legado" possa ser adotado com signo de continuidade, ou de melhora em relação ao que se tinha antes?
No aspecto moral? Com a privataria, com a compra da reeleição, com o "limite da irresponsabilidade"?
Com o caso SIVAM e Raytheon/Unisys?
Por causa do Renan? Mas Renan era o Ministro da Justiça de FHC.
Eu até gostaria de imaginar que o governo FHC tenha sido aquilo que ele tenta nos convencer que foi, e que nós somos a "evolução" democrática em relação a ele, aproveitando o que havia de bom.
Mas eu deixei de acreditar em coelhinho da páscoa, e não gosto de paulo coelho.
Sei apenas de uma coisa: o enorme esforço de FHC para lembrar o que ele acha que foi é diretamente proporcional ao que ele foi de verdade: Um desastre.
Quanto aos que perguntam: E Lula em 89 ou 94 faria melhor?
Olha, se está difícil fazer FHC e a tucanada aceitar as comparações com o que ocorreu, dois(três) governos que existiram (FHC, Lula/Dilma), como a gente aceitar comparar hipóteses irrealizáveis?
Troço meio doido, não?
Quando FHC e os PSDBistas disserem a verdade (que eles devastaram o país), quem sabe a gente possa admitir que talvez Lula em 89 e 94 pudessem ser uma catástrofe.
Embora, para efeitos práticos, não sirva para muita coisa.




yoani, marinas, esquerdas, direitas, luz, câmera, ação!

Não há novidade no episódio yoani.
Ele foi ensaiado para ser deste modo, neste cenário e com este roteiro. Todos nós, do boboca do magnoli até o mais empedernido militante(semi-profissional)secundarista de 67 anos da UJS sabem a fala, a marcação e o papel a desempenhar.
Um episódio grotesco, com direito a atuação bisonha do suplicy, a mais perfeita encarnação de goofy( pateta) de walt disney, que usava a terminologia canhoto(goofy) para sacanear a esquerda...disney, não conheceu suplicy, mas é como se o tivesse criado(o suplicy), como o personagem de Jim Carrey em The Truman's Show.
Como dizia, todos sabíamos o desfecho.
Há algo a ser debatido neste caso, além do fastio das questões cubanas e estadunidenses, democracia, liberdade, Guantánamo, Assange, etc, etc, etc?
Todos temos direitos a opiniões. Mas temos antes o dever de saber como as opiniões devem se expressar.
O problema de yoani e seus admiradores não são as teses contra Cuba, algumas legítimas. O problema não é yoani( ou outro blaya qualquer) criticar a falta de eleições tipo estadunidenses em Cuba, embora todo mundo saiba, aí incluídos iraquianos e afegãos(que souberam do pior modo) que tais eleições não signifiquem muita coisa.
A questão principal é tentar empulhar a audiência com uma personagem que se apresenta como uma instituição pessoal universal em defesa dos direitos humanitários universais, como se toda luta por tais direitos não encerrasse em si a defesa de visões de mundo, ou seja, preferências políticas, grupos, partidos, interesses geopolíticos.
A presença de yoani falando sobre Cuba, ou sobre violação direitos humanos por lá, sem que seja possível determinar qual é o seu verdadeiro papel (ou seja: fala por um partido, uma igreja, uma associação, um sindicato, uma embaixada?) é que traz tremenda assimetria na cena.
A empulhação de Yoani como guerreira da liberdade é que aumenta a reação contra ela, e este gesto, de expô-la a este universo não é casual...é também ensaiado meticulosamente.
Ela tem todo o direito de se associar a quem quer que seja para falar dos problemas de seu país, aliás, esta é uma regra histórica do internacionalismo da política.
Seu calvário é tentar esconder esta associação, que lhe traz constrangimentos expostos quando lhe pedem para falar sobre uma grave violação ao seu país e a seu povo: o embargo.
Como ficaria na saia justa caso lhe cobrassem uma postura sobre Guantánamo, ou no caso Assange.
Se ela já nos tivesse dito quem lhe banca, ou melhor, se o seu discurso estivesse situado em alguma esfera ou instância de disputa, não haveria comoção no fato dela ser fiel a mão que lhe alimenta.
De jeito nenhum...e seria um ato incoerente dela se o fizesse(cuspir no cocho onde come).
Mas por que ela não se revela? Ora, porque este é roteiro: fazer política pela anti-política. Defender um interesse específico mascarado em categoria universal de interesse!
yoani tem o direito a crítica ao governo cubano. yoani tem o direito a ser uma militante pró-interesses dos EEUU em Cuba, no Brasil ou em Marte. Azar o dela.
Eu tenho direito a concordar com os avanços de Cuba e criticar os problemas. Eu tenho direito a discordar da yoani.
yoani tem direito a escolha, até ao cinismo, quando for útil, mas não tem direito a hipocrisia.
É a sua hipocrisia que alimenta o ódio.
Por que como debater com quem defende a "liberdade"? O ambiente e a moral cristã (marina)?
yoani, deste modo, é um tipo sutil e ladino de violência simbólica, porque ela esconde suas posições em uma suposta "neutralidade" ou "imparcialidade" comunicativa(como uma militante livre e imparcial da rede, aliás, crítica que também deve ser estendida a Assange) e tolhe de seus adversários a condição de adversários para tornar todos que discordam dela uma espécie de algoz da Humanidade.
yoani é um tipo perigoso de gente que, paradoxalmente, se ama tanto a ponto de eliminar a si mesma para cumprir um papel, uma predestinação ao martírio que acredita que lhe foi entregue por deus, ou pela História. Ela espera um ato brusco, uma violação, um tiro ou um tapa para justificar a si mesma, e dar algum sentido a fraude que, no íntimo, ela sabe que é.
yoani está na categoria das não-pessoas, autômatos a serviço do fim da política, por se apresentar como permanente vítima dela, e não como agente influenciador de suas variáveis, ou como sujeita de suas escolhas políticas. yoani é sempre vítima das esolhas (políticas)dos outros que sempre a deixam sem escolhas.
yoani é uma moça triste. Não por Cuba. Mas por causa de yoani.
yoani é a nossa marina que fala espanhol.
marina é um belo quadro político que agora, descobriu que quer ser uma yoani.
Fecha o pano, para elas, não haverá happy end.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

MST, e os rudimentos de contra-informação!

Nas comunidades de inteligência, seja na polícia, seja nas forças militares, há um termo chamado contra-informação.

São setores responsáveis pela análise de dados, e na formulação e difusão de conceitos que causem confusão e pânico nas hostes inimigas.

Infelizmente, a contaminação da contra-informação é devastadora, e alcança até setores que, naturalmente, estariam dispostos a se solidarizar com os alvos, aliás, esta é a principal tarefa da contra-informação: plantar pânico em divulgadores chamados "confiáveis".

Que o jornal O Dia e outros veículos do PIG provinciano espalhem oax (termo para "fofoca virtual", tipo aqueles e-mails que você recebe de alguém que precisa de dinheiro para operar o filho, vem como foto, número de telefone, etc) sobre o MST não é novidade.

O que seria melhor para o latifúndio que divulgar e ampliar o pânico pela insegurança vivida pelos assentados?

O rigor jornalístico destes deformadores de opinião se resume a apresentar fragmentos dos fatos, o chamado esquartejamento da notícia.

No caso do latifúndio da Cambahyba, estão satisfeitos com a versão policial, pouco ou nada desconfiam se há ou não mandantes atrás do intermediário ou dos executores.

Já no caso da assentada do Zumbi, juntam outro fato e costuram a tese de que os assentados estão deixando seus lotes por medo.

A mídia porcalista faz um duplo twist carpado, mas têm pouca sofisticação intelectual para isto:

De uma lado, isolam a violência, ou seja, não vinculam-na com a luta pela terra e com o latifúndio. De outro, dão dimensões apocalípticas, para disseminar o medo entre as vítimas!

Ora, tudo o que o latifúndio deseja foi alcançado: o medo! O êxodo!

Mas foram totalmente desmascarados pela nota do MST, e pior: desmascarados por seu dolo de fazer um porcalismo de mão única, quando o certo seria ouvir o MST antes!!!

O ruim é que alguns blogs adotaram a tese do PIG, e a repercutiram.

Mas estes pequenos veículos não tinham como saber, e aqui entrou a necessidade de publicar a solidariedade com a luta do MST, que acabou ajudando aos contra-informadores e aos seus cúmplices, os deformadores de opinião!

Dengue. A endemia e os comportamentos endêmicos.

Qual a diferença entre uma epidemia e uma endemia? Em linhas gerais, podemos dizer que a epidemia é sazonal, enquanto a endemia é perene, ou seja, endemia é a epidemia continuada, repetida e localizada.

E quais os efeitos da endemia e das epidemias?

Ambos podem ser gravíssimos, mas no caso específico da dengue, a recidiva da infecção pelo vírus aumenta as chances de "adaptação" e mutação destas cepas de vírus nos hospedeiros(nós), agravada pela possibilidade da manifestação hemorrágica da doença.

Mas muito pior que a doença em si, é o comportamento endêmico de nossas autoridades. Há uma endemia de ineficiência, descaso, cinismo, em relação a esta ocorrência sanitária que MATA pessoas!

O comportamento de autoridades e seus asseclas em blogs e pela imprensa, como você pode ler neste debate no blog do Roberto Moraes é GRAVE, e mereceria censura, salvo engano, da TUTELA COLETIVA, e quiçá da persecução CRIMINAL, como já dissemos neste blog.

A nova moda agora, quer dizer, a velha moda com novos "atores" é negar a incidência porque não há notificação.

Santo deus, transferir a responsabilidade da notificação, e por tabela, a sub-notificação a população é um TAPA na cara do contribuinte!

Esta responsabilidade, de diagnóstico e processamento dos índices para ações emergenciais e estratégicas é do PODER PÚBLICO, e não há quem de bom senso que acredite que as pessoas estejam enfermas em casa, sem procurar auxílio, apenas para sabotar a "administração" e bagunçar o "ótimo trabalho" da prefeitura, que ano após ano consegue piorar nossos índices de infestação.

Se alguém não vai ao posto de saúde, é porque não confia no serviço prestado ali, e isto também é grave! E pelo visto, motivo para desconfiança é que não falta!

Então, senhores, senhoras, crianças, pelo que diz a prefeitura através do chefe do CCZ a responsabilidade por estar doente É SUA!!!

Daqui a pouco, vão te entregar um kit de auto-diagnóstico e uma senha para que você mesmo acesse o banco de dados e notifique sua doença!!!!


Os fatos:

A secretaria de saúde e seus órgãos de prevenção e controle de endemias NÃO FORAM CAPAZES de planejar a prevenção.

A secretaria de saúde e seus órgãos de atendimento NÃO SÃO CAPAZES de articular diagnósticos e notificação, fornecendo o feed back necessário para a articulação do ciclo completo de planejamento - controle - fiscalização - atendimento!!!

Em qualquer outra instância de gestão, tais evidências seriam suficientes para defenestrar TODOS os (ir)responsáveis com a saúde pública...

Não se trata de partidarizar ou personificar os efeitos dos erros, mas de entender que SAÚDE PÚBLICA é política de Estado(lato sensu, não confundir com unidade da federação) e que tem que ser tratada como tal.

CAMPOS DOS GOYTACAZES É UMA VERGONHA NO TRATAMENTO E PREVENÇÃO A DENGUE, SENDO UMA DAS CIDADES MAIS RICAS DO BRASIL, E CLARO, DO MUNDO!

Cada novo caso, cada morte que porventura acontecer, DEVE ser debitada na conta da prefeita, do seu secretário de saúde, da limpeza pública, fundações e todas as áreas envolvidas na prevenção de infestação de vetores e no controle de endemias e epidemias.

Qualquer pessoa que tivesse alguma experiência ou tivesse capacidade de raciocinar saberia que a infestação em Morro do Coco atingiria os distritos vizinhos. Esta é a natureza "geográfica" dos surtos  endêmicos.

A (im)postura do chefe do CCZ, negando o óbvio é a constatação do que dizemos aí em cima: A incompetência na administração é endêmica e pior: MUITO CONTAGIOSA!!!!

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O PIG e a escumalha tradicionalista-católica-evangélica-direitista da América Latina encolheu mais.

Eduardo Correa, presidente do Equador foi reeleito ontem, com mais de 60% dos votos. No primeiro turo.

mervais, reinaldos, jaboures, leitoas, waacks(CIA boy), e tantos outros cretinos por aqui e pelo país espumam, sapateiam, xingam e rolam bostas...

Em breve, o Chile.

E Chavez volta a Venezuela, apesar dos carniceiros...

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Das falanges a Santa Catarina ou como viramos lobos de nós mesmos!


Haverá um sem número de opiniões e tentativas de situar partidariamente esta questão recente, mas que vem fermentando, há no mínimo quarenta anos, desde a década de setenta, e que agora nos revela sua face mais dramática:
O fato de que TODAS as nossas facções criminosas com algum nome, CV, TCP, ADA, PCC, nem sempre "organizadas", na concepção clássica de crime organizado - hierarquia, (trans)territorialidade, e principalmente, infiltração no aparato estatal, terem surgido dentro dos sistemas penitenciários, e que evoluíram nos negócios criminosos de varejo de drogas (e crimes assessórios) ao enfrentamento ao Estado, em atos de terror(alvos aleatórios e ações destinadas a espalhar pânico, onde não há nenhuma ligação entre as vítimas e algozes, e nem um outro objetivo relacionado a cadeia criminosa a qual operam).
Esta conclusão nos mostra o óbvio: O Estado brasileiro, e não este ou aquele governo, falhou em desenvolver políticas de Estado de segurança pública que ultrapassem as meras ações reativas, e que rompesse as velhas lógicas de classe e a pauta determinada pelos estratos sociais que têm mais força e repercutem suas demandas de forma mais acentuada. 
Não conseguimos definir com clareza o valor da vida dentro do espectro da persecução criminal, ou pior, definimos sim: há vidas e vítimas que valem mais que outras, bem como não repudiamos por completo a tortura como método de investigação, principalmente pela dubiedade de nossa posição em relação aos crimes de Estado praticados desde 64 até 85, não dissolvemos a relação patrimonialista que se expressa na lógica proteção privada contra segurança coletiva, onde a maioria dos recursos e esforços sempre privilegiam os que detêm poder econômico, enfim, não desmontamos a estrutura jurídica que mescla garantismo de um lado, e anacronismos autoritários de outro.
Os ataques em SC e SP desmontam a velha tese sócio-economicista sobre o crime e a violência, assim como no Nordeste, onde a violência e criminalidade têm crescido onde os níveis de emprego e renda têm se elevado.
Em SC, em particular, para desgosto daqueles que enxergavam no pequeno estado-balneário uma ilha(sem trocadilho) de civilização branca e euroamericana, salpicada por turistas, em meio aos selvagens botocúndios de Pindorama.
Não é tarefa fácil definir os motivos e caminhos do crime, suas formas de prevenção e controle, e decidirmos, então, quais crimes merecem mais ou menos atenção, e por fim, encadear estas escolhas como relação de causa e efeito.
Teorias servem a muita coisa, mas infelizmente, o que mais fazem com as teorias é retirar delas o conteúdo de desafio ao pensamento.
A que falava das janelas quebradas, Broken Windows Theory, nos dizia que certos crimes devem ser combatidos como forma de desestimular a ideia que de o Estado não se importa com eles, o que incentivaria a noção de impunidade a outros crimes mais graves.
Falada e repisada teoria dizia que uma casa de janelas quebradas, e que assim permanecesse, contaminaria como incentivo, que outras janelas fossem quebradas, e que outros crimes contra o patrimônio seguiriam, como resultado do descaso e da ausência de resposta daquela comunidade e do Estado.
Todos os analistas mais responsáveis sobre o tema segurança pública sabem o que foi feito em NY, e os resultados de curto e longo prazo que o excesso de empoderamento das esferas policiais e da promotoria trouxeram: de um lado, a drástica redução de crimes, que catapultou o então ascendente mercado de especulação imobiliária (a chamada "revitalização", tão em voga nas UPP), e de outro, excessos e abusos de toda forma, encarceramento em massa dos mesmos de sempre, e agora, o recrudescimento de modalidades mais violentas de crime, inclusive a taxa de homicídios.
Mas há algo nessa teoria que deveria nos provocar a pensar. É possível inverter a lógica, ou seja, é possível desencorajar  crimes menos violentos atacando os crimes mais violentos?
Eu imagino que a decisão pelo cometimento de um crime  é uma combinação de cálculos: nível de impunidade, ganho patrimonial ou outra vantagem, capital social acumulado entre os demais do grupo(reconhecimento) e o nível de legitimação deste comportamento dentro das comunidades.
Neste caso, desta equação, nenhum crime no Brasil é mais convidativo que matar. Nível de resolução dos crimes quase nulo(claro, se escolher as vítimas-padrão - pretos, e ou pobres e periféricos), resolve-se o conflito de forma definitiva, ou se obtém ganho (grupos de extermínio à soldo), legitima-se como "xerife da área", e encontra na sociedade um tipo de discurso cúmplice e trans-classista (de alto a baixo na pirâmide social): "ninguém morre à toa"; "tinha ligação com o tráfico", "tava pedindo", e etc.
Ora, se na estrutura forma judiciária e constitucional diz-se que a vida é o item mais importante, e que em seu nome (preservação) e da dignidade destas vidas, devemos, inclusive, abandonar outros valores, como respeito a propriedade, sigilos e garantias e etc, quando vidas estiverem em risco, qual é a leitura que criminosos fazem quando esta letra é "morta"(novamente, sem trocadilhos infames)?
A incapacidade do Estado brasileiro em defender a vida é um convite a matança, e aos outros crimes que se utilizam da banalização da violência como instrumento de perpetração destes crimes, como roubos, sequestros, e agora, ataques a bens e patrimônio públicos.
A impunidade em relação a morte violenta é o ácido que corrompe todo nosso tecido social, principalmente quando os mortos são sempre os mesmos.
Não há paz possível quando só morre gente de um lado! E ninguém imagina "equilibrar" o score de mortos, ou seja, que os mais ricos comecem a morrer também.
Por outro lado, aos indesejáveis que sobram, os presos, tratamos suas vidas como absoluto e completo lixo, misturando a noção de Justiça com vingança, ou, direito penal do inimigo, ou ainda, a pena além da pena.
Não é incorreto a alguém vítima de atrocidades nas mãos de facínoras, que deseje a morte ou o sofrimento destes autores.
No entanto, a ampliação e banalização deste sofrimento a esferas alheias ao evento, como o discurso que alimenta nossa imprensa mão branca, dão a justificativa ideológica que determina que não bastam as penas previstas, é preciso mais!
Este é o combustível da barbárie.
Há estudos que sugerem, como a da pesquisadora Julita Lengruber, que não é o aumento de criminalidade que eleva o encarceramento, mas ao contrário, o aumento de encarceramento é que eleva a criminalidade, por mais paradoxal que pareça.
No caso brasileiro, isto é um fato! Nossas taxas de encarceramento cresceram lado a lado com os níveis de criminalidade, mormente a taxa de homicídios, e hoje já não é possível mais separar a causa do efeito.
A disseminação da prisão como instrumento prioritário no combate a criminalidade, e não como resultado de processamento judicial, contextualizada em um país com tradição autoritária de suas polícias, com o viés do corte de classes dado pelo Estado e sociedade na questão criminal, e açodada por noções míopes importadas como "War on Drugs", carregadas de todas as hipocrisias possíveis no impossível enfrentamento da questão do uso/abuso/comércio de drogas pelo aspecto do confronto militarizado, nos legou este caldo de cultura das cadeias, onde a organização dos presos passou a ser não só forma de sobrevivência, mais muito pior, foi uma manifestação aceita e legimitimada pelo Estado como fator de equilíbrio e gestão penitenciária.
A mistura de presos de vários níveis de periculosidade, a deficiência estatal em processar direitos às regressões dos regimes de penas, misturado com o garantismo cínico que impede o correto isolamento do preso dos seus laços de delinquência são os constantes desafios a autoridade estatal realçada nas chamas dos coletivos nas ruas de SP, SC, e quem sabe onde mais.
Aquilo que começa mal, termina mal. Se não sabemos o que e como combater, como saberemos a forma certa de punir?
O resultado está aí.
Queimando nossas vistas.

Por Douglas da Mata, publicado no blog do Nassif como comentário.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Cadê?

Onde é que esteve a máscara de jb, ou batbarbosa neste Carnaval?

Como alguém já disse, não incomodemos nossos adversários, enquanto eles se atrapalham...

É de morrer de rir o resultado dos esforços da mídia e de outros tantos cretinos em criar os "super-heróis" do moralismo seletivo!

Bem feito para os babacas que gastaram dinheiro produzindo, e outros tantos que encheram as prateleiras para tentar empulhar a população.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Acalmai-vos, ó família, tradição e (grandes)proprietários....

Direto das hostes do Opus Dei, do covil demotucanalha, nosso teaparty tupinambá, e por fim, dos sarcófagos da mídia corporativa, o PIG, vem a solução para a crise que vos aflige.

Eis o verdadeiro infalível...O verdadeiro puro...e por isto, o único cordeiro de deus (ressuscitado?) pronto ao sacrifício para nos redimir do pecado petista.

Habemos serra, Habemos papa...

Re: Papa Bento 16 renuncia e Santa Sé marca novo Conclave

O Papa Jânio Quadros?

Forças terríveis devem ter se levantado contra o chefe da igreja do carpinteiro bastardo!

Na verdade, é difícil dimensionar o gesto de renúncia do único homem infalível sobre a terra, e sobre quem pesa, de acordo com a superstição católica, o fardo de falar diretamente com "ele".

Mas há pistas:

O caso do mordomo pego vazando documentos secretos e que revelam os bastidores mais putrefatos da igreja, que faz parecer a pedofilia que esconderam durante séculos, uma brincadeira de criança, e não com crianças.

As ligações com a loja maçônica secreta italiana, a P2, ela mesma um braço de setores da máfia, que sequestraram e sumiram com  o corpo de uma (ou duas?) menina, em retaliação a adversários na luta pelo poder e controle do Vaticano e sua lavanderia de dinheiro, o ISER, ou Banco Ambrosiano.

A lenda diz que o corpo estaria enterrado em uma basílica importante, que para espanto de todos, também mantinha os restos mortais de um benfeitor improvável, um mafioso!!!

Não se sabe porque o papa renunciou.

Mas sabe-se que o homem infalível falhou.

Por ter medo? Quem sabe para não acordar, neste caso não acordar mesmo, como Paulo I, envenenado por seus opositores, que imaginavam manipulá-lo, e decidiram matá-lo quando viram ser impossível?

Ou por não ter medo? Quem sabe ele quer voltar nos braços do povo? Mas que povo? O Vaticano não é uma democracia! Xiiii....


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Frases.

"Alguém já disse que o destino é o acaso com mania de grandeza!"

Fred Zero4 (Mundo Livre S/A)

Mundo Livre S/A - Super Homem Plus



Nestes tempos de Carnaval, enquanto brincamos(ou descansamos) alguém deve estar sendo vítima de alguma violência estatal (ou não) praticada em nome da "guerra às drogas", "guerra ao terror", "guerras defensivas"(como a de Israel contra os palestinos), ou a "guerra do campo" e tantos outros conflitos onde só morre gente de um lado (os mais fracos), vai aqui o nossa sugestão.

Mundo Livre S/A, definitivamente, um grupo contra-hegemônico:

E um pássaro? E um avião? Não, socorro! Fujam! Cada um por si!
E um míssel desgovernado!
Ele vem disparado em nossa direção -"Cuidado!"
Ele foi fabricado no quartel General da salvação
Então
Algo me alvejou, ai! Olha o sangueiro irmão. Segure aqui, eu vou cair.
Algo me salvou, ai! Olha o sangueiro irmão. Segure aqui, eu vou cair.

É bom rezar todo dia, fera, pra gente nunca virar alvo de uma missão 

humanitária aliada.

O insaciável super-homem em sua nova versão nos faz sentir saudades dos 

precários tempos do esquadrão

Algo me alvejou, ai! Olha o sangueiro irmão. Segure aqui, eu vou cair.
Algo me ferrou, ai! Olha o sangueiro irmão. Segure aqui, eu vou cair.
Algo me acertou! Olha o sangueiro irmão. Segure aqui, eu vou cair.
Algo me salvou, ai! Olha o sangueiro irmão. Segure aqui, eu vou cair.

Diga aí Moreira: "Temperamento latino é fogo".

Então
Se liga, se liga.
Dispara, dispara.
Vai ter boa intenção assim no inferno.
Se liga, se liga meu irmão.
E um pássaro? E um avião?
Valha-me Deus.
Dispara, dispara.
E um pássaro? E um avião?
E o super-homem!

Link: http:
//www.vagalume.com.br/mundo-livre-s-a/super-homem-plus.html#ixzz2KWjWKGdQ

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Outra história, outra versão.

Eis o texto publicado no Viomundo sobre o livro de Paulo Moreira Leite sobre o julgamento da ação 470.
No bombardeio midiático, no soterramento de manipulação, um pouco do que o jornalismo deveria fazer: oferecer o outro lado:



Paulo Moreira Leite: A outra história do mensalão

publicado em 5 de fevereiro de 2013 às 21:22

Uma verdade incômoda
por Willian Novaes, da Geração Editorial
Neste livro corajoso, A Outra História do Mensalão – As contradições de um julgamento político(R$ 34,90, pag. 352), independente e honesto, o jornalista Paulo Moreira Leite, que foi diretor de Época e redator-chefe de Veja, entre outras publicações, ousa afirmar que o julgamento do chamado mensalão foi contraditório, político e injusto, por ter feito condenações sem provas consistentes e sem obedecer a regra elementar do Direito segundo a qual todos são inocentes até que se prove o contrário.
Os acusados estavam condenados – por aquilo que Moreira Leite chama de opinião publicada, que expressa a visão de quem tem acesso aos meios de comunicação, para distinguir de opinião pública, que pertence a todos — antes do julgamento começar.
Naquele que foi o mais midiático julgamento da história brasileira e, possivelmente, do mundo, os juízes foram vigiados pelo acompanhamento diário, online, de todos os seus atos no tribunal. Na sociedade do espetáculo, os juízes eles se digladiaram, se agrediram, se irritaram e até cochilaram aos olhos da multidão, como num reality show.
Este livro contém os 37 capítulos publicados pelo autor em blog que mantinha em site da revista Época, durante os quatro meses e 53 sessões no STF. A estes artigos Moreira Leite acrescentou uma apresentação e um epílogo, procurando dar uma visão de conjunto dos debates do passado e traçar alguma perspectiva para o futuro.
O prefácio é do reconhecido e premiado jornalista Janio de Freitas, atualmente colunista da Folha de S. Paulo. Esse é o 7° titulo da coleção Historia Agora, lançada pela Geração Editorial, entre os livros desta coleção está o best seller, A Privataria Tucana.
Ler esses textos agora, terminado o julgamento, nos causa uma pavorosa sensação. O Supremo Tribunal Federal Justiça, guardião das leis e da Constituição, cometeu injustiças e este é sem dúvida um fato, mais do que incômodo, aterrador.
Como no inquietante Processo, romance de Franz Kafka, no limite podemos acreditar na possibilidade de sermos acusados e condenados por algo que não fizemos, ou pelo menos não fizemos na forma pela qual somos acusados.
Num gesto impensável num país que em 1988 aprovou uma Constituição chamada cidadã, o STF chegou a ignorar definições explícitas da Lei Maior, como o artigo que assegura ao Congresso a prerrogativa de definir o mandato de parlamentares eleitos.
As acusações, sustenta o autor, foram mais numerosas e mais audaciosas que as provas, que muitas vezes se limitaram a suspeitas e indícios sem apoio em fatos.
A denúncia do “maior escândalo de corrupção da história” relatou desvios de dinheiro público mas não conseguiu encontrar dados oficiais para demonstrar a origem dos recursos. Transformou em crime eleitoral empréstimos bancários que o PT ao fim e ao cabo pagou.
Culpou um acusado porque ele teria obrigação de saber o que seus ex-comandados faziam (fosse o que fosse) e embora tipificasse tais atos como de “corrupção”, ignorou os possíveis corruptores, empresários que, afinal, sempre financiaram campanhas eleitorais de todos, acusados e acusadores.
Afinal, de que os condenados haviam sido acusados? De comprar votos no Congresso com dinheiro público, pagando quantias mensais aos que deveriam votar, políticos do próprio PT – o partido do governo! – e de outros partidos.
Em 1997 um deputado confessou em gravação publicada pelo jornal Folha de S. Paulo que recebera R$ 200 mil para votar em emenda constitucional que daria a possibilidade de o presidente FHC ser reeleito. Mas – ao contrário do que aconteceu agora – o fato foi considerado pouco relevante e não mereceu nenhuma investigação oficial.
Dois pesos, duas medidas. Independentemente do que possamos aceitar, nos limites da lei e de nossa moral, o fato é que, se crimes foram cometidos, os criminosos deveriam ter sido, sim, investigados, identificados, julgados e, se culpados, condenados na forma da lei. Que se repita: na forma da lei.
É ler, refletir e julgar. Há dúvidas – infelizmente muitas – sobre se foi isso o que de fato aconteceu.