domingo, 6 de janeiro de 2013

Silenciosa epidemia e o bloco dos insensatos insensíveis!

Não tenho as informações exatas, e acho que ninguém as tem, muito menos o governo(o que é grave).

Mas dizem que o problema começa a se tornar assustador quando um vizinho é atingido, e desesperador quando chega até você.

Pode ser...mas o fato é que a população de Morro do Coco, distrito ao norte do município de Campos dos Goytacazes enfrenta um dramático aumento de casos de contágio de dengue, e o que é pior: escondido na sub-notificação e na indiferença da mídia(será que isto faz parte dos contratos de publicidade oficial?).

Ontem à tarde, me desloquei até uma padaria, porque a que eu frequento estava fechada. Imaginei que o padeiro e sua família estavam no justo gozo das férias em alguma praia próxima, como é costume desta localidade.

Qual a minha surpresa quando no caixa para pagar meu consumo, fui abordado justamente pelo padeiro  que imaginei estar em alguma praia, me pedindo uma carona de volta para sua casa, desvalido e combalido por uma suspeita de dengue.

Pelas recomendações médicas, ou seja, consumir apenas dipirona sódica(novalgina) para debelar a febre, aumento na hidratação e repouso, e os sintomas que ele me relatou: metrorragia (dor atrás dos olhos), prostração, etc, tudo indica que se trata de mais uma possível notificação.

A esposa do padeiro vaticinou: são mais de 200 casos!

Como eu disse, seria leviandade afirmar tal índice.

Mas a ausência de ações do governo, quer seja na notificação, quer seja nas ações emergenciais(eles não adoram estas coisas emergenciais?), para atender e preparar estratégias de mitigação dos estragos que a inércia já causou beira ao escândalo, ou pior: a omissão criminosa, se considerarmos os resultados!

Talvez os governantes estejam aonde imaginei que estivesse o padeiro: À sombra e água fresca em algum balneário.

Deixa este negócio de governar para depois do Carnaval...

5 comentários:

Anônimo disse...

Com Dilma, reforma agrária cai em 2011 e tem a pior marca desde FH


Governo assentou 22 mil famílias no ano retrasado; MST enfrenta dificuldade de mobilização.

O governo Dilma é o que menos desapropriou imóveis rurais para fazer reforma agrária nos últimos 20 anos.

Na primeira metade do mandato, 86 unidades foram destinadas a assentamentos.

Comparado ao mesmo período das administrações anteriores desde o governo Sarney (1985-90), o número supera só o de Fernando Collor (1990-92), que desapropriou 28 imóveis em 30 meses.

douglas da mata disse...

Caro comentarista, atenha-se ao tema do post.

Da próxima, não passa.

Mas veja: Ninguém em sã consciência vai dizer que assenta-se menos porque os problemas fundiários estão resolvidos.

No próprio comentário uma pista: O MST tem dificuldades de mobilização.

Por outro lado, embora reconheça-se que os problemas fundiários permaneçam, não se pode pretender que o ritmo de assentamentos vá continuar no mesmo diapasão de antes.

Ainda mais se considerarmos que apenas 20% da população permanece no campo.

Marcelo Siqueira disse...

Isso é pura palhaçada da imprensa, o VIOMUNDO trás uma reportagem com alguns gráficos em que FHC está lá em cima. Alguém resolveu perguntar ao MST quem fez mais reforma agrária? FHC distribuiu Títulos de terras já ocupadas, ou seja, só regularizou. Isso é Estatística, a gente usa como convém. Douglas, está fora do contesto, mas eu não aguento, me desculpe.

Marcelo Siqueira disse...

Douglas
Não estou querendo defender Dilma. Nasci e 67 e não tenho nenhuma informação aterior sobre reforma agrária, mas de lá para cá ninguém fez nada, falar que FHC fez é sacanagem ou desconhecimento, ninguém fez merda nenhuma, nem PT nem PSDB. Quem fez, contra, foi Ronaldo Caiado e a UDN, e a TFP.

Anônimo disse...

É como eu disse aqui: cuidado com as estatísticas!
Vou repetir: se eu, o anônimo das 00h12min, o Douglas da Mata e o Marcelo Siqueira estivermos no Picadilly e de repente entra o Antônio Ermírio de Moraes, todos ali somos, na média, milionários.
Nada mais falso. Pelo menos de minha parte.

abs

Fernando