quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Porto do Açu e os piratas!

O caso Chevron, onde destacou-se a ação do MPF, através da atuação quixotesca do procurador Eduardo Oliveira, revelou-nos um quadro interessante, e que joga por terra boa parte da argumentação dos subsídios estatais para grandes empresas se instalarem, vindas de outros países.

Afora nossa atávica síndrome de vira-latas, que confunde cordialidade com submissão escancarada para qualquer bwana que enrole a língua, e troca cultural e econômica necessárias, com estupro ideológico, vai a noção de quem chega, e sendo esta "chegada" mais uma "invasão", pelo que já mencionamos, certos de que aqui é a casa da madre-juana.

Pois é, não custa nada o MPF, através da PF, ou cada um por iniciativa própria, checarem os papéis de  certos "turistas" que chegaram para trabalhar no Porto através de uma empresa espanhola.

É só acionar a fiscalização, e descobrir os "piratas", ou seja trabalhadores clandestinos, por ironia, vindos do país que mais maltrata brasileiros em suas fronteiras secas e molhadas, a Espanha.

Trazer trabalhadores é uma escolha gerencial, embora seja um chute no saco dos governantes que abaixaram as calças fiscais sob a falácia de gerar bons empregos, sendo que estes ficam com os nativos das nacionalidades das empresas, que julga muito mais fácil (e barato) trazê-los, em se tratando de adaptação, cultura empresarial, e pelo fato que a crise de lá aviltou as condições de negociação da mão-de-obra, a treinar os bugres daqui.

Más se lo quieren, que façam dentro das leis, e não ao arrepio delas.

Pelo que soube, são más de 100 hermanos, súditos d"El Rey de España, todos em situação irregular.

Não custa nada dar uma olhada. Não olhar só nos custará um pouco a menos de dignidade e soberania.

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