sábado, 26 de janeiro de 2013

O sal na terra...o sangue na terra!

A morte de um dos líderes do MST local, publicada pelo blog do Roberto, aqui, é mais um triste evento das disputas humanas transformadas em atos de violência extrema.

Por questões éticas e profissionais, não comentarei possibilidades ou supostas linhas de investigação. 

Isto fica a cargo dos colegas com a atribuição e talento reconhecido para tanto.

Mas é impossível não enxergar que a luta pela posse da terra pode ser um dos ingredientes deste desfecho trágico.

Por tudo que temos ouvido em relação a disputa com mega-empresários, de um lado, a instrumentalização do Judiciário, de outro, as violações das leis,  formação de milícias armadas e privatização das forças públicas de segurança, corrupção de órgãos fiscalizadores (INEA), ataques ao bom senso, e o uso de instrumentos ideológicos de manipulação e coação, dentre eles a mídia à soldo, fica claro que a ancestral luta por território não foi superada, e mais, se expressa ainda por meios parecidos com àqueles que julgamos ter superado.

Salgam a terra...e sangramos sobre ela.

Nossas homenagens a Cícero Guedes, sua memória de luta, e ao pesar dos seus.

Um comentário:

Anônimo disse...

Guedes dos Santos é o terceiro trabalhador sem-terra assassinado em menos de dois meses em Campos. Em novembro do ano passado, houve a morte do líder de um acampamento de trabalhadores sem-terra formado por cortadores de cana-de-açúcar. Antônio Carlos Biazini, 45, foi morto quando saía do acampamento para ordenhar vacas. Ele estava ao lado do acampado Joais da Silva Rocha, 25, que também acabou assassinado.