terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Limão e limonada.

Por encanto, a mídia local descobriu que a ciência pode fornecer dados sobre o que todos já percebemos.

Pesquisa de mestranda da UENF repercutiu na vênus platinada. Aproximadamente 70% rejeitam o serviço de transporte público local.

Nos dados, uma surpresa: Os empresários do setor reconhecem que não prestam um serviço adequado. Sinceridade ou cinismo?

Há uma ou duas semanas, até os governistas mais empedernidos passaram a chutar a geni da vez: O transporte público e as empresas de ônibus.

Uma tática antiga de cinismo vulgar: Como sou a origem do problema, mas sempre neguei este fato, agora, quando todos parecem repudiá-lo, engrosso o coro dos descontentes.

Estranho, mas ainda assim muita coisa continua embaixo do tapete: As fraudes, as auditorias nunca terminadas, e os quase 100 milhões de reais enterrados no sistema de transporte público que está entre os mais perdulários e deficientes do planeta.

Talvez nem as cidades da Índia, conhecida pelo caos, seja tão ruim. Talvez só ganhemos do Haiti, onde não há nada de pé mesmo.

Mas há mais coisas por detrás da enorme coluna de fumaça preta expelida por um ônibus local.

Este suposto consenso e críticas, vem a calhar para criar um clima de comoção necessário para que as soluções, digamos, heterodoxas, se imponham.

Há uma suspeita, não infundada, que a licitação que se avizinha já tem dono. E como o interesse público já foi atropelado faz tempo, será a teoria do fato consumado, ou ainda: "é o que tem".

Nisto, a dinastia que ocupa o governo é especialista: Criar enormes dificuldades, e mostrar depois que  são os detentores da solução!

E a oposição, será que perdeu o ônibus, ou pegou o ônibus errado?

Um comentário:

Anônimo disse...

A oposição Douglas, não pegou ônibus algum. Ficou parada no ponto.
Há tempos que a oposição local não apresenta propostas. Debate-se em um jogo surdo cuja única estratégia é combater a oligarquia garotista num terreno em que eles são especialistas: o denuncismo.
Tivessem focado em propostas e soluções estariam pelo menos sendo lembrados pela população.
O que fizeram na última eleição foi propor uma espécie de governo rosinha "melhorado". As mesmas propostas, os mesmos projetos com uma premissa (falsa)de "honestidade" que deveria ser obrigação e não bandeira.
Deu no que deu.
O transporte é só mais um tema que, tivessem vencido, estariam fazendo igualzinho.