quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

E agora, quem vigia o vigiador?

Deu no JN, mas com um comedimento quase silencioso, ou seja, se fosse possível dizer para ninguém ouvir:

A farra das horas extras no TSE e TREs  por todo este mundão brasileiro dotou cada sacrificado servidor de aconchegos mensais nos contra-cheques de valores que foram de 26 mil até 60 mil, para cada um.

Valores mais altos que os proventos dos meritíssimos juízes "eleitorais"(argh!).

Dentre os beneficiados, dois assessores de Carmen Lúcia, a presidenta do maior órgão de faxina do Brasil, o TSE.

Pois bem, e agora, e a tal da teoria do domínio do fato?

Ué... Tal pagamento não é uma suposição subordinada a provas inexistentes ou a testemunhas vacilantes, mas a um ato administrativo, supostamente legal e com conhecimento da autoridade superior, isto é: não devia saber, SABIA! Não poderia parar o ato. DEVERIA FAZÊ-LO! Tinha total a absoluto (OU DEVERIA TER) sobre os atos praticados. Estavam no Diário Oficial da União!

E aí? Cadeia para ela?

E para os presidentes dos TREs?

Assinaram sem ver?

Vale esta tese?

E como pessoas tão ciosas dos deveres alheios de evitar maus atos de maus servidores, esquecem-se dos seus?

Claro, claro, não podemos generalizar e dar a cada caso o tratamento apropriado, dentro das regras de civilidade e da ampla defesa e contraditório, como sempre tem sido, não é?


Desculpem, mas não há outra palavra para definir: CRETINICE!

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