sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Carpideiras, urubus e outros tipos da fauna local...

Afinal de quem é o luto? 

Reza a tradição cristã e o bom senso que um ente querido deve ser velado sob  a liturgia do silêncio, com as exceções de praxe para as cobranças justas por reparação, em caso de morte por violência provocada por dolo ou culpa.

Ainda assim, toda cobrança emocional, e até exacerbada, é reservada aos parentes e mais próximos.

Qualquer manifestação de outros de outros envolvidos, ainda que em solidariedade de classe ou de qualquer outro liame de grupo, deve se resguardar a provas, a certezas e busca por elas, antes de qualquer manifestação.

Vergonhosa, como sempre, a postura das associações de classe de imprensa, que antes de qualquer manifestação das apurações policiais, já adiantadas diga-se, incutiram em suas "notas oficiais" a noção de que a morte do radialista Renato Machado era um ataque a liberdade de imprensa.

O que é isso? Que oportunismo barato é este, fazendo uso da dor alheia para contrabando de teses "conspiratórias" ou de "crimes políticos"?

Que um deputado local se preste a este jogo sujo, não é novidade alguma!

Mas logo os "baluartes" da moral e bons costumes, a livre imprensa, usando sua liberdade para associar um crime, uma tragédia a sua pauta política(neste caso justa, de lutar contra a opressão ao exercício da profissão de jornalista), mesmo sabendo que todas as evidências apontavam para outra direção, ou melhor, sem nenhuma prova que corroborasse suas versões!

São tempos estranhos, onde nem os mortos escapam ao vilipêndio midiático!


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