sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

AMPLA S/A, uma empresa sem qualquer preocupação com o consumidor!

Recebi uma reclamação de moradores de Morro do Coco, porque algumas de suas localidades mais remotas estão sem energia elétrica.

Ok, isto é um fato corriqueiro, senão fossem alguns detalhes.

A consumidora entrou em contato com o "call center" da distribuidora AMPLA, e recebeu a seguinte resposta:

"Sra. há diversos bairros da cidade sem energia, outras cidades do interior do Estado, total ou parcialmente sem energia. Não temos previsão de restabelecimento. Não há uma equipe designada a Morro do Coco, e a senhora aguarde o restabelecimento até as 16 horas, caso não seja restabelecido o fornecimento, entre em contato novamente".

Pelo que me contou a consumidora, ela ligou por volta das 11 horas e 30 minutos. Ou seja, o prazo dado para nova reclamação é de mais de 07 horas.

Tudo isto seria muito grave, se considerarmos apenas a questão do consumidor e a concessionária, a energia como insumo que não pode ser interrompido, etc.

Mas há mais no ar.

Desde que o governo Dilma resolveu mexer na estrutura do setor elétrico, que está estruturado desde a privataria tucana de forma a remunerar enormemente as distribuidoras, como a AMPLA, em prejuízo dos investimentos de geração e do consumidor(que paga a conta), há muita coisa estranha acontecendo, e pelo que entendo, já passou da hora de órgãos como o MPF, ou MP/RJ, e polícias estaduais e federal atuarem.

No auge do crescimento econômico, no fim de 2009 e o ano de 2010, não se teve notícia de interrupções tão perenes, como as que vêm acontecendo, espalhadas pelo país, espalhando a sensação de terror e medo do "apagão", embora todos saibam que a geração de energia, ainda que com o risco hidrelétrico durante a estiagem, seja suficiente para nossa demanda.

Fica então a pergunta: Como um sistema que vinha funcionando, com alguns problemas localizados, e que teve seu auge de demanda há dois ou três anos, começa ruir, justamente quando o governo acena e interfere no processo de acumulação indevida de rentabilidade do setor?

Como uma concessionária responde a um consumidor(a) que não há previsão para restabelecimento da energia?

O que significa isto senão um descaso calculado, que objetiva colocar o consumidor contra as medidas do governo, e que em breve será corroborado pelo argumento de que foi o governo que desequilibrou financeiramente as concessionárias, e que por isto, estão atendendo de forma precária.

MENTIRA descarada: Todas as diferenças entre o que foi investido, e o que era considerado para efeitos de taxa de retorno destes investimentos até o fim dos contratos de concessão será indenizado pelo governo federal, que por isto antecipou o fim das concessões para quem aderiu e para quem não aderiu, pagando a diferença do desconto no preço ao consumidor e as os preços que garantiam a remuneração dos contratos que estava em vigor.

O que as concessionárias estão fazendo é uma "queda de braço" com o governo, usando, de forma CRETINA e COVARDE o desconforto do consumidor como meio de CHANTAGEM!

2 comentários:

Anônimo disse...

E na visita da Dilma ao Piauí, 33 cidades sofreram um "apaguinho, diz o blog Viomundo. Deve ser coincidência...

Anônimo disse...

Ampla é a campeã de reclamações no Procon de Campos e uma das mais acionadas no juizado especial civil do estado do rio de janeiro. O crime compensa!