quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

2013: O ano da Serpente.

Eu acho gozado esta baboseira de horóscopo. Tem quem acredite e eu respeito.

Mas é irresistível associar o senhor X, suas peripécias com os chineses, e o ano que terminou, bem como o que começou há pouco.

É o ano da serpente, e parece que toda a carga de enigmas recai sobre as empresas X. É o ano da busca do equilíbrio entre razão e emoção, me diz um destes sites do google.

Vai ser difícil.

Depois de amargar prejuízos colossais, enfrentar fiscalização do MP/RJ, MPF, da CVM, temos mais uma para anunciar.

Leiam o que traz o Blog do Roberto Moraes sobre a autuação pela receita das empresas X.

É ano velho que se vai, ano novo que vem, e não há sinal de bons agouros ao nosso donald trump tunpinambá...

4 comentários:

Anônimo disse...

Comentei lá no Roberto Moraes mas não sei se você vai ver. Falo sobre sua exortação aos X-Trolls e Midiotas...
Como gostaria da sua análise, transcrevo aqui meu comentário:

Caro Douglas:
É muito difícil não ser um midiota. É preciso muita leitura, muito desprendimento, muita reflexão, aceitar a falibilidade da razão e muito mais...
Como diz a jornalista argentina Stella Calloni, " a desinformação é uma arma de guerra". E na guerra, quem lê você sabe disso, a primeira a ser sacrificada é a verdade.
Ficamos feito tontos porque somos expostos à mídia de maneira ostensiva e, por sua capacidade de intervir na realidade, de pautar governos e o comportamento social, ela representa a própria democracia como conhecemos.

É difícil conhecer a realidade...

abs

douglas da mata disse...

Meu caro,

Não há hierarquia de informação, há informações de matizes ideológicas deferentes.

Ainda que haja a tentação de dizer que a Carta Capital talvez produza, formalmente, informação de qualidade melhor, eu digo que são diferentes.

Do ponto de vista jornalístico, com apego aos fatos, Carta Capital pode até ser uma parte da verdade, ou seja, que seja melhor produzida.

Mas para uso político, ela só é relevante para quem quer usá-la como ferramenta de compreensão(filtro) e para demarcar um campo de embate.

É neste contexto que se ataca os midiotas, que são diferentes dos que são expostos a informação ideologicamente conservadora, ou como chamamos, pensamento hegemônico, e que sentem, como você um incômodo, que o levará ao questionamento e a busca por novas fontes.

Você, com certeza, vai se informar para ter novas dúvidas, e não certezas absolutas.

Já os midiota não! Buscam tótens...santos graals...

Estas pessoas podem estar diante do "melhor" jornalismo, ou o "melhor" texto, a "melhor" análise, e ainda assim empacarão.

Hoje em dia, cada vez mais gente sente o mesmo que você, e este é o desespero deles.

Anônimo disse...

Douglas:

Sempre grato por suas observações e paciência nas respostas.
Concordo totalmente com sua posição sobre as dúvidas e as não certezas absolutas.
"A razão é insegura sobre o que toma como verdade" (não sei quem escreveu isso, mas concordo) e desconfio pessoalmente de todo mundo que tem solução pronta para tudo. Este é um dos motivos pelo qual resisto em aderir ao pensamento dito progressista. Filosoficamente falando, desconfio de tudo que é racional pelo simples motivo que somos falíveis.
Sempre terei dúvidas sobre tudo, e isso me faz mais humano, eu acho. Por exemplo: não concordo com tudo que você escreve, mas o leio com respeito e atenção.
Desconfio do pensamento conservador mas não desprezo a condição humana que as esquerdas teimam em ignorar. Vou assim construindo minha posição com muita dificuldade, mas sem ignorar que justamente a dúvida a que você se refere é, para mim, a grande formadora do meu pensamento.

Saudações!

douglas da mata disse...

Eu que agradeço,

E saiba que compartilho sua forma de pensar.

No entanto, embora entenda que há necessidade de relativizar tudo, esta relativização, também, não pode ser absoluta, senão, será também autoritária.

Não há privilégio humanista(não confundir com individualismo) no pensamento conservador em oposição ao pensamento social(não confundir com coletivização, porque o nazismo também é uma expressão homogeneizante de coletivo).

Há instâncias e usos distintos.

Há a construção de temas "universais", outros estratégicos e outros tantos, táticos.

Mas não se engane, em todo campo de construção do pensamento não há uma instância neutra(universal) no sentido de se despregar da luta pelo poder e hegemonia.

É aqui que respeitamos diferenças, principalmente, reafirmando-as para que possamos fazer as escolhas.

O que o pensamento conservador quer, justamente para preservar(conservar) o que lhe favorece(a desigualdade)é afirmar que não as há(desigualdades), como não há racismo, e que toda liberdade é igual e manifestada de forma igual.

Não são.

cada grupo se apropria e instrumentaliza as liberdades para fins específicos, e que nada tem haver com o idílico mundo que tentam nos apresentar.

Um abraço