terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço!

Direto do Diário do Centro do Mundo, repercutido pelo blog do Nassif:


Do Diário do Centro do Mundo
Paulo Nogueira
A sociedade tem que saber mais sobre as práticas fiscais de corporações como a Globo.
Carlos Dornelles é um verbete grande no espaço de memórias do site da Globo. Ali ficamos sabendo que Dornelles, gaúcho de Cachoeira do Sul nascido em 1954, fez muitas coisas na Globo.
Vou transcrever um trecho para conhecermos melhor Dornelles na Globo segundo a própria Globo:
Esteve à frente de importantes coberturas, tais como a do comício no Vale do Anhangabaú pela campanha das Diretas Já, em 1984. (…) Também integrou a equipe mobilizada para a cobertura da doença e, em seguida, do falecimento do então presidente eleito Tancredo Neves.
Em abril de 1989, Dornelles foi transferido para o escritório da TV Globo em Londres, onde começou a trabalhar como correspondente. Durante os anos em que esteve na Inglaterra, realizou importantes coberturas jornalísticas sobre a crise do leste europeu. Na então Tchecoslováquia, cobriu a chamada Revolução de Veludo, em novembro de 1989. No mesmo período, esteve no Irã, onde foi responsável pela cobertura da morte do aiatolá Khomeini, cujo enterro reuniu cerca de dez milhões de iranianos; e na Alemanha, onde acompanhou o primeiro ano-novo após a queda do Muro de Berlim.
Em outubro de 1990, recém-chegado de Londres, Carlos Dornelles foi convidado (…) para trabalhar como correspondente em Nova York. No ano seguinte, participou da equipe de cobertura da Guerra do Golfo, um dos momentos mais marcantes de sua carreira.  (…) Ainda como correspondente em Nova York, realizou a cobertura da prisão e da morte do traficante colombiano Pablo Escobar, em 1991 e 1993, e esteve diversas vezes no Peru cobrindo o governo e a queda do ex-presidente Alberto Fujimori.
Ao longo de sua carreira, também participou de importantes coberturas esportivas, como a da Copa do Mundo de 1990, na Itália; a de 1994, nos Estados Unidos, em que o Brasil conquistou o tetracampeonato; e a de 1998, na França. Fez parte, ainda, da equipe que cobriu as Olimpíadas de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, e de Sidney, na Austrália, em 2000. 
Bem, tanta coisa não foi suficiente para que Dornelles não fosse demitido, em 2008. Dornelles, algum tempo antes, tinha manifestado publicamente seu incômodo com a forma como a Globo vinha cobrindo política. Antes de ser mandado embora, passou pelo exílio jornalístico siberiano  do Globo Rural, encostado e visto por agricultores sem muito que fazer nos domingos pela manhã.
Tanta coisa, também, não foi suficiente para que Dornelles, a partir de um determinado momento na Globo, desfrutasse dos direitos trabalhistas nacionais. Dornelles foi instado a se tornar, como tantos outros funcionários graduados da Globo, o chamado “PJ” – pessoa jurídica. É uma manobra comum entre as empresas jornalísticas, com raras e caras exceções como a Abril.
Usar PJs é uma gambiarra de discutível legalidade e indiscutível imoralidade. O objetivo é simplesmente não pagar o imposto devido. A empresa simula que o funcionário presta serviços eventuais, e com isso economiza consideravelmente. Dornelles era um PJ ao deixar a Globo, embora isso não esteja em seu verbete.
Para os cofres públicos, a proliferação de PJs é uma calamidade. Falta dinheiro que poderia construir escolas, ou pontes, ou hospitais. Para o empregado, é nocivo. Fundo de garantia, 13.o salário, férias etc simplesmente desaparecem. É bom apenas para os acionistas.
O que leva uma empresa como a Globo a isso? Falta de dinheiro? Ora, a Globo – por causa de outro expediente de duvidosa ética, os chamados BVs, algo que mantém as agências de publicidade numa virtual dependência da empresa – fica, sozinha, com praticamente metade de toda a receita publicitária brasileira. (Os BVs — bonificações por volume — explicam em boa parte o milagre de a receita publicitária da Globo aumentar no ano em que teve a pior audiência de sua história. De Xuxa a Faustão, do Jornal Nacional ao Fantástico, o Ibope marcha soberbamente para trás.)
Isso, para resumir, significa o seguinte: a Globo teria que ser administrativamente muito inepta para não ser muito lucrativa com tanto faturamento. Por que, então, tornar PJs funcionários como Carlos Dornelles, se não é por sobrevivência? A melhor resposta é: por ganância, associada a um sentimento de impunidade comum em quem tem muito poder de retaliação e intimidação. E esperteza: fazendo este tipo de coisa, a empresa ganha vantagem competitiva sobre as rivais seus custos diminuem. A Abril, que não tem PJs, já foi maior que a Globo.  Hoje é algumas vezes menor.
O risco para a empresa é que, em algum momento, em geral na saída, o PJ a processe. Foi o que Dornelles fez. Ele reivindica mais de 1 milhão de reais da Globo na Justiça. Empresas jornalísticas deveriam ter um comportamento exemplar nas práticas administrativas, dado o seu papel fiscalizador.  Você não pode cobrar retidão de governos e políticos  se faz curvas. Isso se chama cinismo. Há que ter muita desfaçatez para dar lições de moral quando você agride o interesse público ao recolher menos imposto do que deveria.
Em vários países, as autoridades estão trazendo à luz aberrações fiscais para que a sociedade se inteire de algo que é crítico para seu bom funcionamento. Na Inglaterra, vieram à luz os impostos pífios pagos por colossos como Google, Amazon e Starbucks com o propósito de embaraçar as empresas e forçá-las a pagar sua taxa justa. O caso Dornelles é uma lembrança oportuna de que o governo brasileiro deveria jogar luzes – o mais eficiente desinfetante —  nas práticas fiscais de empresas como a Globo com seus PJs de araque.

Cálice...de vinho tinto de sangue!

Inexplicável o silêncio de manifestação pública e oficial dos partidos como PT, PSTU e PC do B nesta cidade.

Será que a sina do PT e dos outros partidos menores é servir de recheio a mídia de coleira, justamente os sócios deste modelo econômico que concentra riqueza, alimenta o latifúndio e irriga nossos campos com a injustiça?

Eis o questionamento do leitor trazido à tona:


Anônimo disse...
Caro Douglas, aproveitando o lamentável assunto, gostaria de lhe perguntar:

Por que o PT, PCB, PSTU, PCdoB de Campos dos Goytacazes não se manifestaram publicamente em relação ao crime?



JORNAL DO BRASIL
Investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro apontam que o assassinato de Cícero Guedes dos Santos, um dos principais dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, tem características de morte encomendada.

O agricultor foi morto a tiros na madrugada de sábado, depois de sair de um assentamento onde estão concentradas as famílias do MST que ocuparam a Usina Cambahyba, um engenho de açúcar desativado composto por sete fazendas e com 3,5 mil hectares de extensão.

Segundo o MST, pelas técnicas agrícolas sustentáveis que utilizava em seu lote, Guedes era considerado uma referência em conhecimento agroecológico tanto pelos militantes da organização como por estudantes e professores da Universidade do Norte Fluminense (Uenf) com os quais colaborava.

"A morte da companheiro Cícero é resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos Sem Terra e da lentidão do Incra para assentar as famílias e fazer a Reforma Agrária", criticou o Movimento em comunicado.

"O MST exige que os culpados sejam julgados, condenados e presos."


A mídia e sua eterna cretinice!

Uma rápida passada de olhos na mídia corporativa local, e poderemos ver, de forma escancarada como o "cuidado" é sempre seletivo, ou seja, os mesmos valores sempre têm peso distinto, dependendo da cor, gosto ou bolso do freguês.

Quando o radialista sanjoanense foi morto, a mídia de coleira local e a mídia de aluguel(que, às vezes se confundem) gritaram aos quatro ventos que se tratava de um crime com repercussão internacional pelo seu teor de ataque a liberdade de imprensa e do exercício do jornalismo.

Nenhuma cautela. Nenhum pudor. Eis que as apurações deixaram os editorialistas pendurados com a broxa na mão! A realidade puxou a escada!

Agora, no caso de Cicero Guedes, os barões de mídia e seus sabujos de coleira correm a dizer que é preciso cuidado para não açodar "conflitos" fundiários!

Como se o conflito não estivesse lá, expresso na demora da Justiça, instrumentalizada pelo poder econômico!

Mas de todo modo, à soldo da verba que paga o verbo, pedem cuidado!

Claro, todo cuidado é pouco, ainda mais com uma mídia desta natureza!

Não há certezas sobre as causas das mortes. Só há certeza sobre o comportamento cretino deste mídia e a quem ela serve!
Disto, não há dúvidas!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Jornal o globo e caruso: O lixo do lixo do lixo!



Quando parecia que não haveria mais um pedaço de carniça a ser disputado pelos urubus da mídia, quando toda a infâmia parecia esgotada, e todo o asco já parecia ter revolvido nossas entranhas, eis que o o jornal o globo, e seu desenhista chamado caruso bateram todos os recordes de selvageria e falta de dignidade.

Muito se dirá sobre a imagem e o (a falta de) caráter do autor deste desenho de péssimo gosto.
Poderemos aproveitar e fazer um milhão de teorias e injunções sobre a falta de limites para a luta partidária que se instalou nas cocheiras do jornalismo, antes chamadas de redações.
Mas nada se compara ao que vemos.
Não há nada que substitua a própria imagem.
Pela teoria do domínio do fato(e da imagem)não há como dissociar o perdigueiro desenhista e o barão que lhe segura a coleira.
Uma ação de reparação de dano moral pelas vítimas e pela presidenta, e quem sabe, por todos nós, seria um belo remédio, caso, é claro, ainda tivéssemos um Judiciário que não se curvasse frente as corporações de mídia.
Antes El País a sapatear sobre o sofrimento de Chavez, agora o globo.
Quando pensamos ter chegado ao fundo do poço, eis que o poço não tem fundo!


Hotel (sem )Glória!

O blog do Pedlowski repercute notícias de um portal local de SJB sobre as "dificuldades" do senhor X em cumprir prazos.

O senhor X que levou terras do Estado(indevidamente, que não eram do Estado do RJ, e sim do município de SJB, portanto tais decretos de desapropriação, além de imorais, estão sob arguição jurídica) e não fará o distrito industrial que dava causa(interesse público) a esta grilagem oficial, agora aparece como personagem de outra traquinagem com dinheiro público.

Recebeu 200 milhões de reais do BNDES(ah, que vaca de divinas tetas este banco) para investir no Hotel Glória, como esforço do governo em fomentar a construção e investimento na cadeia econômica do turismo através de linhas oficiais de crédito, com a promessa de que tudo estaria pronto para a Copa de 2014.

Pois é, parece que não ficará pronto! Será que vai devolver o din-din?

Por aqui, a sorte do senhor X é que a Anglo American está emperrada com seu mineroduto em MG, por problemas (embargos) ambientais(ah, estes eco-chatos do MPF), caso contrário, já estariam bufando no pescoço do senhor X pelo atraso nas obras do Porto!

Não vai dar outra...em breve,  a viúva, ou seja, o governo, vai acabar sendo chamado para pagar a conta do senhor X.

É o destino do Porto, do Hotel, e sabe-se lá mais o quê....

sábado, 26 de janeiro de 2013

O sal na terra...o sangue na terra!

A morte de um dos líderes do MST local, publicada pelo blog do Roberto, aqui, é mais um triste evento das disputas humanas transformadas em atos de violência extrema.

Por questões éticas e profissionais, não comentarei possibilidades ou supostas linhas de investigação. 

Isto fica a cargo dos colegas com a atribuição e talento reconhecido para tanto.

Mas é impossível não enxergar que a luta pela posse da terra pode ser um dos ingredientes deste desfecho trágico.

Por tudo que temos ouvido em relação a disputa com mega-empresários, de um lado, a instrumentalização do Judiciário, de outro, as violações das leis,  formação de milícias armadas e privatização das forças públicas de segurança, corrupção de órgãos fiscalizadores (INEA), ataques ao bom senso, e o uso de instrumentos ideológicos de manipulação e coação, dentre eles a mídia à soldo, fica claro que a ancestral luta por território não foi superada, e mais, se expressa ainda por meios parecidos com àqueles que julgamos ter superado.

Salgam a terra...e sangramos sobre ela.

Nossas homenagens a Cícero Guedes, sua memória de luta, e ao pesar dos seus.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Infâmia com sotaque espanhol, mas espírito universal.

Que a maioria da mídia corporativa é composta por escroques como Murdoch não é novidade para ninguém.

Que estes escroques não merecem a liberdade que lutamos para ter, enquanto eles se confraternizavam com os algozes, também não.

Agora, na Espanha, a lixeira denominada El País, que divisa com outros o monopólio da mídia espanhola, chegou ao fundo do poço.

Publicaram uma foto falsa de Hugo Chavez. Se fosse verdadeira, já seria de péssimo gosto, e violadora de todos os sensos de ética e preservação da intimidade de um paciente, ainda que um personagem como Chavez.

Mas é falsa.

Ei-la:


Uma grave afronta a liberdade de expressão que dizem defender!

E para quem dirá, ah isto é um fato excepcional. Não é, é uma regra!

Desde tempos imemoriais, sob o falso argumento da liberdade de imprensa e de expressão, empresas, que visam LUCRO, e partidarizaram-se em servir a elite que lhes promove o caixa, cometem tais crimes.

Foi assim com o casal Rosemberg, mortos por pena capital nos EEUU, após ampla e tendenciosa campanha de mídia que os sentenciou como espiões no ápice da guerra fria.

Foi assim no caso do restaurante Bodega e Escola Base de SP, onde pessoas inocentes foram apresentadas como culpadas. No caso Bodega, o suspeito foi torturado para caber na versão da imprensa.

Foi assim com a edição do debate Lula e Collor em 89.

Foi assim com o terrorismo da febre amarela, onde pessoas, instigadas pela mídia, se intoxicaram com overdose de vacina.

Foi assim no caso de Erenice Guerra, ministra que substituiu a então candidata Dilma Roussef, acusada por crimes que restaram provados que ela não cometeu.

Foi assim com editores e seus patrões encomendando grampos a criminosos, como no caso cachoeira-veja-demóstenes.

Foi assim com gilmar mendes e os grampos que nunca existiram, e o encontro que nunca houve da forma como ele disse.

Tem sido assim com as notícias sobre o setor elétrico, e tantas outras.

Até quando estes criminosos midiáticos continuarão a assassinar reputações e a tentar interferir nos rumos do país, com o aplauso de uma minoria barulhenta de midiotas? 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Até tu, Mauro?

O tempo dá o distanciamento necessário para que as informações fluam, e a História e fatos se consolidem.

Boa parte dos colonistas locais, os de coleira e os de aluguel(e nem sempre estas qualidades se excluem) dedicou-se a quiromancia ou a futurologia, única face visível hoje no jornalismo local e nacional, para adivinhar os motivos que levaram Mauro Silva a perder a indicação para presidência da Câmara.

Não há um motivo único, é claro, mas o fundamental me foi vazado recentemente.

Mauro, instado a fazer uma devassa na administração do irmão desafeto na sua passagem pela presidência da Câmara, mas titubeou, e fiel ao seu estilo afável e com rara urbanidade, declinou da tarefa.

O estilo soft de Mauro não emplacou nestes tempos de guerra declarada, e a opção recaiu sobre o nome daquele que doaria os dois rins, se pudesse sobreviver sem eles, ao seu chefe: Edson Batista.

Pesou também na conta, inclusive pela indecisão de Mauro, o quanto ele seria fiel caso a prefeita e seu vice fossem novamente defenestrados, como resultado de suas intermináveis querelas judiciais.

Edson é o homem do "sim, senhor". Sua credencial política é só esta, e para seu chefe, basta.]

Não estamos a dizer que Mauro é um infiel, mas a lógica e a realidade no mundo da lapa são diferentes, ou seja, atos de tolerância política, dependendo do alvo, significam alta traição.

Esperemos o desenrolar dos fatos.

A maldição dos Inconfidentes de SJB.

O crime dos produtores rurais do V Distrito de SJB?

Confiaram na Justiça, na Constituição, no bom senso, enfim, no princípio que dá aos mais fracos os meios proporcionais para enfrentar os interesses dos mais fortes!

Tal e qual os inconfidentes mineiros, lá no século XVIII, confiaram na sua capacidade de revoltarem-se contra o jugo opressor.

E tal e qual o mártir mineiro, Tiradentes,  os sanjoanenses tiveram sua terra salgada!

Foi esta a mensagem da Corte Portuguesa a população mineira: Tornaram a terra do alferes improdutiva para sempre.

Salgar a terra é, simbolicamente, dizer para sempre que os descendentes do dissidente deverão sofrer os percalços da afronta ao poder.

É a sentença que ultrapassa a sentença.

Como as decapitações, que também significavam a morte após a morte.

Em SJB, os inconfidentes experimentam a mesma maldição!

Sal na terra para que se lembrem enquanto seus descendentes habitarem o V Distrito de SJB, que a maldição do capital é eterna!


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Limão e limonada.

Por encanto, a mídia local descobriu que a ciência pode fornecer dados sobre o que todos já percebemos.

Pesquisa de mestranda da UENF repercutiu na vênus platinada. Aproximadamente 70% rejeitam o serviço de transporte público local.

Nos dados, uma surpresa: Os empresários do setor reconhecem que não prestam um serviço adequado. Sinceridade ou cinismo?

Há uma ou duas semanas, até os governistas mais empedernidos passaram a chutar a geni da vez: O transporte público e as empresas de ônibus.

Uma tática antiga de cinismo vulgar: Como sou a origem do problema, mas sempre neguei este fato, agora, quando todos parecem repudiá-lo, engrosso o coro dos descontentes.

Estranho, mas ainda assim muita coisa continua embaixo do tapete: As fraudes, as auditorias nunca terminadas, e os quase 100 milhões de reais enterrados no sistema de transporte público que está entre os mais perdulários e deficientes do planeta.

Talvez nem as cidades da Índia, conhecida pelo caos, seja tão ruim. Talvez só ganhemos do Haiti, onde não há nada de pé mesmo.

Mas há mais coisas por detrás da enorme coluna de fumaça preta expelida por um ônibus local.

Este suposto consenso e críticas, vem a calhar para criar um clima de comoção necessário para que as soluções, digamos, heterodoxas, se imponham.

Há uma suspeita, não infundada, que a licitação que se avizinha já tem dono. E como o interesse público já foi atropelado faz tempo, será a teoria do fato consumado, ou ainda: "é o que tem".

Nisto, a dinastia que ocupa o governo é especialista: Criar enormes dificuldades, e mostrar depois que  são os detentores da solução!

E a oposição, será que perdeu o ônibus, ou pegou o ônibus errado?

A mulher do padeiro.

Dia 06 de janeiro este blog alertava para a infecção em massa de dengue em Morro do Coco, patrocinada, primeiro pela omissão criminosa da prefeitura.

Tive contato com este alarmante quadro pela figura do padeiro, que me pediu carona, após visitar o posto de saúde local.

O texto sobre o tema está aqui.

Pois bem, não é que hoje, quando vi a padaria de portas abertas, ao contrário do dia 06, entrei e lhe perguntei: 

- E aí, melhor da saúde?

Ele respondeu: 

- Ah, sim.

De repente, vem dos fundos a esposa do padeiro, andar arrastado, semblante caído, e eu pergunto, já intuindo a resposta:

- Agora foi a senhora?

Ela responde:

- É, fazer o quê?

Até quando as autoridades policiais e judiciais permitiram que a omissão da secretaria de saúde, e da prefeita continuem a colocar a saúde da população em risco?

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Vigiar e punir: Antes, a manicominização da loucura, agora, as internações compulsórias do crack!

O debate volta à baila, mas, de verdade, ele se erige sobre premissas falsas. 

Há muito, nossa sociedade, em grande parte pela luta dos profissionais que humanizaram a questão do tratamento psiquiátrico, que desembocou no marco legal aprovado por inciativa do então deputado petista mineiro Paulo Delgado, resolveu um enorme passivo de direitos humanos: a libertação de diversas pessoas portadoras de distúrbios mentais de várias matizes, mas que eram entulhados em depósitos de gente, em condições sanitárias e sociais lastimáveis.

O cientista Michel Foucault foi o pioneiro (talvez tenha sido, o que alcançou mais repercussão, e não o pioneiro, é verdade) no estudo sobre a necessidade de classificação da loucura para colocá-la sob controle, e que este controle torna-se fim em si mesmo, porque é um sistema que se dedica mais ao controle dos que considera sãos, usando para tanto o sofrimento dos que pretende "curar". 
A bem da verdade, Para Foucaul, a "cura" nunca foi, de fato, a intenção da segregação dos loucos em manicômios.

Estes sistema, de forma análoga, se espraia aos sistemas jurídicos criminais, e na classificação de condutas que deve ser encarceradas e as que não são objeto de tanto rigor, embora, às vezes, possam significar prejuízos tão ou mais graves aos tecido social.

No caso do uso e abuso de drogas, os sistemas de classificação se misturam, haja vista que temos ali a mistura de todos os ingredientes, como distúrbios psiquiátricos, a noção de crime e o clamor pela segregação/punição.

A política deflagrada pelo Estado de SP, e que reflete uma tendência nacional, de internar compulsoriamente os usuários de crack, comumente vistos perambulando pelas ruas como zumbis nos perímetros degradados, conhecidos como cracolândias, não é uma resposta terapêutica do Estado, e nem sequer uma ação de política pública se segurança.

Ela não é também um ato confesso de impotência, como querem alguns, que não raro se manifestam com muito mais violência, e trazem resultados que pioram em muito o quadro que dizem querer melhorar. Esta tese do desespero (que vitimiza o Estado e a sociedade que lhe respalda), é cômoda, mas não demove atos de desespero contra os que pouco podem reagir. 
Não é uma emergência, ou uma urgência.

É a política higienista que trata efeito como causa, que se destina a mostrar a todos os demais o possível fim trágico que os aguarda, caso não façam escolhas certas. 

Na outra ponta, é uma escolha política e econômica dos Estado, que reserva todos seus esforços para combater e criminalizar uma atividade de varejo que sabe não conseguir frear, ainda mais se considerarmos que o Estado nada, ou muito pouco faz, para atingir estas cadeias econômicas onde elas poderiam sofrer algum dano: nos esquemas de fluxo de capital que irrigam os sistema legais bancários e econômicos.

O recente acordo do promotoria de NY com o HSBC, banco inglês flagrado lavando dinheiro grosso dos cartéis mexicanos, onde os narcos sequer disfarçavam as enormes quantias depositadas em grandes volumes, que fizeram o banco aumentar as bocas dos guichês, em um quadro surrealista, se considerarmos todo os discurso moralista anti-drogas, em ONGs, palestras, convescotes, todos patrocinados por empresas e empresários do "bem", como banqueiros, é assim um chute no saco de quem defende esta guerra as drogas.

Este é o ponto! A sociedade e o Estado legitimam políticas sem a menor intenção de que atinjam resultados, até porque, da forma como foram elaboradas, isto é impossível. Funcionam como algum tipo de torpor ideológico, como instrumentos de luta política e econômica, onde alguns grupos se beneficiam, e outros, pagam a conta.

De verdade, a sociedade não se preocupa com este problema, até que ele choque a vista, turbe o ir e vir, ameace o patrimônio, tanto pelo risco de pequenos roubos e furtos, tanto pelo espectro da especulação imobiliária. 

Qualquer estudante de medicina, com algum interesse por psiquiatria, sabe que as internações compulsórias apenas são indicadas quando há risco grave para o usuário e para os que estão ao seu redor. 
Mesmo assim, caso a caso(e não por atacado, como os higienizadores oficiais pretendem) a intervenção não tem resultados clínicos imediatos, e buscam antes a retirada do paciente do contexto que lhe ameaça, ou seja, mantê-lo vivo para que a solução clínica seja possível.

Nossa sociedade abriu mão de debater o problema de uso e abuso de drogas em todos os níveis, e delegou o controle e o discurso aos piores setores, motivados, sempre, pelos piores motivos:
Mídia espetacular, grupos religiosos, aparelhos estatais com objetivos ideológicos repressivos, todos estes se misturando e interagindo como causa e efeito.

O uso e abuso de drogas é caso de saúde, e sempre foi tratado pelo estigma do crime.

Agora, é o a volta do estigma da loucura que justificará um novo uso para uma velha forma de encarceramento.

A fatalidade da loucura funcionará como trato irreversível de medidas extremadas.

Por outro lado, a criminalização do comércio de algumas drogas sempre atendeu a muitos interesses, menos o seu objetivo: resolver ou minorar o problema.

Criou-se um círculo de violência agregada a uma atividade econômica que repousa sobre um ato, uma escolha individual que nenhuma proibição ou coerção do Estado conseguirão impedir: O uso do próprio corpo, ou de substâncias que alterem a consciência da realidade.

Por óbvio, que a guerra as drogas serviram a negócios cada vez mais gigantescos e planetários das indústrias de armas e dispositivos de segurança, sangrando recursos públicos de países pobres, que fluíram para o caixa de empresas oligopolistas transnacionais.

Foram usadas como argumento geopolítico de anexação e intervenção, como no Panamá, Colômbia, etc, mas que sempre esconderam arranjos estratégicos de financiamento de esquemas políticos, como foram os contra da Nicarágua, alimentados pelas rotas de cocaína da América Central, vinda da Colômbia e Bolívia, ou das rotas do ópio e heroína afegãos que municiaram talebãs contra a ex-URSS, e que agora mordem a mão do criador, como sempre.

A guerra às drogas (e não o uso delas) introduziu fuzis M-16 na cidade do Rio de Janeiro em escala só vista em guerras, junto com blindados e helicópteros, e taxas de mortes violentas por ano semelhantes a de conflitos militares regulares.

Já nos EEUU, serviu de mote para colocar 2 milhões de pretos, pobres e latinos atrás das grades, justamente o "excedente" de mão-de-obra alijado do sistema neoliberal que foi inaugurado em 1973, mas teve seu ápice nos anos 80, da era Reagan.

Um truque interessante, na medida que ex-condenados não podem nunca mais votar, e logo, nunca mais poderão pela política alterar o quadro de injustiça que os oprime. Raramente conseguem empregos que garantam mais que a sobrevivência em níveis mais elementares, excluídos para SEMPRE!

No Brasil, menos sutis que somos, aniquilamos definitivamente! 30 ou 40 mil por ano, quase todos entre 17 e 24 anos, e dentre estes, 72% de pretos.

E nos horários de sempre, datenas, e outros filhotes regionais por aqui, jornalistas desavisados, congregações, associações de pais e mestres, delegados, promotores, juízes, especialistas e comentaristas, tratam nossa barbárie cotidiana como um show de horrores, alimentando mais e mais nossa insanidade.

Civilização e loucura, Foucault já avisava.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

AMPLA S/A, uma empresa sem qualquer preocupação com o consumidor!

Recebi uma reclamação de moradores de Morro do Coco, porque algumas de suas localidades mais remotas estão sem energia elétrica.

Ok, isto é um fato corriqueiro, senão fossem alguns detalhes.

A consumidora entrou em contato com o "call center" da distribuidora AMPLA, e recebeu a seguinte resposta:

"Sra. há diversos bairros da cidade sem energia, outras cidades do interior do Estado, total ou parcialmente sem energia. Não temos previsão de restabelecimento. Não há uma equipe designada a Morro do Coco, e a senhora aguarde o restabelecimento até as 16 horas, caso não seja restabelecido o fornecimento, entre em contato novamente".

Pelo que me contou a consumidora, ela ligou por volta das 11 horas e 30 minutos. Ou seja, o prazo dado para nova reclamação é de mais de 07 horas.

Tudo isto seria muito grave, se considerarmos apenas a questão do consumidor e a concessionária, a energia como insumo que não pode ser interrompido, etc.

Mas há mais no ar.

Desde que o governo Dilma resolveu mexer na estrutura do setor elétrico, que está estruturado desde a privataria tucana de forma a remunerar enormemente as distribuidoras, como a AMPLA, em prejuízo dos investimentos de geração e do consumidor(que paga a conta), há muita coisa estranha acontecendo, e pelo que entendo, já passou da hora de órgãos como o MPF, ou MP/RJ, e polícias estaduais e federal atuarem.

No auge do crescimento econômico, no fim de 2009 e o ano de 2010, não se teve notícia de interrupções tão perenes, como as que vêm acontecendo, espalhadas pelo país, espalhando a sensação de terror e medo do "apagão", embora todos saibam que a geração de energia, ainda que com o risco hidrelétrico durante a estiagem, seja suficiente para nossa demanda.

Fica então a pergunta: Como um sistema que vinha funcionando, com alguns problemas localizados, e que teve seu auge de demanda há dois ou três anos, começa ruir, justamente quando o governo acena e interfere no processo de acumulação indevida de rentabilidade do setor?

Como uma concessionária responde a um consumidor(a) que não há previsão para restabelecimento da energia?

O que significa isto senão um descaso calculado, que objetiva colocar o consumidor contra as medidas do governo, e que em breve será corroborado pelo argumento de que foi o governo que desequilibrou financeiramente as concessionárias, e que por isto, estão atendendo de forma precária.

MENTIRA descarada: Todas as diferenças entre o que foi investido, e o que era considerado para efeitos de taxa de retorno destes investimentos até o fim dos contratos de concessão será indenizado pelo governo federal, que por isto antecipou o fim das concessões para quem aderiu e para quem não aderiu, pagando a diferença do desconto no preço ao consumidor e as os preços que garantiam a remuneração dos contratos que estava em vigor.

O que as concessionárias estão fazendo é uma "queda de braço" com o governo, usando, de forma CRETINA e COVARDE o desconforto do consumidor como meio de CHANTAGEM!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

É tempo de começar a travessia do deserto.

Diz o ditado que há a época de atravessar o deserto e comer um saco de sal. O sofrimento atroz simboliza os tempos quando as vacas começam a emagrecer.

Pois é, o secretário de ambiente do Estado Carlos Minc ratificou o que todo mundo sabia, mas só o senhor X e seus midiotas negavam.

Multas da Receita.

Investigação da CVM.

O blog teve acesso aos processos que correm na Comarca da SJB, onde proprietários rurais questionam, via seus advogados, a anulação dos decretos de desapropriação, pelos motivos que o blog já citou: o desvio total do objeto que deu causa ao decreto de desapropriação, e mais, o Estado do RJ não poderia exarar um decreto, pois o ato não era de sua atribuição, mas da municipalidade.

Pois é, o sal que eles salgaram a terra, parece que vão ter que carregar na travessia.

Leiam o post do blog do Pedlowski:

Agora é oficial: ex-ambientalista Carlos Minc confirma salinização no Açu!



Demorou um pouco, mas o ex-ambientalista Carlos Minc, atual (des) secretário estadual de Meio Ambiente, teve de vir a público reconhecer que as obras do Porto do Açu resultaram num processo de salinização na região do V Distrito de São João da Barra.

Duas coisas esquisitas neste reconhecimento:

1. As medidas feitas pelo Laboratório de Ciências Ambientais da UENF não encontraram salinização do lençol freático, mas das águas superficiais. 

. O ex-ambientalista ainda está "analisando os problemas para ver se cabe ou não multa". Como assim, não sabe ainda se cabe multa? Ora, bolas, está claro que cabe multa e das grandes!

om, agora vamos ver o que falam aquelas vozes duvidosas que vieram à público para colocar em dúvida a capacidade científica e moral dos pesquisadores do Laboratório de Ciências Ambientais da UENF. Cabe, pelo menos, um pedido público de desculpas! Quanto antes, melhor!


RJ estuda exigências para barrar salinização no Porto do Açu

Por Diogo Martins | Valor

RIO - O secretário estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, disse que na próxima semana serão anunciadas medidas para que a LLX, que conduz as obras do Porto do Açu, em São João da Barra, Norte fluminense, se adapte a normas ambientais. Minc afirmou que procedem as denúncias feitas pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) de que as obras no porto estão gerando problemas de salinização no lençol freático da região. A LLX corre o risco de ser multada.

“Mandamos uma equipe até a região onde se localiza o porto, comandada pela Marilene Ramos [presidente do Inea] e foram constatados problemas de salinização”, afirmou Minc. “Estamos analisando os problemas para ver se cabe ou não multa”, disse ele.

O problema de salinização no lençol freático, afirmou Minc, pode comprometer as atividades de pesca e agricultura em São João da Barra. O anúncio, segundo o secretário, será 

FONTE: 
http://www.valor.com.br/empresas/2972036/rj-estuda-exigencias-para-barrar-salinizacao-no-porto-do-acu#ixzz2I9mt8uTa

A(c)ciona os lucros, meu filho!

Na lógica espanhola:

Escravizam os trabalhadores daqui. 

E depois, nos melhores empregos, trazem clandestinos de lá, pois estes contratos de trabalho(que não existem para "turistas") nunca serão tributados. Nem os trabalhadores(que mandam grana para Espanha, sem deixar impostos aqui), nem a empresa, que não recolhe o que deveria sobre as folhas de pagamento.

Um oceano de fraudes. Um porto de possibilidades.

E agora, quem vigia o vigiador?

Deu no JN, mas com um comedimento quase silencioso, ou seja, se fosse possível dizer para ninguém ouvir:

A farra das horas extras no TSE e TREs  por todo este mundão brasileiro dotou cada sacrificado servidor de aconchegos mensais nos contra-cheques de valores que foram de 26 mil até 60 mil, para cada um.

Valores mais altos que os proventos dos meritíssimos juízes "eleitorais"(argh!).

Dentre os beneficiados, dois assessores de Carmen Lúcia, a presidenta do maior órgão de faxina do Brasil, o TSE.

Pois bem, e agora, e a tal da teoria do domínio do fato?

Ué... Tal pagamento não é uma suposição subordinada a provas inexistentes ou a testemunhas vacilantes, mas a um ato administrativo, supostamente legal e com conhecimento da autoridade superior, isto é: não devia saber, SABIA! Não poderia parar o ato. DEVERIA FAZÊ-LO! Tinha total a absoluto (OU DEVERIA TER) sobre os atos praticados. Estavam no Diário Oficial da União!

E aí? Cadeia para ela?

E para os presidentes dos TREs?

Assinaram sem ver?

Vale esta tese?

E como pessoas tão ciosas dos deveres alheios de evitar maus atos de maus servidores, esquecem-se dos seus?

Claro, claro, não podemos generalizar e dar a cada caso o tratamento apropriado, dentro das regras de civilidade e da ampla defesa e contraditório, como sempre tem sido, não é?


Desculpem, mas não há outra palavra para definir: CRETINICE!

Porto do Açu e os piratas!

O caso Chevron, onde destacou-se a ação do MPF, através da atuação quixotesca do procurador Eduardo Oliveira, revelou-nos um quadro interessante, e que joga por terra boa parte da argumentação dos subsídios estatais para grandes empresas se instalarem, vindas de outros países.

Afora nossa atávica síndrome de vira-latas, que confunde cordialidade com submissão escancarada para qualquer bwana que enrole a língua, e troca cultural e econômica necessárias, com estupro ideológico, vai a noção de quem chega, e sendo esta "chegada" mais uma "invasão", pelo que já mencionamos, certos de que aqui é a casa da madre-juana.

Pois é, não custa nada o MPF, através da PF, ou cada um por iniciativa própria, checarem os papéis de  certos "turistas" que chegaram para trabalhar no Porto através de uma empresa espanhola.

É só acionar a fiscalização, e descobrir os "piratas", ou seja trabalhadores clandestinos, por ironia, vindos do país que mais maltrata brasileiros em suas fronteiras secas e molhadas, a Espanha.

Trazer trabalhadores é uma escolha gerencial, embora seja um chute no saco dos governantes que abaixaram as calças fiscais sob a falácia de gerar bons empregos, sendo que estes ficam com os nativos das nacionalidades das empresas, que julga muito mais fácil (e barato) trazê-los, em se tratando de adaptação, cultura empresarial, e pelo fato que a crise de lá aviltou as condições de negociação da mão-de-obra, a treinar os bugres daqui.

Más se lo quieren, que façam dentro das leis, e não ao arrepio delas.

Pelo que soube, são más de 100 hermanos, súditos d"El Rey de España, todos em situação irregular.

Não custa nada dar uma olhada. Não olhar só nos custará um pouco a menos de dignidade e soberania.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dengue, governos, mídia em Campos dos Goytacazes: Mais do mesmo.

De um lado, o governo escondendo sua inoperância, o que é duplamente criminosos e paradoxal. Tolhem a sociedade e seus meios de fiscalização de adotar as medidas de responsabilização pelos graves erros cometidos, e claro, impedem que a população contribua nas ações de prevenção.

E quem diz que o combate à dengue é tarefa também da população não é este blogueiro, que sempre disse que saúde pública é dever único do Estado, que deve agir SEMPRE quando houver ameaça a tal condição, ou alguém já esqueceu das lições de Oswaldo Cruz.

A transferência da responsabilidade ao cidadão pela prevenção da existência de depósitos artificiais, ou popularmente, os criadouros de larvas do aedes ageypti, é uma cretinice sem par.

Dengue é falta de limpeza pública, dentro e fora das casas, e para atuar DENTRO das casas, a lei já faculta todos os MEIOS para suspensão da inviolabilidade de domicílios.

Do outro lado, a mídia, e seu silêncio oportunista, que só acaba quando os fatos atropelam os interesses que a mantém quieta, domesticada, digerindo as verbas públicas como jiboias, perigosas, mas inertes, momentaneamente.

Estão aí, mais uma vez os números.

Cada morte deve ser creditada, civil e criminalmente na conta da prefeita, secretário de saúde e de limpeza urbana.

Simples assim.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Impagável Hariovaldo Almeida Prado


Sancto Pedro apunhalou-nos pelas costas!


Do blog do incansável batalhador dos homes de bens e Benz, prof. Hariovaldo Almeida Prado.  
Prezados amigos da Boa Obra d’Ele (Ocpus Dhei),
Não podemos aceitar trairas em nossas fileiras de bons discípulos do tio Rey, digo tio Adolpho.
Traíras que se aproveitam por possuírem fama de cidadãos acima de qualquer suspeita.
http://www.tvjaguar.com.br/jornal/thumbs.php?w=300&imagem=images/noticias/1848/sao-pedro-2.jpg
Se fazendo passar por sancto Pedro apunhalou-nos pelas costas, fazendo verter água das nuvens nos reservatórios
Hoje sabemos, que o indivíduo de alcunha Pedro, codinome São Pedro, providenciou ou permitiu que chuva torrencial houvesse em reservatórios de usinas, quando todos os homens de bens esperavam no mínimo uma seca do milênio nessas regiões.
Pois bem, nossos queridos e justos irmãos da boa imprensa ética que não precisa de regulamentação, qualquer um vendo o sério, isento e patriótico noticiário da TV ou lendo nosso probos jormais vê isso, liderada pelos globais cidadãos do mar, pelos que falham na barão e pelos que olham e não vêem, só vêem aquilo, o espelho de Sodoma e Gomorra, estavam eles de forma cristã torcendo para que nosso país obtivesse uma plena obscuridade energética total, de jeito que pudéssemos nos livrar para todo o sempre, da búlgara bolchevique de Brasília e de seu antecesor, o coisa ruim, o homem mais rico do Brazil, que por demagogia insiste em continuar morando em São Bernardo do Campo (Arrghh), em vez de na Avenue Foch du Paris ou no elegante bairro exclusivo de Higienópolis da bandeirante NY Brazileira, onde a gentalha diferenciada não é, nem pode ser, logicamente aceita.
Crise TV Globo
Quem bem se informa na boa televisão isenta e ética sabe o que se passa, crise, crise e mais crise!
Por contra da traição do inocente útil Pedro, triste, muito triste o ocorrido, bons homens de bens e benzs foram forçados pelos fatos tenebrosos a noticiar:

Nível dos reservatórios aumenta pela primeira vez este ano.

Como se sabe petralhas populistas, provavelmente bolivarianos e comunistas, ainda se deram ao desplante de dispensar a ajuda do agente traíra Pedro, e construiram nos últimos dez anos, uma quantidade assustadora de usinas térmicas poluentes que os bons demotucanos se recusaram a construir em 2001, tudo para nos asfixiar e contrariar o bom andamento democrático previsto pelo Farol de Alexandria, o imortalíssimo, não morre mesmo, FHC,  contribuindo para o fim dos tempos, isso tudo junto com Belo Monte, a terrivel usina 666 que destruirá a enorme pesca de cerca de uns 140 bons e valorosos índios instrumentalizados pela boa gente do coroneis Paraguassú, Curió, Januário Cabral e da boneca inflável da UDN apoiados pelos Partidários da Inteligência Global.
Não podemos retroceder, vamos mandar esse Santo Traíra para ser processado no tribunal supremo com acusação de que ele tinha que saber, afinal ele é ou não é o chefe do tempo?!?
Espero que para nosso bem a essa hora já estaremos as escuras, à luz de velas!
Alvíssaras!
PS: Matéria para diversão de bons homens fazendo a cabeça fraca do populacho analfabecto, programa piloto da nova série Acredite Se Quiser! :

Nossa boa insígnia M, como no fundo do video, permanece no instituto, a nos bem representar

Jabour, a cretinice ensaiada para ensaiar os cretinos!


A choradeira melodramática de Jabor

Por fog
Do Diário do Centro do Mundo

O mundo de Jabor, por Paulo Nogueira

Ele se dá ares martirizados de dissidente soviético quando tem vida mansa de aposentado escandinavo
imageO MUNDO DE JABOR, a julgar pelos seus textos, é sombrio. Nele, o Brasil “está evoluindo em marcha à ré”, para usar uma expressão de uma coluna.
“Só nos resta a humilhante esperança de que a democracia prevaleça”, já escreveu ele.
Bem, vamos aos fatos. Primeiro, e acima de tudo, se não vivêssemos numa democracia plena os artigos de Jabor não seriam publicados e ele não teria vida tão tranquila para fazer  palestras tão bem remuneradas em que expõe às pessoas seu universo gótico, em que brasileiros incríveis como ele devem se preparar para a guerra caso queiram a paz. Esta é outra expressão de um texto dele.
Comprar armas? Estocar comida? Construir um abrigo antibombas? Fazer um curso de guerrilha? Pedir subsídios para a CIA? Talvez um dia Jabor explique o que é se preparar para a guerra.
Quando sua mente viaja para fora é o mesmo apocalipse. Dias atrás, Jabor falou na tevê uma quantidade extraordinária de disparates sobre o caso Chávez. Se entendi, ele atribuiu a Chávez a existência de tanta pobreza na Venezuela. Jabor parecia exaltado, mas não de forma genuína. Era como se interpretasse um papel daquele velho tio do interior que ao chegar para uma visita se põe a falar interminavelmente sobre o iminente risco de bolchevização do Brasil e do mundo, e que você só acalma se colocar discretamente um frontal em seu uísque.
Pobres ouvintes.
Já escrevi muitas vezes que o Brasil sob Lula perdeu uma oportunidade de crescer a taxas chinesas. Já escrevi também que os avanços sociais nestes dez anos de PT, embora relevantes e inegáveis, poderiam e deveriam ter sido maiores. Mas somos hoje um país respeitado globalmente. Passamos muito bem pela crise financeira global que transtornou tantos países e deixou bancos enormes de joelhos.
Temos problemas para resolver? Claro. Corrupção é um deles? Sem dúvida. Mas entendamos: a rigor, onde existe política, a possibilidade de corrupção é enorme. No Brasil. Na China. Na França. Nos Estados Unidos. Na Inglaterra. Na Itália. Em todo lugar. Citei estes países apenas porque, recentemente, grandes escândalos sacudiram seu mundo político. Na admirada França, o ex-presidente Sarkozy é suspeito de ter recebido dinheiro irregularmente da dona da L’Oreal.
O problema na corrupção política é a falta de punição. Não me parece que seja o caso do Brasil. Antes, sim. No ditadura militar, a corrupção era muito menos falada, vigiada e punida.
O maior cuidado hoje é saber se não se está explorando o “mar de lama” da corrupção com finalidades cínicas e inconfessáveis, como aconteceu em 1954 e em 1964. O moralismo exacerbado costuma esconder vícios secretos.
A choradeira melodramática de Jabor não ajuda a causa que ele defende. Jabor representa a direita política. Para persuadir as pessoas de que suas idéias são corretas, são necessários argumentos melhores do que os que ele apresenta.
O primeiro ponto é que muito pouca gente acredita que o Brasil descrito por Jabor é o Brasil de verdade. Basta tirar os olhos de sua coluna e colocá-los na rua. A realidade é diferente.  Há sol onde na prosa jaboriana parece só existir treva. Jabor se dá ares de dissidente cubano quando tem padrão de vida — e de liberdade — escandinavo.
Jabor parece estar preparado não para a guerra, mas para permanecer no papel enfadonho e ranzinza de mártir, de vítima impotente de um país que, se fosse tão ruim assim, ele já teria trocado por outro, como fez Paulo Francis. Esse papel pode ser bom para palestras. Segundo um site que agencia palestras, “o palestrante Arnaldo Jabor mostra-se extremamente habilidoso ao aliar citações eruditas a uma visão crítica da realidade brasileira”.
Mas a choradeira não é boa sequer para a própria causa que ele defende — uma economia à Ronald Reagan em que o mercado não tenha freios ou limitações. Para erguer esse universo, são necessários argumentos inteligentes — e não pragas como as usuais. “Malditos sejais, ó mentirosos e embusteiros! Que a peste negra vos cubra de feridas, que vossas línguas mentirosas se  transformem em cobras peçonhentas que se enrosquem em vossos pescoços, e vos devorem a alma.”
Tenho a sensação de que os editores de Jabor no Estado e no Globo não conversam com ele sobre o que ele vai escrever. Acho que deveriam. Às vezes um simples “calma, está tudo bem” resolve. Uma conversa prévia seria útil para Jabor,a causa, o leitor e o debate.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Raul Seixas - É Fim do Mês




Dispensando qualquer comentário...

É fim de mês, é fim de mês, é fim de mês, é fim de mês, é fim de mês!

Eu já paguei a conta do meu telefone,
eu já paguei por eu falar e já paguei por eu ouvir.
Eu já paguei a luz, o gás, o apartamento
Kitnet de um quarto que eu comprei a prestação
pela Caixa Federal, au, au, au,
eu não sou cachorro não (não, não, não)!
Eu liquidei a prestação do paletó, do meu sapato, da camisa
que eu comprei pra domingar com o meu amor
lá no Cristo Redentor, ela gostou (oh!) e mergulhou (oh!)
E o fim de mês vem outra vez!

Eu já paguei o Peg-Pag, meu pecado,
mais a conta do rosário que eu comprei pra mim rezar Ave Maria.
Eu também sou filho de Deus
Se eu não rezar eu não vou pro céu,
céu, céu, céu.
Já fui Pantera, já fui hippie, beatnik,
tinha o símbolo da paz pendurado no pescoço
Porque nego disse a mim que era o caminho da salvação.
Já fui católico, budista, protestante,
tenho livros na estante, todos tem explicação.
Mas não achei! Eu procurei!
Pra você ver que procurei, 
eu procurei fumar cigarro Hollywood,
que a televisão me diz que é o cigarro do sucesso.
Eu sou sucesso! Eu sou sucesso!
No posto Esso encho o tanque do meu carrinho
Bebo em troca meu cafezinho, cortesia da matriz.
"There's a tiger no chassis"...
Do fim do mês,
do fim de mês,
do fim de mês eu já sou freguês!
Eu já paguei o meu pecado na capela
sob a luz de sete velas que eu comprei pro meu Senhor
do Bonfim, olhai por mim!
Tô terminando a prestação do meu buraco, do 
meu lugar no cemitério pra não me preocupar 
de não mais ter onde morrer.
Ainda bem que no mês que vem,
posso morrer, já tenho o meu tumbão, o meu tumbão!

Eu consultei e acreditei no velho papo do tal psiquiatra
que te ensina como é que você vive alegremente,
acomodado e conformado de pagar tudo calado, 
ser bancário ou empregado sem jamais se aborrecer...
Eu já paguei a prestação da geladeira,
do açougue fedorento que me vende carne podre 
que eu tenho que comer,
que engolir sem vomitar,
quando às vezes desconfio
se é gato, jegue ou mula
aquele talho de acém que eu comprei pra minha patroa
pra ela não me apoquentar,

E o fim de mês vem outra vez..

Link: http://www.vagalume.com.br/raul-seixas/e-fim-de-mes.html#ixzz2Hmt8qu7f

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Carpideiras, urubus e outros tipos da fauna local...

Afinal de quem é o luto? 

Reza a tradição cristã e o bom senso que um ente querido deve ser velado sob  a liturgia do silêncio, com as exceções de praxe para as cobranças justas por reparação, em caso de morte por violência provocada por dolo ou culpa.

Ainda assim, toda cobrança emocional, e até exacerbada, é reservada aos parentes e mais próximos.

Qualquer manifestação de outros de outros envolvidos, ainda que em solidariedade de classe ou de qualquer outro liame de grupo, deve se resguardar a provas, a certezas e busca por elas, antes de qualquer manifestação.

Vergonhosa, como sempre, a postura das associações de classe de imprensa, que antes de qualquer manifestação das apurações policiais, já adiantadas diga-se, incutiram em suas "notas oficiais" a noção de que a morte do radialista Renato Machado era um ataque a liberdade de imprensa.

O que é isso? Que oportunismo barato é este, fazendo uso da dor alheia para contrabando de teses "conspiratórias" ou de "crimes políticos"?

Que um deputado local se preste a este jogo sujo, não é novidade alguma!

Mas logo os "baluartes" da moral e bons costumes, a livre imprensa, usando sua liberdade para associar um crime, uma tragédia a sua pauta política(neste caso justa, de lutar contra a opressão ao exercício da profissão de jornalista), mesmo sabendo que todas as evidências apontavam para outra direção, ou melhor, sem nenhuma prova que corroborasse suas versões!

São tempos estranhos, onde nem os mortos escapam ao vilipêndio midiático!


quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

2013: O ano da Serpente.

Eu acho gozado esta baboseira de horóscopo. Tem quem acredite e eu respeito.

Mas é irresistível associar o senhor X, suas peripécias com os chineses, e o ano que terminou, bem como o que começou há pouco.

É o ano da serpente, e parece que toda a carga de enigmas recai sobre as empresas X. É o ano da busca do equilíbrio entre razão e emoção, me diz um destes sites do google.

Vai ser difícil.

Depois de amargar prejuízos colossais, enfrentar fiscalização do MP/RJ, MPF, da CVM, temos mais uma para anunciar.

Leiam o que traz o Blog do Roberto Moraes sobre a autuação pela receita das empresas X.

É ano velho que se vai, ano novo que vem, e não há sinal de bons agouros ao nosso donald trump tunpinambá...

PT saudações!

Difícil escrever por estes dias. Este calor senegalês, esta preguiça...ô lombeira!

A gente olha para a cidade e desanima. Nada acontecerá antes do Carnaval, sentenciam-nos os costumes.

É verdade. Vamos às pequenas implicâncias:

Passando por Guarus vi um autidór na Carmen Carneiro. O sorridente candidato petista agradecendo, e talvez lembrando a população que está vivo.

Este ato, se colocado em um outro contexto, seria um efeito normal. 

Mas eu pergunto: Foram 60 mil votos, um contingente histórico, e o PT, o partido que lhe deu plataforma, o que ganhará com isto?

O que esta campanha numericamente bem sucedida, agregará ao partido para além do personagem que imagina ser o depositário único destes votos?

Por outro lado, qual a expectativa da mudança de mandatários que tivemos? 6 por meia dúzia?

O tempo dirá, mas pelo teor politicamente nulo da campanha eleitoral, pela densidade e laços partidários, pelo senso de coletividade do candidato derrotado, eu diria: já nasceu velha a esperança! 


domingo, 6 de janeiro de 2013

Silenciosa epidemia e o bloco dos insensatos insensíveis!

Não tenho as informações exatas, e acho que ninguém as tem, muito menos o governo(o que é grave).

Mas dizem que o problema começa a se tornar assustador quando um vizinho é atingido, e desesperador quando chega até você.

Pode ser...mas o fato é que a população de Morro do Coco, distrito ao norte do município de Campos dos Goytacazes enfrenta um dramático aumento de casos de contágio de dengue, e o que é pior: escondido na sub-notificação e na indiferença da mídia(será que isto faz parte dos contratos de publicidade oficial?).

Ontem à tarde, me desloquei até uma padaria, porque a que eu frequento estava fechada. Imaginei que o padeiro e sua família estavam no justo gozo das férias em alguma praia próxima, como é costume desta localidade.

Qual a minha surpresa quando no caixa para pagar meu consumo, fui abordado justamente pelo padeiro  que imaginei estar em alguma praia, me pedindo uma carona de volta para sua casa, desvalido e combalido por uma suspeita de dengue.

Pelas recomendações médicas, ou seja, consumir apenas dipirona sódica(novalgina) para debelar a febre, aumento na hidratação e repouso, e os sintomas que ele me relatou: metrorragia (dor atrás dos olhos), prostração, etc, tudo indica que se trata de mais uma possível notificação.

A esposa do padeiro vaticinou: são mais de 200 casos!

Como eu disse, seria leviandade afirmar tal índice.

Mas a ausência de ações do governo, quer seja na notificação, quer seja nas ações emergenciais(eles não adoram estas coisas emergenciais?), para atender e preparar estratégias de mitigação dos estragos que a inércia já causou beira ao escândalo, ou pior: a omissão criminosa, se considerarmos os resultados!

Talvez os governantes estejam aonde imaginei que estivesse o padeiro: À sombra e água fresca em algum balneário.

Deixa este negócio de governar para depois do Carnaval...