quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Porto do Açu: o cerco se aperta!

Ninguém disse que ia ser fácil, mas também não nos disseram que seria impossível. 

Eis que começam a ruir as "verdades" incontestáveis sobre o Açu, sobre desenvolvimento e sobre o tipo de interesse ao qual o poder público estadual e a prefeitura de SJB entregaram o destino de milhares de pessoas, os agricultores escorraçados de suas terras, e todo o contingente populacional da região, afetados direta ou indiretamente pelos impactos de tamanha intervenção nas esferas sócio-ambientais locais.

No dia de hoje, como foi noticiado pelo Blog do Roberto Moraes, aqui, o MPF instaurou Inquérito Civil Público para determinar se o grupo X é ou não responsável pelo processo de salinização noticiado pelos pesquisadores da UENF, acolhendo uma representação neste sentido.

Eu espero que os questionamentos do Ministério Público, neste caso o estadual, não cessem por aí.

Afinal, a total desvirtuação do objeto que deu causa jurídica sob a forma de interesse público para criação do DISJB(distrito industrial), com a desapropriação de terras que foram entregues ao empresário por um preço bem mais barato que pagaria se negociasse com os seus proprietários, reveste de suspeitas de uso do dinheiro público, intervenção estatal indevida na esfera jurídica privada, e revogação por decreto das "leis de mercado", oferta e procura(neste caso por terras), e merece ser analisada pela Justiça.

Ainda mais se considerarmos a freqüência com  que autoridades envolvidas recebem doações de campanha e outros mimos do empresário, como passeios de jatinho e helicóptero.

Aquilo que seria um distrito industrial, será, nada mais, nada menos que um espaço destinado a galpões da indústria petrolífera, como dissemos em outro post, uma "nova Macaé".


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