segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

MMX-Anglo Mineração, devastação elevada a potência X!



Eis mais uma amostra do "respeito" das empresas X e associadas pelo ambiente!

Nos foi enviado por e-mail por José Daniel Utsch.

3 comentários:

Anônimo disse...

Eu acho de verdade que todo este crescimento econômico que se anuncia, não será traduzido em desenvolvimento ou redução das desigualdades sociais. Antes, o contrário. A concentração vai recrudescer porque esta tem sido a ordem mundial. As grandes empresas ficam tão grandes que superam países.
Assistindo o filme de belíssimas imagens, tenho grande dificuldade de compreender como conciliar uma parte da mensagem com a outra. Como desenvolver o turismo na região com as pousadas, hotéis, estradas e boa comunicação se para se construir tudo isso é preciso aço, terra, máquinas, madeira e tudo o mais que está relacionado com o tal do "desenvolvimento".
Tá, a exploração do minério é um mal para a região. Concordo. Mas onde e como produzimos as coisas que consumimos? Será que devo acreditar que uma coisa não tem a ver com a outra? Será que o aço que construirá a pousada é de alguma empresa boazinha, que não destrói o ambiente e a paisagem de algum outro lugar?
Anhn, mas é longe daqui e se os olhos não vêm, finjo que não existe.
Aí me dirão os defensores da humanidade que temos que produzir de maneira eficiente e sem danos ao meio ambiente e às pessoas. E eu pergunto: porque não se está fazendo isso? Porque os defensores não saem na frente e passam a produzir , por exemplo, aço (que é indispensável ao mundo como vivemos hoje) de maneira a não desalojar pessoas, não interferir na montanha-dos-fundos-da-minha-casa, não solapar os recursos naturais etc etc? Porque ninguem está fazendo isso?
Não acho que só exista esta maneira de se produzir as coisas, mas do jeito que a demanda mundial está, como conciliar a produção no estado da arte que temos? Praticamente tudo que usamos é minerado. Ou se faz estrada sem areia, computador sem silício e cerveja sem água?
Eu não sei não. Desconfio que o mundo tem muita gente...

douglas da mata disse...

Caro comentarista, grato por suas observações.

Não há fórmula.

É a população e a coletividade que deve determinar através de suas decisões políticas o que e como deseja consumir seus recursos.

Entender os paradoxos do mundo contemporâneo e as demandas ambientais é vital para o desenvolvimento e sua natureza: de prosperidade ou predatória.

O que este blog propõe como debate é a mitigação de interesses e impactos pela política, e não a imposição pela força do oligopólio, como vem sendo feito.

Não é a pauta econômica que determina o uso das coisas.

É este fatalismo que devemos afastar.

Fernando disse...

Grato por suas observações.

Concordo que não há fórmula e que os oligopólios precisam ser regulados. São eles que determinam o que e como vemos, ouvimos e consumimos.
Pode ser que a pauta econômica não determine o uso das coisas, mas se a coletividade decide que quer consumir, e isto é mais do que claro, não pode se furtar a apresentar soluções para a exploração das riquezas. Não basta dizer "não quero isto aqui".
Se o aço para viabilizar a pousada, as estradas e tudo o mais que a comunidade deseja, não vier dali, virá de onde? Do vale do Ruhr, onde é mais caro, mais profundo e com menor teor de hematita? Lá pode minerar porque os alemães são bonzinhos? Uma coisa leva à outra, inevitavelmente.

Embora não seja possível dissocia-las, é preciso mitigar os efeitos com os quais a comunidade não deseja conviver. Aí o papel regulador pode ser do governo, mas com limitações.

Não basta dizer "soy contra" por um lado e por outro continuar consumindo na mesma cadeia.

Feliz 2013!