sábado, 15 de dezembro de 2012

Lances argentinos.

Este texto é dedicado ao Roberto Torres, que tem enorme paciência(e coragem) para discutir o menu do jantar com canibais.
E ao Gustavo Oviedo, neste caso, só por provocação mesmo!


Há uma permanente e mal explicada confusão entre os que defendem o controle do Estado sobre os limites das concessões e licenças das corporações de mídia e os que dizem que qualquer tentativa de controle é censurá prévia.

Ambos os lados não dizem a verdade sobre o tema.

Na Argentina, com todos os seus processos e especificidades políticas, está na Justiça  a decisão sobre a chamada Ley de Medios, com dois artigos questionados em sua constitucionalidade, que tratam, justamente, de atacar as estruturas normativas que possibilitam a acumulação cruzada das várias mídias, que resultam em poder desmedido nas mãos de poucos, isto é: poucos empresários decidirão o que veremos e como veremos.

A Justiça Argentina suspendeu a liminar que acautelava a pretensão do grupo Clarín, como está aqui.

Por detrás deste disputa estão duas noções básicas sobre o papel do Estado, e esta escolha é política, e sendo assim, nada mais óbvio e legítimo na Democracia que uns grupos se alinhem com esta ou aqueleaproposta.

No Brasil o debate engatinha, embora tanto um lado, quanto o outro, pareçam estar à beira de um precipício: Ou o precipício golpista da direita, ou o precipício totalitário do Estado lulopetista.

Carecem os contendores da clareza e calma necessárias para um debate de tamanha importância.

Afinal, este é um debate que mobiliza milhões ao redor do mundo, e em cada país, com maturidades institucionais distintas, cada sociedade se mobiliza e reage ao tema a seu modo, mas em suma, no entanto, nenhum deles interditou o debate como se pretende aqui. 
Como se estivéssemos frente a um cânone, reservado a mera adoração, onde o questionamento é heresia grave, para a qual reserva-se a fogueira midiática: Censores!

Mas na Inglaterra, na Austrália(onde dois radialistas ajudaram uma enfermeira a se suicidar), no Brasil, ou nos EEUU, o que está em jogo são as mesmas coisas.

Há uma liberdade de expressão absoluta, e que repercute de forma absoluta na liberdade de imprensa?

Podem as corporações de mídia, entidades empresariais destinadas ao lucro(como toda atividade empresarial), lidando com um direito humano essencial(assim considerado pela ONU), o acesso a informação e comunicação social, deterem total liberdade para agir e estruturar seus negócios, sendo qualquer regulação do Estado indesejável porque desnecessária, ou vice-versa?

Engraçado é que alguns campos políticos locais, e até alguns blogs, que misturam, paradoxal e estranhamente, um certo tipo de patriotismo com síndrome de vira-latas, quando nos comparam a outros países, sequer mencionam o caso britânico e o Inquérito Levenson, que impôs severas regulações a ação da mídia, inclusive expulsando e extinguindo determinados veículos, e colocando na cadeia outros representantes destas mídias, sem que nenhum outro veículo ou mesmo grupo de opinião por lá questionasse tais medidas como ataques a "imprensa livre".

Lá o caso que motivou tudo isto é mais ou menos como aconteceu com o caso Veja-cachoeira-demóstenes-policarpo jr, com a desabrida e vergonhosa promiscuidade de jornalista e sua "fonte", que se desdobrou na prática de crimes e violações de sigilos, tudo isto protegido sob o estranho argumento da liberdade de imprensa e expressão.

Ora, toda e qualquer atividade empresarial, mormente aquelas que sobrevivem como concessões estatais, ou se beneficiem de imunidade fiscal(como são os jornais e editoras), devem e PODEM sofrer a regulação do Estado sobre o limite e alcance de seu poder econômico.

Se querem total independência frente ao Estado, e mais amiúde, sobre os governos que controlam a ação político-administrativa deste Estado pelos mandatos, comecem a se livrar da "corrente financeira" que os amarra, ou não?

Nossa legislação infraconstitucional, quer seja sob forma de leis, quer seja nos atos normativos com natureza legal, consagra este princípio de controle e prevenção a formação de cartéis, trustes, oligopólios, etc.

Ué tem diferença entre um cartel de chocolate, ou um cartel de comunicação? Tem. O segundo é, salvo engano, muito mais nefasto porque se dirige ao controle ideológico da sociedade, sua cultura, sua forma de enxergar os outros e a si mesma, sua relação com consumo...até quanto de chocolate vai consumir...

Se o governo usasse estas regras já vigentes, que  tem sua expressão de poder de policia no CADE, dentre outras, já contaria com as ferramentas legais para intervir nestas corporações que determinam com seu poder as regras para todo o mercado, o que inclusive torna mais caro, por mais absurdo que pareça, o custo para veicular propaganda do seu maior cliente: Os governos.

Então, antes de ser política, e tem que ser dito: Controlar o tamanho da mídia é SIM uma estratégia política legítima e legitimada, inclusive pelas leis que já existem, como mencionamos, é uma medida de política econômica, ou devemos celebrar abertamente a ditadura de mercado onde o grande massacra o pequeno? 
Não é isto que divulgam os compêndios liberais espalhados por estes mesmos órgãos de mídia e seus "institutos millenares".

Livre mercado e concorrência só para alguns?

Sendo assim, não deve incomodar ao governo o que diz a mídia, mas qual o tamanho que a mídia tem para dizer em quase uníssono o que diz.

Ou será que toda a mídia é contra os governos? Claro que não! Mas o problema é ter um sistema onde a mídia grande esteja sempre atrelada a um tipo de interesse, e mantenham o mesmo peso, mesmo que processos democráticos troquem a orientação dos governos.

Como entender que nossa Democracia seja capaz de eleger sociólogos, peões e mulheres, e nosso mídia continue defendendo os de sempre, e que por isto, guarde para os dóceis a ribalta, e aos que a desafiam o poder econômico a sarjeta?

E muito pior, com dinheiro público!!!!

Historinha sobre um setor da burocracia que adora posar de impolutos e "guardiães da democracia", o TSE:

Para veicular o espaço eleitoral gratuito, que enfim, é na linguagem da mídia, horário de propaganda, e cobrado como tal, o TSE contabiliza o tempo de acordo com a tabela "cheia", ou seja, é cobrado do TSE(de nós)um valor diferente das empresas privadas para veicular propaganda mo mesmo horário e quantidade de tempo.

Como é feita a cobrança? A fatura é debitada em impostos! As empresas lucram zilhões de reais com a diferença, e isto não tem nada a ver com mercado, mas simplesmente a uma imposição dos grupos hegemônicos de mídia, que ameaçam a não veicular o horário TSE caso não se obedeçam as suas regras.

Alguém imagina que um juiz, ou autoridade vai tirar a novela ou futebol do ar, cassando ou suspendendo a concessão da mídia como manda a lei para forçar que esta mídia cumpra o horário gratuito dentro do preço justo?

A mesma conta é feita para remunerar aquelas propagandas(subliminares)desnecessárias e politicamente dirigidas do TSE sobre voto, "ficha limpa", etc.

É contra esta concentração de poder que coloca de joelhos tribunais, parlamentos, e governos que as medidas de controle de tamanho da mídia se insurgem.

Politicamente falando, no sentido estrito, se a mídia tem se portado aqui, nos EEUU ou na Inglaterra, como partidos políticos, tem que ser tratadas como tal.

Se as mídias corporativas agissem com a isenção necessária, denunciando governos de todas as matizes partidárias, e não com a moral seletiva com a qual têm agido, este debate nem estaria posto.

No entanto, ao redor do mundo, países capitalistas entenderam que possibilitar a acumulação de poder nas mãos de pouco grupo de mídia é mortal para o sistema democrático que gere este modo de produção, ou seja, o capitalismo.

Então, determinar o tamanho da mídia é fundamental para governos, e isto sim, implica em possibilitar que outros veículos que apoiam estes governos ou suas políticas, tenham peso relativo equivalente junto a sociedade. Possibilitam que os diversos grupos possam, ao contrário do que dizem, mudar de posição, e apoiar ou criticar livremente os governos, quando bem entenderem.

O que os pobres coitados que reverberam o discurso "millenar" é que este modelo de concentração só favorece a alguns tipos de negócios midiáticos, e não todos, como dizem.

É mais ou menos como o discurso dos grandes ruralistas que se dizem defensores de todos os proprietários, grande, médios e pequenos. Ué, cadê a Kátia Abreu o o Ronaldo Caiado na defesa do pessoal do Açu?

Governos e sociedades escolhem, em nome da população, que tipo de energia teremos: Hidroelétrica ou nuclear, térmicas ou eólicas, ou mitigando todas elas.

Governos e sociedades escolhem e influenciam que tipo de transporte teremos, rodoviário, ferroviário, hidroviário, aéreo, e quanto cada um terá de relevância.

Governos e sociedades escolhem quando fazer ou declarar guerras, quem são inimigos e aliados.

Governos e sociedades escolhem se teremos educação pública, ou serão concessões privadas, saúde pública, ou privada, ou híbridas.

Governos e sociedades escolhem onde haverão bares, escolas, ruas, onde estarão policiais, onde pode haver casas ou não.

Mas por que governos não podem escolher o tamanho e sobre a oligopolização das empresas de mídia?

Enfim, se querem liberdade para falar mal deste ou daquele governo, ótimo, que o façam. 

Mas dentro dos limites impostos por toda sociedade, legitimamente representada pelos seus mandatários executivos e parlamentares, e com cada vez menos dinheiro público possível, senão, beira à chantagem , ou em tintas mais fortes, a associação de duas profissões antigas: jornalistas e ...

23 comentários:

Gustavo Alejandro disse...

Douglas, não há forma de determinar os parametros de controle da imprensa sem se aproximar da censura.

Os excessos da imprensa se punem a posteriori; nunca antes. E para isso está o Codigo Penal.

Por isso, acho que a discussão leva a um caminho sem saída.

Em relação ao que está acontecendo na Argentina, com a implementação da Ley de Medios, o governo argentino definiu que o seu grande inimigo é o grupo Clarin, personificado na figura do seu CEO, Hector Magnetto, e beira a uma parodia orwelliana a maneira em que o culpa de quase tudo de ruim que acontece no país. Mas na verdade, o governo peronista quer é substituir uma corporação independente por outra aliada.

Alias, aconselho ao pessoal da esquerda brasileira não tomar como referencia o governo peronista. O Kirchnerismo é o Garotismo elevado à presidência.

douglas da mata disse...

Gustavo, leia o texto de novo.

Eu vou repetir: Governos podem e devem controlar e fiscalizar o tamanho das empresas e do impacto que suas atividades causam.

E nem precisamos de lei nova para isto, já existe.

Olhe bem...quem colocou as ações d mídia sob escopo do Código Penal foi você, não eu.

Falamos aqui do princípio caro ao capitalismo do livre mercado, sob a égide da proteção a concorrência e a proibição da cartelização, sem os quais, não haverá mercado livre.

Por que este princípio não deve valer para EMPRESAS de mídia, que ainda por cima, atuam sob regime de concessão?

Logo, não vejo como controlar o tamanho ou a natureza societária, ou melhor, a concentração oligopolista deste ou daquele setor fira o conteúdo que elas produzam.

Uma metáfora ruim:

Ora, quando o CADE diz que a garoto e nestlé não podem se unir, ou devem fazê-lo sob condicionantes, o governo diz que elas devem abandonar a produção de chocolates?

Outro ponto: se a mídia enfrenta o governo como partido(e não como mídia, que aliás, é seu direito)deve ser tratada como tal.

Ou seja, na mesma metáfora, se nestlé e garoto voltam todos os seus esforços para solapar as ações do governo na prevenção de hábitos alimentares saudáveis, aumentando os índices de gordura nas receitas para aumentar lucro, ou se na outra ponta, estas empresas se unem para massacrar os plantadores de cacau, desalojando e empobrecendo milhares de pessoas para aumentarem seus lucros, o que há de errado na intervenção dos governos?

Enfim, quanto ao estilo da presidenta argentina, respeito as escolhas do povo argentino e não me caberia aqui discutir o perfil de sua presidenta.

O conceito que está por trás do controle do tamanho da mídia é que me interessa, e temos o caso inglês para ilustrar que este não é um problema latino-americano ou do "kirchneriano".

Mas claro, você esqueceu do caso Murdoch, e do Inquérito Levenson, que estabelece regras (a priori)para do funcionamento da mídia, que inclusive, já foram incorporadas por todos os veículos.

Há um princípio, que deve ser sopesado de forma tão importante quanto a liberdade de expressão, é que o estrago causado pela mídia tem aspectos irreversíveis, ainda mais em tempos de conectividade global.

A enfermeira australiana, com certeza, gostaria que alguém tivesse "censurado" os radialistas.

Mas você dirá, como saber, como prever?

É isto, não sabemos, não prevemos. No entanto, quando sequer discutimos a possibilidade de debater qualquer forma eficaz de controle, deixamos as empresas de mídia o poder exclusivo de decidir em nosso nome.

E por que mesmo deveríamos fazer isto?

douglas da mata disse...

PS:

Se é verdade que Cristina Kirchner é a dinastia da lapa vezes dez, eu não creio que nós devamos multiplicar por dez os erros da oposição ao garotismo para enfrentá-la, ou de outro modo, não creio que com esta comparação você reivindique os métodos fracassados desta oposição de araque local e a multiplique por dez para defender seus interesses, ou vai?

Gustavo Alejandro disse...

Não entendo a comparação com a oposição. De que maneira reinvindico os metodos deles?

Gustavo Alejandro disse...

Por outro lado, gostaria de saber quais os pontos do inquerito Levenson, de que tanto se fala, para controlar a midia, e se eles foram efetivamente colocados em prática.

douglas da mata disse...

Gustavo,

Fique à vontade: http://www.levesoninquiry.org.uk/.


A minha opinião sobre a sua fala(e diz o ditado que o que fixa o discurso é o ouvido de quem ouve, e não a boca de quem fala-
Pierre Bordieu)é que você tentou vincular a ação política da presidenta argentina ao caudilhismo garotista, multiplicando por dez o fenômeno portenho.

Eu não entrei neste mérito, até porque, mesmo que para ampliar, sei o quanto é perigoso equiparar experiências e processos políticos em situações e países tão diferentes, mas apenas conclui que se a presidente argentina é dez vezes o que represente o garotismo, não se deve multiplicar por dez a forma de fazer oposição a ela, a partir do que é praticado por aqui.

E na minha distância e ignorância, é mais ou menos isto que acontece: Um pequeno grupo sem voto que judicializa/criminaliza os temas políticos porque não tem respaldo nem capital político.

Aliás, fato bem narrado por você na questão dos postes-rosa, etc.

Mais ou menos como a classe média e a mídia daí.

Mais ou menos como a oposição tacanha daqui.

Dez vezes mais, dez vezes menos.

Roberto Torres disse...

Caro Douglas,

primeiro muito obrigado pelo companheirismo. O que faco e mesmo sem sentido e isso fica claro tb aqui no debate. Que me perdoe o Gustavo: Mas o que Douglas demonstra e que nao ha argumento justificável contra a regulacao da concentracao economica da midia.

O problema e que a interdicao ao debate chegou a tal ponto que o discurso fixado pelo ouvido do outro (linda essa ideia, ne) parece nao inarredável. Ou seja, assim como o Clarin, se mostram dispostos a ignorar qualquer lei.

Por isso, creio ser necessario aceitar que este debate nao pode mais ser resgatado da luta puramente de forcas travada pela grande midia para defender seus privilegios.

Mas me parece que o nosso parlamento, em sua marioria, nao esta interessado em fazer a disputa. E mesmo o PT, partido legitimamente interessado em regular a concentracao de propriedade, nao demonstra capacidade de acao coletiva neste tema.

E preciso, claro, nao ignorar a forca da composicao entre midia e stf. Pois um conflito direto contra esta alianca parece sugerir uma aproximacao perigosa com a agenda do "golpismo constitucional".

Gustavo Alejandro disse...

Bom, eu não faço oposição aos Kirchner nem aos Garotinho, não no sentido político partidário. Apenas não gosto de ambos, e falo isso. Não tenho como judicializar nada, nem aqui nem lá.

Confesso que não entendi ainda porque estaria no mesmo grupo da oposição local por achar que o governo argentino tem similitudes com o governo campista. Até porque, seguindo esse seu raciocinio, tambem não deveria gostar da oposição de lá, dado que critiquei varias vezes a da aqui.

Acho que se engana se pensa que a classe media argentina é mesquinha por não apoiar essse governo. Em primeiro lugar porque é uma generalização; depois, porque se opor à corrupção, à mentira e ao autoritarismo é motivo mais do que justificável para protestar.

Que um governo se autotitule progressista não significa que seus membros sejam santos, nem que aqueles que se opõem sejam malvados direitistas golpistas, per se. A realidade é mais complexa, e a realidade argentina, ainda mais, por conta dessa confusão chamada peronismo.

Por outro lado, porque tanta preocupação com a mídia? Porque, assumindo que seja golpista, deve se reconhecer que também é ineficaz: estamos no terceiro governo petista consecutivo, e Dilma mantem alto seu indice de popularidade.

Vejo que a discussão pela regulamentação da mídia passa pelo controle dos oligopólios (sua comparação com o caso Nestlé-Garoto) como forma de garantir a livre competência e a pluralidade, e não pelo tipo de matéria que é publicada. Ou seja, tudo o que a revista Veja faria de ruim, por exemplo, não seria corrigido por uma eventual Lei ( até porque publicações não são concessões).

Simplificando, critica-se à Veja por ser de direita. Mas não é democraticamente possível puní-la por isso. Resta então minar o poderio desses grupos editoriais em termos econômicos. Tudo bem. Mas isso não vai impedir uma manchete conservadora.


douglas da mata disse...

Gustavo, tens o direito a reivindicar como se situar no debate.

Mas ser "apartidário" não significa renunciar a uma posição política.

Então, se tens posição política, e debatemos política aqui, faz pouco, ou nenhum sentido, dizer-se apartidário.

Seria uma tentativa de conferir mais "seriedade" a sua fala?

Não creio que serias capaz de utilizar tal expediente...

Ora, quem trouxe comparações e simplificações ao debate foi você...a história dos dez vezes mais, lembra?.

Pois é, eu diagnostiquei a dificuldade de colocar as coisas nestes termos, e repliquei dentro desta lógica, mas sempre fiz a ressalva que a realidade é complexa.

Eu não acho nada da classe média argentina, ou brasileira ou da Suécia.
Mas os "cânones" da ciência social(rs, não leves ao pé da letra, não és português, ó pá), e a História me revelam que os setores médios, por questões de classe, cultura e econômicas, tendem a um comportamento dúbio, que oscila entre o conservadorismo moralista e o certo triunfalismo decadente, como se fosse a fiel reprodutora dos modos da elite, que por isto, deve usar tais modos para chicotear(ideologicamente) a ralé.

Este discurso de oposição a corrupção, moralismo, etc, é parecido com aquele negócio de salvem as baleias, comam produtos orgânicos, etc.

Além de intangíveis, no caso da política trazem outro problema maior: são seletivos estes sentimentos de "higienização da política", sempre seletivos, quer pela mídia, quer pelos grupos de mídia, quer pelas elites corporativas, e enfim, quer pelos bobocas de classe média batedores de panela.

Preocupação com a mídia?

Claro, meu filho, o processo de industrialização da campanha resumiu processos políticos a duas esferas: conseguir dinheiro e alimentar o marketing.

Você dirá: Ora o PT ganhou três eleições da mídia, avança em todo país, etc.

Concordo. Mas somos crescidinhos o suficiente para entender que o jogo eleitoral não encerra a disputa pelo poder hegemônico nem no Estado, muito menos na sociedade, pois não custa lembrar:

A ideologia das classes é a ideologia das classes dominantes, logo, disputar poder, de fato e de direito, não se resume a ganhar eleições.

continua no próximo:

douglas da mata disse...

continuação do comentário anterior

Há uma extensa pauta que significa avançar para mudanças estruturais que depende da possibilidade das forças que detêm mais votos em vocalizar seus princípios, até porque, são os programas ganhadores, mas que estão interditados nas esferas de poder não-estatal, como a mídia, o mais poderoso deles.

E se quisermos outros casos, os EEUU, e Europa(França, Alemanha, etc)são exemplos como o comprometimento da democracia pelo assédio mídia x capital engessam os processos de mudança nos quais os eleitores depositaram seus votos e confiança.

E óbvio: só o poder político paga a conta(como corrupto, ineficaz, etc), restando a mídia a defesa de liberdade de expressão quando questionada, e ao capital, bem, o capital sequer se defende porque nunca é questionado...

No caso da "óia" você erra e acerta.

Acerta porque democraticamente não nos cabe decidir o conteúdo editorial da empresa "óia". Isto é fato!
Mas atacar a hipocrisia de quem prega contra o governo como representante de uma ideologia que ataca o livre mercado, a livre expressão e a livre concorrência, quando o poder da revista é baseado justamente nos pressupostos que ela diz combater:
A concentração, cartelização, a censura privada e seletiva, etc.

Tem mais um problema: revistas( jornais e livros) gozam de imunidade fiscal, logo, sobrevivem com gordas parcelas de impostos que não são cobrados porque consideramos que cumpram um papel social relevante, que é claro, no caso delas e de muitas(vide caso cachoeira)não pode ser considerado desta forma.

E você, como pessoa do ramo, sabe que as verbas de publicidade oficiais que engordam os cofres editorais da "óia" servem a mais e mais concentração, onde as tiragens gigantescas(que justificam as tabelas)são financiadas pelo dinheiro público, concentrando mais e mais, neste estranho círculo promíscuo e vicioso que concentra o direito de informar e empresariar nas mãos de pouquíssimos.

Mais ou menos nas TVs onde o poder público paga tabela cheia e financia o desconto dos patrocinadores privados, e quando isto se concentra em um ou dois grupos, como é o caso da globo(ué, dinheiro do governo, como assim?), este dinheiro público possibilita a estruturação em rede que aumenta o poder mais e mais...outro círculo de promiscuidade e poder.

E agora, o governo que paga a conta, ou seja nós, não tem o direito de debater a conta que paga?

Tudo bem...mas me apresente um argumento sequer que desautorize a sociedade, através dos governos que elegeu para representá-la(ao contrário da mídia, que não detém votos para tal tarefa), a debater esta relação...

um só.

Gustavo Alejandro disse...

Mas então, eu sou ou não sou igual à oposição campista?

Sou apartidario porque não me identifico com nenhum parido político. E acho que a minha ideologia também não se encaixa de forma exata com nenhuma das existentes. Penso como indivíduo, não como militante.

Douglas, tudo pode ser debatido. Em nenhum momento disse o contrário. Justamente defendo isso.

Só observo que aquilo que realmente aborrece aos petistas e simpatizantes não será corrigido por uma lei.

Desde o seu ponto de vista, o que a Veja, a Globo e outros grupos jornalísticos fazem é um desservício ao país, isso quando não atentarem contra a estabilidade democrática. E agora, com Joaquim Barbosa na presidência do STF, falam, como George o faz, de aliança para o "golpismo constitucional".

Sinceramente, acho que quando assim se pensa, é logico assumir que a mídia é um inimigo a ser derrotado (e imagino que, por extensão, o atual Supremo também o seja).

Eu penso diferente. A mídia tem o direito e o dever de criticar e denunciar o governo,seja qual for. Ainda que se cometam excessos. Prefiro que os funcionários vivam prestando contas a que se sintam desobrigados dessa incumbência.

O dia que um governo de centro-direita chegue a presidência, com gosto lerei as denuncias da Carta Capital.

douglas da mata disse...

Gustavo, não sabia que minha opinião sobre sua posição, ou sua qualificação como oposição (ou não) fosse tão relevante.

No entanto, embora respeite seu desejo de que eu o classifique, isto interessa pouco a este debate.

Reflita e decida por você com o que falei.

Quanto ao tema em si:

Tudo pode ser debatido, mas a pior forma de autoritarismo é o relativismo absoluto.

Então, quando se debate, o objetivo é ponderar ou provar que um argumento é mais válido que outro. Ou interditar o debate, como parece o caso.

Você não trouxe nenhum argumento que desmontasse a necessidade de atacar os cartéis de mídia, logo, silêncio pode significar anuência...

O que aborrece "petistas" eu não sei, pois não ousaria, como você faz, a reduzir a multiplicidade de pensamentos e discursos no PT ou em qualquer outro grupo/movimento social.

Vocês que, na defesa dos cartéis de mídia, consideram que o alvo é o que a mídia fala ou produz.

Não é, nem nunca foi, e nenhum momento neste blog está colocado desta forma, e nem pelos setores mais "responsáveis" dos militantes.

Isto é uma distorção grosseira e que toma posições inflamadas como se fosse o todo.

Tomar o tom estreito no calor do debate é temerário, e um pouco desleal.

Poderia fazer o mesmo e colocar o discurso ultra-golpista/mau gosto/escatológico de jaboures e outros cretinos como símbolo do pensamento pró-mídia, e sabemos que não é.

Tem gente séria, e com preocupações sérias debatendo o tema por vocês, eu sei disto.

Os setores que militam pela democratização da comunicação social, inclusive foram referendados pela ONU esta semana, que acusou a extrema concentração da comunicação social no Brasil, querem tão somente impedir que uma voz única, conteúdos únicos, discursos únicos sejam veiculados com todo peso dos oligopólios de mídia.

É isto. Só isto.E não é pouco. E mais: é um direito-dever de quem administra o Estado e a coisa pública, porque esta concentração é imoral, e no caso das leis que já lhe citei(cartéis, etc)é crime!!!

O que a óia diz ou escreve pouco me importa, não leio aquele lixo, e nem lerei, porque não preciso comer coco para saber o que é.

Eu tenho certeza que mídia tem que criticar governos como bem entender. Só não podem fazê-lo com o uso de monopólios e dinheiro público.

Ela tem o direito até de ser descaradamente seletiva e partidária, e hoje o datafolha mostra o resultado: caiu 10 p.p a confiança da população da mídia.

Só que eu repito: pode dizer o que quiser, sem oligopólio e sem dinheiro público.

continua...

douglas da mata disse...

continuação...

A questão do STF é mais grave.

Qualquer advogado honesto sabe enumerar o conteúdo de transgressões constitucionais cometidas em nome deste julgamento, e antes que você distorça as coisas, acho que TODOS devem ser julgados(do zé dirceu ao zé galinha), desde que respeitada a presença de uma justa causa para que esteja ali, e que TODAS as garantias sejam mantidas, SEM EXCEÇÃO.

Juízes têm que ter decoro, e 18 minutos de fanfarronice no JN às vésperas das eleições não é, nem de longe, minha ideia de decoro.

Mas tudo bem, tudo bem, pode ser apenas uma ingênua coincidência...hu-hum...

Na outra ponta, insurgir-se contra a atribuição da Câmara em decidir sobre os mandatos, como reza o artigo 55, VI, na forma do §2º é um acinte, um convite a crise institucional, uma provocação.

Mas em relação ao STF veremos como se portará em relação ao mensalão mineiro, e eu defendo, desde já que é papel do PT e dos movimentos sociais exigir que as garantias negadas ao PT e outros da ação 470 sejam recuperadas...

Porém, o STF já se adiantou e decidiu desmembrar o processo mineiro, acerca dos que não detêm prerrogativa de for, acatando a tese que rejeitou no caso petista...estranho não?

Na mesma semana rejeitou usar a tese do domínio do fato para garotinho, pudim e os 318 mil...uau...!

Eu nem vou citar que TODOS os juízes que pretendem cassar mandatos pela sentença votaram em 2011, justamente o contrário.

Se uma corte constitucional muda tanto assim, tem alguma coisa errada, com a corte, com a constituição ou com os dois...Bom, mas consertar a constituição é tarefa do parlamento com mandato dado pelo povo...

mas quem conserta a corte?

Anônimo disse...

A meu ver, dois pontos são relevantes para o debate: A concentração e o financiamento público da mídia. Este último faz parte da solução.
Toda concentração empresarial é, em princípio, danosa.
Se poucos grupos dominam a grande mídia o governo pode (e deve) incentivar pequenas empresas a competir com eles, ora criando barreiras aos oligopólios ora fortalecendo os pequenos. Já existem instrumentos para isso. Porque ninguem faz? Porque os governos são exatamente a representação destes oligopólios...
Se um editor resolver deixar seu emprego e montar seu próprio jornal? Ele terá dificuldades horrendas... Vai quebrar.
Por outro lado, restringir a publicação de conteúdo é impossível.

Empresas mais poderosas que países, mais influentes que governos, mais ricas que nações, sempre exercerão seu poder sem pedir licença.

douglas da mata disse...

Gustavo, sobre a Carta Capital é bom dizer que se pode discordar de tudo o que se escreve ali, mas NUNCA poderemos dizer que o que está ali é o que mais se aproxima do jornalismo que você diz defender, pois leia:

Do Mino Carta, republicado no Viomundo.

http://www.viomundo.com.br/politica/mino-carta-o-pt-nao-e-o-que-prometia-ser-demoliu-seu-passado-honrado.html


É bom dizer que este editorial da revista da semana passada é a moldura de um número que questiona vários quadros do PT e do governo.

Como aliás, sempre faz o Mino, e nós, com muito menos talento, tentamos fazer por aqui.

Debatemos a política de segurança do governo, os incentivos a indústria automobilística, "a parceria com o senhor X", enfim, há por aqui uma plêiade de tópicos que criticam o governo e o PT, local e nacional.

Em tempo: será que um debate como este aconteceria na latrina do reinaldo azevedo, se você fosse petista? Duvido...mas você tem o direito de acreditar...

Gustavo Alejandro disse...

Sobre acerca de quem conserta a Corte, isso lhe cabe ao Senado Federal.

Se houver consenso político, é claro.

Uma vez perguntaram a Jorge Lanata, jornalista argentino fundador do jornal Página 12, porquê deviam ler o seu jornal (tinham feito a mesma pergunta a outros diretores). Lanata respondeu: "Acho que tem que ler todos os jornais. E desconfiar de todos eles".

Toda mídia tem seus interesses e sua ideologia. É o receptor que tem que saber discernir e entender o quê está lendo realmente. E quanto mais lê, em melhores condições estará de saber quem puxa para quê lado.

Eu quero ter essa possibilidade, a de ver todos os pontos de vista e me posicionar. Não quero que o façam por mim.

douglas da mata disse...

Gustavo, não é possível que estejamos falando a mesma língua.

Ora, o controle da concentração tem por objetivo justamente aumentar a possibilidade de que muitas vozes sejam lidas, ouvidas e vistas.

Ninguém disse, em lugar algum, que devemos calar vozes deste ou daquele veículo.

Devemos impedir que a concentração desmedida acabe por fazer aquilo que dizem querer nos proteger, usando a total liberdade como instrumento de extermínio dos menores.

Eu não posso acreditar que você resuma a comunicação social apenas pelo prisma do oligopólio corporativo, e que estes oligopólios é que detêm a missão de possibilitar o acesso ao discurso e da diversidade ideológica.

Este discurso ingênuo de que é o receptor quem decide, pelamordedeus...!!!

Você realmente acredita nisto que você acabou de falar?

O processo de comunicar, como você mesmo reconheceu é espaço de luta e hegemonia ideológica, onde não há como acreditar, nem supor que seja o espectador que dê as cartas.

Não é, e neste modelo, nunca será...

então joguemos toda a sugestão da propaganda a e marketing, todo o esforço das mídias em concentrar poder e audiência, e todo o controle político que advém destas práticas e processos no lixo da história em nome desta lenga-lenga que o melhor controle é o controle remoto.

Realmente, ingleses, alemães, franceses, etc, etc, etc, têm muito que aprender com o modelo brasileiro de concentração de mídia...

Meu caro, acho que nosso debate, sinceramente, termina por aqui...

Roberto Torres disse...

Caro Douglas,

so ontem a noite vi que vc tinha respondido meu comentario la no roberto moraes.

Como e sobre o mesmo tema, vai minha resposta aqui.

Primeiro, minha capacidade analítica sobre o tema é bem limitada. Meu conhecimento dos aspectos legais e p. ex.. bem parco.

Talvez porque eu tenha sido sucinto (para os padroes que cultivamos) demais naquele comentário, acabei nao desenvolvendo o que eu queria dizer.

Concordo plenamento com sua avaliacao sobre o cáuculo de Lula e Dilma em nao enfrentar a mídia além das eleicoes.

Mas a falta de coragem de que falei é do PT. Com isso eu nao penso em atos voluntaristas destituídos de cauculo político.

A falta de coragem é uma atitude de liderancas importantes do partido diante dos "lances" do adversário e sobretudo dos "lances" com os quais estes adversarios buscam definier as regras do jogo político. Talvez umas das mais poderosas atribuicoes do jogo político seja justamente a de definir o outro e seu lugar, atribuindo-lhes propriedades. E me parece que tem gente demais dentro do PT querendo aceitar a definicao de bons modos que a mídia impoe. É o discurso do "novo PT" contra o "velho PT".

Coragem aqui é a capacidade (que pode ou nao ser cultivada e aprimorada) de registir a esta definicao, de simplesmente negar o jogo proposto pela mídia.

Parece que o partido esta realmente rachado nesse tema. E talveu por isso imobilizado.

douglas da mata disse...

Concordo, mas não é só pela pauta da mídia.

É intrínseco, se você se permitir dar uma olhada sobre o discurso dos militantes jornalistas de esquerda, e que atuam na blogosfera.

Carregam o mesmo cacoete de imaginar que a disputa pela mídia é central, e quando o fazem, tomam como legítima a pauta que lhes é imposta.

Ou seja, concordo com você: antes de determinar se luta ou não, é preciso definir os moldes e regras da luta, e mais, auto-definir o próprio lugar neste jogo, e não permitir que o outro o faça por você.

Na medida que a mídia passou a ser um dos ingredientes mais importantes nas campanhas, é bom sopesar o peso relativo que estes setores retém junto ao estamentos partidários.

O PT é hoje resultado de sua incapacidade orgânica de superar a si mesmo, ou seja, ir além da tarefa de ser uma plataforma eleitoral vitoriosa.

Enfim, para agir, é preciso elaborar, pensar.

Parece-me que o PT desistiu de disputar a hegemonia por imaginar que ela está no papo.

Gustavo Alejandro disse...

Douglas, o debate termina aqui, se você o quiser(afinal, é o seu blog!)

Só me deixa dizer o seguinte: provavelmente estejamos falando línguas diferentes, haja vista que partimos de pontos de vista distintos.

Mas eu acredito na pluralidade de vozes, na necessidade de meios alternativos e na liberdade de expressão. De forma alguma minha visão é a dos oligopólios, como você me acusa. E fiz alguma coisa para corroborá-lo.

Dirigi um canal comunitário durante 3 anos, como você sabe. Nesse período, tentei dar espaço aqueles que o não tinham, no meios de comunicação local. Você foi um deles, que participou em algumas ocasiões do programa Opinião em Debate.

Também criei a Mercearia Campista, com Vitor Menezes e Ricardo André. E O Trombone da Mult TV, que por debaixo da aparência cômica, permitíamos a qualquer pessoa que passasse pelo Calçadão dizer o que bem entendesse. Muitos fragmentos desses programas permanecem no Youtube.

Sei que foi pouco, muito pouco. Mas é o bastante para esclarecer de que lado estou.

Até mais.


Roberto Torres disse...

Concordo,

os militantes pro- regulacao parecem nao saber escapar à definicao que a midia lhes impoe.

Inclusive porque misturam o tema da regulacao com críticas ao conteúdo do que a mídia oligopolista publica. Sao duas frentes, duas brigas.

Quando fhc quis entrar no debate, Azenha e mts outros tiveram uma atitude sectaria, reforcando a tese de que a regulacao so interessa ao governo, desperdicando talvez uma chance de dar um caráter mais amplo ao debate.

douglas da mata disse...

Gustavo, eu não te acuso, no sentido cristão da palavra(culpe).

eu te situei no debate como você mesmo reivindicou desde o princípio.

Claro, você pode e deve discordar de minha ação de te situar neste ou naquele campo.

Mas veja: qualquer um que ler o seu discurso, e eu poderia recortar vários trechos, enxergará que para você a possibilidade de regulação da mídia (seu tamanho) é secundária para o processo de sua democratização, partindo de premissas ingênuas, inclusive para alguém que tem uma biografia como a sua, a qual reconheço, de extrema relevância neste processo.

Não é possível que sua devoção aos "cânones que misturam liberdade de expressão com ausência de regulação" te impeçam de ver que a oligopolização de meios é per si um impedimento a livre escolha do espectador.

Você sofre isto na pele, e pede que o capataz chicoteie mais o seu lombo...

Será que você acredita que você não tinha audiência porque o que produzia era ruim e sem relevância, ou era apenas para uma seleta platéia?

Eu acho que não! Acho que as possibilidades de oferecer o conteúdo estavam, desde o começo, limitadas, ou subordinadas a um destes "milagres de exposição viral", que no fim das contas, só confirmam a regra como exceção que são.

Em suma: Você me acusa de enxergar na mídia sempre um fuzil golpista, e eu lhe devolvo: você imagina que controlar o tamanho da mídia é um golpe contra liberdade.

Eu respondo a este falso dilema: Nada me importa as merdas que a óia ou o cretino do bonner vomitam no ouvido das pessoas. Me incomoda que eles façam isto a partir de plataformas oligopolistas que impedem gênios como você ficarem no anonimato.

E que debates como este nosso NUNCA, NUNCA acontecerão no JN, JH, na óia, ou em qualquer outra mídia corporativa privada!!!!

É isto.

...................................

Roberto:

Basicamente porque militantes jornalistas acham-se antes mais comprometidos com o que entendem por jornalismo que com a causa que dizem defender.

É como se, ao atacar as possibilidades de questionar, tanto tamanho da mídia, quanto conteúdo, cada qual em seu momento e instância, eles traíssem sua gênese, e perdessem sua razão de existir.

Seria como se eu me limitasse a debater segurança só pelo escopo policial.

Idiotice, mas temos que respeitar até as idiotices.



Anônimo disse...

Li todos os comentários e mantenho a opinião que emiti às 18 e pouco do dia 16:
Concordo com o Douglas que a questão central é o oligopólio. A concentração confere poderes que não podem ser alcançados pelos pequenos...
Sobre isso o Roberto Moraes postou informações relevantes que o Planície Lamacenta repercute.
Seguimos...