segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Como a mídia brasileira sufoca a liberdade de expressão



Quem trouxe o filme didático sobre o tema foi o Blog do Roberto Moraes. Vem a calhar para o debate que travamos aqui.

Há uma postura ingênua entre alguns jornalistas e outros militantes do setor, todos bem intencionados, que acreditam que a defesa intransigente do afastamento do Estado e da sociedade de qualquer tipo de controle sobre os oligopólios de comunicação e a enorme concentração de poder que causam, serve para garantir ao receptor(espectador) o direito dele mesmo fazer esta escolha!

Como eu disse, a alguns credito a ingenuidade, mas para outros tantos, é má-fé mesmo.

Sim, porque como defender o direito de uma escolha que já nasce viciada pela ausência do que escolher devido a concentração?

5 comentários:

Anônimo disse...

Controle social da mídia. Censura exercida por censores treinados pelo PT para adivinhar o que o povo quer ver, ler ou ouvir. (Ver democratização da mídia).

Democratização da mídia.
1. Erradicação da imprensa independente. Entrega do controle dos meios de comunicação a jornalistas companheiros, estatizados ou arrendados. (Ver controle social da mídia).

douglas da mata disse...

Tava demorando...eis os midiotas:

Engraçado é observar que os setores que mais se beneficiaram da censura e da violência política, como este midiota aí de cima, herdeiro(a)dos gorilas de 64, e agora uma carpideira de ffhhcc, é que lutam contra a "censura".

Ora, há sim temas que sequer merecem a possibilidade de veiculação: Ou vais defender a possibilidade de partidos nazistas veicularem imagens de massacre de judeus?

Ou grupos ligados a pedofilia de veicular sessões de sexo com crianças?

Então, midiota, não há valor absoluto, muito menos liberdade absoluta, seja de imprensa, expressão ou de empresa!

Mas não é este o cerne do debate, embora o midiota tente, como seus patrões/controladores deslocar a discussão para uma questão de conteúdo!

É a última cidadela que resta aos jobouretes, mervalistas e bialianos...

Não se trata de adivinhar, ó midiota, mas sim de tratar a difusão de comunicação como esfera de disputa política, onde TODOS podem e devem influenciar a produção de conteúdo, e mais: em um universo onde a propriedade ou a concessão para fazê-lo não esteja nas mãos de meia dúzia.

Os que pretendem afastar a "ditadura petista", uma aberração manipuladora da discussão desejam fazer justamente a ditadura privada, como aliás já acontece, onde a censura é prerrogativa editorial!!!

Imprensa independente???? Só se for independente da vontade política da maioria. Altamente dependente dos interesses que vocaliza.

Não é à toa que o Brasil já alternou e mudou seu espectro de representação simbólica do poder desde 1989, e a mídia continua no mesmíssimo lugar!!!

Pobre troll...

Por que será que ele não vai debater comunicação social lá com reinaldo azevedo ou no grobo?

Ah, porque lá é só dizer amém, amém merval, amém kamel, amém civita!!!

Anônimo disse...

Putz.... o debate não é sobre o conteúdo! É sobre o poder. O poder dos oligopólios altamente concentradores da mídia.
Já existem antissemitas e pedófilos que divulgam e defendem suas "preferências". A questão é o alcance, ou seja: o poder. O deles ainda é pequeno porque pequenos eles são.

douglas da mata disse...

Caro, o debate não é sobre poder(tamanho ou alcance), mas mitiga poder e princípios.

Há, neste caso, uma indicação clara de que não se permitirá a estes grupos sectários alcançarem o poder(tamanho).

Foi isto que disse aqui: Nada é absoluto, nem o relativismo.

A sociedade pode, E DEVE, discutir ao mesmo tempo, o tamanho e alcance dos grupos difusores e o conteúdo do que difundem.

Estes consensos são construídos, pelo debate, pela discussão, o que justamente os oligopólios querem interditar, para que eles determinem o que e como veremos.

Há, por exemplo, consenso de que não podermos ter filmes e, ou novelas (etc) com cenas de sexo explícito às 18 horas, 20 horas, etc.

Não é censura, é julgamento de conveniência baseado nos códigos sociais aceitáveis e pactuados por TODOS, e não só pelo dono da emissora, seus editores e os patrocinadores!!!

Por isto que o debate sobre conteúdo é secundário, não porque ele seja menos importante, mas porque ele acompanha a questão do tamanho(poder).

Quanto mais diluído, mas o espectador tem chances de influir, e NUNCA o contrário, como já sabemos!

Anônimo disse...

Concordo plenamente Douglas. Dá para discutir as duas coisas juntas embora diminuir o tamanho (e o poder) dos oligopólios colocará o debate em condições mais aceitáveis.
Com a concentração atual de empresas de mídia, a liberdade de imprensa sempre será a liberdade deles.
Uma reunião em uma sala pequena com 6 ou 7 pessoas pode determinar o que e como veremos.
Mas o mercado trabalha para a exclusão do pequeno. Enquanto o mote for concentrar e concentrar seremos reféns.