sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

A farsa da democracia racial, os donos da casa grande e seus midiotas úteis.

Os dados são do IBGE, em sua Síntese de Indicadores Sociais. O alerta está na coluna A Semana, da revista Carta Capital:

O percentual de jovens (18/24 anos) pretos e pardos na Universidade aumentou de 10,2% em 2001 para 35,8% em 2011.

Um salto considerável, mas que foi incapaz de reverter um quadro sistêmico. Neste mesmo período o percentual de jovens brancos desde 2001 a 2011 saltou de 39,6% para 65,7%.

Como a revista anota, os pretos ainda nem conseguiram alcançar os níveis percentuais dos brancos há dez anos atrás.

Outro dado: Reduziram-se por diversas ações como aumento do salário mínimo, programas de distribuição de renda e crescimento econômico a disparidade entre rendimento entre pretos/pardos e brancos, mas os primeiros ainda ganham 60% do rendimento dos últimos.

Mas o dado mais grave e persistente:

De 2002 para cá a taxa de jovens brancos mortos por causa dolosa (homicídios) caiu, enquanto a de negros aumentou desde então, de 69,2 para cada 100 mil habitantes para 72 a cada cem mil, enquanto a taxa de brancos mortos é de 28,2 a cada 100 mil, ou seja, duas vezes e meia menor.

Tem razão os "teóricos" da democracia racial, capitaneados pelos gênios ali kamel ou demétrio magnoli, racismo não existe.

O nome disto é etnocídio de larga escala!


3 comentários:

Gustavo Alejandro disse...

Perai: se em 2001 as universidades tinham 10,2% de pardos e pretos, e 39,6% de brancos, quem ocupava o restante 50,2%?

Os índios? Os asiáticos? Os bichos?

Gustavo Alejandro disse...

Será que esse 50,2% eram "não jovens"?

Se for assim, eles sumiram em 2011. E sumiram pra valer, tanto que a soma de jovens pretos, pardos e brancos atinge 101,5%!

douglas da mata disse...

Gustavo,

O seu "rigor", embora concentrado na Universidade, e esquecendo a tragédia das mortes e a renda já nos revela, de antemão, embora seja um ato, penso eu, inconsciente, o foco:

Podem ser várias hipóteses: A faixa de 24 anos pode ter excluído os que contavam 24 anos e mais.

Ou 25 anos em diante.

Eu não li os dados, só os reproduzi.

Penso que a falha pode estar na inclusão deste campo nos formulários de matrícula.

Como sempre o número de pretos e pardos foi desprezível, nem se davam ao trabalho de contar.

Aí talvez resida o furo, junto com o contingente dos que contavam 25 anos em diante.

Ou ao período da pesquisa: se na matrícula, aleatória, etc.

De todo modo, vale conferir no sítio do IBGE, e eu vou reler a nota da Carta, se houver furos, corrigimos, mas eu creio que revelará um quadro muito distinto.