domingo, 18 de novembro de 2012

O ovo de Colombo, a roda e a pólvora!

De certo que a mídia corporativa local, nossos jornais e revistas de coleira, secções regionais do PIG nacional, são incapazes de mudar seus hábitos e objetivos, ainda que a internet lhes dê um aspecto assim, diferente: Um grande e paquidérmico monstro de mentiras e serviços rasteiros custeados por dinheiro público e interesses partidários e de classe, mas com o verniz telemático.

Na "cobertura" dos percalços das empresas X no Açu, quem observar, de forma um pouco mais atenta, poderá entender como funciona a "lógica das redações".

Antes de todos, deram todo o suporte ideológico para a quimera desenvolvimentista, que criou o (con)senso único de que os investimentos de escala estavam sob ameaça da visão atrasada e "provinciana" de produtores rurais, blogs críticos ("sujos", nas palavras do inspirador-mor do PIG, zéçerra), e que tais obstáculos não poderiam suplantar as necessidades de empregos, que seriam o tal interesse público, justificativa maior para arrombar, salinizar, estragar e deformar terras e paisagens, não sem antes chutar para fora delas seus habitantes recalcitrantes.

Regiamente pagas, desde valores insondáveis até traquitanas, contas e espelhinhos, nossos botocúndios de redação, macunaímas de pena e teclado, venderam-se com gosto e confraternizaram-se promiscuamente com o "civilizador". 

Visitas e viagens das autoridades, festas, patrocínios. Uma celebração a Baco, claro, regada a dinheiro público, como sempre. 

"Inverteram" a reforma agrária, grilaram terras com o orçamento público, e agora, descobriu-se que nada era aquilo que diziam. A bem da verdade, sempre souberam.

Pois bem, agora, recentemente, os jornais locais começam a manobrar o barco que faz água.

Cinicamente, esta semana, os dois representantes da pior mídia local, destacaram aquilo que todos já pressentiam e criticavam há tempos. Todos de bom senso, é óbvio, mas que foram chamados de "arautos do atraso" por uns, "bestas do apocalipse", por outros.

Acabou o milho, acabou a pipoca, e assim, "colonistas", jornalistas de coleira, e seus patrões(insistentemente e inexplicavelmente, como diz Mino Carta, chamados de "colegas"), inverteram a pauta, e o "senso crítico", que estava em coma até então,  ressuscita milagrosamente.

Redescobriram o ovo de Colombo, reinventaram a roda e a pólvora!

Gênios da raça.


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