sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Imprensa e polícia: promiscuidade perigosa!

Ninguém nega que se as ações policiais e da imprensa respeitarem certos limites éticos, e em certos casos, até legais, quem sairá ganhando é sempre a sociedade.

No entanto, quando estes limites são ultrapassados, corremos sério risco, embora sequer percebamos, de tão banalizada que esta promiscuidade se tornou.

Os casos mais emblemáticos são programas tipo "datenas e cidades-alerta".

Hoje, agora há pouco, um apresentador de TV, que comanda um programa na Rede Record, mostrou ao vivo imagens de uma blitz da PMERJ.

Ora, ora, se não bastasse a gravidade do poder público gerar imagens gratuitas para este ou aquele veículo "amigo", incorrendo em ato de improbidade, uma vez que esta não é a função precípua do sistema de imagens de segurança municipal (ou qualquer outro sistema público de segurança e informações), temos o absurdo de "avisar" aos criminosos e motoristas infratores "ao vivo" onde está a ação policial, retirando toda a efetividade que, justamente, reside na surpresa destas operações.

Fato grave que deveria ser coibido ou evitado por autoridades policiais e Ministério Público e, principalmente, pelo bom senso.

Não há problemas na exibição de imagens colhidas para serem exibidas após os fatos, mas quando o imprensa, neste caso a TV, utiliza sua instantaneidade para favorecer delinquentes a sociedade não pode considerar tal conduta normal.

Ainda mais se considerarmos que canais de TV são concessões públicas.

Perigosíssima esta "dobradinha" entre governo municipal, TV, e apresentador-vereador da base governista!

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