terça-feira, 2 de outubro de 2012

Um negócio $uperbom!

Enquanto a "oposição" e o PIG local teimam em brigar com "os galhos rosas", o grupo do poder vai fincando raízes no orçamento: os frutos dividem-se entre os amigos.

Alguns feirantes, por ocasião da reforma do Mercado Municipal, me procuraram preocupados com o andamento das "negociações" sobre o realojamento dos permissionários durante a obra.

Primeiro é bom que se diga: A obra é necessária e os permissionários devem ser tratados dentro dos limites de uma permissão de uso de espaço público, com DEVERES de um lado, mas com DIREITOS de outro.

O que assombra é o modo de operação (modus operandi) do governo:

Durante anos de omissão, o governo permitiu que a situação estrutural do Mercado chegasse a um limite, tanto do ponto vista sanitário, quanto logístico. 

Veremos a seguir o porquê desta escolha.

Os permissionários desconfiam, não sem razões para tanto, que o local para a transferência da feira e dos comerciantes do interior do Mercado já estava definido antes de qualquer "negociação".

Não conheço as restrições técnicas, ou as dificuldades de adaptação do espaço, mas os permissionários reivindicam que o local transitório para funcionamento da feira e demais comerciantes, durante as obras do Mercado Municipal, seja o espaço do Parque Alberto Sampaio, jogado às traças e sem qualquer perspectiva de uso iminente.

Por uma questão óbvia, pelo menos aos de bom senso, os comerciantes da feira querem ficar perto do seu público e de seus fornecedores.

O governo insiste em alocá-los no terreno da antiga Vasa, em frente ao Shopping 28, onde agora está um parque de diversões.

Quem, em sã consciência, pode acreditar que os feirantes e comerciantes do Mercado poderão fazer com que seus clientes migrem para este local, se é a proximidade da Rodoviária e dos pontos dos ônibus e vans que rumam ao interior que configura a "vantagem competitiva" deste setor, já tão combalido pelo abandono do poder público, que os entregou a concorrência suicida com o conforto dos espaços privados de consumo, os hortifrutis e supermercados?

Se é para matar a feira e o mercado, que se faça de uma vez, sem agonia e tortura lenta, e claro, sem milhões de dinheiro público para aluguel de terrenos.

Detalhe: aos permissionários que levantam qualquer dúvida ou dissenso, o governo ameaça com a fiscalização sanitária ou o fim da permissão, usando o poder de polícia como mero instrumento de chantagem para legitimar o negócio superbom (para poucos).


7 comentários:

Roberto Manhães disse...

Sobre o debate de ontem na TV Record:

Voto em Makhoul, mas ele estava muito travado como se tivesse que seguir um script, parecia perdido, gripado e nervoso. Talvez se deixassem ele "solto" se sairia melhor.
A grande surpresa foi o José Geraldo que convidou os telespectadores para irem amanhã aos hospitais HGG e Ferreira Machado para verem pacientes nos corredores, além da farmácia da prefeitura faltando remédios. Marcou ponto também quando disse que as casas construídas pela prefeitura são na verdade "morar infeliz" onde o esgoto corre a céu aberto, moradores desassistidos por terem sido construídas em locais sem a mínima infraestrutura e falta de segurança onde os moradores tem que subir o muro dado às milícias do tráfego no local. Falou também que a prefeita tinha prometido que em 2008 iria usar as cerâmicas e, no entanto a Odebretch usou somente pré-moldados na construção das casas. Este chegou a encurralar a prefeita em alguns momentos com um discurso contundente e coeso, mostrando que está por dentro de tudo que acontece na cidade.
Eric Shunk também marcou presença atirando contra as três esferas de governo, ressaltando que implantaria a Licitação Eletrônica para maior transparência. Afirmou com todas as letras que tem dois candidatos (Rosinha e Arnaldo) concorrendo com sérios problemas na justiça que podem até ganhar as eleições, mas correm o risco de sair antes da hora.
Arnaldo perdeu tempo brigando com o relógio, porém um pouco melhor que em 2008, apresentou um discurso gasto, sabendo-se que o mesmo ainda está inelegível.
Rosinha estava nervosa, esqueceu o nome de uma rua, mas no bloco seguinte lembrou. Tiraram o ponto dela neste debate daí garotinho fez falta para lhe soprar no ouvido as respostas. Foi mediana.
Geraldo conseguiu mais um minuto sendo o único candidato com três minutos na despedida.
Vamos aguardar o próximo debate no dia 4 na Inter TV para ver se Makhoul arruma uma testosterona para ter mais "punch" nas respostas.

Valéria Mattos disse...
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douglas da mata disse...

Valeria Mattos,

As referências ao blog do sobrinho de deputado não são bem-vindas aqui, e espero que você compreenda ser este um direito do editor deste blog escolher os temas/publicadores que terão repercussão aqui.

Nada contra a SUA opinião, e se você pretender dizer-nos algo, da sua lavra, ou de blogs cujos conteúdos aprovamos, tenha certeza que liberaremos.

Anônimo disse...

O terreno da antiga Vasa, de propriedade dos irmãos Barcelos (pelo menos no papel) não é lugar para o mercado por muitas razões, a maioria já expostas no seu post. O terreno ainda não foi edificado porque conta com uma fração problemática pertencente ao antigo Clube Monte Líbano que ocupava parte da área limítrofe com a 28 de março. O clube foi vendido e eu, que era sócio, não recebi absolutamente nada. Não entrei na justiça, mas outros o fizeram e o problema vem se arrastando há anos.

Anônimo disse...

Já que é para sacanear os feirantes, porque não coloca no CEPOP?

douglas da mata disse...

Ao comentarista das 14h10min:

Eu juro que pensei nisto, mas deixei a bola para vocês chutarem...rs.

Ao comentarista das 14h09min:

Há outros "problemas" bem mais cabeludos em relação àquele terreno...

Roberto Manhães disse...

Makhoul presta esclarecimentos acerca do debate na Record

Em respeito à população de Campos e à organização do debate promovido pela Rede Record na noite desta segunda-feira, gostaria de esclarecer que na tarde do dia 01, sofri uma forte crise de sinusite que achei que fosse me impedir de participar do debate. Como considero o debate de ideias talvez a coisa mais importante de uma campanha eleitoral me mediquei buscando me recuperar a tempo.

Melhorei da sinusite, mas o cansaço acumulado e alguma reação adversa ao medicamento me causaram uma crise hipertensiva que se agravou a partir do início do segundo bloco do debate, me deixando completamente atordoado, sem conseguir ouvir, pensar e nem falar direito.

Aqueles que me conhecem certamente notaram que havia algo errado.
Lamento a falta de condições físicas ideais para ter o desempenho que todos de mim esperavam. Agradeço a preocupação manifestada durante todo o dia de hoje e informo que já estou me sentindo bem, recuperado e bem disposto. Podem confiar que estou preparado para continuar a nossa luta e mostrar do que somos capazes no próximo debate e no dia da eleição.

Forte abraço e até a vitória!