domingo, 21 de outubro de 2012

Samba do censor doido.



Vamos dizer e repetir em alto bom som: Somos contra qualquer tipo de utilização da Justiça e das ações judiciais como forma de intimidar e censurar blogs ou jornais.

Cremos ser a Democracia um regime onde defendemos valores e direitos que nem sempre são entendidos ou praticados pelos nossos inimigos, mas acreditamos que sirvam também para protegê-los.

No entanto, no debate do fim de semana no blog do Roberto Moraes (aqui) sobre censura e intimidação judiciais, blogs, liberdade de expressão, etc, tem um limite que não pode deixar de ficar bem claro:

Não há como um blog reclamar da censura e intimidação judiciais que lhe são impostas por um adversário político, se este mesmo blog ostenta em sua página um "link" para um jornal que promove a mesma prática nefasta: Usar ações judiciais para constranger os críticos, pouco interessando o mérito da ação(resultado), mas principalmente, o transtorno e o custo destas lides.

Esta "tática", adotada por barões da mídia e outros poderosos locais provocou a criação de um movimento e uma logomarca contra a censura.

Manter o link para o jornal e a logomarca contra a censura, que exibimos acima, é tão contraditório como exibir a suástica nazista e a cruz de Davi.

É impossível dizer que se trata de "liberdade" de escolha ou pluralismo. Nenhum valor resiste a tamanha relativização, e sabemos: a relativização absoluta é o pior tipo de autoritarismo.



4 comentários:

Roberto Moraes disse...

Concordo com seu argumento.

É preciso ter coerência.

Sds.

Anônimo disse...

Qual coerência? A de quem publicamente classifica Roberto Moraes como Bob Imoraes e depois, com uma cara de pau maior do que o FHC, sem ao menos pedir ou dar qualquer satisfação ao leitor de antes, simplesmente apaga o que escreveu???

douglas da mata disse...

Seria desnecessário dizer que a presença constante do Roberto neste blog, e vice-versa, denotam que minhas classificações pretéritas mudaram, e pelo que parece, ele se importou pouco com o tema.

O comentarista parece por demais preocupado com o "pobre " Roberto, e clama pela minha incoerência.

Será algum tipo de fixação mórbida, paixão enrustida, síndrome de Estocolmo às avessas?

Ora, a forma com a qual este blog escolhe para rever seus conceitos sobre quem ou o que quer que seja é deste editor. De ninguém mais.

Incoerência não é rever posições, por várias e várias vezes, e retirar textos que considera ofensivos, ou de qualidade ruim.

Incoerência, ainda que pouco me preocupe com a "opinião" do comentarista, é agir com os outros da mesma forma, ou pior, dos que diz criticar e combater.

Em tempo: eu não peço, nem dou satisfação nenhuma ao leitor.

Se ele gostar assim, bem, se não gostar, amém.

Foi assim que este blog, pequeníssimo, mas muito maior que a pretensão que tinha este editor quando o criou, construiu sua história junto aos seus dois ou três leitores.

Minha forma de interagir com eles não precisa reparos, a não ser entre nós, por isto, refutamos a "opinião" de quem não é capaz de entendê-la (e nunca será).

Mas pelo menos eu sempre assumi isto(sou coerente). Ninguém entra aqui esperando outra coisa. Já em outros cantos...

Incoerência, na nossa modesta visão(pelo jeito o nome opinião já tem "dono", rs)é a praticada pelo desrespeito sob forma da manipulação descarada.

Incoerência é viver a busca de um nome "virtuoso" para tais manobras infames, tipo: "imparcialidade, credibilidade, primeira mão, democracia sem freios"(irrefreável?), etc, etc, etc.

douglas da mata disse...

Caro troll, o limite da minha capacidade em tolerar este tipo de manifestação já foi ultrapassado.

A resposta está dada. Não é um convite a tréplica.

Não é um debate sobre o que gente do seu tipo pensa a meu respeito.

Tô cagando e andando...

Enfim...se tanto se incomoda, escreva uma carta ao Roberto(assinada, é claro) e exponha sua "opinião" sobre o fato dele fazer questão de participar das discussões por aqui, e de manter nossas relações de amizade intactas.

Caso não tenha coragem para tanto (e sei que não tem), tenha(um pouco, se é que lhe restou alguma)de vergonha e retorne para latrina de onde saiu.

Não és bem-vindo aqui.

Simples assim.