quinta-feira, 4 de outubro de 2012

"`Previsões", distorções e o "cheiro de tragédia".

Quanto mais eu leio, menos acredito...Ora, se um dos correligionários do deputado federal do PR foi quem gravou as conversas onde foi aliciado, é ÓBVIO que o deputado tinha conhecimento de uma notícia-crime seria feita, e que muito provavelmente acabaria em uma operação policial.

Como já dissemos aqui, quem opera deste modo sabe quais resultados podem acontecer...o deputado sabe que a prefeita mudou de lado, mas não mudou de hábitos para fazer política.

O pior é vender esta história de "previsão" ou publicar ilações sobre a ação da polícia, sem qualquer prova.

O efeito desta irresponsabilidade de alguns veículos de mídia, e de blogs que apoiam a prefeita de São João da Barra, já começou a aparecer, e pode ter desdobramentos piores durante o pleito de domingo: correligionários da prefeita e do seu grupo político hostilizaram jornalistas e a PF, em uma ação que poderia ter um desfecho violento.

Não se sabe como se portarão os grupos rivais, que até bem pouco tempo se estapeavam no plenário da Câmara.

Tudo fruto da tese de "defesa" baseada na suspeita, até agora infundada, de que a PF age sob as ordens do deputado-prefeito, ou vaza informações para que ele retire proveito político destas operações.

Não custa lembrar que o MP Eleitoral chancelou a ação da PF ao deflagrar a ação por abuso de poder econômico...

É difícil supor que o deputado do PR controle o MP Eleitoral, magistrados, delegados, agentes, ou quem sabe até o secretário-geral da ONU...até porque se tem tanto controle, não restaria condenado ele mesmo por formação de quadrilha, sua esposa não voltaria a responder por improbidade administrativa por atos como governadora, e enfim, não estaria com a candidatura pendurada em liminares e decisões monocráticas.

Digo e repito: neste momento, diante da crise institucional da cidade vizinha, acirrar os ânimos com publicações que derramem suspeição sobre a ação fiscalizadora cumpre a dois propósitos: 

Nublar e embolar as ações legítimas dos órgãos repressão aos crimes eleitorais, e por conseqüência, dar a investigada o argumento de que as investigações são injustas porque são praticadas por ordem ou com o conhecimento dos adversários para favorecê-los.

Caso os militantes da prefeita voltem a praticar atos de vandalismo ou intimidação contra a PF, na pessoa de seus agentes, quando estes estiverem à serviço, e até mesmo contra jornalistas (por ironia, vítimas do clima que alguns criaram), é só ler algumas páginas locais para saber quem deu "argumento" para a selvageria...



Um comentário:

George AFG disse...

Creio q vá exigir um esquema de segurança diferenciado a eleição em SJB nesse ano as coisas lá ultrapassaram o limite do aceitável e até do ridículo nessa reação anti PF, espero q o TRE esteja atento a isso. Sinceramente, analisado o q temos de dados no momento, não vejo motivos pra críticas tão histéricas à atuação da PF hj, por ex, li até gente defendendo q as intimações da PF não deveriam ter sido feitas pelos policiais e sim por oficiais de justiça (WTF?), realmente não sei de onde tiram essas coisas.