sexta-feira, 5 de outubro de 2012

12 + 13 + 44 + 50 = Voto nulo!

Com muito pesar, pela primeira vez em minha vida anularei meu voto para prefeito! Por tudo que já escrevi por aqui, inclinava-me a votar no candidato do PSOL, por acreditar em sua postura pessoal ao longo do tempo, que justificaria votar em uma candidatura representada por uma pessoa de trajetória coerente.

No entanto, não é só isto que define o voto para mim. 

Contra todos os outros já escrevi aqui minhas restrições, e hoje, infelizmente, nesta cidade, o voto não se define em escolher o MELHOR, mas apenas o MENOS PIOR, ou seja, na minha opinião, enfrentamos a tarefa de votar por exclusão.

O candidato do PDT, do PT e do PRP não representam NADA em matéria de alternância de modelo de gestão, ainda que suas retóricas mais ou menos afiadas, como no caso do PRP, deem a ilusão de que poderíamos experimentar algo novo.

No caso do candidato do PSOL, o impedimento está justamente na minha disciplina partidária, e no meu entendimento de que os partidos devem ser maiores que os candidatos.

Aos que me apontarem a contradição deste argumento, onde teria que votar no PT, eu digo: é por este motivo que deixo de votar no PT local, simplesmente porque aqui, nesta cidade, o PT é menor que o candidato que oferece, menor que tudo, relegado a uma posição vexatória de coadjuvante. 

Por outro lado, enxergando o PT como mais do que o PT local (e nada é menor que o PT local atualmente) não posso votar contra o partido ao qual estou filiado e vinculado pelas questões nacionais, leia-se, governo Dilma e a possibilidade de construção de um país justo e soberano.

Votar em outro partido seria atacar localmente este projeto.

Vejamos o caso do PSOL:
É hoje, talvez, um dos piores adversários do governo, funcionando como  linha auxiliar dos demotucanopatas, como assistimos, não raro, nas transmissões das sessões do Congresso, e em outras instâncias da sociedade. A extrema direita e a extrema esquerda, de tão extremos se tocam.

Esta simbologia, que de tão forte confunde-se com a própria imagem do PSOL, é justamente o que me afasta de considerar que no plano local o PSOL fosse a melhor opção, porque se retirarmos a pessoa do candidato (relevemos seu discurso "ficha limpa-política oca"), não sobra mais nada ao PSOL que um bando de slogans.

Voto em partidos, e como não dá para votar na "legenda" para prefeito, como farei no caso dos vereadores, anulo meu voto.

29 comentários:

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
douglas da mata disse...

Nenhum blog ou veículo que funcione como linha auxiliar de determinados grupos corporativos de mídia, o PIG, desta cidade ou de fora, terão seus textos reproduzidos aqui.

Como o blog é um espaço pessoal para emissão de opiniões, textos, etc, o editor deste blog não se furtará a fazer valer aqui seu sagrado direito de escolher o que NÃO publicar.

Grato pela participação e compreensão.

Anônimo disse...

Penso que o cidadão ao anular o voto está abrindo mão do seu direito de cidadão para outro exercer em seu lugar.

O cidadão que não gosta de política está condenado a ser governado por aqueles que gostam.

Outro ponto é se considerar é que o fato do Makhoul não ser bom de oratória não quer dizer que não seria um bom prefeito. Veja a Presidenta Dilma que nos debates era criticada pela oposição quando errava alguma resposta, dizendo eles que ela pensava em Búlgaro e quando ia externar a tradução saia ruim.

Respeitosamente peço para o companheiro reavaliar a sua posição e votar com o PT 13 Makhoul!

Anônimo disse...

Eu penso que anulando nosso voto estamos dando chances á dona Rosa em ganhar com folga, temos que pensar direitinho ou aguentaremos mais 4 anos vendo milhões jogados "fora" ou na conta de aguém ,ou damos chance para uma outra pessoa, mesmo que não seja o que gostaríamos que fosse,o que importa agora é tirar Rosinha do poder.

Anônimo disse...

DEBATE, MAIS UMA VEZ FOI ELE, É ELE QUE COMANDOU A "FESTA"

Galera! Quem viu o debate ontem quase de madrugada pela Inter TV? Confesso a vocês que pra mim mesmo com aquele marasmo todo serviu pra uma coisa: Escolhi ali meu candidato, é verdade! E mais, é um chamado de "nanico" que foi chamado pela prefeita de despreparado de não saber oque acontece na nossa cidade, mais uma vez foi o melhor entre os outros três, e olhem que tinham ali só "casca grossa" falando na gíria, mas o carinha deu mais um show na dona Rosa, no Dr. Arnaldo, Dr. Makhoul, ate o Erick não se saiu mal.

Dona Rosângela arrogante com olhar de vitoriosa, que inclusive teve sua atitude respondida à altura pelo candidato do PSOL, que "pediu em nome" da dona Rosa desculpa pela sua arrogância, o Dr. Arnaldo minha gente acho que perdeu o " cérebro" junto com o peso, foi mais uma vez o mais fraco entre os candidatos, o Dr. Makhoul merece até a compreensão de nós telespectadores, por não se tratar de politico profissional não se saiu bem novamente, apesar de não servir de desculpa, pois o José Geraldo também não tem a política como "profissão" foi mais uma vez o melhor entre os candidatos.

Uma pena que os Campistas não dão o valor necessário para um debate na hora de definir em quem vai votar, vota pelo interesse, pelo cinquentinha, uma telha, um saco de cimento 20 litros de gasolina, até por uma garrafa de pinga, mas valeu pra mim que até a noite e madrugada passada ainda não tinha escolhido meu candidato. Há vocês que assistiram se tiveram a mesma conclusão ou não escrevam pra nós e digam oque acharam do debate.

Fico por aqui, pois se for escrever tudo que achei ficarei aqui ate as eleições de 2014, kkkk. Ah! Só mais um detalhe por acaso a INTER TV Planície não tinha um mediador mais qualificado, digamos mais articulado seria o certo, pois aquela que estava mediando pelo amor dos meus netinhos, não da, como não deu.

João do Microfone

douglas da mata disse...

Comentarista das 11 horas e 15 minutos,

Se eu não estivesse inclinado a ouvir o outro lado, não teria tornado pública minha posição, mas me reservo ao direito de manter minha discordância, veja porque:

01- A oratória do candidato é importante, porque simbolicamente é a sua fala pública que fixa em nosso imaginário político sua "capacidade". Mas é verdade que isto é apenas uma parte. O candidato do PT é vazio de conteúdo não apenas porque não consegue verbalizar o contrário, mas porque não tem nada a oferecer mesmo, e aí está inserida a sua histórica incapacidade de fazer política em um universo que vá além do seu próprio umbigo.
Neste sentido, sua imagem pública reflete o que ele é de verdade.

2- Ao contrário do que você diz, anular o voto não é só renunciar a participar da política, ou não "gostar" de política. Isto dito por você, neste blog que é, eminentemente político, é quase uma asneira. No meu caso, anular o voto é dizer que não há opções, e que as "propostas" que aí estão nenhuma delas me contemplam.

3- Bom lembrar que se esta opção não fizesse parte do contexto eleitoral e democrático, não haveria esta possibilidade na urna eletrônica.

Ao outro comentarista das 11 horas e 49 min:

É este o ponto. Quando anulo meu voto eu digo em alto e bom som: Com a prefeita atual ou com os candidatos que aí estão, nada ou pouco mudará.

Simples assim.

Neto Cordeiro disse...

Acabou o debate. Não resisti e vim aqui deixar minhas impressões. Primeiramente ressalto que nunca escolhi nenhum candidato por conta de programas de TV ou Rádio. Não caio nessa. É tudo muito mascarado. E hoje, ao ver o debate, fico feliz por ter confirmado meu voto. Valeu a pena acompanhar, mesmo achando que o nível do debate poderia ter sido mais elevado. Mas como esperar isso com os candidatos que temos?
Na minha opinião, como já acontecera no debate da Record, os melhores foram os candidatos Erik Shunck e José Geraldo. Firmes, combativos e críticos. Não se acovardaram. Irônicos, sem serem desrespeitosos, deram um banho nos 3 candidatos mais fortes nas pesquisas. Rosinha: burocrática, e em alguns instantes perdendo a cabeça.. Acho que incomodada por ter que ainda usar roupa rosa. Não me lembro de se na outra eleição era assim tão acintoso, mas ela deve estar doida para acabar a campanha e usar um pretinho básico. Até porque poderiam ter providenciando uma roupinha menos apertada. Arnaldo é um desastre em debates, e o fato se confirmou nesta noite. Alguém poderia dar um relógio de presente para o ex-prefeito. Pelo menos deu uma dentro quando lembrou que o ex-prefeito Alexandre Mocaiber, criticado pela prefeita Rosinha na resposta anterior, agora faz parte de sua base de apoio. Não deve adiantar muita coisa, mas valeu. Sobre Makoul, confesso que me decepcionei. Não vi o debate completo da Record, quando ele esteve perdido e depois alegou uma crise forte de sinusite. A impressão que tive é que não conseguiu se recuperar totalmente da mesma. Lamentei, porque a maior parte dos meus amigos, além de minha esposa vão (ou iriam) votar nele, e seria a chance de levar a eleição para o segundo turno. Mas se depender de sua atuação deste debate acho meio difícil.
O ponto alto do debate foi o aplauso irônico de Erik Shunck para a prefeita, a comparando com uma atriz global. E o ponto fraco, com todo respeito a seus eleitores, foi a despedida de Arnaldo, lendo um texto em suas considerações finais. Melancólico.

Neto Cordeiro

Anônimo disse...

O vice do Mackoul é professor de oratória. É que a turma vermelha tem o partido para outras coisas e não para construir e alavancar potencialidades. O Mackoul tem boas propostas, mas não conseguiu dizê-las, além de parecer estar angustiado em frente às câmeras. W isso também se aprende. Existem cursos para isso. Aí é aquele desconforto do pigarro, do raciocício atrapalhado. O Lindinho gastou fita mais com a sua campanha para 2014, do que para a de hoje.....

douglas da mata disse...

Eu nem acredito no que leio:

"(...)É que a turma vermelha tem o partido para outras coisas e não para construir e alavancar potencialidades(...)"

Meu deus, não existe a menor sombra de que este comentarista tenha entendido o que o texto publicado diz, ou para que servem os partidos políticos... "construir e alavancar possibilidades"?

O que será isto, uma operação financeira na bolsa?

Um lançamento menos vermelho em algum fundo de hedge?

O que este comentarista esperava de um partido que se chama de partido dos trabalhadores, que faça a defesa dos interesses dos patrões, como o candidato fez aio propor a volta do domínio da oligarquia rural por aqui ou ao lançamento do programa de governo na ACIC?

deuzalivre de termos um partido para as "coisas" que o comentarista imagina...

douglas da mata disse...

Neto, obrigado por sua participação...

RITA DE CÁSSIA disse...

EU HUMILDEMENTE PENSO QUE UM DEBATE NÃO GANHA ELEIÇÃO, MESMO PORQUE PARA OS SÚDITOS DE ROSINHA, TUDO O QUE ELA FALA É LEI, É CERTO, É LINDO. ENTÃO ESTÁ EM NOSSAS MÃOS A CHANCE DE REVERTER A VITÓRIA DE ROSINHA NO 1º TURNO.DEPOIS A GENTE PENSA NO QUE FAZER.

Anônimo disse...

EU ACHO QUE TEMOS QUE ACEITAR O FATO DE QUE SE NÃO VOTARMOS EM UM OUTRO CANDIDATO, A ROSA SERÁ VENCEDORA. TUDO BEM QUE TEMOS QUE EXERCER NOSSO DIREITO DE ESCOLHA, MAS INFELIZMENTE EM CAMPOS NÃO DÁ PRA FICAR PENSANDO MUITO. É VOTAR CONTRA OU A FAVOR DO GOVERNO ATUAL.QUANTO AO FUTURO É ESPERAR PRA VER.

douglas da mata disse...

Aos comentaristas das 12 horas 41 min e 12 horas e 53 minutos:

Escrever em caixa alta significa gritar, e isto não é bem visto na blogosfera.

É mal-educado.

Digo e repito, porque quem grita escuta pouco(ou neste caso, lê pouco):

Não foi o desempenho no debate, este ou o outro, ou ainda nas aparições de TV do(s) candidato(s)que define meu voto, embora este seja um componente na escolha.

Meu repúdio tem razões mais profundas, que quem acompanha este blog sabe quais são, e quem quiser saber, basta procurar...

Vou repetir ad nauseam: quando anulo meu voto digo: rosinha ou qualquer outro é a mesma porcaria...

Em tempo: não sei fazer escolhas sem pensar muito, a não ser que a conjuntura não favoreça este ato (pensar)...claro que em uma emergência não há muito tempo disponível, mas no caso dos processos políticos, não há este senso fatalista, tipo: temos que fazer qualquer coisa para tirar a prefeita, pois este tipo de raciocínio aproxima vocês muito mais deles ou seja, os fins justificam os meios.

é bom refletirem para que não se tornem muito parecidos com aquilo que combatem...


Um abraço.

Gustavo disse...

O DEBATE QUE FOI, E O QUE PODERIA TER SIDO

A versão 2.0 do debate entre os candidatos a prefeito de Campos mostrou uma evidente progresso em vários aspectos. Foi menos engraçado, lamentavelmente. Por isso, esta breve crônica também o será.


Apenas uma coisa para destacar: o que chamou minha atenção do debate de ontem não foi o aplauso dramático de Shunk, nem o fato de ver Arnaldo mais concentrado, Makhoul menos gripado, Zé Geraldo de preto e Rosinha de rosinha.

O que me chamou a atenção foi a omissão por parte dos candidatos em questionar as inúmeras evidências de superfaturamento de valores de licitações, malversação de fundos ou realização de obras monumentais , desnecessárias, e feias, como o Sambódromo ou a Beira Valão. Não houve nunca a intenção de estabelecer a discussão no patamar das idéias e das intenções; de tentar mostrar que a atual administração favorece o clientelismo e a dependência de grandes setores da população utilizando um modelo de dilapidação de recursos finitos.

Assim, limitaram-se os candidatos a apontar as ineficiências e falhas da gestão, principalmente nos setores de saúde e educação. Não que não seja verdade, mas o problema é que isto era astutamente contornado pela prefeita: sua estratégia era, a cada descrição negativa dos oponentes, enumerar os seus feitos e seus programas, e insistir com que ainda tinha coisas por fazer e corrigir. O que lhe dava a desculpa perfeita para pedir mais 4 anos de governo.

Porque se há uma coisa que não se pode negar do governo Rosinha, e ainda mais em comparação com seus imediatos antecessores, é que ele não ficou parado. Mostrar serviço é uma característica do casal G., ainda que isto não signifique eficiência, transparência ou benefícios de longo prazo para a população. Portanto, participar do debate tomando como base o que foi feito até agora e propor fazer ‘mais e melhor’, subindo as vezes a aposta até os limites do absurdo (reativação das linhas férreas da baixada; VLT de Guarús até Goytacazes) acabam deixando o eleitor receoso de trocar o certo pelo fantástico .

Até os candidatos Shunk e Geraldo, que foram mais combativos e articulados do que Makhoul e Arnaldo, não aproveitaram a oportunidade de ter a prefeita na sua frente para atacar os verdadeiros pontos fracos dos Garotinho: a falta de transparência, o populismo e a corrupção.

E olha que não foi por falta de subsídios. Basta olhar o post embaixo para ver alguns.

Curiosamente, foi o candidato menos esperado, Arnaldo, quem levantou uma questão para a qual a prefeita não tinha uma resposta: o apoio de Mocaiber. Mas nenhum dos dois fez muita questão de se aprofundar no tema, logicamente. O que surpreendeu foi que nenhum dos outros percebesse lá uma chance.

Domingo saberemos as impressões dos eleitores sobre o debate.

http://caidoemcampos.blogspot.com.br/

Gustavo disse...

Douglas, juro que nao fui eu quem colocou o comentario acima, embora tenham o tirado do meu blog. Abs.

Anônimo disse...

É amigo, boa parte das dificuldades que hoje passamos estão relacionados a posturas como a sua. Não te culpo pois o objetivo de grupos que criam confusões, fofocas, intrigas, ações de autoridades para prejudicar outros, ... é justamente fazer com que as pessoas que tenham condição de votar certo desanimem. Como você já vi muitos. Espero que você reflita e diga para sí mesmo que vai fazer a sua parte. Lembre-se que um Garotinho da nossa região disse que aqui na cidade ele elegeria até um poste. Vai contribuir para eleição de um poste? Sucesso e saúde.

douglas da mata disse...

Comentarista das 16 horas e 46 minutos,

Boa parte dos problemas que passamos não são fruto de escolhas como a minha.

Se 50% mais 1 escolhessem o que escolhi não haveria pleito válido.

Vou repetir: Não escolhi votar nulo pelas confusões, ações de autoridades para prejudicar outros (hã?), fofocas, etc.
Não pauto minhas escolhas baseadas nestas variáveis, embora em algum grau elas incomodem.

Mas eu sei que este processo é inerente a ação política.

Nossa situação é fruto de nossas escolhas, e da incapacidade dos que pretendem mudança apresentar algo digno de se acreditar.

Em todas as outras eleições eu votei para me sentir quite com o compromisso de não eleger o tal grupo, sempre na esperança que a "oposição", na próxima conseguiria juntar os cacos e realizar algo...

Agora mudei de opinião: Não voto no menos pior...só voto agora em quem mereça meu voto...

E dentre estes que estão aí...tanto faz quem ganhe, a prefeitura continuará entregue ao mesmo modelo de gestão, ainda que com roupagem diferente.

Em suma: para mim tanto faz se o poste é rosa, está de terno preto, ou está com jaleco de médico.

douglas da mata disse...

Gustavo, texto retirados de seu blog, via de regra, são sempre bem-vindos aqui...

Bruno Lindolfo disse...

O debate serviu para endossar minha irresignação. E disseram que houve melhora no desempenho do candidato tendo o debate anterior, que não vi, como parâmetro.

Pelo que vi,custa-me acreditar que há fundo no fundo do poço.

Mais uma vez lamento a subserviência do PT. Permita a discordância, mas mesmo para um projeto pessoal é necessário algum conteúdo. Assim, a subserviência do partido, tal como uma legenda de aluguel, injustificável tendo em vista a proeminência nacional, é, para mim, mais ininteligível ainda.

Só pode ser coisa de Garotinho. Santidade onipresente a quem atribuímos, confortavelmente, os fatos que nos escapam a compreensão, ou aqueles inconfessáveis, ou mesmo os que se materializam na nossa incapacidade de organização, uma espécie de aceitação serena face a figura do mito.

Ainda estudo possibilidades para a câmara, penso que o voto na legenda pode contribuir na manutenção do mesmo quadro que hoje dita ordens no partido e nos faz engolir determinadas candidaturas.

antônio disse...

Douglas, eu concordo com vc.
Durante muitos anos, cultivei essa idéia de que o voto nulo ou branco seria a antítese da cidadania.Mas não é.
O voto em branco/nulo também representa uma manifestação de vontade e, quando mudei de opinião, todas as vezes em que votei assim, me senti exercendo a cidadania. Afinal, votei de acordo com minha consciência, ou seja, não aprovei ninguém.
No domingo, terei que justificar em outro municipio, no qual vou trabalhar por conta do cargo. Mas se votasse, meu voto seria anulado, justamente por não achar um candidato que efetivamente representasse aquilo que eu entendo como aptidão para exercer o cargo.
No que tange ao debate, fique extremamente decepcionado com o que vi. Assisti tanto o de terça como o de ontem e, em alguns momentos cheguei a ser tomado pela chamada "vergonha alheia", tamanha a falta de articulação de alguns candidatos.

É a minha modesta participação, respeitando as demais opiniões.

abração

Anônimo disse...

Amigo, sou o comentarista das 16 horas e 46 minutos.
Gostaria de lembrar que um politico ficha limpa da nossa região não foi eleito por 2 votos a tempos atrás.
Não pense que o meu pensamento é diferente do seu em relação a oposição. Sou um dos decepcionados com o que vi e esperava, porem...
Tenho um filho especial e fiquei 7 meses comprando leite porque o governo atual, quando assumiu, simplesmente deixou faltar leite (fez muitas obras). Boa parte das crianças sofreram assaduras devido a diarréia causada pela decisão. Vi mães chorando nestes anos por não ter como comprar leite para seus filhos. Uma coisa que me abala muito é ver criança sofrendo e teve caso que nem podia ajudar pois uma lata de leite custava duzentos reais (R$ 200,00)
Outra experiência foi ver parente jogado no HGG como se fosse um animal. Vivo no meio da saúde e te afirmo: Aqueles que eram chamados de corruptos no passado, não deixaram o povo e as crianças sofrerem deste jeito e tinham um orçamento menor e menos recursos financeiros.
Teria outras observações para fazer mas não creio que ira adicionar nada agora. Mas quando puder passe nos hospitais HGG, HFM,... e converse com as pessoas e os profissionais de saúde. Não é escolher o menos pior e sim fazer a minha parte para ajudar os mais necessitados que, pode crer: estão sofrendo muito.
Respeito sua colocação agora, creio que comparar a gestão de profissionais da mentira e que está hoje com os demais candidatos deixa a desejar.

douglas da mata disse...

Caro comentarista,

Vamos ao debate:

Não acredito na lei de ficha limpa, porque ela é uma excrescência inconstitucional.

Os motivos estão expostos em outros textos deste blog, portanto não me alongarei aqui, só direi em resumo: Não concordo que uma sentença de segunda instância casse direitos políticos...só sentenças definitivas podem fazê-lo, está na CRFB, artigo 15, "III".

As eleições como exercício democrático não se repetem, logo, se descobrirmos inocente um suposto ficha suja, nada conseguirá reparar este dano.

Prefiro eleger um provável ficha suja que cassar injustamente um "ficha limpa".

Seu drama pessoal é importante nas SUAS escolhas, mas este blog se reserva ao direito de pensar a coletividade para além de dramas pessoais.

Tive um filho morto aos 02 anos, em 1992, por algo sequer diagnosticado, não havia leite, não havia hospital, fisioterapia, home care, não havia nada...nem por isto deixei de enxergar os limites de uma ação política pautada pelo sofrimento pessoal.

Conheço de perto hospitais, delegacias e toda sorte de lugares onde a miséria humana se apresenta, e veja:

Ainda assim não acho que para derrubar a dinastia garotinho eu tenha que escolher qualquer porcaria...

Por tudo que vivi (e sofri), cada vez mais aprendi que os fins não justificam os meios...

Os "necessitados" precisam? E cadê os votos deles?

Quem são os demais candidatos? arnaldo, herdeiro e praticante dos métodos de garoto? o zé geraldo, empreiteiro falido quando trabalhava para o garoto nos mesmos esquemas que agora denuncia, e que agora espuma seu ressentimento?

o candidato do PT? que saiu do PT, procurou alguém que "banca$$e" seus projetos megalômanos pessoais, e depois voltou para o PT com rabinho entre as pernas?

Destes só sobra o Eric, mas como eu já expliquei, não voto em um partido que está tão na extrema esquerda que acaba por tocar na direita...

Como já disse, o fato de ter publicado minha opinião possibilita este debate entre nós, mas arrume algum argumento melhor...estes não colam...ou nas suas palavras...deixam a desejar...

douglas da mata disse...

Ô Antonio, legal você participar...parabéns pela bela família.

Olha só a contradição: um monte de gente diz que o voto obrigatório é um acinte.

Que só deveria ir votar quem quer...paradoxalmente, uma parte destas pessoas não aceita a declaração de voto nulo.

Eu, ao contrário, entendo que o voto é um dever, antes de um direito.

Mas se há a opção branco, ou nulo, é porque não escolher é dizer que nenhuma das propostas, candidatos ou partidos nos contemplam.

É simples, mas o pessoal não entende, ou não quer...

douglas da mata disse...

Bruno, como eu sempre digo: até para se vender tem que ter talento...

O voto na legenda para mim é como uma "expiação de culpa", um voto de "castidade partidária", rsrs...

Boa sua metáfora política x religião, afinal tudo que não compreendemos ou não explicamos, atribuímos a uma causa sobrenatural...rsrs

o deputado é o nosso totem...

Anônimo disse...

Fique a vontade se não quiser publicar este comentário, pois meu objetivo não é e nunca foi debater com você. Acho que já chegou a um ponto que não está somando nada para nós. Façamos como o papagaio no incêndio da floresta.

Amigo finalizo aqui mas assim como "na extrema esquerda que acaba por tocar na direita", também a perda da sensibilidade pode fazer com que não consigamos enxergar uma situação que acontece diariamente com várias pessoas (como relatei) em um simples drama pessoal.


Sabe o que quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma. Clarice Lispector

Anônimo disse...

Justiça bloqueia bens do casal Garotinho e de mais 17 pessoas
Acusação é de desvio de verba quando Rosinha e o marido foram governadores
VERA ARAÚJO 5/10/12 - 23H21 – O GLOBO

RIO - Com o registro de candidatura à reeleição pendente, a prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR) sofreu novo golpe. A Justiça concedeu liminar bloqueando todos os bens dela, do marido Anthony Garotinho e de mais 17 pessoas acusadas de desviarem R$ 1.061.124,63 dos cofres públicos em favor de campanhas eleitorais do casal. Coube ao Ministério Público Federal (MPF) o pedido de tornar indisponíveis os bens móveis e imóveis dos réus para a garantia da devolução do dinheiro. As verbas teriam sido desviadas quando foram governadores do estado do Rio: Garotinho de 1999 a 2002 e Rosinha nos quatro anos seguintes.

O procurador da República do Ministério Público Federal Edson Abdon Peixoto Filho não quis listar os bens encontrados em nome do casal Garotinho porque o processo está em segredo de Justiça:
— A decisão para o bloqueio dos bens tomou por base todo o levantamento feito pelo Ministério Público Federal. Houve provas suficientes da ilicitude. Foi criado um esquema que se repetia em todo os estado para financiar a campanha de Anthony e Rosinha Garotinho.
Dentre os réus, há funcionários e dirigentes das empresas sem fins lucrativos Fundação Escola Serviço Público do Estado do Rio de Janeiro (Fesp/RJ) e do Instituto Nacional de Aperfeiçoamento da Administração Pública (INAAP). Eles estão envolvidos na contratação irregular, com dispensa de licitação, da Fesp através da CPRM — empresa que presta serviços geológicos —, para o cumprimento de atividade para a qual esta não tinha competência para executar. Por esse motivo, houve a subcontratação de outra empresa, a INAAP pela Fesp, sem que tivesse previsão no contrato originário e novamente com dispensa de licitação. O procedimento foi realizado em janeiro de 2004 para a prestação de serviços necessários à continuidade ou finalização de projetos ,como o sistema de informações sobre contenção de encostas prevenção a inundações no estado.
Financiadoras de campanha
De acordo com a ação de improbidade administrativa proposta pelo MPF, os réus atuaram com o objetivo claro de desviar recursos públicos. Isso fica evidente porque as pessoas jurídicas acusadas no processo judicial aparecem em inúmeras apurações como envolvidas em esquemas de financiamento de campanha eleitoral. Além disso, o MPF questiona o efetivo cumprimento das tarefas contratadas, já que tanto a CPRM, Fesp e INAAP não encaminharam documentação de que executaram os contratos.
Acompanhe a cobertura completa das Eleições no seu celular e tablet. Acesse app.oglobo.com.br/eleicoes


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/justica-bloqueia-bens-do-casal-garotinho-de-mais-17-pessoas-6305419#ixzz28U4WDR2z

http://oglobo.globo.com/pais/justica-bloqueia-bens-do-casal-garotinho-de-mais-17-pessoas-6305419

antônio disse...

Obrigado Douglas! Abração.

Anônimo disse...

Douglas, o Garotinho é mesmo genial. Usando apenas a sua capacidade de trabalhar construiu um modelo político quase imbatível - O Garotismo. Ele é como massa de padaria e tem um bom fermento. Quanto mais se bate, mais cresce. Apesar de respeitar as escolhas, não seria o caso de nós nos filiarmos a um partido político ou se já filiados operar internamente aonde as coisas acontecem ou deixam de acontecer para cuidarmos desse adoecido processo eleitoral, cujo eleitor já está convencido e acostumado com o que o Garotismo oferece. Mas isso dá trabalho, vejamos o que fez Garotinho - trabalhou. Foi o fundador do PT em Campos. Para ter visibilidade, lá no começo imitou José Carlos Araujo, o locutor da Globo. Elegeu um adversário para bater, crescer e através disso chegar ao poder. A oposição tenta fazer o mesmo, mas não tem competência, quando muito proporcionam um direito de resposta onde a líder nas pesquisas faz propaganda da sua elegibilidade ou promove uma campanha cromocrítica, fortalecendo no inconsciente coletivo a cor da moda, a cor do compromisso. Além disso, o fazemos sem credibilidade, já que a maioria dos que batem tem a genética do garotismo em suas veias políticas. Antigas criaturas infelizes e abandonadas. Basta olhar o quadro e ver os últimos governos e suas alianças. Ainda lembramos da mega campanha do IPTU, com um veículo cheio de carnês do ZB. Foi ao encontro dos movimentos sociais, associações de moradores, sindicatos, clubes sociais, vendendo a sua imagem e o seu projeto e os convenceu. Mesmo com todas as nossas restrições aos métodos, não ha como desconhecer que é um fenômeno eleitoral. Fruto exclusivo do seu trabalho. Elegeu-se Prefeito da cidade várias vezes, Governador do Estado, fazendo sua esposa sua sucessora. Foi o terceiro colocado nas eleições presidenciais com mais de 17 milhões de voto. Além disso, demonstrou capacidade de trabalhar também na adversidade, quando retomou a Prefeitura em 2008 das mãos de suas criaturas rebeldes e incompetentes. Hoje as pesquisas apontam a possibilidade dela se eleger no primeiro turno, porque a oposição fez a escolha pelos tribunais para ver se o garotismo se ferrava ou vá se ferrar, ao invés de trabalhar no campo das propostas. Ele é sabido ao múltiplo. Tira leite de pedra. Enquanto isso, nós blogueiros, comentaristas e admiradores, preferimos ficar com essas nossas bundas gordas, confortavelmente alojadas em frente a uma tela, com nosas "mãos
de mouse", como verdadeiros padeiros e padeiras a fazer crescer essa massa. Que tal trabalharmos? Vocé, Douglas, na blogoesfera é um dos mais competentes para fazer esse trabalho. Talvez muito melhor dentro do seu Partido. Parafraseando o finado e saudoso Xacal, não dá para deixar uma tarefa importante dessa nas mãos de alguém que para atravessar a rua tem que dar a mão a alguém.

José Verruga
PRESIDENTE DO PLA
Partido da Legenda de Aluguel

douglas da mata disse...

Comentarista das 23 horas e 50 minutos:

É claro que eu publico o que eu quiser, e não preciso do seu "aviso".

Como alguém pode não querer debater, debatendo? Será que você é do tipo que odeia política, mas adora opinar sobre política? Não sei. Para mim é irrelevante, porque luto pelo seu direito de dizer o que pensa, mesmo que não me agrade, lógico com as exceções de praxe.

Mas voltemos ao DEBATE:

Veja bem, eu não faço campanha pelo voto nulo, apenas expressei que NESTA conjuntura ESPECÍFICA, NESTA CIDADE, a falta de opções, NA MINHA OPINIÃO, torna o voto nulo minha opção. EU NUNCA VOTEI NULO, mas hoje entendo não HAVER ALTERNATIVA.

Você não trouxe argumentos válidos (POLÍTICOS) para mudar minha opinião (até agora), apenas questões pessoais e julgamentos sobre minha decisão(se eu sou egoísta, etc e tal).

Não se convence ninguém assim, é preciso argumentos, dados, raciocínio, dúvida...

Não desprezo o drama pessoal de ninguém, só não acho que ele seja relevante no debate POLÍTICO público, porque corremos o risco de não encontrarmos referência alguma para definir o que é bom ou ruim para todos, na medida que o sofrimento e a carga dramática na vida das pessoas têm natureza privada, e lógico, efeitos diferentes.

Aquilo que você chama de "insensibilidade", eu prefiro chamar de afastamento e ponderação para que minhas impressões, recalques e sofrimentos não sejam os únicos orientadores ou filtros com os quais enxergo a realidade.

Você tem todo o direito de achar que minha posição ou opinião não soma nada para nós...mas de que nós você fala mesmo?

Isto aqui é um blog, não é um partido político, associação de pais de crianças especiais necessitadas de nutrição especial, ou qualquer outra entidade de classe.

É bom não confundir as instâncias.

Isto aqui é um pequeno espaço com a pretensão de oferecer algum espaço, mínimo que seja, para o debate de ideias, TODAS as ideias, inclusive a do voto nulo, quando alguém achar necessário ou conveniente, desde que se respeite, como fiz com você, o contraditório.

Quanto as pessoas vítimas de dramas pessoais, se este drama não as impeliu para se organizarem e lutarem pela melhoria da sua condição de vida, não será este blog ou o blogueiro que os "ILUMINARÁ" para que encontrem sua "REDENÇÃO".

Quando os pais de crianças com esta necessidade quiserem espaço e apoio para tal empreitada, se organizando, debatendo orçamento público, licitações, etc, terá aqui um entusiasta incentivador.
E se este movimento extrapolar os limites destas demandas e construir uma esfera para debater os rumos de todo o município, melhor ainda.

De outro modo, apenas tentando sensibilizar autoridades( e a sociedade) com o sofrimento para conseguir ganhos pontuais e localizados, estas pessoas só servirão para aumentar a audiência de programas sensacionalistas, que sobrevivem da exploração midiática do drama alheio (sob o cinismo da "ajuda"), sem que as causas de suas dificuldades perenes sejam atacadas. Compra-se leite, e daqui a alguns meses, falta leite de novo.

Esta ideia (dramatização do sofrimento individual e da política) é que fabrica garotinhos...é essa ideia que refuto quando voto nulo, por entender que os outros candidatos são apenas candidatos ao posto de "messias". Ou seja: mais do mesmo!

Um abraço.