terça-feira, 18 de setembro de 2012

Voto limpo com eleição suja?

Não há como espernear.

A classe política não é extraterrestre. Nem tampouco se contamina de um vírus devastador quando entra em um gabinete.

Eles vêm da sociedade, são frutos de suas contradições. Sem retoques.

Não há voto "limpo" sem eleição limpa, onde devemos saber quem está por trás de quem, quem lucrará com a eleição deste ou daquele, enfim, a quem servirá o representante que você elegerá.

Afinal, todos sabemos quanto ganha um vereador. Sabemos de cada escândalo, cada deslize deste ou daquele deputado. 

Mas quanto ganha um meio de comunicação para se curvar as conveniências dos governos que lhes trazem na coleira?

Ou por que estes mesmos vestais escolhem uns para o pelourinho, enquanto escondem vergonhosamente suas relações promíscuas com políticos que cometem mesmos crimes ou piores, como foi o caso "óia-policarpo-cachoeira-demóstenes"?

Quais são as empreiteiras que estão por trás de quais candidaturas?

Como é dividido o Orçamento público entre estes senhores?


Sem responder estas perguntas, falar em "voto limpo" é só uma piada de mau gosto.


Um comentário:

Roberto Manhães disse...

SANDRA CUREAU Vice-Procuradora-Geral Eleitoral dar parecer no sentido de estar preclusa a suspensão de inelegibilidade da Prefeita Rosinha.

Na espécie, a liminar suspendendo os efeitos da decisão proferida pelo TRE/RJ somente foi obtida junto a esse Tribunal Superior Eleitoral, na Ação Cautelar n° 423810, no dia 10.05.2011, passados mais de dez meses da interposição do Recurso Especial n* 249477, em 19.08.2010, sendo inafastável o reconhecimento da preclusão.

Nesta linha de entendimento, ensina Rodrigo Zilio' que “a suspensão da inelegibilidade somente pode ser concedida mediante pedido expresso e tempestivo da parte interessada. Dito de outro modo, não é possível a concessão ex officio da suspensão da inelegibilidade e tampouco é permitido que o pedido seja aforado apôs a interposição da petição recursal, já que se operam os efeitos da preclusão

Ante o exposto, o Ministério Público Eleitoral opina pelo desprovimento do recurso.

Brasília, 17 de setembro de 2012.

SANDRA CUREAU Vice-Procuradora-Geral Eleitoral