segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Chamem o monstro porque o médico pirou...

Acabo de assistir outro programa do PT...Uma lástima...Parem o mundo que eu quero descer...

É de "pocar" de rir...para não chorar...

É programa de candidato ou CITI-TOUR com resumo da professora Marluce?

Tomate ou pepino?

Deve ser vermelho tomate de vergonha de uma candidatura indigesta como pepino!

O trecho com saudades dos bailes da aristocracia rural, que se esbaldava nos clubes e regabofes às custas do suor e sangue das senzalas, é de doer!

Que é isto, senhores? Onde está o decoro com nossa História de sofrimento e luta contra as injustiças?

O PT choramingando a derrocada da elite ruralista?

Nem a prefeita, que entuba milhões para este nefasto, deficitário, perdulário e ineficiente setor é tão ufanista em relação aos senhores da casa grande.

Eu pretendia colocar minhas críticas dentro de um contexto político impessoal, como até agora, mas hoje foi a gota d'água.

Nenhuma imagem dos males da cidade. Nenhuma referência aos mandos e desmandos do casal de prefeitos.

Será que o candidato do PT pretende ser secretário da prefeita, caso ela se reeleja?

Até o PSOL, com seu diminuto tempo conseguiu imprimir uma dinâmica que uniu a crítica de valores com denúncias sobre os problemas da cidade.

Mais do que nunca, o candidato do PT envergonha seus filiados.


9 comentários:

Roberto Torres disse...

Como "nossos lúderes" nao tem nada de convincente e atrativo em termos de futuro a ofertar e nem sabem criticar o presente, resta-lhes o papel de revisar e valorozar o passado (escravocrata).

Já que é pra fazer voto de protesto, entao é Erick.

Makhoul cumpre o papel de ("saudoso") Rockfeler de Lima.

douglas da mata disse...

Caríssimo Torres,

Até ontem, minha disciplina partidária e minha fé no projeto "nacional" do PT me empurravam a um voto crítico na candidatura majoritária petista, e no voto da legenda proporcional.

A candidatura pissolista trazia o mero ranço "tea party de esquerda".

Para minha surpresa, Eric deu um salto de qualidade, colocou o programa com imagens de fundo da cidade, para solucionar a inviabilidade financeira das tomadas externas, e enfim, disse ao que veio, mesmo que com pouco tempo.

Ganhou meu voto. Pela primeira vez, em mais de 20 anos deixarei de votar no meu partido.

Um abraço.

George AFG disse...

Qual raios são as propostas do Erick, pra mim o problema da candidatura dele é esse, já assisti o programa dele (confesso assisti MUITO pouco o HE nessa eleição) já o ouvi na rua, mas só saíram críticas (boas quanto à área da saúde, diga-se) mas anêmicas soluções. Vi na internet (blog do candidato) esse programa do Mackoul q tu citou, realmente lamentável, sem comentários, não entendi como o q ele mostrou pudesse aumentar a autoestima de alguém, no meu caso me deixou bem preocupado, já q é meu provável voto... De resto não há o q comentar, acho q o 22 vai dar mais um passeio e vamos sair de mais uma eleição sem sequer um horizonte de terceira, ou até quarta via...

Anônimo disse...

Douglas o Partido era ou é seu desde que seja para ocupar cargo público (Secr. de Agricultura no Governo A. França) se bem me recordo você deu um trabalhão para largar a boquinha, não foi???
Afinal havia comprado um carro financiado, não é mesmo???

douglas da mata disse...

George,

Campanha eleitoral é definida pelo simbólico.

Claro que um programa com 10 minutos pode explorar cada item ou tema, de forma pedagógica.

Erik não dispõe deste tempo.

O que assisti no programa de hoje, e que destaquei como fundamental em minha escolha, foi a coragem de desafiar este consenso rosa, colocando a imagem e voz de uma pessoa que não foi atendida pelas políticas do governo.

Imagens dos bairros com este teor, demonstrando que tudo não está cor-de-rosa.

O cerne é este: precisamos de candidatos que sejam capazes de elaborar boas críticas para buscarem as soluções.

Dizer que há valões de coco na periferia e em frente a rodoviária.

Dizer que a saúde é um desastre.

Dizer que no período da dinastia rosa já morreram tantas pessoas de DENGUE...

Dizer que gasta-se zilhões com propaganda, enquanto falta esgoto em Travessão.

Dizer que pagamos para jogar esgoto in natura no Paraíba.

Etc, etc, etc.

Se nem a crítica o candidato petista é capaz de fazer, por que saiu candidato?

Ultimamente, um traço da mídia corporativa foi incorporado pelas agências de marquetíngue, e não por acaso:

A ideia que um candidato crítico afasta o eleitor.

Ora, nem sempre, e tudo depende da forma como estas críticas são colocadas.

Como disse Sócrates, a verdadeira racionalidade humana não é certeza, é ter dúvidas.

Um abraço.

George AFG disse...

Na rua ele tem tempo pra isso e não o faz tbm... Por isso minha indagação... Na verdade, o ideal (pra mim) é se atrelar críticas e propostas, mostra o q está errado e de plano aponta-se a solução a ser envidada. Lógico, reconheço q pro Erick fazer isso na TV vai ser complicado, mas na campanha das ruas, já deveria estar sendo feito.

douglas da mata disse...

Os fatos:

Em 1998, por uma decisão partidária de nível nacional, que culminou com a chapa garotinho-benedita, o PT uniu-se ao PDT.

Só em 31 de abril de 1999, após longas negociações, foram anunciadas as nomeações dos petistas no Governo Arnaldo.

Como não era um acerto pessoal ou privado, assim que aliança terminou, em 2000, todos os cargos de confiança entregaram suas cartas de demissão.

Na condição de superintendente da FCJOL desliguei-me em março de 2000, junto com todos os demais, exonerados na mesma publicação oficial.

O veículo KRC-4199, Corsa Wind branco, ano 1999, Renavam 729398153, foi adquirido em consórcio de 50 meses, junto a RODODENS, com a última parcela em 20 de dezembro de 1999 (data da fatura da nota fiscal junto a Rio Campos).

Para quem sabe contar, é só constatar que apenas 10 parcelas do consórcio (que constou em todas as declarações do IRPF e na declaração de bens e valores da PMCG-Secretaria de Administração)foram pagas com os vencimentos de DAS-03, por nove meses e DAS-02 por um mês, quando o então candidato Lenilson Chaves Jr se desligou como manda a lei, assumindo a professora que hoje é vereadora do PT.

Deste curtíssimo período como gestor público, restou-me a felicidade de ajudar Nilsinho a trazer para a realidade a Bienal do Livro, cuja primeira edição é de 2000.

Um abraço

Bruno Lindolfo disse...

Meu voto inicial seria no Erick, com único intuito de contribuir para um segundo turno, essencial para o aprofundamento dos debates, salutar para a democracia.

Ledo engano. Não há debates.

Se o conhecimento é percepção do meio, fosse eu um extraterrestre caído em Campos diante do horário eleitoral, acreditaria, face a ausência de contraponto contundente, que tudo vai bem e não há necessidade de mudança.

Imbuído de uma crença quixotesca de que meu voto é decisivo para a mudança de rumos de toda uma eleição, divulgada a pesquisa que, imaginava eu, traria o candidato do PT a frente do outro médico, decidi por tentar um voto "válido".

Mas o conteúdo é raso e a coisa pelo visto não decolará. Não bastasse alijar "o povo" da chapa, constituída "pedra sobre pedra", o discurso é direcionado à elite, como se já não bastasse representada em sobejo por um médico e um advogado.

Por que, no dizer da classe média, os bárbaros da baixada ou guarus, que seriam fiéis da balança nas eleições, deixariam de votar n'Ela, se ele se apresenta assim: um arremedo diminuto e impopular?

Li o post anterior a este, mas nem esse nem qualquer outro, aqui ou em qualquer lugar da rede, conseguiu ainda me explicar o que, talvez, seja inexplicável: por que o PT, ainda que historicamente deficitário no estado, se permite um papel que está aquém mesmo de uma legenda de aluguel?

Sim, porque para ser objeto de locação é necessária alguma contrapartida, e esta, personificada no candidato, não vem por capital político, pecuniário ou de identidade partidária.

Por que? Isso nem é uma pergunta retórica. Se existir uma resposta, queria conhecer. O partido faz prévias, como se conduz essa discussão por lá?

Saúdo o retorno, abraço!



douglas da mata disse...

Bruno,

Me faço esta mesma pergunta, há anos...

Já escrevi que até para se vender tem que ter talento.

Eu creio que a direção petista(se é que a falta de direção pode ser considerada uma escolha) ressente-se de uma profunda crise de identidade típica da classe média.

Quer posar de moralista, mas adora se lambuzar nas benesses e jeitinhos.

Querem ser padres e freiras em um puteiro.

Outro problema é a atávica crença local petista, muito como resultado do esvaziamento da política pelos zilhões de royalties e pela dinastia da lapa, mas também pela gênese ideológica de uma partido formado em sua maioria por funcionários públicos, que só é possível disputar a hegemonia se você controlar o estado.

Uma distorção gramisciana, comum a setores moderados do PT, que em Campos degenerou nesta dependência da chancela oficial e da verba pública, consagrando a crença de que a máquina administrativa é invencível e o único pólo irradiador de cultura política.

Por fim, entendem que são capazes de "dar uma direção ou iluminar" as massas, porém são incapazes até de construir esta alternativa, pois para tanto é preciso um partido de quadros, coisa que o PT local não é.

Tem mais coisa, mas estão fora do alcance de minha pouca sabedoria.


Um abraço, e grato pro sua participação e de todos os outros mais...