sábado, 22 de setembro de 2012

Tradições sem glória alguma.

Por sugestão do professor Roberto Moraes, pus-me a escarafunchar o arquivo da Hemeroteca Digital Brasileira, hospedada no sítio da Biblioteca Nacional.

Muito bom, inclusive para que a gente conheça dados importantes e curiosos da nossa História.
Esta imagem aí embaixo é uma das páginas do ALMANAK INDUSTRIAL MERCANTIL E ADMINISTRATIVO DA CIDADE E MUNICÍPIO DE CAMPOS 1881/1885, da lavra de JOÃO ALVARENGA, que se dedicou a intensa e dificultosa tarefa de compilar nossos dados em almanaques.

Leiam os dados sobre a nossa população, 56212 livres e 35688 escravos, o que nos tornava a cidade com maior número de escravos no Império, isto às vésperas da abolição em 1880.

Talvez isto explique muita coisa, afinal, era o resultado da enorme supremacia econômica que gozávamos, estruturada na monocultura canavieira.

Os ecos deste passado ainda soam nos canaviais atuais, por mais incrível que pareça, ainda na cor da pele da maioria dos trabalhadores, e na sua submissão a condição de trabalho análogas a escravidão de seus ancestrais.
Esta herança reflete-se na lembrança nostálgica de alguns candidatos a prefeito, como o do PT, que suspira de saudades dos "bailes de gala" promovidos pela elite rural nos clubes da moda.

Das senzalas às favelas, a negrada continua comportada.

Quem quiser ver mais, clique aqui.http://memoria.bn.br/hdb/periodicos.aspx

Há informações sobre as lagoas, os nomes das pessoas com suas funções, etc.

Divirtam-se.




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