segunda-feira, 24 de setembro de 2012

PT de Campos e zé çerra, vítimas de si mesmos...

Nenhum outro político gozou de tamanho beneplácito da mídia e de outras instituições brasileiras que representam o status quo, ou o establishment, como zé çerra.

Cuidadosamente agendado para coincidir com as eleições municipais, o julgamento da ação 470 divide a opinião de diversos juristas. Há os que defendem e corroboram as teses ali construídas, outros enxergam um tribunal de exceção.

Não cabe espaço aqui para debater tamanha dissidência, e nem detemos tanto saber "jurídico".

No entanto, não há dúvidas que o STF sai deste episódio menor que entrou:
Seja pelos arroubos do relator,  ávido por fazer o papel do vingador de capa preta, seja nos erros do juiz Fux, que foi além da condenação pedida pelo parquet, seja na constrição do duplo grau de jurisdição aos que não detêm a chamada prerrogativa de foro, ou ainda, na estranha contabilidade que permite ao presidente votar duas vezes nos empates que a atual composição permite, quando o princípio é in dubio pro reu, e o empate em cinco votos a cinco seria a expressão máxima da incerteza.

Indubitavelmente, as decisões serão arguidas nas cortes internacionais as quais nosso país é signatário, e por sua natureza supra constitucional pode levar a condenação de nosso país a refazer os julgamentos.

Note-se que em nenhum dos textos aqui publicados dos que denunciam as violações há qualquer menção ao mérito das acusações. Não podemos, pois não lemos a denúncia da PGR, as investigações, enfim, nada sabemos dos autos.

Mas a supressão de direitos e garantias é consenso entre vários juristas, como Nilo Batista, Dalmo Dallari, dentre outros, que ao que consta não são militantes petistas, muito ao contrário.

Tudo isto, independente do nome que se dê a ação 470, para desconstruir a imagem do mais importante presidente da República desde Vargas, e talvez maior que ele, se considerarmos que não ascendeu ao poder por golpe, nem governou sob estado de exceção.

Tudo isto para fornecer a cambaleante oposição, que se escora na mídia corporativa, única estrutura orgânica onde os demotucanopatas operam com certa sincronicidade, uma sobrevida no espectro político nacional.

E ainda assim, seu maior artífice, zé çerra, afunda no lodaçal que escolheu como campo de batalha política.

Veja na Band a divulgação da pesquisa Vox Populi, aquilo que os demotucanopatas de SP esconderam a semana toda, e por certo, você não vai ler na mídia local. A notícia foi veiculada no Viomundo, como você pode ler aqui.

Se a oposição ao governo Dilma está encurralada em um gueto, por aqui, a coisa se repete, com atores diferentes.

O PT, refém da sua estratégia de vocalizar sua pobre, inexpressiva  e combalida agenda política pela mídia corporativa local, embora o próprio partido seja alvo constante do escárnio desta mesma mídia, diminui e definha à olhos vistos.

Assim como o STF e o çerra, sairá o PT local muito menor do que entrou nesta campanha.

Dói aos petistas testemunhar os contorcionismos de sua parlamentar para se adequar a pauta dos barões da mídia local, sabe-se lá em nome de quê...ou de quais compromissos...

Estranha coincidência de destinos entre personagens tão diferentes e distantes geograficamente, çerra e o PT de Campos, mas que se unem em um vértice comum: a mídia corporativa, também conhecida como Partido da Imprensa Golpista.


Nenhum comentário: