sábado, 15 de setembro de 2012

Pequenas implicâncias...

"Peraí", o candidato do PT lançando programa de governo na ACIC, 16º andar?

Ué, que tipo de recado foi dado? Um governo dos "de cima", personificado na associação de classe da elite local?

E os sindicatos? Não tem nenhum com  uma sede que possibilite o evento?

Associação de Moradores?

Eu não tenho nada contra o diálogo com as diversas forças (até as conservadoras) políticas regionais, mas creio que um evento que revelará o "DNA político" de um futuro governo deve acontecer no "território" no qual o partido tem identificação histórica.

Ahhhh, sei, o PT daqui já foi diluído, e nem sabe mesmo mas o que é, e para que serve...."tá" explicado.

6 comentários:

Clóvis de Almeida disse...

Significado de Elite:

O que há de melhor numa sociedade; o escol, a flor, a nata.

Companheiro, você está prestando um desserviço com um patrulhismo ideológico reacionário (quero dizer; atrasado, pré muro de Berlim). Definitivamente meu PT não é o mesmo que o teu!

Lembre-se que Lula para ser eleito mudou o discurso para "paz & amor" e seu vice era de direita (Partido Liberal). O Lula na época reuniu-se com a Febraban, diversas entidades empresariais para conseguir apoio. Isto não quer dizer que Mackoul não irá num evento para o público sindicalista. Uma coisa não exclui a outra.

Como quer que mudemos 30 anos de "garotismo" se não dá sequer um voto de confiança?

Conselho se fosse bom não se dava, vendia. Se não pretende ajudar pelo menos não atrapalhe!

Ainda na esperança que o companheiro venha a cerrar fileiras conosco.

Subscrevo-me

Clóvis de Almeida

Anônimo disse...

EXCELENTE a sua metáfora. Moisés.

Anônimo disse...

De há muito o movimento sindical de Campos está agonizante. É apenas um mero despachante que cumpre apenas a vontade do capital. E isso contaminou o PT local. Veja só o representante do saneamento dentro do PT, foi incapaz de impedir a privatização do setor e ainda continua com uma grande estrutura de liberados da frequência, enquanto seus representados nem por aqui estão mais. O representante dos Petroleiros, um cargo de Diretor na Empresa fez calar para sempre uma voz importante dentro do cenário político local. O representante dos Telefônicos não resistiu a duas coças na disputa interna do Partido, foi cuidar da sua vida. O que falava em nome dos servidores municipais esqueceu da sua categoria e foi destronado por outro com apoio do patrão. A representante dos Professores nem sabe mais onde fica uma sala de aula ou que é um giz, preferindo aventuras com os DAS da capital, perdedu o contato com professores e alunos, enquanto seus pares tem que se conformar com os IDEB da vida e, por aí vai. Em nome da estabilidade e da garantia dos seus empregos, pouca representatividade ainda mantem. Por uma questão de empatia com os patrões, aí se justifica um encontro na ACIC. Tem tudo a ver.

José Verruga - empregado sindicalizado.

Anônimo disse...

Bingo!

douglas da mata disse...

Clóvis,

Embora eu reconheça a hierarquia da sociedade, eu trabalho para diminuir a distância entre a "nata" e a plebe, a patuléia.

No país, esta noção de elite está associada, com raras e citáveis exceções (que não é o caso da ACIC e da elite local) a parasitismo e patrimonialismo de Estado.

Clóvis, comparar o projeto que elegeu Lula com esta arranjo mequetrefe que tem a frente o candidato do PT local é um acinte, uma arrogância sem par.

Claro que você sabe, mas parece desconhecer (por uma questão de retórica vazia) que o processo de acumulação de forças do PT de Lula, e sua flexibilização para atrair setores do centro político brasileiro se deu em cima de um projeto amplo, que hoje mostra seus frutos.

Sem mencionar que com a correlação de forças amplamente favorável, Lula acenou aos seus futuros governados com a necessidade de coalizão ampla para garantir governabilidade.

Só que durante anos, o PT fortaleceu sua marca, consolidou seu discurso, o que permitiu "jogar" em um nível simétrico.

Sentar a mesa com canibais é possível, desde que você não seja o prato principal.

Qual é o peso relativo do PT hoje em Campos para abandonar suas bandeiras históricas e sentar-se à mesa com quem não lhe acrescentará nada, porque já está capturado pelo Orçamento?

Não é romantismo, amigo, é pragmatismo, pois como sempre digo: Até para vender tem que ter talento.

Seu candidato sabe disto. É a tradição dele, mas pelo jeito, o ego suplantou a razão.

Eu não dou conselhos, até porque, pelo jeito, confirma-se a noção de que vocês só querem a adesão com adulação automática, bem parecido com o garotismo que dizem combater.

Qualquer crítica é vista como ameaça. Nãos e sinta assim, este bloguinho não tem meia dúzia de leitores.

Creio que um pouco de humildade e inteligência possibilitaria retirar algum aprendizado das críticas.

Sua lógica de "vender" conselhos eu relevo...deve estar "contaminado" pelo ambiente "mercantil" ao seu redor, não é "brima"?

douglas da mata disse...

José Verruga,

Primeiro: É inquestionável a honradez e lisura do companheiro Antonio Carlos Rangel como vereador, sindicalista e depois como cargo de chefia da empresa onde fez sua história pessoal e profissional.

Engraçado, se fosse nomeado um estranho aos quadros, idiotas diriam se tratar de aparelhamento. No caso do vereador Rangel, foi a união da política com competência técnica.

O resultado? A Petrobrás no governo Lula, como medidas como a de Cacau, tornou-se uma das maiores empresas do mundo, e alavanca nosso desenvolvimento em TODAS as áreas, e não só em energia.

A escolha pessoal dele, e de outros em relação ao PT é problema deles.

Quanto aos demais, desconheço as histórias, e não posso opinar, mas de forma genérica, você, como outros, tendem a imaginar que o esvaziamento do movimento sindical é culpa do PT.

Em parte sim, e já escrevemos sobre isto, mas o principal é que você não entende é que houve mudanças severas nos paradigmas tradicionais de representação e ação política dos movimentos organizados que não foram digeridos pelo sindicalismo tradicional.

Se os antigos deterioraram sua representatividade, como você acusa, onde está a renovação?

Pois é, não houve.

Não coloque suas frustrações como ferramenta de análise.

É claro que um ou outra liderança pode desvirtuar e se afastar da base, mas eu pergunto novamente: É um processo irreversível e irretratável? Ou será que as lideranças acabam por refletirem o "ethos" da categoria, acomodada, individualizada, egoísta, desanimada, etc?

Em tempo: Reproduzir estes chavões de que as lideranças se afastam de seus liderados por questões como "estabilidade" e outras vantagens pessoais causa mais estragos que reuniões na ACIC.

Se tens como apontar as condutas, denuncie e acumule forças e ganhe seu sindicato, caso contrário...