quarta-feira, 12 de setembro de 2012

índio quer apito...e o que mais?

Em uma cidade bem longe daqui, os órgãos policiais e ministeriais não atentaram quando um secretário de fazenda foi demitido.

Embora importado como a grande novidade e especialista nas finanças, com larga experiência (ou vida pregressa, como diziam as línguas maldosas), o secretário foi subitamente descartado: vapt-vupt.

Ninguém notou nada estranho, embora rumores e desconfianças fossem ouvidos.

De certo seria leviandade dos invejosos, diziam os governistas.

Outros diziam que todos sabem dos humores imperiais do primeiro-ministro da cidade, já que nesta cidade a prefeita não a governava.

Então o tempo se incumbiu de soterrar os sussurros e maledicências, e tudo ficou na "conta"(olha o trocadilho infame) do autoritarismo do primeiro ministro da cidade.

O que ninguém sabia explicar eram os encontros desse chefe político local com um amigo de origem indígena, que cansado do escambo de contas, espelhos e miçangas, resolveu ter um banco.

Todo mês o amigo pele vermelha da capital era recebido pelo chefe local.

Quando errava o caminho, e índio olhava o céu, e se guiava pelas estrelas, principalmente a cruzeiro do sul.

Bom, ninguém soube explicar também como o dinheiro dos aposentados da prefeitura da cidade foi parar no bando do amigo indígena, mesmo o banco dando sinais de que cambaleava..


Quando o banco faliu, descobriu-se o rombo na conta dos aposentados, e quem me contou a história me lembrou:

Você lembra do secretário? Pois é, o gestor das finanças desta cidade longe daqui aplicou o din-din público na roleta bancária do índio, e como as taxas eram gordas, dava até para sobrar algum por fora, e claro, este din-din tinha dono e endereço, ou pelo menos deveria.

O secretário virou olho grande, cobiçou o beiju dos outros, levou um chute no traseiro, embora se mantenha intacto, porque é arquivo vivo.

Resumo da ópera:

Dinheiro público pela ralo.

Índio deu no pé.

E a oposição de cara pálida, e por quê?

Ora, ora, ora...o índio sabe fumar cachimbo da paz com a tribo dos rabos presos...


Atualização de notícia velha: Meus oráculos no mundo dos xamãs indígenas me contaram que não há apenas dinheiro dos aposentados, mas do próprio orçamento deste cidade tão longe daqui.


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