terça-feira, 25 de setembro de 2012

Facebook: Uma armadilha permanente.

Este blog nunca escondeu sua aversão as chamadas redes sociais como ferramenta de comunicação pública.  As comunidades como Orkut, Facebook, dentre outras, funcionam (ou funcionaram, no caso do Orkut) como possibilidades de interação interpessoal, ainda que a formação de grandes grupos pudessem dar alguma ilusão de coletividade.

Diferentes dos blogs, estas comunidades exigem um cadastro e uma adesão ou permissão ("adicionar") que impedem que qualquer um possa ter acesso aos conteúdos.

Mal comparando, se blogs são praças, as tais comunidades são clubes, onde só entram sócios. Como nos clubes, alguns eventos (conteúdos)acabam ultrapassando os limites do "quadro social", mas não é possível interagir com aquele texto, ou conteúdo sem "pagar ingresso", ou seja, sem a tal permissão.

Os blogs ainda são o instrumento mais próximo de uma esfera virtual e pública de debates, dentro dos limites privados da blogosfera, onde para acessar o conteúdo é preciso um provedor e uma conta em uma operadora, salvo nas cidades ou locais onde o acesso a rede é gratuito.

Outra crítica pertinente às comunidades é o nível de exposição pessoal dos usuários, e os riscos inerentes a esta exposição.

Uma notícia que vem da Europa e dos EEUU está deixando os usuários daqueles países assustados.

Primeiro no The Independent, e depois em nesta e nesta matéria no El País tratam de duas violações graves:

O vazamento de mensagens privadas dos usuários publicadas antes de 2009, e o uso indiscriminado pela empresa Facebook do perfil do usuário estadunidense, neste caso, 70 milhões de pessoas que tiveram suas escolhas e preferências pessoais esquadrinhadas e devassadas pelo Facebook para servir a futuras ações de vendas pela internet.

No primeiro caso, pelo que informam os jornais europeus, os usuários tiveram sua privacidade violada, e o anúncio desta quebra de sigilo derrubou as ações do grupo, embora os diretores, por óbvio, neguem tais acusações.

Já no segundo caso, esta prática nem é nova, mas começa a enfrentar a oposição de setores que regulam a comunicação nos EEUU.

Pelo jeito, em toda forma de mídia há práticas, disputas, etc. E deste modo, todos os usuários devem estar atentos para repelirem as "ciladas".

No aspecto político é a mesma coisa. É preciso usar informação sem se deixar usar por ela...

Temos revistas como Carta Capital ou até a super conservadora e respeitada The Economist, ambas em espectro ideológicos opostos, mas que convivem e até compartilham conteúdo.

Por outro lado, temos a revista "óia" que compartilha sua pauta e seu conteúdo com o bicheiro cachoeira.

Enfim, a imensa diversidade humana possibilita múltiplas escolhas...o problema é querer turbar as opções parecendo-se o que não é...


2 comentários:

Blog Católico do Leniéverson disse...

"Por outro lado, temos a revista "óia" que compartilha sua pauta e seu conteúdo com o bicheiro cachoeira"./// Não é "óia", é Veja, quanto a Carta Capital tem a mesma quantidade de leitores quanto a torcida do "Íbis" Futebol Clube.

douglas da mata disse...

Leniérverson, que tipo de leitor você é?

Tipo "manada" que vai atrás da quantidade de leitores e não da qualidade da publicação.

Meu filho, os números da "óia" são inflados pelos rios de dinheiro público que a publicação recebe, o que lhe permite entupir o mercado com uma tiragem que não corresponde ao número de leitores.

É uma tática antiga do mercado editorial, praticada aqui também afinal, não se contam os números vendidos, mas os publicados para aumentar o "volume" e ampliar as contas de publicidade oficial.

Quer dizer, o contribuinte, leitor ou não que paga para você ler aquela porcaria, e para que ela possa se ufanar do seu "tamanho".

Enfim, como eu disse, eu meço as publicações pela qualidade do que leio, isto é, se gosto do que leio e enxergo ali os princípios que preservo.

Já outras pessoas, como parece ser o seu caso, o que vale é a quantidade, ainda que seja falsa.

Em tempo:

Aqui eu me refiro a publicação como quiser, se não gostares vá fazer número e quantidade de leitores para revista "óia" e seus associados do PIG.