segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Eis a questão: Liberdade de expressão ou liberdade de extorsão?

Quem cunhou o termo foi o Excelentíssimo Senhor Presidente do Equador, Rafael Correa, um dos integrantes do "eixo do mal", expressão importada pelo nosso PIG para agradar os patróns da CIA.

Na opinião do presidente Rafael Correa, na América Latina, a concentração e propriedade cruzada dos meios de comunicação, que se tornam oligopólios cevados a verbas públicas, transformam a liberdade de expressão em algo como liberdade para extorsão.

Lógico que isto é um exagero, mas a figura de linguagem demarca bem o campo político no qual estão situadas as forças em disputa, e quais valores as orientam.

No traço preciso do Clóvis Lima, a melhor imagem das palavras:



Ou se quiser, vá ao sítio Viomundo e leia a matéria completa.

3 comentários:

Roberto Manhães disse...

Tribunal Regional Eleitoral do Rio de janeiro
100ª Zona Eleitoral do Rio de Janeiro Av. Alberto Torres, 81 - Centro - Campos - RJ -
Cep: 28.010-350
Proc. 415-2012.619.0100

DECISÃO

As denúncias formuladas às fls. 02/03, noticiando acerca da pintura dos semáforos de cor rosácea confirmada pela equipe de fiscalização às fls. 04/06 denotam ilegalidade na conduta por remexer ao eleitorado, em pleno momento de campanha eleitoral, à cor notória e publica utilizada pela candidata à reeleição Sra. Rosinha Garotinho, caracterizando portal propaganda eleitoral subliminar efetuada em bens públicos.

Assim nos termos do artigo 10 da Resolução nº 23.370/2011 do TSE, bem como no exercício do poder de polícia auferido a este juízo pelas Resoluções 792/11 e 707/12 ambos do TSE determino a notificação da candidata Rosinha Garotinho e Coligação Campos de Todos Nós, bem como da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, para que no prazo de 48 horas restabeleçam a cor dos semáforos, cessando a propaganda subliminar, conforme §1º do art. 10 da Res. 23.370/201) do TSE.

Campos, 24 de setembro de 2012.
Gracia Cristina Moreira do Rosário
Juíza Eleitoral

douglas da mata disse...

Alguns problemas decorrem da decisão, além da inocuidade em tentar cessar a mistura da coisa pública com os interesses privados, pois:

Quem vai pagar a primeira demão de tinta roxa e a demão retificadora?

E todos os outros prédios e ferramentas públicas, como a ciclovia da avenida 28 de março, as escolas e creches, a iluminação das pontes, etc, etc, etc?

E fica a pergunta:

O que é mais danoso a democracia local, a cor dos postes ou a cor do dinheiro público que as agências de publicidade despejam nos cofres da mídia local?

A quem serve a "retidão seletiva"?

douglas da mata disse...

PS: Se a Meritíssima Senhora Juíza enxergou a utilização de bens públicos para fins eleitorais está aí caracterizada novo abuso de poder econômico, sem prejuízo da ação de improbidade e peculato.

"De ofício", deveria a magistrada requisitar ao MP/RJ a instauração de procedimento apuratório em sede de foro privilegiado para determinar o nexo causal, se for o caso.