sábado, 15 de setembro de 2012

Eis a ponta do iceberg...

Procurando na rede, eis que achei a apresentação da Atrium:


"A ATRIUM  S/A  Distribuidora  de Títulos e Valores Mobiliários  é uma sociedade
com capital exclusivamente brasileiro, que iniciou as operações de corretora de
valores, em 02 de Junho de 1.995, com sede em Porto Alegre, sendo membro da
BVES  – Bolsa de Valores do Extremo Sul. Com a extinção da BVES, mudou seu
objeto e a razão social para Atrium S/A Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários,
com sede em São Paulo.
(...)
A ATRIUM está estruturada e tornou-se especialista na prestação de serviços de
assessoria e de consultoria junto aos INSTITUTOS DE PREVIDÊNCIA, inclusive,
com forte participação nas operações com TÍTULOS PÚBLICOS.
Preparou-se, também, desde Janeiro de 2007, para atuar nos mercados
administrados pela BBM – Bolsa Brasileira de Mercadorias.
Desde 2001, atua, também, como líder em processos de registro e distribuição de
Certificados de Investimento Audiovisual, junto a CVM, para captação de recursos
com base nas Leis de Incentivo a Cultura.

(...)


INSTITUTOS DE PREVIDÊNCIA
A ATRIUM presta assessoria, há mais de 5 anos,  na intermediação de operações 
junto aos INSTITUTOS DE PREVIDÊNCIA para composição e administração das 
carteiras dos mesmos. 
Elaborou estudos de viabilidade econômica e executou operações estruturadas para 
aproximadamente 40 Institutos de Previdência, e mantém um serviço de 
intermediação em custódia de títulos públicos. 
Invariavelmente atua na prospecção de negócios para movimentação e otimização da 
rentabilidade dos ativos das carteiras administradas por esses INVESTIDORES 
INSTITUCIONAIS, principalmente na prospecção e identificação de ATIVOS do 
SETOR PÚBLICO. (destaque nosso)"


Agora, as notícias da Folha de São Paulo sobre a corretora:



Polícia Federal abre inquérito para apurar rombo de R$ 16 milhões na Amprev na gestão de Waldez Góes
02/04/2012 às 17:23
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A Polícia Federal instaurou inquérito para apurar comercialização de títulos públicos da Amapá Previdência (Amprev) entre os anos de 2006 e 2007, no segundo mandato do ex-governador Waldez Góes (PDT). As transações foram nos valores de R$ 7 milhões (com ágio de 24,1%), R$ 12,5 milhões (com ágio de 22,87%) e a terceira de R$ 2,5 milhões (com ágio de 23,28%).
A Folha do Estado apurou que a empresa compradora dos títulos foi a Gradual Corretora de Valores, que em seguida repassou para a Albatroz. Os títulos acbaram indo parar nas mãos da Atrium Corretora de Valores. A Atrium foi liquidada pelo Banco Central (BC) em maio do ano passado.
A venda teria sido efetuada com preços abaixo dos de mercado e revendidas à Amapá Previdência com valores acima do que fixava o mercado à época. O presidente da Amprev era Nivaldo Conceição, o Pitico, e o diretor financeiro era Guaracy Campos Farias, preso em 2007 numa das fases da Operação Antídoto, que a Polícia Federal realizou no Amapá. Nivaldo é servidor da Receita Federal do Brasil no Estado.
A transação provocou um rombo de R$ 16 milhões aos cofres da Amapá Previdência, que administra os recursos do pagamento de pensão e aposentadoria dos servidores estaduais. O inquérito instaurado pela Polícia Federal atende pedido feito pelo Ministério Público Federal, que está responsabilizando o ex-governador Waldez Góes e Nivaldo Conceição, ex-presidente da Amprev.
No final do mês passado, o atual presidente da Amprev, Elcio Ferreira, que está no cargo desde janeiro de 2011, confirmou que na gestão de Waldez Góes (preso em 2010 pela Polícia Federal), a Amapá Previdência fez transação com corretoras de valores que provocaram prejuízo de R$ 16 milhões aos cofres da instituição.
Conforme documentos apurados e encaminhados à Polícia Federal, Ministério Público Federal e Ministério Público Estadual foram vendidos, dentro da Amapá Previdência, títulos federais abaixo do preço de mercado para as corretoras de valores Atrium e Albatroz. Depois a Amprev recomprou os títulos acima do preço de mercado.
Em maio do ano passado, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da corretora Atrium S/A Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e da Atrium Participações, Consultoria e Administração Ltda. A situação de insolvência (incapacidade de honrar seus compromissos) e a prática de atos de "grave violação às normas legais" levaram à liquidação da Atrium S.A DTVM e, por conta da vinculação com a corretora, da Atrium Participações. Segundo o BC, a corretora estava com patrimônio de referência negativo em R$ 39,11 milhões.

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