segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Um candidato escondido no passado!

Quem chamou atenção foi o amigo e companheiro Roberto Torres, observador arguto.

A propaganda eleitoral do PT parece anacrônica, e nos informa uma tremenda falta de conteúdo.

Falar em "resgatar a tradição agropecuária" da região causa até arrepios. Como assim? A lembrança e a atualidade em relação a nossa monocultura não nos autorizam a acreditar que sejamos capazes de nos redimir queimando cana e escravizando gente em pleno século XXI.

Tradição? Como assim? Vamos re-inaugurar o pelourinho?

Cadê os problemas da cidade, os ônibus da Tamandaré caindo aos pedaços, mesmo recebendo milhões de 1 real, o lixo nas ruas do Santa Rosa, o esgoto à céu aberto na Codin, as filas nos postos de saúde, etc, etc, etc?

Nada contra uma politica pública de incentivo e fomento a agricultura, ao contrário.

Mas contando com mais de 70% de moradores na zona urbana, é de se perguntar: O que espera o candidato, ganhar as eleições com votos do patronato sucroalcooleiro, selando uma inóspita aliança, incomum até para os "novos padrões" ideológicos do PT?

Com a avalanche de investimentos de escala que se avizinham, o candidato tem a nos dizer que deseja uma volta a "tradição"?

Bom lembrar que esta atividade econômica tradicional nos legou legiões de analfabetos e famélicos que, com a derrocada deste sistema produtivo, lá nos idos dos anos 80 do século XX, inchou as nossas periferias urbanas, que por coincidência ou não, foi, justamente, a base social de apoio político do grupo que chegou ao poder em 1988 e permanece até agora.

Mudou Campos para tudo ficar igual.

Será que o petista imagina uma volta deste pessoal ao campo, girando a roda do tempo ao contrário? Não ficou claro, embora o tempo de TV dê quase para uma defesa de tese de doutorado.

Questões de escolha, e eu respeito, embora estranhe.

Não seria o caso de falar, já que o tema agricultura semi-feudal parece ser de predileção, em assentamentos abandonados, falta de estrutura e serviços públicos aos pequenos produtores, mudança dos hábitos e tecnologias para por fima as queimadas e ao trabalho escravo?

Não seria o público alvo de um partido de trabalhadores?

Bom, que sou eu para contrariar os "magos do marquetíngue"?

Outro problema, desta vez observado por mim mesmo:

A campanha parece encravada em um paradoxo: Fazer um candidato desconhecido "aparecer", mas ao mesmo tempo parece "esconder" o candidato em repetidas inserções nas quais só aparece o governador e senador que o apoiam.

Não seria o caso dos apoiadores apresentarem o candidato, abraçados à ele?

Afinal, o candidato é o médico, ou é o governador para prefeito, e o senador para vice, ou vice-versa?


Um comentário:

Anônimo disse...

Não tem como esperar nada muito diferente disto. Dê uma olhada no cenário da ilha "da fantasia" de edição da propaganda do PT. Veja quem aparece.... A vereadora , que reclama da educação e está fugida de uma sala de aula há mais vinte anos, parasitária dentro de uma sigla sindical, enquanto sua categoria tem que fazer das tripas coração para fugir do castigo do IDEB. Nem sabe mais o que é um quadro ou uma sala. Um presidente de partido que segundo "A Trolha", para atravessar uma rua precisa de dar a mão a alguém. Eles pelo visto, não andam pelo município, em sua maioria já foi praticamente loteado em terrenos e quadras. É que esse pessoal nunca saiu das salas do diretório do partido. Não seria o caso de mandar eles pegarem numa enxada e ver se ainda dá para se manter com as coisas da roça....No mínimo querem ressuscitar o Instituto do Açúcar e do Alccol para abrigar a companheirada que ainda não conseguiu uma boquinha.

Escrevo, assino e me identifico.

Eu sou Zé Boquinha.