sábado, 25 de agosto de 2012

Bom exemplo.

É verdade que a legislação não exige a revelação da identidade dos doadores de campanha até a prestação de contas.

Mas seria muito mais honesto proporcionar ao eleitor a exata noção de quem financia quem, e claro, o que espera em troca.

Saberíamos, por exemplo, quem são os empresários que apostam em todos os candidatos de forma proporcional às chances de vitórias, de acordo com a análise do "investidor".

Uma forma de manter um "canal aberto" caso as "zebras" surpreendam.

Agora, como você pode aceitar, eleitor, que um empreiteiro doe dinheiro para projetos que se dizem tão diferentes, se a expectativa deles é uma só: ganhar dinheiro com as obras que o futuro prefeito(a) fará para lhe beneficiar?

Vai ver que os concorrentes nos quais apostam são bem mais parecidos que dizem ser. Talvez, quem sabe?

São estas e outras questões que ficariam à luz do dia, e possibilitariam uma escolha plena do eleitor.

O eleitor, se quisesse, escolheria o candidato(a) bancado pelos mais ricos, e não poderia se queixar depois que a maioria da população foi esquecida, ou que as obras e serviços pagos com o dinheiro público servem para "devolver" o investimento destes pequenos grupos de privilegiados "amigos do rei(ou da rainha)".

O eleitor saberia e escolheria, se quisesse, que tipo de transporte público teria: Um licitado, com concessão regulada e eficiente, ou carroças que consomem milhões de subsídios, sob a fraude de que tudo isto custa apenas 1 real.
Ué, se o dinheiro para manter este escandaloso programa é do contribuinte/eleitor, e até hoje  tudo permanece sem uma auditoria séria e honesta, como dizer que ele "só" paga 1 real?

Com a identificação dos doadores, o eleitor saberia quanto vai custar o leite em pó das crianças internadas nos hospitais públicos, onde o dinheiro do PREVICAMPOS vai ser aplicado, e por aí vai.

Fica aí o desafio para quem tem coragem: Dizer a VERDADE, e nos informar quem banca as campanhas, para que saibamos o quanto isto vai nos custar depois.

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