quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Alguma coisa está fora da ordem...

Clico ali, clico aqui, e pela rede local a mesma expectativa, salvo raras exceções.

Todos a esperar a espada de Dâmocles ceifar a candidatura da atual prefeita para um novo mandato.

É pública e notória minha posição política em relação ao governo e ao modelo de gestão que representam.

Mas muito mais me preocupa que o fato mais relevante da campanha, e por conseqüência, a maior possibilidade de mudança no cenário local, seja pela via autocrática judicial.

Dirão alguns, entre ingênuos e outros nem tanto, que a Justiça não é culpada, pois apenas cumpre seu papel.

Nem tanto.

Primeiro, porque sua leniência só a torna injustiça qualificada, como diria Rui Barbosa.

Depois pela sua "estranha seletividade".

Fica claro (e vários eventos já revelaram isto) que juízes não são nada mais, nada menos que humanos, e portanto, suscetíveis aos mesmos erros e tentações.

Por outro lado, é fato que a Justiça atende uma demanda, justamente porque não somos capazes de criar um sistema político, aí entendido partidos, formas de financiamento, etc, que dê conta de soltar suas amarras que sufocam o exercício democrático do voto:

01- O aprisionamento da política pelo poder financeiro;

02- O engessamento das eleições pela judicialização e criminalização da atividade política.

Enquanto isto, dado o favoritismo da prefeita e suas anotações em ficha suja, esperamos pela Justiça dizer quem será o provável futuro prefeito(a).

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