sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Responda rápido.

O que será mais difícil, conseguir autorização para sair de Cuba ou conseguir um visto para entrar nos EEUU, o "paraíso da democracia"  e território da defesa "do ir e vir"?

Perguntem a mexicanos, costa-riquenhos, salvadorenhos, haitianos, etc.

2 comentários:

Eduardo Braga disse...

Esta é fácil de responder! O visto americano para estrangeiros de países com tradição em imigração é provavelmente menos difícil de se conseguir do que a autorização para sair de Cuba, caso seja um cidadão cubano crítico ao sistema do seu País! Aliás, creio que a pergunta correta seria onde é mais fácil sair do seu país para um cidadão que critica seu próprio governo, em Cuba ou EUA? Michael Moore já foi impedido de sair dos EUA???

douglas da mata disse...

Eduardo, sua resposta foi rápida, mas esclareceu pouco, pois veja:

"(...)países com tradição de imigração(...)"

Bom, eu nunca ouvi falar desse termo ou classificação em diplomacia ou política externa, mas isso é porque eu entendo pouco ou nada do assunto.

Mesmo assim, eu arrisco dizer que o que você chama de "tradição" nada mais é que o soberano direito de cada país deixar entrar quem quiser (ou sair). Isso é soberania.

Países soberanos, baseados em seus sistemas jurídicos(soberanos)permitem e impedem o fluxo de entrada e saída de pessoas de acordo com o que julgam relevante. Ou você desconhece que os EEUU recolhem passaportes de seus cidadãos?

Logo, é o PAÍS que decide.

Eu não tenho dúvidas que a oposição política em Cuba, no contexto de ameaça estadunidense permanente que ela vive tem contornos mais dramáticos que uma crítica nos EEUU, se bem que o caso Wikileaks prova que até nos EEUU desafiar o poderio militar é perigoso e o pobre soldado permanece preso, sem advogado e sem acusação formal, junto com Assange na Europa, pertinho de ser extraditado aos EEUU, em uma armação jurídica sem precendetes.

Você poderá dizer, ué mas o Michel Moore pode entrar e sair quando quiser.

É verdade, mas os EEUU não estão sob bloqueio total de Cuba, e não são os EEUU que sofreram a invasão da baia dos Porcos, e não foi o povo estadunidense que teve que desenvolver seu orgulho e dignidade que lhes deram educação e saúde melhores que nos EEUU, mesmo sob pressão constante e ataques permanentes, nem foi o serviço secreto cubano que tentou matar os presidentes estadunidenses nesses últimos 60 anos, foi, como sabemos o contrário.

Lembrem-se que os "campeões d democracia" (EEUU e EUROPA) montaram a maior rede de terrorismo de Estado(com sequestros, prisões sem julgamento, etc)após o 11 e setembro, que nos EEUU foi consagrado no tenebroso Patriotic Act, e ninguém ousou questionar tais atos. Direito de legítima defesa do Estado, diziam os cínicos, para rasgarem qualquer lei de proteção ao direito humano universal.

Eu me questiono, a "blogueira" em questão esteve na Europa, saiu de Cuba e depois "pediu" para voltar.

Ué, se estava tão sufocante, porque voltar a um lugar tão ruim? E mesmo assim ela publica um blog com tradução em 15 ou países, de plataforma sofisticada, em uma ilha onde a esmagadora maioria sequer chegou perto de um 486, quiçá de internet?

Tem algo errado nesse "cerco", não?

Quem tem mais liberdade para postar, a "blogueira" ou o Assange do Wikileaks?

Enfim, para fechar esse tema, recolocamos a pergunta:

O que é mais fácil: sair de Cuba ou de Guantánamo?