sábado, 18 de fevereiro de 2012

Garotos Podres - A Internacional



Mais uma dos "garotos", nem tão garotos assim.

É bom lembrar que por detrás do conforto do redistribuição de renda que anestesia, mas que não acaba com aquilo que produz a diferença que nos avilta, está a exploração do homem-empregado pelo homem-patrão.

E como Estado não consegue(e nunca conseguirá) fazer com que as leis do contrato social deem conta de aplacar o conflito histórico, inesgotável e inevitável de classes, tanto na versão hardcore liberal fernandista, quanto na versão softmade do bem-estar social(wellfare state) do petismo-patrão, é preciso relembrar as raízes do movimento histórico que denunciam sempre de onde viemos.

Alguns dirão, com as razões de seus próprios interesses, que a letra da música é anacrônica. Eu diria além: Anacronismo é persistir, hoje, boa parte dos males que existiam em 1871.

Como se o mundo girasse tal e qual um cachorro atrás do rabo, em crises cíclicas que dilaceram e se alimentam das vidas, empregos, esforços e da fome de milhões, para manter acesa a caldeira do motor da História, contada sempre pelos vencedores.

À vapor ou a bilhões de bites, a essência é uma só: Acumulação.

Está aí a versão PUNK dos versos entoados na Comuna de Paris, e pensando bem , até parece que a letra foi escrita para ser cantada assim, como um um tiro a explodir os miolos de algum milionário-rentista-parasita!

capa


A Internacional
De pé! Ó vítimas da fome
De pé! famélicos da terra
A indolente razão ruge e consome
A crosta bruta que a soterra!
De pé! De pé não mais senhores!
Se nada somos em tal mundo,
Sejamos todos, ó produtores!
Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!

Messias, Deus, chefes supremos,
Nada esperamos de nenhum!
Sejamos nós que conquistemos
A terra mãe livre e comum!
Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo que a nós nos diz respeito
Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!
Crime de rico, a lei o cobre,
O Estado esmaga o oprimido,
Não há direitos para o pobre,
Ao rico tudo é permitido
À opressão não mais sujeitos!
Somos iguais todos os seres:
Não mais deveres sem direitos
Não mais direitos sem deveres!
Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!
Abomináveis na grandeza
Os reis das minas e da fornalha
Edificaram a riqueza
Sobre o suor de quem trabalha,
Todo o produto de sua
A corja rica o recolheu!
Querendo que ela restitua,
O povo só quer o que é seu.
Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!

Fomos do fumo embriagados!
Paz entre nós, guerra aos senhores!
Façamos guerra de soldados!
Somos irmãos, trabalhadores,
Se a raça vil cheia de galas,
Nos quer a força canibais,
Logo verá que as nossas balas
São para os nossos generais.
Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!
Somos os povos dos nativos.
Trabalhador forte e fecundo.
Pertence a terra aos produtores
Ó parasita deixa o mundo!
O parasita que te nutres
Do nosso sangue a gotejar,
Se nos faltarem os abutres,
Não deixa o sol te fulgurar!
Refrão:
Bem unidos, façamos,
Nesta luta final.
Uma terra sem amo,
A Internacional!

2 comentários:

Anônimo disse...

Discordo de tudo o q vc escreveu, considero mesmo de uma pobreza intelectual enorme, entretanto isso me lembrou das 36 versões da internacional. Talvez lhe agrade: http://c-d.tumblr.com/post/2821222983/36-versions-of-the-internationale

Divertido e elucidativo.

Pierrô Lunático

Gustavo disse...

De regreso a octubre
desde octubre.
Sin un estandarte
de mi parte.

Te prefiero igual
internacional.

Douglas procura "fuegos de octubre" en youtube. vai gostar dessa musica, alem de conhecer um pouco mais do rock argentino.