sábado, 11 de fevereiro de 2012

Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas.

Bom, o que o cabo Daciolo e os três deputados, dois federais e uma deputada estadual conversaram nós já sabemos, e de tanto ouvir, já decoramos.

Mas como seria uma conversa de um governador de um estado de um pais longínquo com um empreiteiro que lhe empresta helicóptero para passear em prais de outro estado deste mesmo país, em época de licitação? Algo assim:

"E aí chefe, como estão as coisas, vai dar para aprovar nosso contratinho?"


"Claro, claro, fica tranqüilo, té tudo certo. Mas me diz aí, o pássaro tá livre esta semana?"

Ou a conversa à bordo do jatinho do empresário que recebe de mão beijada um enorme pedaço de um município do litoral?

"Olha aí, tá tudo resolvido. Já mandei a procuradoria entrar com o pedido de reintegração e vamos botar todo mundo na estrada. Não se preocupe, o cronograma tá mantido.
Deixa eu te falar uma coisa. Depois desta aporrinhação aqui de enchente e morro desabando, eu vou voltar pr'á Paris, combinado?"

Como seria a conversa deste governador com os deputados para que eles apoiem estes negócios de lesa-Estado?


"Não, não, não pode. Tem que tirar a grana dos servidores e reserva na contingência, depois desvincula que eu aloco para os projetos dos amigos".

E com os comandantes da polícia designados para despejar agricultores? Será que o governador iria perguntar se "tem clima" para descer a porrada?


"E aí, comandante, como tá o moral da tropa? Tem clima para varrer este pessoa do mapa?" Nosso cronograma não pode atrasar, eu tenho que dar conta ao patrão, dono das terras, senão vai complicar nossa campanha depois".




Claro que tudo isto é especulação, e nenhuma autoridade judiciária ou o ministério público de nenhum planeta ousaria se meter em negócios tão "importantes", embora sejam "suspeitíssimos".

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