segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Carta aberta a ALONSIMAR!

Eu não sei se o policial militar ALONSIMAR, ex-militante petista e liderança dos seus pares está preso, se está solto, mas com certeza imagino a pressão que ele e sua família têm sofrido por ele ser quem é.

Desde já que fique claro: Eu e o policial militar ASLONSIMAR sempre estivemos em campos distintos da política partidária, não somos amigos e mal nos falamos.

No entanto, eu não poderia deixar de me solidarizar com ele e com todos os outros policiais militares e bombeiros presos, vítimas do abuso de autoridade consagrado em um dispositivo constitucional anacrônico, herança dos regimes autoritário, que militariza polícias, caso raro em todo mundo civilizado, e ainda mais raro entre os chamados países democráticos.

CAUSA ESPANTO é a total ausência de solidariedade dos companheiros petistas de ALONSIMAR, a maioria que se dizem sindicalistas, como Hélio Anomal(STAECNON), Eduardo Peixot(SEPE), Hugo Diniz(BANCÁRIOS), Vereadora Odisséia(SEPE) e tantos outros ligados a tantos outros movimentos, como estudantes, sem-terra, etc.

Não se trata de submeter toda a lógica política a questão corporativa, mas de chamar a atenção, via fala institucional partidária para os abusos e para a necessidade de repensar a questão orçamentária do Estado(gasta com empresário e eventos bilionários e esquece servidor), os serviços essenciais e a dignidade dos servidores desses serviços essenciais, até ontem, bandeiras históricas do PT.

Pensando bem, a omissão cínica desse pessoa nem causa tanto espanto assim. É na verdade uma confissão de que os limites dos princípios que dizem defender é dado pelo oportunismo de reafirmar os laços de subserviência com projetos políticos estranhos a estes mesmos princípios.

Pelas suas próprias deficiências, o PT no governo cabral sempre foi o rabo do elefante, sempre aderindo com pouca ou nenhuma relevância, disputando nacos de poder secundário para alimentar pequenas pretensões localizadas, regionais ou personalistas.

O máximo que experimentaram de peso político foi pelo lado da negação de si mesmos, quando Lula impôs ao partido regional a aliança com o atual governador para pavimentar a eleição de sua sucessora.

Não era de se esperar que agora, o PT fluminense, ou quiçá o moribundo PT local levantasse a voz contra quem segura a coleira em volta de seu pescoço.

Uma pena, e talvez decepcionante para ALONSIMAR, que preso ou solto, sentiu na pele as chibatadas da traição.

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