domingo, 1 de janeiro de 2012

Nós, os idiotas.

Sr X em entrevista no "fanático", daqui a pouco.

Pois é, cada vez que vejo um "jabá" desses, quer seja na vênus platinada, quer seja em uma revista meio assim, eu paro e reflito:

Nós, os idiotas, só servimos para encarecer as "pautas" desse pessoal.

4 comentários:

Tadeu disse...

Douglas, o cara de pau falou que ficou rico pq teve sorte ao encontrar ouro nas 6 minas que comprou,brincadeira.
Feliz ano novo,muita Paz e Saúde para Vc e toda sua Família.

Tadeu

douglas da mata disse...

Pois é Tadeu, meu amigo.

A entrevista parece ter sido decorado de algum manual "Sebrae".

Nenhuma menção aos conflitos de terra no V Distrito, as milícias, etc, etc.

Nenhuma citação do relacionamento do pai dele com o governo militar, a quem serviu como ministro e presidente da Vale, onde capturou as informações que o privilegiaram.

Sequer uma vírgula sobre o relacionamento promíscuo que mantém com os orçamentos públicos, sob forma de subsídios, incentivos e outros favores fiscais.

Pensando bem, o senhor X é um gênio, idiota somos nós que pagamos a conta e ainda assistimos a ele tripudiar sua ostentação em horário nobre.

Um abraço.

Bruno Lindolfo disse...

Entrevista bastante oportuna para quem dirige uma empresa recém acusada de truculência e formação de milícia nas desapropriações do seu mais novo empreendimento.

Noticiada inclusive pela CBN, da Globo, que deve ter cobrado uma nota para "assoprar".

A frase mais emblemática da tal entrevista, que ainda hoje ressoa para mim, foi a resposta à pergunta do objetivo por trás de tamanha escalada milionária: "ser respeitado". Dito isso com feições e trejeitos insanos. É uma resposta curiosamente bizarra e eu me pego de quando em vez pensando na profundidade e implicações dela.

Eike Batista é ressentido. E a cada vez que aparece na tv destilando seu vazio excêntrico corrobora o Landim, para quem tudo é movido pela eterna sombra da Luma.

douglas da mata disse...

Bruno,

Boom tê-lo por aqui.

Eu tinha reparado na frase, e você bem rememorou, arguto como sempre.

Pois é, o poder, o dinheiro, conseguido na velha tradição capitalista de "driblar" as leis, e submeter tudo e a todos aos seus interesses, tocando o crime, só tem sentido com a legitimação que o empresário pretende empurrar goela abaixo.

É a tal da ideologia, tão combatida, tão desmerecida, tão achincalhada, que reveste os discursos de bom-mocismo ensaiado que pretendem limpar reputações.

Em suma: o respeito se compra, desde que se pague o preço certo!

Ai de quem contestar.

Na época da "Petrobrax", e da privataria fomos caçados como animais em extinção e cassados na palavra.

Todos os adjetivos negativos serviam.

Agora, nessa época de promiscuidade do Estado com o capital, seremos os antidesenvolvimentistas, ou os "invejosos".

Bom, mas como bem disse Darcy Ribeiro, orgulho-me das minhas derrotas, porque me envergonharia muito estar ao lado de quem nos venceu.

Um abraço