sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Planície internacional.

Eis o valoroso exército do bem purificando os homens maus em alguma remota região do globo terrestre, nesse caso, o Afeganistão:


Foto: El Pais(reuters).

O jornal inglês The Independent traz aqui um primoroso texto de um dos mais respeitados correspondentes de guerras, Robert Fisk, e por isso mesmo, um feroz crítico do cinismo ocidental.

O raciocínio dele é simples, mas nunca superficial, em poucas palavras:

Alguém imagina que essa imagem seja um fato isolado no cenário de horror que é a ocupação estadunidense na região? Bom, para quem ainda flerta com a ingenuidade, o articulista desfia um rosário de eventos onde exércitos (do bem, ou ocidentais) massacraram, com requintes de crueldade, os opositores(todos homens, mulheres, crianças, aleijados, velhos do mal)

My Lay (Vietnam), Dresden (Alemanha II Guerra), Argélia, Iraque, Belfast, etc, etc.

Chegamos a triste conclusão que não se trata de reagirmos com falsa indignação para um fato que é a própria essência do conflito:  humilhação e vilipêndio do outro, mas apenas pedir aos soldados que tenham o cuidado de não filmar tais atos, para quem sabe, preservar nossa inocência hipócrita de que nós sempre somos melhores que nossos inimigos vencidos.

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