segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Planície Internacional.

Para inglês ver.


Dominic Mohan ex-editor do The Sun (Foto: The Independent)

Prossegue, na Inglaterra, que se frise bem, o Leveson Inquiry, algo como Inquérito Leveson, para esmiuçar, diagnosticar e expor ao público a cultura empresarial, a "ética", e os meios dos grandes veículos de comunicação no Reino Unido.

Tudo isso como conseqüência direta do escândalo das escutas promovidas pelo barão Rupert Murdoch, adorado e reverenciado gênio midiático, mas que na verdade, não passa de um gângster traficante de informação, chantagista a assassino de reputações.

Pedagógico inquérito, ainda mais nesses tempos de esperneio dos barões da mídia dessa parte sul do globo, com a modesta e ingênua tentativa das sociedades, governos e parlamentos locais  para imporem algum limite a concentração de poder dos oligopólios nacionais e regionais, que tanto mal fazem ao exercício da Democracia, como já ficou provado e evidenciado em vários episódios de nossa História, desde a manipulação e influência direta no segundo turno das eleições diretas(as primeiras em 25 anos)para presidente, como no caso da pânico da febre amarela, disseminado para desgaste do governo, que levou a morte de várias pessoas no país por intoxicação hepática decorrente de overdose de vacinação.

Instigante como nesse caso, nossa mídia local não gosta de copiar as "matrizes" ideológicas onde se alimentam de conservadorismo, travestido de defesa de liberdade de expressão.

Estão arrolados e deporão essa semana o atual e ex-diretor do The Sun(Murdoch). Estão relacionados nessa investigação todos os grandes grupos de mídia, a polícia metropolitana(acusada de vazar e manipular informações, em prejuízo de vítimas e parentes de vítimas de eventos violentos, tudo para aumentar o sensacionalismo, e por tabela, a tiragem dos jornais), as vítimas, etc.

Destaque para a resposta do ex-editor do The Sun entre 1981 e 1994, quando perguntado sobre seus padrões para checar informações antes de publicá-las:


"My view was that if it sounded right it was probably right and therefore we should lob it in."(mal traduzido: "Minha visão era que se algo soava certo, estaria provavelmente certo, e portanto nós deveríamos levantar a bola/publicar")

Bom, ainda bem que no Brasil não precisamos desse tipo de coisa, afinal, nossa mídia nacional e local são exemplos de apego a verdade factual, respeito as regras democráticas e transparência nas suas contas e interesses junto aos órgãos públicos.

Palavras de Lord Leveson, ministro da Justiça, para fechar esse pobre texto refletido do jornal inglês The Independent:


“The press provides an essential check on all aspects of public life. That is why any failure within the media affects all of us. At the heart of this Inquiry, therefore, may be one simple question: who guards the guardians?
(tradução mal feita: A imprensa nos fornece uma checagem essencial de todos os aspectos da vida pública. Este é o porquê qualquer falha nesse sentido nos afeta a todos. No coração desse inquérito, portanto, pode estar uma simples questão: Quem vigia os vigiadores?"


"Merkozy" discutem o indiscutível.

Le cavalier seul de Paris sur un projet de taxation des transactions financières, qui a pris de court la chancelière, sera un point de discussion majeur ce lundi à Berlin.
Sarkozy e Merkel ou Merkozy (Foto do Le Figaro)

Durante muitos anos, enquanto durava a fantasia do "fim da História", do triunfo fatal e inevitável do capitalismo(alguns imbecis ainda acreditam nisso), alimentado pelas teses do Consenso de Washington, e toda aquela baboseira de prosperidade trazida pela expansão desregulada dos mercados financeiros, qualquer um que aventasse a ideia, ou o mais simples murmúrio que indicasse a necessidade de taxação das transações financeiras era considerado louco, para não dizer outras ofensas impublicáveis.

Pois bem, a História não acabou, e o seu caminhar parece repetir o velho adágio: nada como um dia após o outro.

Eis que na cúpula europeia, principalmente na agenda da chanceler alemã e do premier francês, a taxação das transações financeiras dos mercados europeus.

É claro que não há acordo, inclusive pela situação assimétrica que se encontram os vários mercados, embora todos abraçados indistintamente para se afogarem em breve.

Berlim, por exemplo, tem mais objeções, porque sua principal praça Frankfurt, está em condições bem melhores que as demais.

Não é uma medida de fácil aplicação, como dissemos, se consideradas as enormes diferenças políticas e econômicas do bloco europeu. Mas a simples colocação do tema em pauta já nos causa assombro.

No entanto, seria irônico, se trágico não fosse, que velhas ideias possam salvar o velho mundo.



Fonte: Texto 01, The Independent e Wikipedia. Texto 02, Le Figaro.






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