sábado, 28 de janeiro de 2012

Petrópolis, Teresópolis, Friburgo, Morro do Bumba, Três Vendas, Pinheirinho, V Distrito de SJB...desabamento na 13 de maio.

Tantos lugares distintos, e um só destino: Sucumbirem como resultado da omissão/ação dos interesses políticos e do capital privado, que avançam sobre a urbe como uma avalanche desordenada.

Há na história fundiária rural e urbana brasileira uma perigosa mistura, que se revela fatal de tempos em tempos: Quer sejam encostas ocupadas por leniência populista e especulação imobiliária, quer sejam a completa ausência de planejamento urbano(esta também uma escolha de gestão, e não mero acidente)ou a incorporação de empreendimentos de larga escala e impacto nas paisagens das cidades e zonas rurais.

Para onde quer que se olhe, embora os cínicos reivindiquem a palavra "fatalidade", para os dramas precipitados por forças naturais, ou a inevitabilidade "do progresso", como se este trouxesse bem estar a todos, o que temos é um enorme prejuízo sócio-econômico, na medida que é o Erário que arca com as conseqüências dessas decisões em manter as cidades e as zonas rurais como alvos do apetite dos grupos econômicos e políticos.

No blog do Roberto Moraes você pode ler aqui o que o mineroduto que alimentará o super-porto do senhor X está causando na cidade mineira onde se instalou.

Não esqueça que todas as tragédias que presenciamos, com certeza, um dia começou com a seguinte pergunta:

"Será que podemos fazer isso sem causar um acidente ou impacto grande na vida dos outros?".

Bom, os donos da empresa e quem fez as obras ilegais no prédio que desabou no Rio devem ter respondido: "Qual nada, a empresa gera empregos e precisa expandir".

É mais ou menos a mesma resposta que gestores públicos e empresários quando decidem fatiar os morros e as planícies.

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