segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

O Haiti não é aqui!

O miolo mole caetano(na definição de José Guilherme Merquior, um dos maiores "pensadores" da direita brasileira)disse que não era aqui o Haiti, para dizer o quanto nos parecemos com ele.

O Haiti ainda não é aqui, embora alguns cantos desse país ainda se pareçam tanto com aquele país-ilha.

Três Vendas que o diga.

Mas de todo modo, o Brasil nos últimos dez anos diminuiu em sua geografia da desigualdades vários "haitis", embora boa parte dos habitantes da casa grande torçam o nariz, e digam que já basta, afinal, quem limpará as latrinas?

Porém, as notícias dos últimos dias nos dão conta de que o Haiti poderá, sem metáforas, ser aqui, pelo menos, em algumas porções do norte do país.

É chegada a hora do Brasil enfrentar os grandes desafios e conseqüências de se tornar protagonista do jogo mundial de poder e da economia.

Com o incremento das obras e investimentos públicos e privados em infra-estrutura e com o aumento das ofertas de emprego em larga escala, há o crescimento correspondente do fluxo imigratório.

São Paulo já conhece a questão boliviana. O norte do país experimenta a ocupação haitiana.

O Brasil terá que fazer jus a sua tradição humanitária, acolher e integrar esses imigrantes, mas não apenas por questões "morais", mas antes de tudo, pragmáticas.

Em todos os países onde o tratamento dado aos imigrantes foi desumano, mediado por xenofobismo e intolerância, houve o surgimento de um "mercado ilegal", que "inseriu" essas pessoas como matéria-prima das indústrias de tráfico de gente, exploração sexual, tráfico de órgãos, drogas, contrabando, etc.

Por outro lado, é preciso evitar o "paternalismo humanitário", e tratar os desvios de conduta desses que são por aqui aceitos com rigor, e não com condescendência.

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