sábado, 21 de janeiro de 2012

O costume, o cachimbo e a boca...


Se mal compararmos, a situação do Hospital dos Plantadores de Cana reflete, de uma só vez, a realidade de dois setores distintos: O falido e incompetente setor sucro-alcooleiro da região e a administração municipal.

Recebemos por e-mail, e já foi divulgado em outros blogs, que os funcionários do HPC estão sem receber o seu pagamento pelo mês trabalhado de dezembro, e esse fato se soma ao enorme passivo trabalhista e fiscal do hospital.

Quando externados em público tais problemas permanentes, dirigentes da entidade hospitalar e gestores públicos trocam acusações, que nada mais são que cortinas de fumaça.

O fato é grave: Em uma cidade onde o Orçamento é de mais de 2 bilhões de reais, o subfinanciamento da saúde pública, associado a gestão incompetente dos recursos, ameaça o bem estar da população.

Há vários pontos obscuros, dentre os quais eu destaco:

Quem fiscaliza o uso do dinheiro público repassado às entidades privadas que prestam serviços gratuitos de saúde?

Pode o dinheiro público ser aplicado em entidades que afrontam o cumprimento da lei, no que tange as obrigações fiscais e trabalhistas?

Qualquer que seja a resposta, fica a certeza de que o trabalhador não pode ficar sem receber a remuneração pelo seu trabalho, embora o setor canavieiro seja inclinado ao trabalho escravo, e como diz o ditado: O uso do cachimbo...

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