domingo, 15 de janeiro de 2012

Sejamos altruístas.

Esse blog debate-se pelo uso da língua como meio, e nunca como fim em si mesma, ou pior, como forma de excluir os que não dominam todos as suas ferramentas gramaticais.

Sabemos todos que é o falar, escrever, ouvir que moldam os organismos vivos da linguagem, e vão transformando usos e costumes em novas regras, novas tradições.

A perseguição elitista de uma língua "pura", "culta", absolutamente isenta de "erros" é uma tolice que só revela o caráter preconceituoso de quem professa tal crença.

Mas há nisso tudo um fato ainda mais grotesco: Como ninguém é imune de tais enganos, toda vez que é flagrado em algum, o empolado purista fica sem chão, enrubesce a face, e tasca: "qual nada, mero erro de digitação".

Pois bem, pode ser, no entanto, não deixa de ser engraçado.

Leiam o que um desses supostos "eruditos" escreveu:

"(...) não nasce de nenhum autruísmo, mas do sentimento mais egoísta possível."(grifo nosso).

Sejamos altruístas com quem não conhece a grafia da palavra.

O verdadeiro problema, pelo que sabemos, é desconhecer o seu significado.

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