sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Bloco dos sujos e mal lavados.

Em se tratando de servidor público, e principalmente, dos servidores da defesa civil e segurança(bombeiros, policiais militares e civis) não há como livrar a cara do ex e do atual governador.

Já dissemos, entre a intenção e o gesto o que temos é o Orçamento. E esses dois personagens, que são criador e criatura, e hoje vivem às rusgas, comungam a mesma agenda quando se trata de privar ao servidor o que lhe é de direito: Salário digno.

O ex-governador que hoje tenta arrecadar algum capital político oriundo do desgaste da situação hoje enfrentada pelo seu pupilo, sucessor e desafeto, praticou toda sorte de violência quando esteve sentado na cadeira: bateu em professoras, criou um monte de "gratificação", dividiu e "reinou".

O atual governador não é diferente, embora goste de reivindicar outra estirpe política. São populismos de cepa diferente, mas ainda assim, populismos: Um da "roça", do rádio, o outro do Leblon, do Bracarense, voltado para a classe média e elite que torcem o nariz para o termo, mas adora um afago.

Durante anos, os servidores estaduais resistiram a toda sorte de privações, sob o argumento de que a estagnação econômica do país trazia a necessidade de aperto. Pois bem, hoje o Estado do Rio de Janeiro experimenta um crescimento robusto e perene, resultado de nossa expansão macroeconômica, e os salários dos servidores continuam aviltados.

Todos os setores estão ganhando a sua parte: Empresários levam subsídios e incentivos fiscais, empreiteiros refestelam-se nas obras da Copa e da Olimpíada, dentre outras, agências de propaganda ganhando(e lavando)rios de dinheiro, etc, etc, etc. E o servidor? Quase nada.

Não há desculpa. Não há senões. Quem quiser uma polícia e bombeiros de qualidade, deverá pagar o preço correspondente.

É bonito ver atos de heroísmo na TV e nos jornais, mas as instituições não se estruturam em gestos excepcionais, mas em cotidiano.

Heroísmo não paga conta no fim do mês. Vocação não alimenta os filhos, nem custeia estudos, não enche o tanque do carro.

Você, contribuinte, quando bate com seu carro, quando vai a uma delegacia ou quando chama o resgate, espera por um bom profissional.

Se o governador atual e sua equipe não entenderem isso, é bem provável que enfrentarão muitos dissabores no Carnaval que se aproxima.

E, como dissemos, não adianta tentar vincular a justa reivindicação ao cinismo do ex-governador, e atual deputado, pois todos os policiais e bombeiros sabem que boa parte da situação que vivemos foi criada na época do governo dele.

Em relação aos servidor, o atual e o ex são farinha do mesmo saco. O sujo e o mal lavado.


Não há como ter bom serviços sem bons salários. Simples assim.

Um comentário:

Anônimo disse...

Qualquer bombeiro ou policial militar sabe que os piores governadores que tiveram foram os Garotinhos.
A grande cartada deles para acabar com a classe foi desvincular o soldo do salário mínimo, e agora ele finge ter ficado bonzinho e diz estar preocupado com a PEC que tramita na Câmara dos Deputados.
Não se enganem, todos os sofrimentos dos bombeiros e policiais com os péssimos salários atuais advém do ato de Garotinho, quando desvinculou o soldo do salário mínimo, isso permitiu que o salário final chegasse a esse nível vergonhoso atual.