sábado, 17 de dezembro de 2011

Saúde em coma irreversível.

Com a lobotomia que dividiu a já precária gestão da saúde em uma secretaria e uma fundação, nossa saúde pública entrou em estado vegetativo.

Problemas crônicos de financiamento e repasses, péssima administração, gestão pública zero.
A prefeita aderiu a moda de dizer que não é problema dela se os hospitais (pi)filantrópicos e entidades credenciadas não sabem como usar os recursos da municipalidade.

Êpa, como assim? Se tem dinheiro público, e nesse caso, pelo que vemos, é o dinheiro público que sustenta as entidades, como não exigirmos a correta prestação de contas desses recursos?

Para que servem os órgão fiscalizadores da SMS e da FMS? Ahhhh, para nada, eu creio. Como continuar a repassar dinheiro para quem demonstra incapacidade de geri-lo? Ou será que o dinheiro não está sendo repassado? Ou serão as duas hipóteses?

Ninguém sabe, ou pelo menos, quem sabe diz nada saber, e assim seguimos...

Dois retratos do problema, que nos chegou por mensagem eletrônica:



"Um absurdo..
 nesta noite de hoje dia 16/12 não tem atendimento de oftalmo e nem de otorrino no único pronto socorro da região, lembrando que nem em planos de saúde hoje tem esse serviço disponível em caso de emergência, quem precisar nesta noite de hoje vai ter que esperar até amanhã as sete horas para ser atendido, caso duvide este é o telefone da admistraçao do hospital 27372500 (pedir ramal do administrador do pronto socorro)
uma vergonha..."

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Hospital dos plantadores de cana agoniza


Quem é o responsável?

Os motivos das crises nas declarações da diretoria e suas contradições.

1- Estamos liberando o pagamento praticamente antecipado, graça ao vantajoso
convênio com a PMCG, firmado com nosso amigo prefeito ( comunicado interno em 28
de outubro de 2004)

2- Crise no HPC: Os funcionários estão sem receber férias, metade do décimo terceiro
e salário do mês. Alem de viver sobre pressão do mês por notícia de leilão judicial
para pagamento de dívidas, falta de informação medo de ser demitido e fechamento
do hospital. Superintendente confirma a crise e culpa o governo federal ( monitor
mercantil 31 de março de 2009)

3- Contradição: acessória do HPC afirma que nos anos de 2009 e 2010 os repasses da
prefeitura foram feito com regularidade e o pagamento dos funcionários está em dia
(blog do pudim 12 de agosto de 2011)

4- Crise no HPC: Médicos da UTI neonatal recorrem ao ministério público.

5- Parecer do ministério público: o repasse da verba da prefeitura não foi feito por que
o HPC não prestou conta de recurso que recebeu anteriormente (nota à imprensa da
prefeitura municipal de campos agosto de2009)

6- Crise no HPC: O hospital poderá sofrer intervenção oficial caso não preste conta dos
recursos recebido da prefeitura.

7- Crise no HPC por falta de pagamento de salário médico do centro cirúrgico está
faltando ao trabalho deixando paciente em risco de morte.

8- Crise no HPC: prefeita declara ter recebido denuncia que a direção do HPC tem
transferido paciente grave inclusive intubado para outros hospitais com alto risco de
morte.

9- Crise no HPC: Prefeita se diz decepcionada com a diretoria do HPC por receber
recursos e não priorizar do funcionário e não prestar conta de verbas recebidas pela
prefeitura (jornal o diário 16 de agosto de 2009)

10- Crise no HPC: Imprensa divulga nota com crítica ao governo municipal por atraso de
repasse de verba e direção do HPC diz que a iniciativa dos médicos

11- Crise no HPC: Secretário de governo pudim contesta nota e sugere CPI no HPC pelo
péssimo atendimento à população e para investigar se as verbas públicas estão
servindo a interesses particulares. Segundo pudim a culpa é do atual superintendente (
folha da manhã 12 de agosto de 2011)

12- Crise no HPC: Até hoje 15 de dezembro de 2011 os funcionários não receberam o
salário de novembro, parte do décimo terceiro e as férias não estão sendo pago desde
janeiro de 2011, o mais humilhante é que a diretoria não dá nenhuma explicação

Muitos funcionários dizem nos corredores, que a prefeita ao visitar uma amiga internada
ao ser questionada na presença do superintendente garantiu que os repasses já haviam
sido feito

Acreditamos que já passou da hora das autoridades tomarem providências cabíveis para
proteger os funcionários e a instituição e que no mínimo seja feita uma auditoria para ver
como estão sendo gasto a verba pública municipal.

Campos 15 de dezembro de 2011

Associação ex-funcionários e aposentados do HPC

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