sábado, 17 de dezembro de 2011

Aprendizes e Artífices, ETFC, CEFET e o IFF. O caminhar da História feita por nós mesmos.

Impossível falar do IFF sem misturar sentimentos pessoais, parcialidade ou intenções. Nem vou discutir a cretinice conhecida dos meios de comunicação, que ontem e hoje estampam ser a Democracia um dado novo na instituição, e pretendem impor sua versão que só o resultado que celebram que pode ser tido como democrático.

Confundem independência com a pretensa imparcialidade ou neutralidade que dizem professar. Misturam posição política com servidão a interesses que, antes, diziam odiar, apenas para juntar uns trocados, e enfim, julgam e medem todos pelo tamanho diminuto de suas réguas e limites morais, ou seja, rasteiros.

Pelo que escrevem, pouco conhecem do IFF, e muito menos de Democracia.

Mas isso é o de se esperar, embora seja irrelevante. Já tratamos e reviramos esse péssimo tema em outras épocas, então deixemos nessa breve introdução o pouco, ou nada de atenção que merecem.

Vamos ao meu, ao nosso IFF, que agora, por orgulho e felicidade, incorporei como uma herança ao matricular minha descendente lá, como uma tradição que só quem estudou lá sabe o que significa. Eu sei, eu sei, eu sei, esses sentimentos "tolos", e dirão alguns até exclusivistas, como se nós IFFianos(eu sou do época da ETFC)ocupássemos uma casta diferente, pudéssemos reivindicar certa distinção.

Não é nada disso. Os laços que me prendem a essa memorável escola são outros. A tradição a que me refiro é outra. É ali que forjei minha percepção contra as injustiças, minha noção política das coisas, e pude experimentar pela primeira vez a sensação de "saber, fazer, saber" um pouquinho da História. Essa é uma sorte que poucos terão experimentado, e os poucos que experimentaram, menos ainda permanecerão fiéis a essa experiência.

Todo processo eleitoral causa fraturas, dissidências, traições, acusações, etc. É do processo. No entanto, o que preocupa na eleição do IFF, que acaba de acontecer, foi a natureza fratricida que se incorporou, e que na verdade, já vinha acumulando peso ao longo do tempo, açodado pelos de sempre.

Você imaginaria que um candidato a diretor de Campus, ou melhor a re-eleição, melhorasse o lanche(com incremento de gelatina e pães de queijo nas semanas anteriores às eleições)ou promessas de distribuição de traquitanas eletrônicas (tablets) a alunos, no melhor estilo garotista?

Bem, cada um faz a campanha que melhor convier, mas não dá para ficar indiferente a esse esquema de aliciamento. Pensando bem, quem explicita suas intenções de forma tão, vamos dizer, pragmática e utilitarista, o que terá acertado nos bastidores em troca de certos apoios? Não se sabe.

Mas enfim, perdeu quem não soube ganhar, ou quem não pode ganhar, ou prefiro acreditar, não quis ganhar a qualquer preço.

Isso também é Democracia, e saibam, ela não chegou agora no IFF. Nós a aperfeiçoamos durante os últimos 25 anos o que já trazia no seu DNA desde o começo, fundada por um inédito presidente campista e negro.

Foi essa Democracia que permitiu a alternância de poder no IFF, ao contrário do que acontece em nossa cidade, por exemplo.

Como vemos, essa História toda do IFF não cabe em folhas de péssimo cheiro que embrulham o mesmo peixe podre de sempre.


Republicamos aqui a carta da professora Cibele e da professora Guiomar:


Cartas das professoras Cibele Daher e Guiomar Valdez ao Conselho Superior do IFF

As duas candidatas, respectivamente, à reitora e diretora-geral do Campus Centro do IFF, encaminharam, diferentes cartas, aos membros do Conselho Superior do IFF, solicitando que estas façam parte da ata da reunião que aconteceu na noite desta sexta-feira, 16 de dezembro de 2011, com a função de homologar o pleito da última quarta-feira:
Carta da professora Guiomar Valdez ao Conselho Superior do IFF:
Ao Conselho Superior do Instituto Federal Fluminense
Carta/registro da servidora Profª Guiomar do Rosário Barros Valdez - Pró-Reitora de Desenvolvimento Institucional e participante como candidata à Direção Geral do câmpus campos-Centro.
Em Reunião do dia 16 de dezembro de 2011.
Prezados Conselheiros.
Neste importante momento de homologação dos resultados eleitorais, junto a esta instância máxima e democrática do IFFluminense e frente aos desconcertantes e lamentáveis exacerbamento das interpretações sobre nosso processo eleitoral, exposto de forma sensacionalista em jornais de nossa cidade, desqualificando sem o mínimo constrangimento e cuidado com a integridade da pessoa humana, toda a história reconhecida e acumulada de servidores desta casa, venho solicitar ciência e registro nesta reunião, da carta dessa servidora, expressando um breve balanço desse processo.
ESPERANÇA, BEM-QUERER E BEM-COMUM:
Obrigada a todos e todas, companheiros de caminhada, pelo apoio e votos recebidos nas eleições do IFFluminense no dia 14 de dezembro. Nosso Projeto não teve a maioria dos votos. Procurei ser digna e honrar os votos de confiança que recebi. Com tranquilidade e serenidade enfrentei o ‘bom combate’, buscando fazer um debate crítico de idéias e proposições sobre o nosso câmpus e o IFFluminense, jamais me destemperando, desestabilizando ou desacatando a ordem democrática e republicana desta autarquia, seus servidores e estudantes.
No balanço desse capítulo de nossa história institucional - IFFluminense, procurei cumprir com galhardia, serenidade e coerência meu papel de educadora e cidadã-servidora. Sou fruto também das lutas pela Democracia e pelo Estado de Direito em nosso país e em ‘nossa casa’. Diante de tudo que passamos, especialmente no dia da eleição e nos momentos de apuração, jamais abriremos mão de nossas lutas marcadas com sangue de vida, por um mundo melhor, por uma Educação emancipadora e pela política de consistência democrática e libertadora.
Não nos intimidou, nem desanimou os métodos políticos exacerbados caracterizados por gritos, histeria, pirraças, 'mãos em riste', punhos fechados, que se sustentam na negação da história e na alienação. Historicamente sabemos, é só um pouquinho de atenção, o que ações esfumaçadas e proclamadas de democráticas podem trazer para o mundo, inclusive via processo eleitoral, e, não necessariamente pelo ‘golpe’. O que o irracionalismo, os factóides e o uso dos meios de comunicação através da parcialidade e do sensacionalismo podem fazer com a vida democrática (o século XX, infelizmente, foi rico desses exemplos, e deveria ter nos ensinado).
É também, penso eu, a pós-modernidade tardia chegando nas relações políticas e se consolidando – toda fluidez, muitas ações de espetáculo, pirotecnias gestuais, fragmentações dos discursos, o ‘eu’ inflado, o personalismo, a celebridade, a liquidez, a versão dos fatos e não o concreto pensado.Tudo isso, alimentando e se fazendo alimentar pelas diversas carências e frustrações humanas, pela falta de utopias e esperança, pelo coração inseguro, pela alegria sem-graça e pela insatisfação interna de não-realização. É o extravasamento do ressentimento, dos recalques, da infelicidade, da decepção, do reflexo daquilo que nos atormenta no doce e difícil caminho da realização humana – nunca seremos felizes destruindo as pessoas, a sua integridade, a sua história.
Em todo processo, respeitamos e defendemos os espaços constituídos democraticamente das Comissões Eleitorais, bem como, com serenidade, utilizamos do Direito regularmente constituído num Estado Democrático, de solicitar esclarecimentos quando houvesse dúvidas de qualquer procedimento. Não nos exacerbamos quando o contraditório se apresentava. Republicanamente agíamos, com o fim de preservar interna e externamente a história de nossa centenária Instituição.
Jamais nos comportamos como desestabilizadores de qualquer forma ou espaços de poder democrático em nossa Instituição, especialmente, quando organizado pelos trabalhadores, como é o nosso caso. Neste momento, e na perspectiva de balanço, caminhamos com 'passos de formiga', com uma história democrática mais de aparência do que de essência. Mas nos animemos, pois o que importa é caminharmos é o movimento da vida, nunca pararmos diante dos obstáculos.
Com esperança de que a maturidade reine na construção do bem-querer e do bem-comum em nossa Instituição, em seus novos capítulos históricos a serem construídos.
Atenciosamente.
Profª Guiomar do Rosário Barros Valdez
(Servidora e Pró-Reitora de Desenvolvimento Institucional)

Carta da professora Cibele Daher ao Conselho Superior do IFF
Carta ao Conselho Superior e à Comunidade do IFF e à Comunidade em Geral
O Instituto Federal Fluminense, esta instituição que tem um compromisso tão forte com a educação como alternativa de inclusão social passou pelo seu primeiro processo eleitoral para a escolha de seu Reitor /a para os próximos 04 anos. Oriundo da antiga Escola Técnica Federal de Campos, em 1999 transformada em CEFET Campos vivenciou durante as últimas semanas um Processo Eleitoral intenso com o objetivo de que toda a comunidade do IFF pudesse ter o direito de escolher os seus candidatos a Reitor/a e a Diretor/a Geral de três câmpus o câmpus Campos Centro, o câmpus Macaé e o câmpus Bom Jesus.
Para que este Processo pudesse transcorrer da melhor forma possível e conforme estabelecido pelos princípios democráticos e republicanos que sempre nortearam esta instituição de ensino, foram seguidos todos os trâmites legais necessários.
A nossa candidatura à Reitoria para dar continuidade a um processo por nós iniciado de implantação do Instituto foi sempre com o apoio das comunidades de todos os nossos câmpus que reconheciam a condução de nosso trabalho e a nossa luta tão grande pela igualdade de tratamento e pelo fortalecimento de todos os nossos câmpus a favor de um Instituto cada vez mais reconhecido e melhor.
No entanto, após estas semanas que culminaram com os resultados que hoje serão homologados por este Conselho Superior, é minha obrigação esclarecer a este Conselho Superior, que é o Conselho Máximo desta instituição os fatos graves e de profundo desrespeito ao trabalho sério e comprometido com a democracia que sempre desempenhamos no cargo de Diretora Geral e Reitora e também como servidora pública.
O Processo Eleitoral do IFF teve a sua condução definida sempre junto a este Conselho Superior e assim, cabe a mim como candidata, em meu nome e em nome da professora e pró-reitora em Desenvolvimento Institucional Guiomar Valdez, prestar esclarecimentos necessários à correta interpretação de fatos ocorridos no decorrer do Processo Eleitoral e que demonstraram o quanto a disputa acirrada por poder tem colocado a nossa instituição refém de interpretações que não condizem com o trabalho aqui desenvolvido.
Por isso acho muito importante esclarecer estes fatos ocorridos durante o processo, e, em especial o último deles, a questão da impugnação da urna que continha votos de estudantes do campus Campos Centro do IFF.
Algumas ações que vivenciamos neste processo eleitoral muito incomodaram a toda a comunidade do IFF, e os momentos de agressividade e de condução pela candidatura contrária foram, a todo momento, questionados pelos diversos câmpus de nosso Instituto e ao longo do processo, mas acreditando na lisura e na condução da Comissão Eleitoral eleita para este fim, evitamos fazer questionamentos. A nossa preocupação enquanto candidata ao pleito foi a de defender da melhor maneira possível as nossas idéias perante a comunidade do IFF.
Mas não há como não registrar acontecimentos que passamos agora a relatar e que gostaríamos que este Conselho Superior tivesse conhecimento e também que ficassem registrados na Ata de homologação do resultado das eleições, sobre a eleição de Reitor, em especial.
  1. Durante todo o processo eleitoral foi ostensiva a utilização pela candidatura contrária de pessoas de fora da instituição, “alunos profissionais” que na campanha em todos os câmpus e também no último dia durante a ação de boca de urna, de forma agressiva acuavam os estudantes e servidores da própria instituição;
  2. Na data do pleito, dia 14 de dezembro, permanecemos no câmpus Centro junto à candidata Guiomar Valdez, quando fomos alertados por fiscais da professora Guiomar Valdez de que havia indícios de votação de alunos em duplicidade, uma vez que havia não somente uma listagem de estudantes, mas várias listagens de alunos devido ao fato de o câmpus Centro não ter providenciado uma lista única e em ordem alfabética com todos os estudantes daquele câmpus;
  3. Diante disso, enviamos à Comissão Eleitoral um requerimento solicitando providências ainda na tarde de 14 de dezembro mas não recebemos nenhuma resposta. Tivemos também várias denúncias de que as listagens de estudantes do câmpus Centro teriam sido disponibilizadas ao vereador Kelinho, ligado ao ex-prefeito de Campos Garotinho, e que o mesmo teria feito contatos telefônicos com vários estudantes pedindo votos para a candidatura de Luis Augusto a Reitor e Jefferson a Diretor e também encaminhamos documentos a Comissão Eleitoral para que fossem apuradas estas denúncias, uma vez que o regulamento proíbe isto. Não recebemos qualquer comunicação da Comissão Eleitoral sobre a questão.
  4. Uma vez finalizado o pleito, fomos acompanhar as apurações no Ginásio de Esportes do câmpus Centro do IFF que primeiro teve a apuração para Diretor Geral de câmpus e na qual foi eleito o professor Jefferson Manhães de Azevedo, sendo que logo depois após terem chegado as urnas dos demais câmpus do IFF foi iniciada a apuração para Reitor/a.
  5. Já pela madrugada, acompanhamos o trabalho de apuração pela Comissão Eleitoral Central, que deciciu que ela mesma faria a apuração, e já neste momento, foi anunciado pela Comissão Eleitoral que havia um problema com os votos de urnas dos estudantes do câmpus Centro, sendo que havia um acréscimo de 50 votos que não estavam presentes nas listas apresentadas. Estes 50 votos passaram a 70 votos, depois a 90 votos e também foram detectados que havia acréscimos na listagem a mão e sem a autorização da mesa receptora, de sete pessoas.
  6. Diante da demora na apuração e do cansaço de todos os presentes fizemos uma sugestão por meio de nossos fiscais de que fossem apuradas então as urnas de servidores técnico-administrativos e de docentes e que se deixasse a apuração dos estudantes para depois já que havia o problema que não tinha ainda sido resolvido.
  7. Apuradas as urnas de servidores e de docentes chegou-se a um número que poderia ser lido como um empate técnico, com a vantagem de um pequeno percentual para a nossa candidatura.
  8. Ao se voltarem à resolução do problema das urnas do câmpus Centro de discentes, dois problemas aconteceram: um porque a Comissão Eleitoral surpreendentemente juntou todos os votos destas urnas, que eram em número de três, sem fazer a verificação de cédulas com as listagens; outro porque uma vez isto feito, ao detectarem que havia discrepância primeiro de 50 votos, depois de 70 votos, depois de 90 votos não havia mais condições de se detectar em qual das urnas estava localizado o problema, o que gerou também um outro impasse, a se anular teria que ser todos os votos e não apenas aqueles da urna comprometida.
  9. O procedimento determinado pela Comissão Eleitoral foi o de conferir a listagem toda de novo, em presença de fiscais das duas candidaturas e ao final, e aí se chegou à conclusão que o número de cédulas batia com a listagem, que o problema era da listagem mal feita e sem espaço para a verificação;
  10. Não compreendendo como antes, no início da apuração se proclamou que havia uma diferença de 50 votos, depois de 70 votos, constatação que foi feita pela própria Comissão Eleitoral o que depois se transformou em apenas sete votos que não constavam na lista e que nem foram autorizados pela mesa receptora, fizemos mais uma vez um recurso solicitando que a Comissão Eleitoral impugnasse a urna com problemas;
  11. A Comissão Eleitoral se reuniu, e decidiu por unanimidade que iria impugnar a urna de votos de estudantes do câmpus Centro e que procederia à contagem de votos das demais urnas dos outros câmpus.
  12. Em ato contínuo, o professor Jefferson Manhães de Azevedo em todos os momentos atuando como representante de Luiz Augusto incitou todos os estudantes do câmpus Centro ali presentes a invadirem a Reitoria do IFF porque a Reitora estava contra os estudantes e não queria que os votos deles fossem contados.
  13. Mais uma vez, com a participação dos “estudantes profissionais”, a Reitoria foi invadida, desrespeitada, arrombaram portas, roubaram a pasta que lá estava com cópias de todos os recursos que entregamos à Comissão Eleitoral e apoiados pelo professor Jefferson Azevedo, os estudantes impuseram à Comissão Eleitoral a contagem destes votos, mesmo depois de a Comissão Eleitoral ter sido unânime de que isto não seria possível por causa das discrepâncias e indícios de fraudes com a votação.
  14. Foi então chamado o Procurador Federal, a Policia Federal e o professor Hélio Gomes representando o Conselho Superior, para se tentar resolver o impasse da invasão da Reitoria e como parte da negociação, uma mesa foi estabelecida com a participação da Polícia Federal, do Presidente da Comissão Eleitoral, de membro do Conselho Superior, do Presidente em exercício do Conselho Superior, do Procurador Federal, do Presidente do Grêmio Estudantil e de representação jurídica do SINASEFE, para com a participação dos dois candidatos se fizesse um Acordo para que a urna, antes impugnada pela Comissão Eleitoral por unanimidade, fosse apurada. E concordamos com a apuração dela apesar de tudo o que relatamos. Também foi acordado pelos estudantes que caso não se apurasse, novamente e Reitoria seria invadida até que isto acontecesse.
Bem, concluindo, quero apenas reiterar junto a este Conselho Superior que desejo que o resultado das eleições seja homologado. O que rogo à Presidência da Comissão Eleitoral eleita e de posse das prerrogativas que a legislação lhe impõe e também a este Conselho Superior é que façam constar em Ata todo o ocorrido neste pleito eleitoral. Esta é a verdade dos fatos e que solicitamos que seja tornada pública. Não podemos continuar a ser acusados de golpe quando na verdade, as ações ocorridas é que demonstram a truculência de nossos adversários.
Repito, assim como o fizemos em vários de nossos debates que em nossa trajetória de serviço público, de 35 anos, 34 foram dedicados a esta instituição de ensino, e como tal, sempre tivemos compromisso com a verdade e com a lisura e por isso não podemos admitir que aqueles que me sucederão por um desejo de apagarem a minha história de educadora e de implantação deste instituto federal, queiram inverter a lógica dos fatos e atribuir a mim ofensas pessoais que não condizem com a verdade.
Aproveito ainda para dizer a este Conselho Superior que tenho tido a honra de ter inúmeras manifestações de solidariedade de inúmeras pessoas de todos os câmpus do IFF e também da sociedade que sei que torciam pela nossa eleição. E que também represento com este documento os servidores e estudantes de todos os câmpus do Instituto Federal que nos apoiaram (1934 estudantes, 265 técnico-administrativos e 251 docentes de todos os nossos câmpus) e que esperam de nós uma condução firme e corajosa neste momento e que precisam seguir em frente, certos de que mesmo com os percalços a luta vale a pena e que não devemos nunca desistir dos princípios e dos sonhos que temos.
Campos dos Goytacazes,16 de dezembro de 2011.
Cibele Daher Botelho Monteiro 



8 comentários:

Eduarda disse...

90 votos a mais? Mesmo tirando os 90 votos de Luiz Augusto e dando para a Cibelle, mais esses 90 votos ainda a REItora perderia...
Aceitem a derrota! É dificil saber perder quando está em jogo 160 milhões.
Aliás, para onde vai todo esse dinheiro? Porque há dois anos estudei em "saunas" e não em salas de aula, sem sequer um ventilador ou ar condicionado... Laboratórios precários, computadores arcaicos.

E uma curiosidade, porque tantos carros para atender os servidores? Praticamente todo mês é um carro 0km que aparece nas mediações do IFF, e todos parados de enfeite...
Será que carros são mais importantes que boas salas de aulas ou mais importante do que suprir a carência de professores?
Há turmas que estão sem ter 2,3 disciplinas por falta de docentes.
Essas indagações valem para a Reitoria e a Diretoria do Campus-Centro.

Anônimo disse...

Isto era uma corja comandada e manipulada por Roberto Moraes... Agora entra uma corja comandada e manipulada pelos Garotinhos!!!

Democracia é isto!

Revesamento de Poder... o resto é choro de quem não conseguiu fazer mais pactos e politicagens.

Afinal, IFF, UFF e UENF, ao invés de contaminar a política campista, foram contaminados

douglas da mata disse...

Comentarista Eduarda, meus respeitos.

É claro que um orçamento desses gera disputa.

Mas por que enxergar apetite nos perdedores que não queriam largá-lo, e não fazer o raciocínio inverso, e diagnosticar o mesmo(ou maior)apetite nos que ganharam? Ou será que o fizeram apenas pela vocação e dever cívico?

Bom, o que meu texto, e as cartas publicadas procuram dizer, não é lamentar uma derrota simplesmente, o que é justo e aceitável em qualquer disputa, a não ser que você seja daquelas que comemore derrotas.

A questão é o rompimento das regras que tornam possíveis o exercício democrático, e não apenas o aspecto quantitativo das eleições.

Veja, vivemos em uma cidade onde sabemos bem o que é isso: Utilizar de todos os meios lícitos ou não para auferir mandatos.

É claro que não podemos exagerar e dizer que houve fraude ou ilicitude, mas é certo que a irregularidade apontada não foi sanada a contento, e não por falte de capacidade de negociação da chapa perdedora, mas pela simples pressão ilegítima e fascista dos que acreditam que maiorias ou grupo de pressão podem tudo pela força.

Mas outra vez, na presença de tais questões, pode a Cibele e seu grupo dar uma lição de Democracia, homologar sua derrota, sem os questionamentos administrativos e judiciais que eram cabíveis.

Mais ou menos como fez Al Gore quando bush jr "ganhou" eleições com urnas sob suspeita.

Não retrucou, não impugnou.

Como se viu, e a História não mente, quem perdeu, de verdade, foram os EEUU e o resto do mundo.

Tomara que nos IFF se dê de forma diferente, embora os métodos sejam bem parecidos.

Um abraço.


PS: é preciso dizer que os campi têm certa autonomia orçamentária, logo, se há excessos de carros, ou obras de maquiagem, em detrimento das instalações das atividades-fim, a reitoria tem pouco ou nada a ver com essas escolhas de cada diretor.

Assim como a questão da carga horária e a falta de professores, pelo menos é essa resposta que obtive da então reitora quando questionei sobre essas lacunas de professores, e ela, democraticamente, me respondeu.

Anônimo disse...

Parabéns pela análise lúcida dos eventos.
Parabéns também pela filha que, espero não esteja cobrando um ar condicionado na sala e sim a falta de professores ou a sua ausência pedagógica.
Parabéns aos governos do PT que estão ampliando estas mesmas oportunidades pelo Brasil afora...( IF no alemão, quando poderia estar melhorando as condições climáticas do Campus centro, isto vai ser muito cobrado)
E paciência histórica, sem a qual chutamos o barco.
Feliz natal

Herbert Richards disse...

Falar de melhoria no lanche é no minimo desconhecimento......nao concordo com essa pratica e a repudio veementemente, mas quem começou com isso foi o grupo do blogueiro Roberto Moraes,que em eleiçoes passadas oferecia hot dogs,mini pizzas etc.
Esse mesmo grupo impediu(empurramdo com a barriga) que se fizesse o bandeijão no IFF ( na época ainda cefet), quando a maioria do gremio que defendia essa proposta e tinha representante no conselho diretor, apoiava a oposição e temia que o bandeijão se tornasse bandeira da oposição. Basta ver atas do gremio e conselho diretor. O engraçado é que Luiz Augusto E jeferson eram pessoas boas e corretas e do nada viraram garotistas e golpistas e Guiomar. que quando estava na oposição era baderneira e porra local, virou pessoa boa da noite pro dia. Na minha singela e humilde opinião o que ocorreu foi o contrario. Luiz e jeferson perceberam lama na planicie "UFFIANA" e romperam com isso.Já Guiomar por sua vez, como sempre sedenta pelo carguinho, pulou de galho mais uma vez . Espero que o blogueiro de cá volte a enxergar o blogueiro de lá,como Roberto ( I) Moraes, como já fizera outrora.

douglas da mata disse...

Herbert Richards, meu caro, suas versões parecem dublagens ruins de personagens piores.

Falta-lhe um pouco de perspectiva histórica, pois então, vamos aos fatos:

As pessoas não se tornam ruins ou melhores pelo lado que escolhem, mas como operam essas escolhas e porquê as fazem.

No jogo democrático, é normal mudar de opinião e rever posições e refazer alianças táticas ou estratégicas.

Falta-lhe informação sobre o diretor re-eleito, agora um ferrenho defensor das eleições, mas que, na verdade, só passou a contestar a escolha da reitoria como critério porque não foi o escolhido, aí, como as uvas estavam verdes, rompeu e passou a questionar o modelo que imaginava que lhe beneficiaria.

Na época, eu até achei que foi uma falta de habilidade do grupo que controlava a transição não tê-lo escolhido, mas hoje, com essa PERSPECTIVA HISTÓRICA, pude ver que estavam certos: O pequeno iluminado disse a que veio, e por quem veio.

Há um limite, uma balisa que dá o norte das minhas escolhas políticas: É certo que não me junto com qualquer um para combater o garotismo, mas é absolutamente certo que onde o garotismo estiver, eu estarei do outro lado, ainda que sozinho.

jefferson parece não entender assim, direito dele, mas negar que os próceres do garotismo desembarcaram e desfilaram na sua campanha é como negar a proximidade do grupo da Cibele com o PT nacional.

E se essa pecha (de petistas) lhes é colocada sem repulsa, por que os jeffersonianos negam o acordo com o garotismo.

Será que o cheiro não é bom? Vergonha? Ainda restou alguma?

O caso de Luiz é um pouco mais complexo, e me faltam todos os dados para debater mais a fundo, mas posso dizer que não se tratou apenas de escolher entre vilões e mocinhos.

É certo que os dois, nem a Guiomar ou qualquer outro eram o que se diziam deles, nem agora, são eles o que eles se dizem ser.

As coisas mudam, mas não muda um fato:

Goste-se ou não, foi o grupo que ontem perdeu o controle do IFF, junto com Luiz, quando ainda fazia parte desse grupo, que construíram o IFF que temos hoje.

Pergunto: se Guiomar é uma oportunista, por que não ficou neutra, à espera do grupo vencedor, mais uma vez?

Em relação ao bandejão, pelo que sei, a escola manteve sua escolha(você pode discordar), que vige desde minha época(1984-1988)de fornecer alimentação a bolsistas (carentes), e não comida barata para todos, uma vez que a grande maioria ou boa parte dos estudantes se beneficiaria sem precisar disso, pois tem recursos.

Ficou valendo o princípio de quem pode mais, paga mais, e subsidia quem pode menos.

O detalhe das gelatinas e pães de queijo: ora, como repudiar uma prática, e depois justificá-la porque outros a usaram? Paradoxal, não, para não dizer incoerente.

Mas de todo modo, não soube que esse expediente foi usado para aliciar eleitores, mas se aconteceu, fica aqui meu repúdio, antes e depois.

Quanto aos adjetivos a Roberto, veja, como disse, a gente sempre pode mudar de ideia:

Eu acreditei no muda campos,e na quadrilha de garotinho, mudei de ideia.

Acreditei que jefferson poderia ser um vento de mudança na escola e até defendi uma aproximação com ele, estava enganado.

Acreditava que Roberto não merecia toda minha confiança, estava errado.

Acreditei em Lula, e Dilma: Estava e estou certo.

Viu, é assim, e desculpe-me se copio outra frase de Orson Welles:

"é preciso ter dúvidas. Só os estúpidos têm confiança absoluta e, si mesmos"


Como será o IFF agora, não sei, meu caro, mas eu pressinto que coisa boa não vem por aí, mas como sempre, posso(e desejo)estar errado.

Um abraço, e grato pela participação.

Herbert Richards disse...

Meu nobre blogueiro, eu disse que sou contra a gestão de Roberto Moraes e seus pupilos, pois estudei nessa instituição e sei de práticas que serei sempre contrário. Mas vamos a alguns fatos dito pela ilustre pessoa.

" O detalhe das gelatinas e pães de queijo: ora, como repudiar uma prática, e depois justificá-la porque outros a usaram? Paradoxal, não, para não dizer incoerente. "

Peraí...é o poste que mija no cachorro ou o cachorro que mija no poste ???? A questão não é justificar uma prática porque outros antes a fizeram...a questão é que quem sempre faz uso de uma pratica, nao pode criticar quem faz depois e nao usei como justificatica, pois como disse anteriormente eu repudio veementemente....ou o ilustre blogueiro acha que Arnaldo poderia criticar garotinho por desviar recursos públicos e vice-versa ??

Seguimos adiante:

"Pergunto: se Guiomar é uma oportunista, por que não ficou neutra, à espera do grupo vencedor, mais uma vez? "

Guiomar me deu aula e a considero uma boa professora com excelente didática, mas politicamente acho que lhe falta firmeza nas suas convicções. Mudar de ideia, faz parte do jogo como vc mesmo falou. Eu ja mudei várias vezes algumas posições antes defendidas. Ja acreditei em Deus, hoje sou ateu, já acreditei no PT , hoje não acredito mais. Isso é normal, faz parte e nao há nenhum crime ou incoerencia. Mas quando se muda de galho a cada eleição é no mínimo duvidoso. E o pior, ela nao viu que foi usada. Não duvido nada que ela mude de lado mais uma vez.

Em nenhum momento defendi aqui a gestão de Jeferson até porque nunca sequer o vi pessoalmente e também nao defendi Luiz Augusto, embora esse eu conheça e mesmo tendo divergencias com ele, sei que é uma´pessoa do bem e preocupado com a educação.

Quanto ao futuro do IFF, também nao sei o que será, mas acho que ter se livrado de um grupo que estava lá ha muito e vivia de fachada, pode ser um avanço, mas certeza eu nao tenho de nada, caro Douglas.
Um abraço

douglas da mata disse...

Caro Herbert,

Até aqui, a única pessoa que noticiou que essa prática foi utilizada pelo grupo que deixou o poder, para se manter à frente, em outras eleições.

Eu sinceramente, nada sabia, mas se ocorreu, e posso até acreditar em você, é grave e merece repúdio.

Pelo que sei, Roberto foi eleito diretor da então ETFC, sem esse expediente, e posso afirmar, eu estava lá.

Teve um hiato desse grupo com a gestão Miguel Ramalho, e pelo que me consta, as denúncias eram contra o abuso de poder econômico por parte do grupo dele (Miguel), e outra vez lhe digo: eu estava lá.

Já nos outros anos subseqüentes, não posso afirmar, mas pelo que sei, como disse, não foi a situação que recorreu a esse expediente em tempos eleitorais. VEJA, EU FRISEI, EM TEMPOS ELEITORAIS!

Mas repito, se aconteceu, repudio, e muito menos acho que o grupo que lá estava acertou em tudo, sou pela alternância de poder, sempre que possível, mas me preocupa a natureza da disputa, a quebra de regras para o suposto exercício democrático, mas que foram, paradoxalmente, quebradas em nome dessa suposta democracia.

Quanto a Guiomar, você tem que escolher, ou ela é algoz(oportunista) ou vítima(foi usada). É possível que seja as duas coisas? Claro, todos nós usamos e somos usados.

Mas o que não ficou evidente é: Como mudar para um "galho" que vai "quebrar", e ser tomada como alguém que o fez para se dar bem? Onde está a vantagem?

Me parece que ela foi fiel ao que acreditava, mesmo que discordemos do que isso significava, e isso nada tem a ver com oportunismo.

Um pequeno reparo: Qual foi a fachada que manteve esse grupo, que você diz satisfeito de se "livrar"? A expansão do IFF? O seu crescimento em importância para a região e sua intervenção como centro de produção de conhecimento sobre nossas demandas? A convivência democrática que permite os embates que lá foram travados, com todos problemas, mas que amadurecem as instituições?
A retidão de Cibele?

Qual fachada?

Como já disse, falta a você, com todo respeito, perspectiva histórica para entender que o que aconteceu no IFF é muito mais que uma disputa de grupos contra grupos, mas a disputa entre visões conflitantes de gestão de ensino, trato com a coisa pública, enfim, com a orientação política e filosófica que prevalecerá na Escola.

Essa é minha preocupação.



Um democrático abraço.